O tenente-coronel Claudio Luiz de Oliveira disse acreditar na Justiça e "ter certeza" que nada ficará provado contra ele

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Tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira chega para prestar depoimento na Divisão de Homicídios
Domingos Peixoto / Agência O Globo
Tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira chega para prestar depoimento na Divisão de Homicídios

O tenente-coronel Claudio Luiz de Oliveira negou na tarde desta terça-feira (27) sua participação na morte da juíza Patrícia Lourival Acioli no dia 11 de agosto. Ele havia sido apontado por um dos PMs presos pelo crime como o mandante do assassinato.

Reprodução Facebook
Patrícia Acioli tinha 47 anos e foi morta quando chegava em sua casa, em Niterói
"Eu acredito na Justiça, sou inocente e tenho certeza que isso vai ficar provado", disse o ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo), ao chegar à Divisão de Homicídios da Polícia Civil para prestar depoimento.

O tenente-coronel, entretanto, não comentou detalhes do depoimento do cabo que o teria incriminado. "Não tenho conhecimento do depoimento de ninguém, ainda", afirmou.

A prisão temporária de Oliveira foi decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) após um cabo preso por envolvimento no assassinato de Patrícia ter confessado em júri que o tenente-coronel havia sido o mandante do crime. O agente fez a revelação para obter o benefício da delação premiada, que acarreta uma provável redução de pena.

A ordem para a morte da magistrada teria sido dada quando Oliveira ainda comandava o 7º BPM. A transferência dele para o comando do batalhão da Maré (22º BPM) aconteceu em um pacote de mudanças promovido recentemente pela Polícia Militar. Após o depoimento, Oliveira será levado para o presídio Bangu 8, na zona oeste da capital fluminense.

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