Secretaria de Segurança faz operação para prender policiais no Rio

Segundo investigações, suspeitos desviavam material apreendido em operações para revender. PM foi preso e tinha carros de luxo

iG Rio de Janeiro |

Agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco) deflagraram na madrugada desta terça-feira (13), a Operação Herdeiros. A ação tem como objetivo cumprir 19 mandados de prisão, entre eles 11 contra policiais militares e dois contra policiais civis, além do cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão.

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Após investigações, agentes da Subsecretaria de Inteligência identificaram dois grupos formados por policiais civis e militares que se associaram para arrecadar material apreendido em operações clandestinas ou mesmo em operações regulares, realizadas em comunidades do Rio.

Um PM suspeito foi preso em Cascadura, na zona norte. Ele é conhecido pelo apelido de Morte Certa e tinha dois carros de luxo na garagem de sua casa.

Esses policiais levantavam informações sobre a localização de traficantes, armas e drogas. Após a operação, os materiais então desviados eram vendidos a traficantes por meio de comparsas que realizavam uma espécie de ponte entre os policiais e os bandidos.

As investigações apontaram ainda que o destino dessas armas era a favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio. Nessa comunidade, as negociações entre os traficantes e os policiais criminosos eram feitas, principalmente, por um ex-militar do Exército identificado como Asdrubal Bacon Dias Marques Junior, o Juninho. Asdrubal responde a um processo na 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, em Madureira, por porte ilegal de arma, juntamente com um PM.

Durante as investigações da Subsecretaria de Inteligência, dez pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, munição e tráfico de drogas. Entre os presos está também o ex-chefe de segurança da Câmara de Vereadores de Niterói. Com ele foi encontrado uma carteira falsa da Polícia Civil. O segurança já foi exonerado do cargo.

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