Professores da rede estadual entram em greve no Rio

Secretaria estadual de Educação diz que adesão à paralisação é baixa

iG Rio de Janeiro | 08/06/2011 12:35 - Atualizada às 17:33

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Os professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro entraram em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (8). Em nota, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado (Sepe) informou que a paralisação será realizada até que o governo estadual “reabra as negociações e apresente uma contraproposta” às reivindicações feitas pela categoria.

Os grevistas reivindicam um reajuste salarial de 26%, a incorporação imediata da gratificação do Programa Nova Escola e o descongelamento do plano de cargos dos funcionários administrativos das escolas estaduais. Segundo o sindicato, a pauta de reivindicações da categoria foi entregue ao governo no início deste ano.

Procurada pela reportagem, a secretaria estadual de Educação informou que a adesão à greve é baixa. A pasta não soube informar, no entanto, quantas escolas estão sem funcionar nesta quarta-feira. Um levantamento está sendo feito e deverá ser divulgado ainda hoje. O Rio possui 1.652 escolas na rede estadual.

Apoio aos bombeiros

O Sepe também declarou que apóia a greve dos bombeiros no Rio. Na quinta-feira, os profissionais de educação vão se unir a eles e fazer um ato nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a partir das 16h. O manifesto vai ter como objetivo pressionar os deputados estaduais a intercederem junto ao governo do estado, com objetivo de reabrir as negociações em torno das reivindicações das duas categorias.

Os bombeiros estão em greve desde o último final de semana. Na última sexta-feira (3), 439 militares foram presos após uma invasão ao Quartel-General da corporação, no centro da capital fluminense. Desde então, bombeiros mantêm acampamento nas escadarias da Alerj em sinal de protesto.

De acordo com o blog “S.O.S. Guarda Vidas”, criado por representantes da categoria, os soldados do Estado recebem o pior soldo do País: R$ 1.031,38 (sem vale-transporte), ocupando o 27º lugar no ranking nacional. Os bombeiros pedem o aumento do piso atual para soldado, de R$ 950, para R$ 2 mil, com direito ao vale-transporte.

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