Policias militares são presos acusados de espancar jovem em boate

Capitão e cabo da PM teriam agredido, junto com outros 5 homens, estudante de 28 anos em boate na zona norte

iG Rio de Janeiro |

Dois policiais militares estão presos suspeitos de terem se envolvido em uma briga dentro da boate "Provisório Club", na Ilha do Governador, zona norte do Rio, na madrugada da última sexta-feira (9). O capitão PM Alexandre Gualberto da Silva, lotado no 16°BPM (Olaria) e o cabo Alessandro Gomes Souza, do batalhão de Irajá, teriam espancado o empresário Rorion Moraes, de 28 anos, junto com outros 5 homens.

Rorion foi agredido pelo grupo mesmo desacordado. Como consequência das agressões, teve que receber 16 pontos de sutura na cabeça, além de ter perdido seis dentes. O empresário também não recuperou totalmente a visão do olho esquerdo.

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Os agressores foram identificados pelas câmeras do circuito interno da casa noturna no momento em que chegavam ao local e foram presos administrativamente pela corregedoria da PM por 72 horas.

Policiais da 37ª(Ilha do Governador), que investiga o caso, afirmaram que serão indiciados por prevaricação os policiais do batalhão da área que foram chamados para a ocorrência. Há a suspeita de que eles não teriam prendido em flagrante os agressores por corporativismo.

Nesta segunda-feira (12), outro envolvido na briga prestará depoimento.

Rorion, que é filho ex-vereador e comodoro do Iate Clube Jardim Guanabara, José de Moraes, já havia se envolvido em uma briga em junho do ano passado. Ele foi agredido pelo faixa preta de jiu-jitsu Diogo Vieira, que foi indiciado, na época, por lesão corporal e coação - pois teria tentado inibir Rorion a registrar a queixa.

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