PF realiza operação para desarticular quadrilha formada pela máfia israelense

Grupo atua no Brasil através da importação irregular de veículos de luxo, da exploração de caça-níqueis e outros crimes

iG Rio de Janeiro |

Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Agentes foram até uma concessionária na Barra da Tijuca, suspeita de vender carros irregulares
A Polícia Federal (PF) realiza uma megaoperação nesta sexta-feira (7) para desarticular uma quadrilha formada por integrantes da máfia israelense. De acordo com a PF, a organização criminosa atua no Brasil através da importação irregular de veículos de luxo seminovos, da exploração de máquinas caça-níqueis, do jogo do bicho e outros crimes.

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Os policiais cumprem 22 mandados de prisão e 119 de busca e apreensão em 14 estados e no Distrito Federal. Os membros da máfia israelense integram uma grande organização conhecida como “Abergil Family” (Clã Albergil), que está envolvida em esquemas ilícitos em diversos países.

A PF informou que vai solicitar um bloqueio de bens estimados no valor de R$ 50 milhões. Entre os locais visitados pelos agentes estão três concessionárias de revenda de veículos importados localizadas no bairro da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Os estabelecimentos pertenceriam a Haylton Escafura, um dos filhos do contraventor José Caruzzo Escafura, mais conhecido como Piruinha.

Importação irregular

Segundo a Receita Federal, que apóia a ação, a importação de veículos usados, de modo geral, não é autorizada. Apenas veículos antigos, desde que com mais de 30 anos de fabricação para fins culturais e de coleção, podem ter a importação autorizada.

São aceitos também nesses casos os veículos antigos como parte de herança aberta no exterior, e os importados por missões diplomáticas, repartições consulares e representações de organismos internacionais. O número de veículos importados, entre 2009 e 2011, por meio do esquema fraudulento pode ultrapassar 500.

De acordo com a Polícia Federal, os presos deverão responder pelos crimes de contrabando e comércio ilegal de pedras preciosas, crime contra a economia popular, formação de quadrilha, crimes contra ordem tributária, lavagem de capitais e evasão de divisas.

Eles estarão sujeitos, de acordo com a participação, a penas de até 10 anos de prisão que poderão ser acumuladas ou aumentadas. A investigação contou com o apoio de agências de inteligência de Israel, da Inglaterra e dos Estados Unidos.

* com informações da Agência Brasil

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