'Me salvei porque fui comprar refrigerante', diz sobrevivente

O mensageiro Orlando Henrique Silvino afirma que alertou colega para sair do prédio

Anderson Ramos, colaboração para o iG |

Domingos Peixoto / Agência O Globo
"Ouvi muitos gritos e fechei os olhos", diz Orlando Silvino

O mensageiro Orlando Henrique Silvino, de 52 anos, afirma que só se salvou porque um amigo o pediu para comprar um refrigerante em um bar próximo ao prédio número 44, da Avenida Treze de Maio, no centro do Rio de Janeiro. Minutos após entregar a lata para o colega de trabalho, o edifício de 18 andares veio abaixo.

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"Hoje fez muito calor, estava abafado demais. Um amigo pediu para comprar um refrigerante, então desci", relata ao iG. Após comprar uma lata de refrigerante, Silvino encontrou com o amigo no hall do prédio.

"Ficamos conversando e, então, escutei um estalo". Silvino conta que estranhou o volume do barulho e alertou o colega do perigo, quando pedras pequenas começaram a cair na entrada. Mas, de acordo com o mensageiro, o amigo o contrapôs. "Esses estalos são normais, há obras no prédio".

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Silvino relembra que se despediu de Sérgio e foi em direção à rua. "Essa foi a última vez que o vi, antes dele entrar no elevador. Tenha certeza que ele morreu", afirma. “Pedi pra ele sair. Vi que não era normal aquelas pedras pequenas que estavam caindo. Foi quando entreguei o refrigerante e começou o estrondo maior".

Silvino diz que conseguiu se abrigar em uma banca de jornal para se proteger. "Ouvi muitos gritos e fechei os olhos", relatou. O mensageiro sofreu escoriações e foi um dos atendidos pelo Samu (Serviço de Atendimento Médio de Urgência) do Corpo de Bombeiros e liberado.

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