Ex-comandante apontado como mandante da morte de juíza é preso e exonerado

De acordo com a Polícia Militar, o tenente-coronel Cláudio Luiz Oliveira está detido na carceragem do Batalhão de Choque

iG Rio de Janeiro |

Pablo Jacob/Agência O Globo
Ex-comandante foi acusado por outro PM como mandante de morte da juíza Patrícia Acioli
Apontado como o mandante do assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli , o tenente-coronel Cláudio Luiz Oliveira está detido desde a madrugada desta terça-feira (27) na carceragem do Batalhão de Choque, no centro do Rio. De acordo com uma nota enviada pela Polícia Militar, o tenente-coronel que atualmente comandava o 22º BPM (Maré) foi exonerado do cargo.

A prisão de Oliveira foi decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no final da noite de segunda-feira (26). A medida foi tomada após um policial preso por envolvimento no assassinato de Patrícia ter confessado em júri que o tenente-coronel havia sido o mandante do crime. O agente fez a revelação para obter o benefício da delação premiada, que acarreta uma provável redução de pena.

A ordem para a morte da magistrada teria sido dada quando Oliveira ainda comandava o 7º BPM (São Gonçalo). Ele está há 26 anos na Polícia Militar. Além do tenente-coronel, outros cinco policiais que trabalhavam com o ex-comandante na mesma unidade também tiveram as prisões decretadas nesta segunda-feira pela 3ª Vara Criminal de Niterói.

Reprodução Facebook
Patrícia Acioli tinha 47 anos e foi morta quando chegava em sua casa, em Niterói
Os PMs são acusados de acusados de forjar um auto de resistência (morte em confronto com a polícia) para acobertar o assassinato de um jovem identificado como Diego da Conceição Beliene, de 18 anos. O crime ocorreu no mês de junho durante uma operação do Grupo de Ações Táticas (GAT) do 7º BPM no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

Após chegar à conclusão de que teria sido um assassinato, a juíza Patrícia decidiu incluir no inquérito toda a guarnição do grupo que participou da operação policial. Até então, somente dois PMs estavam presos por causa desse crime. A decisão teria sido o motivo do assassinato da magistrada, segundo investigação da polícia.

Histórico

A Justiça já tinha decretado no dia 11 de setembro a prisão de três PMs pela morte de Patrícia. O tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda teriam assassinado a magistrada acreditando, equivocadamente, que a prisão deles pela morte do jovem Diego ainda não havia sido decretada.

Eles não contavam, no entanto, que, horas antes de ser assassinada , Patrícia já tinha oficializado a medida. No último dia 19, a Justiça determinou que os três PMs fossem transferidos para carceragens diferentes para que não combinem estratégias de defesa.

Patrícia foi assassinada no final da noite do dia 11 de agosto com 21 tiros quando chegava a sua casa, no bairro de Piratininga, em Niterói. No momento, a juíza, de 47 anos, estava sem seguranças.

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