Bombeiros e servidores da Saúde queriam entrar na Casa para acompanhar votação de projeto de lei. Deputados foram agredidos

Tropa de Choque da PM se posiciona na frente da sede da Alerj para evitar invasão
Luiz Gomes/Agência O Globo
Tropa de Choque da PM se posiciona na frente da sede da Alerj para evitar invasão
Um grupo de bombeiros e servidores estaduais da Saúde tentou invadir o prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na tarde desta terça-feira (13). Com a ameaça, o Batalhão de Choque da Polícia Militar foi acionado e houve confusão com os manifestantes.

Segundo a assessoria de imprensa da Alerj, os manifestantes queriam entrar no prédio onde fica o plenário para acompanhar a votação do projeto de lei, de autoria do Executivo, que visa permitir a qualificação pelo Estado de entidades sem fins lucrativos como organizações sociais destinadas à gestão na Saúde. O projeto foi aprovado mas ainda serão analisados outros 20 destaques.

De acordo com a Alerj, mesmo com a presença de policiais, deputados e seguranças da Casa foram agredidos quando tentavam entrar no prédio onde fica o plenário.

Em nota, a Alerj explicou que, antes da confusão, a entrada para as galerias estava liberada e cidadãos chegaram a ocupar as galerias do plenário e acompanhar a sessão.

Com o tumulto, a Alerj informou que se tornou inviável fazer a contagem de pessoas que entravam no prédio e, consequentemente, evitar a superlotação das galerias, medida fundamental para a manutenção da segurança de todos.

Após o protesto na Alerj, os bombeiros e os servidores da Saúde se dirigiram para o Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, em Laranjeiras, na zona sul, onde realizam mais um protesto esta noite.

Os militares reinvidicam piso salarial de R$ 2 mil líquidos, fim das gratificações e auxílio transporte em valor que atenda a real necessidade de deslocamento dos bombeiros.

Com a tentativa de invasão, um tumulto se formou em frente da Alerj nesta tarde
Futura Press
Com a tentativa de invasão, um tumulto se formou em frente da Alerj nesta tarde
O projeto

Em 46 artigos, o projeto trata da qualificação à desqualificação das organizações na administração das unidades, detalhando seu conselho de administração, contrato de gestão, e fomento às atividades. Há ainda uma seção dedicada aos servidores públicos, que, de acordo com o texto, terão assegurados todos os seus direitos, seguirão as diretrizes do contrato e poderão ser relotados ou devolvidos ao órgão de origem.

Segundo a justificativa assinada pelo governador Sérgio Cabral, a proposta representa um investimento em um modelo de gestão mais eficiente. “Possibilitando a melhoria contínua dos serviços de saúde prestados à população fluminense, resguardados os princípios do SUS e a busca da economicidade”, diz

Após a votação dos destaques, o projeto será enviado à sanção de Cabral Entre as principais mudanças promovidas pelo Legislativo no texto original estão a inclusão do conselho estadual de Saúde e o Tribunal de Contas entre os órgãos fiscalizadores.

Protesto na Câmara

O policiamento também foi reforçado em frente da sede da Câmara Municipal, na Cinelândia, no centro, em razão de uma manifestação feita por professores contra a votação de um projeto de lei que tem como objetivo capitalizar o Fundo de Previdência dos Servidores (FunPrevi).

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