'A gente vê pessoas morrerem e não pode ajudar', diz testemunha de desabamento

“Só não morri porque, por sorte, estava do outro lado da rua”, contou funcionário público; autônoma diz que parecia atentado terrorista

Thais Arbex e Leonardo Santos, do iG |

Marcelo Piu / Agência O Globo
Moradores atingidos por pó de desabamento do prédio no Rio de Janeiro
O funcionário público Aluísio Pereira estava passando em frente a um dos prédios que desabaram por volta das 20h30 desta quarta-feira (25) na Avenida Treze de Maio, no centro do Rio de Janeiro, mas do outro lado da rua. “A gente vê pessoas morrerem e não pode ajudar”, lamentou.

Três prédios desabam no centro do Rio

A primeira reação de Aluísio foi correr para tentar ajudar a prestar socorro, mas a imensa nuvem de poeira impedia a visão. Mesmo assim, ele tirou a camiseta, amarrou no rosto e tentou encontrar possíveis vítimas.

“Só não morri porque, por sorte, estava do outro lado da rua”, contou. Neste momento, começou um forte cheiro de gás.

A autônoma Rosângela Valério estava num prédio ao lado do Theatro Municipal quando o desabamento aconteceu. Ela não chegou a ouvir o barulho da queda do edifício. Mas quando deixou o prédio levou um susto com o cenário de guerra que estava armado em toda a área.

“Tinha muita poeira por todo lado, pessoas gritando e chorando e as placas que sinalizam as ruas do bairro estavam todas tortas”, relatou. “Parecia que o Rio tinha sido atingido por um atentado terrorista ou estava em guerra”.

O empresário Valdemar tinha saído de seu escritório, no 15º andar, há quinze minutos quando o prédio desabou. Ele estava no táxi e ouviu a história pelo rádio. Pediu para o motorista voltar. “Se eu estivesse lá dentro, estaria morto agora”, afirmou ele.

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