Advogada acusada de violência em protestos no Rio pede asilo político ao Uruguai

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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De acordo com o DDH, policiais militares estão cercando a área do Consulado Geral do Uruguai, na zona sul do Rio

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Advogada Eloísa Samy é acusada de atos violentos em protesto

A advogada Eloísa Samy, acusada de atos violentos em protesto, está no Consulado-Geral do Uruguai, no Rio de Janeiro, e pede asilo político ao país vizinho. Investigada pela Operação Firewall, da Polícia Civil, ela foi um dos 23 ativistas que tiveram prisão preventiva decretada, por associação criminosa, pela 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (18).

A informação foi divulgada pelo Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH), organização não governamental da qual Eloísa Samy faz parte. Segundo o DDH, o objetivo da advogada é conseguir o asilo para defender-se, em liberdade, das acusações que são feitas pelo Ministério Público.

Representando o autodenominado Coletivo de Advogados do Rio, Rodrigo Mondego esteve no consulado e contou que Eloisa acredita ser perseguida política e teme pela garantia de seus direitos no curso do processo.  "Ela está se abrigando no consulado tendo em vista que teve três direitos violados: direito humano à presunção de inocência, a julgamento justo e à liberdade", afirmou.

"Observamos que o direito humano ao julgamento justo é deixado de lado frente a interesses de agentes do Estado de transformar as prisões em panfleto político e colocar medo em que se manifesta contra o governo estadual", criticou Mondego. O processo, com detalhes de atuação dos ativistas, corre em segredo de Justiça.

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De acordo com o DDH, policiais militares estão cercando a área do Consulado Geral do Uruguai, na zona sul do Rio.

Futura Press
Policiais militares estão cercando a área do Consulado Geral do Uruguai, no Rio


Entenda o caso

A Delegacia de Repressão contra Crimes de Informática da Polícia Civil fluminense ainda procura 18 ativistas acusados de atos violentos em protestos no Rio de Janeiro. Eles foram denunciados à Justiça, na última sexta-feira (18) e tiveram sua prisão preventiva decretada por associação criminosa.

Policiais entraram em choque com manifestantes. Foto: Agência BrasilProtesto no centro do Rio de Janeiro. Foto: ReutersGrupo protesto pelo aumento da passagem no Rio de Janeiro. Foto: ReutersManifestantes e PMs entraram em confronto nas ruas do centro do Rio de Janeiro. Foto: André Mourão/Agência O DiaManifestantes fazem ato contra aumento da passagem. Foto: André Mourão/Agência O DiaHouve tumulto na Central do Brasil. Foto: Leitor Bruno SilvaTumulto durante protesto na Central do Brasil. Foto: André Mourão/Agência O DiaManifestantes e policiais entraram em confronto. Foto: Leitor Bruno SilvaPessoas tentam se proteger do tumulto nas ruas do centro do Rio. Foto: André Mourão/Agência O DiaTumulto entre manifestantes e policiais no centro do Rio. Foto: André Mourão/Agência O DiaPessoas ficam assustadas com tumulto na Central do Brasil. Foto: André Mourão/Agência O DiaManifestantes no centro do Rio. Foto: André Mourão/Agência O DiaHouve tumulto no centro do Rio. Foto: André Mourão/Agência O DiaPoliciais entraram em confronto com manifestantes. Foto: André Mourão/Agência O DiaCinegrafista é atingido na cabeça em protesto no Rio. Foto: BBCWyre Davies e Chuck Tayman, da BBC inglesa, prestam os primeiros socorros a cinegrafista ferid. Foto: BBC

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Também foram denunciadas cinco pessoas que já estão presas. Fabio Raposo Barbosa e Caio Silva Rangel já estavam presos desde o primeiro semestre, acusados de acender o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade. Já Elisa De Quadros Pinto Sanzi, conhecida como Sininho, Camila Aparecida Rodrigues Jourdan e Igor Pereira D’Icarahy foram presos pela Operação Firewall, no último dia 12.

Ontem, o desembargador Flávio Horta Fernandes, do Plantão Judiciário, negou pedidos de habeas corpus para os 23 denunciados. Dos 18 foragidos, 11 foram presos no dia 12 de julho, mas libertados no dia 17, porque sua prisão temporária não foi prorrogada. Sete estão foragidos desde o dia 12.

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