Moradores comemoram melhorias na favela do Complexo de Manguinhos para a visita do papa Francisco

O dia 25 de julho vai ser sempre lembrado pelos moradores da favela de Varginha, no Complexo de Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro. É neste dia que o campo de futebol ficou tomado por fiéis que esperavam ansiosamente o papa Francisco. 

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Moradora que recebeu o papa em casa fala ao iG. Assista abaixo:

Mas Varginha ganhou mais que a bênção do Santo Padre. A comunidade ganhou melhorias significativas para sua população. Segundo Jéssica Silva, de 23 anos, antes do anúncio da visita do papa, Varginha não era prioridade para as autoridades. “Vou te falar que nunca vi o campo de futebol tão cheio. Ele não deixa de ser uma celebridade, né? O melhor é que o papa vai deixar sua bênção em Varginha, mas também trouxe asfalto para as ruas, saneamento básico para as casas e até a poda das árvores, que estavam esquecidas”, disse.

Assista ao depoimento de Jéssica sobre as melhorias na favela:

Poucas casas para frente, na Rua Carlos Chagas, dona Maria Lúcia dos Santos ainda estava tentando entender o que havia acontecido em sua sala. Minutos antes, o papa em pessoa entrou pela porta para rezar com a família escolhida. “Foi o Espírito Santo que indicou o caminho para ele escolher nossa família. Ele entrou, abençoou cada um aqui e nós rezamos uma Ave Maria no final. Foi uma emoção muito grande. Eu só acreditei que ele realmente viria quando o vi na rua”, contou, emocionada.

Campo de futebol ficou lotado de fiéis na passagem do papa Francisco
Nina Ramos/iG Rio
Campo de futebol ficou lotado de fiéis na passagem do papa Francisco

Papa Francisco passou pela pequena Capela de São Jerônimo de Emiliani, depois caminhou no meio da comunidade, falou com moradores, beijou crianças, visitou dona Maria Lúcia e entrou no campo de futebol de Varginha. Com muita lama nos pés, fiéis cantavam e gritavam palavras de amor para o religioso sem se importarem com a chuva e o frio.

Quem adorou o mau tempo foi Claudia da Silva. Por volta de 10h30, a vendedora já tinha faturado R$ 250 com capas de chuva. “Cada capa é R$ 5. Hoje está bom demais!”, disse rapidamente e já abordando o próximo cliente: “Capa? Capa? Olha a chuva, olha a capa...”.

Seu José Severino da Silva, de 65 anos, dono de uma laje na Carlos Chagas, nunca pensou que sua rua fosse conquistar fama internacional. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, o senhor viaja todos os anos em caravana para Aparecida, no interior de São Paulo, onde o papa rezou uma missa na última quarta-feira (24). “É muito bonito ver o campo de futebol cheio assim. Eu estou muito feliz”, contou.

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