Apesar de não mencionar a presidente Cristina Kirchner, o pontífice sempre foi um crítico do atual governo do País

Papa Francisco acena bandeira argentina aos conterrâneos no Rio
Tomaz Silva/ABr
Papa Francisco acena bandeira argentina aos conterrâneos no Rio

O papa Francisco teve um encontro na tarde desta quinta-feira (25) com cerca de 5 mil peregrinos argentinos na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. Na reunião com os conterrâneos, o pontífice fez um pronunciamento que incitou os fiéis a “saírem às ruas” na Argentina. Apesar de não ter pedido abertamente manifestações contra a presidente Cristina Kirchner, o ex-arcebispo de Buenos Aires sempre foi um crítico do atual governo argentino.

“Papa trouxe bênção e asfalto para Varginha”, diz moradora da favela

“Não se deixem excluir. Quero que a Igreja vá para as ruas”, pediu sem mencionar a atual presidente. O encontro com os fiéis argentinos foi um pedido do próprio papa. Ao menos 20 mil peregrinos argentinos não conseguiram entrar na Catedral e se aglomeraram diante da igreja para ver o pontífice. Mas, na saída, o religioso acenou e ergueu uma bandeira de seu país.

Mais cedo, o líder da Igreja Católica já tinha feito um discurso, na comunidade de Varginha, no Complexo de Manguinhos, zona norte da capital fluminense, com uma mensagem que também remetia às manifestações, mas sem mencionar seus conterrâneos.

Saiba mais sobre a Jornada Mundial da Juventude

“Vocês, jovens, têm uma sensibilidade especial diante das injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam da corrupção de pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram seu próprio benefício. Nunca desanimem, nunca percam a confiança. Não deixem que se apague a esperança, a realidade pode mudar. O homem podem mudar. Procurem ser vocês os primeiros a procurar o bem”, afirmou.

O encontro com os argentinos começou pouco tempo depois das 12h15. Depois de entrarem, os jovens receberam as boas-vindas de representantes da pastoral da juventude argentina. Eles levantaram bandeirinhas do país e gritaram o nome do papa. No entanto, houve confusão na entrada da imprensa que cobriria o evento.

‘’O Papa poderia vir aqui na rua todos os dias’’, diz morador do Rio

A ordem era liberar apenas jornalistas argentinos, que deviam mostrar a identidade para passar. Só por volta de 11h50 jornalistas brasileiros tiveram sua entrada no local permitida pela polícia militar e pela organização do evento.

De acordo com a agenda oficial, o papa segue agora para o Centro de Estudos do Sumaré, residência oficial durante sua visita ao Rio, onde almoça e descansa. Mais tarde o pontífice segue para a cerimônia em Copacabana, prevista para às 18 horas.

*Com informações da Agência Estado e Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.