No Rio, envolvido na organização de protestos diz não acreditar em políticos

Por Luciana Lima iG Brasília |

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‘Não nos representa’ é a frase repetida pelo estudante Juliander Oliveira para expressar sua insatisfação

Arquivo pessoal
Juliander diz que não foi às ruas apenas pelo preço da passagem

No Rio de Janeiro, o estudante de relações internacionais Juliander Oliveira, 20 anos, tem se destacado nas passeatas, mesmo diante da pulverização de pautas e reivindicações. A rejeição aos partidos é uma tônica do discurso de Juliander. “Não nos representa”, repete como mantra, tanto nas manifestações quanto nas conversas informais.

“Acho que dessa vez eles (os partidos) não nos representam. O povo foi às ruas por insatisfação em relação a todos os governantes e de diversos partidos”, argumenta. “O que me moveu a participar das manifestações foi a oportunidade de dar um basta em todas as besteiras que o governo tem feito com a população. Não foi o aumento das passagens que levou 250 mil para as ruas na segunda-feira. Foi a insatisfação com todas as medidas tomadas nos últimos 10 anos”, argumentou Juliander, morador da zona norte do Rio de Janeiro.

Juliander não se considera um líder do movimento. “Só estou ajudando a atualizar a página”, justifica o estudante que, em sua página nas redes sociais, se relaciona com mais de 750 pessoas.

Embora não haja um comando unificado das manifestações no Rio de Janeiro, característica que também se observa em muitas outras manifestações no país, em uma reunião na terça-feira, entre militantes de direitos humanos, alguns jovens que têm puxado os protestos nas redes sociais e até pessoas que atuam em partidos chegaram a um acordo para mudar o alvo dos protestos.

Em vez de protestarem contra o Poder Legislativo, como ocorreu na última segunda-feira, as manifestações no Rio nesta quinta-feira se voltaram para o Palácio da Guanabara, sede do

governo estadual, e a Prefeitura da capital.

“A decisão de focar no Executivo resultou de uma das primeiras reuniões de lideranças do movimento. O resultado disso já é uma postura firmada no diálogo com as instituições defensoras de direitos humanos, formada principalmente por pessoas filiadas aos partidos”, explicou Fransérgio Goulart, professor de história também engajado nas manifestações.

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