Personal trainer é preso acusado de matar garotas de programa e transexual

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Alexandre Lopes de Padua Arcenio teria começado a cometer os assassinatos em março, na cidade de Curitiba; polícia investiga se acusado tem relação com outros crimes no Paraná

Alexandre Lopes de Padua Arcenio
Reprodução
Alexandre Lopes de Padua Arcenio

Um personal trainer de 31 anos foi preso sob a acusação de ter assassinado duas transexuais e uma garota de programa na cidade de Curitiba (PR). Responsável pela investigação e resolução dos casos, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil (DHPP) ainda afirma que o acusado tentou matar outra mulher, também na capital paranaense.

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De acordo com os investigadores, ao contrário de outros serial killers, Alexandre Lopes de Padua Arcenio não tinha um padrão de escolha para matar. O perfil de suas quatro vítimas, incluindo uma única sobrevivente, é bastante diverso.

Além disso, nos dois primeiros casos os policiais sequer conseguiram identificar a causa da morte, devido à demora que levaram para encontrar seus corpos.

Veja alguns dos famosos serial killers do Brasil:

Imagem do assassino divulgada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira. Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoJonathan Lopes de Santana, de 23 anos, foi preso em Mogi das Cruzes após matar seis vítimas - quatro foram decapitadas . Foto: Reprodução/RecordTiago Henrique Gomes da Rocha - serial killer de goiás - goiânia. Foto: Fotos PúblicasOs maiores serial killers da América Latina. Foto: Reprodução/YoutubeOs maiores serial killers da América Latina. Foto: Reprodução/YoutubeOs maiores serial killers da América Latina. Foto: Wikimedia CommonsOs maiores serial killers da América Latina. Foto: Reprodução/YoutubeOs maiores serial killers da América Latina. Foto: Reprodução/YoutubeOs maiores serial killers da América Latina. Foto: Reprodução/Youtube

Todas as vítimas estavam nuas
Há, entretanto, um padrão comum a todos os crimes: a forma como foram encontradas as vítimas, sempre nuas e amarradas sobre a cama do apartamento onde o assassino manteve relações sexuais com elas antes de matá-las.

Uma transexual de 28 anos, identificada apenas como Taís, foi a primeira vítima do assassino, encontrada já com o corpo em estado de putrefação, em um apartamento no bairro Bigorrilho, no dia 16 de março.

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Dias depois, em 21 de março, Jaqueline Coutrin de Souza, de 42 anos, foi encontrada morta no quarto de um apartamento no centro da capital paranaense. 

Uma mulher identificada como Mel, de 36 anos, foi achada na última sexta-feira (24), também em um apartamento na região central da cidade, com uma toalha amarrada no pescoço – a investigação acredita que ela foi estrangulada e morreu por asfixia. 

Sobrevivente
De acordo com a polícia, Arcenio tentou ainda fazer uma quarta vítima, uma transexual identificada como Camilly, de 22 anos. Ela alega ter marcado um encontro com o personal trainer por Whatsapp e, após ter mantido relações sexuais com ele, recebido um beijo no rosto e um "mata-leão" (golpe de jiu-jitsu que consiste em estrangular a vítima com o braço em volta de seu pescoço), que a fez desmaiar.

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Camilly acordou horas depois, nua em uma cama, com uma toalha amarrada ao pescoço. A investigação afirma que ela o reconheceu imediatamente após a prisão.

Arcenio admitiu que era mesmo ele nas imagens de circuitos de segurança de locais próximos aos crimes, além de ter confirmado a aplicação do mata-leão nas vítimas. No entanto, ele alega que o fez somente para que elas desmaiassem, pois, com dificuldades financeiras, pretendia furtar seus pertences. O personal trainer nega ter tentado assassiná-las.

A polícia investiga se Arcenio está envolvido em outras mortes no Estado. 

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