Conheça os argumentos de quem é a favor e contra a divisão do Pará

iG reuniu os números e os argumentos para você entender por que o Pará vai às urnas no próximo dia 11 de dezembro

Wilson Lima, iG Maranhão | 06/12/2011 20:25

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O plebiscito sobre a divisão do Pará vai acontecer neste domingo, dia 11 de dezembro, em todas as cidades do Estado. Cerca de 4,8 milhões de pessoas têm direito a voto, que é obrigatório - quem mora fora do Pará terá de justificar, como em uma eleição comum.

Nesta reta final da campanha, o iG reuniu números sobre o Pará e as regiões que querem se separar,  argumentos das frentes a favor e contra a divisão e as opiniões de brasileiros espalhados pelo País, publicadas nas redes sociais ou na área de comentários desta reportagem sobre a divisão do Pará.

Navegue pelo infográfico, leia os argumentos e, depois, deixe sua opinião. Comente. Participe deste debate. Quanto mais opiniões, melhor a decisão.

Vote: Você concorda com a divisão do Pará? Deixe seu voto

Na TV: Veja vídeos da campanha eleitoral no Pará

Os três possíveis Estados:

Carajás: Estado pode ser um dos mais ricos e violentos do Brasil

Tapajós: Estado será maior que Minas e Bahia, mas mais pobre que o Piauí

Novo Pará: Se for criado, Estado será tão alfabetizado quanto São Paulo

 

O debate:

- Como ficaria o Brasil com os novos Estados

A campanha:

- Na reta final, separatistas ficam sem tempo no rádio e na TV

- Governador do Pará diz que plebiscito cria ressentimento e mágoa

- 'Não somos galos em rinha', diz governador em direito de resposta

- Movimento pede boicote a deputados que pregam divisão do Pará

- Receita dos municípios vira alvo de disputa em campanha

Os números

As três regiões são muito diferentes entre si, mas compartilham os mesmos problemas sociais. Navegue pelo infográfico e saiba quais são elas.

 Os argumentos

Saiba por que os separatistas querem a divisão e por que os unionistas se opõem a ela

Separatistas

O Estado vai ficar mais perto das pessoas. Belém, a capital do Pará, fica a 1.400 quilômetros de Santarém, cotada para capital de Tapajós – equivalente a três vezes a distância entre Rio e São Paulo.

Mais investimentos do governo federal. Hoje, o Pará recebe R$ 2,4 bilhões em transferências federais. Com os novos Estados, esse repasse, somado, seria de R$ 5,9 bilhões.

Investimentos seriam mais bem distribuídos. No caso da saúde, por exemplo, todos os casos de alta complexidade precisam ser encaminhados para Belém por falta de estrutura.

Comparação com outros Estados. Tocantins, que se separou de Goiás, e Mato Grosso do Sul, desmembrado de Mato Grosso, deram grandes saltos econômicos e sociais.

Combate ao desmatamento e à criminalidade vai melhorar. Cada um dos três Estados terá de criar polícia e secretarias de meio ambiente, aumentando a prevenção e a fiscalização.

Unionistas

Estados pequenos não garantem melhores serviços. Alguns dos Estados mais desenvolvidos do Brasil, como São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul, têm grandes territórios.

Novos Estados vão consumir grandes quantias de dinheiro público. Serão mais duas Assembleias Legislativas, duas sedes de governo e dois Tribunais de Justiça.

Haverá o rateio dos recursos federais. São R$ 2,4 bilhões destinados ao Pará que precisarão ser divididos com Carajás e Tapajós.

Eles nascerão deficitários. O Pará, sozinho, arrecada R$ 300 milhões a mais do que gasta por ano. Carajás nasceria com um déficit de R$ 1 bilhão, Tapajós, de R$ 864 milhões e o Pará remanescente, de R$ 850 milhões.

A divisão do Estado não interessa à população a apenas certos grupos políticos e empresariais, que querem aumentar seu poder nos locais.

O que as pessoas pensam

Na área de comentário desta reportagem sobre a divisão do Pará, pessoas de diversas partes do Brasil estão opinando. Você também pode opinar. Uma das maneiras é deixar um comentário, dizendo o que você pensa sobre a divisão, na área de comentários desta reportagem, logo depois do final deste texto. Também há a alternativa de comentar nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook. Se você é a favor da divisão, deixe seu argumento e, ao final, coloque a frase #votosim (se você é a favor da separação) ou #votonão (se você é contra a separação).

Abaixo, as opiniões de alguns internautas. Se você deixar seus comentários das redes sociais, eles vão aparecer na caixa abaixo. Participe. Quanto mais opiniões, melhor o debate, melhor a decisão.

 

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157 Comentários |

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  • Darlon | 09/12/2011 12:09

    a divisão do para e so interresse politico.

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  • Gui | 09/12/2011 10:16

    Não é preciso dizer quem sai ganhando nessa divisão, mas quem perde, mais uma vez, somos nós o povo. Muitos religiosos encontraram na nossa política corrupta uma grande alternativa para divulgar suas crenças, esquecendo-se da sua missão divina de defender a população contra a manipulação política nefasta que temos no Brasil, da corrupção, etc... Política e religião nunca se devem misturar.

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  • cris | 09/12/2011 09:55

    Interessante! Não se vê religioso se unindo para nos ajudar a combater a corrupção crescente que vem assolado o país, mas para apoiar esse afronte malígno que é essa divisão manipulada do Pará, eles são os primeiros. Nâo é atoa que está cheio de religioso corrupto na política.

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  • RITA VELOSA | 09/12/2011 03:29

    DIVIDIR O PARÁ EM TRÊS ESTADOS AINDA É POUCO. TAPAJÓS AINDA FICARÁ MUITO GRANDE.SÃO ÁREAS IMENSAS, MAIORES QUE PAÍSES EUROPEUS E QUE SE TORNAM INVIÁVEIS DA FORMA COMO ESTÃO, COM A ADMINISTRAÇÃO CENTRALIZADA EM BELÉM.OS POLÍTICOS SÃO CORRUPTOS? ALGUNS SÃO! A MÁQUINA ADMINISTRATIVA É CARA? SIM. MAS, QUANDO JUSCELINO FUNDOU BRASÍLIA PARA DESENVOLVER O CENTROESTE, FUNCIONOU.QUANDO DIVIDIRAM GOIÁS E MATO GROSSO, TAMBÉM DEU MUITO CERTO.OS BENEFÍCIOS SÃO MAIORES QUE OS MALEFÍCIOS. ELES TAMBÉM MERECEM MAIS PRESENÇA ESTATAL, NAS ÁREAS DE SAÚDE, SEGURANÇA,CULTURA TRANSPORTE E EDUCAÇÃO. TODA UMA NOVA ESTRUTURA NESSAS ÁREAS SERÁ IMPLANTADA E AJUDARÁ MUITO A POPULAÇÃO. CABE A ESSA POPULAÇÃO VOTAR BEM,PARA COLOCAR GENTE HONESTA NO PODER.ASSIM ELES CONSEGUIRÃO O QUE NÓS JÁ TEMOS.ELES MERECEM TAMBÉM.CUSTARÁ CARO, MAS ELES MERECEM.MORRER DE APENDICITE PORQUE O HOSPITAL MAIS PRÓXIMO ESTÁ A MILHARES DE QUILÔMETROS, EM BELÉM, É INADIMISSÍVEL NO BRASIL DO SÉCULO XXI. CERTAMENTE NÃO É ISSO QUE QUEREMOS PARA NOSSOS IRMÃOS. ESPERO QUE CONSIGAM FAZER NASCER ESSES TRÊS NOVOS ESTADOS NA FEDERAÇÃO.JÁ PASSOU DA HORA!VIVA CARAJÁS!VIVA TAPAJÓS! VIVA PARÁ! BEM-VINDOS IRMÃOS! QUE VOCÊS SAIBAM CRESCER DE FORMA SUSTENTÁVEL SEM DESTRUÍREM VOSSA RIQUEZAS NATURAIS. CRESCAM COM SAÚDE E AMOR À NATUREZA! E VOCÊS JOVENS PAULISTAS, EMBRENHEM-SE NAQUELAS LINDAS MATAS E VÃO TRABALHAR POR LÁ. TENHO CERTEZAE QUE SERÃO BEM MAIS FELIZES E BEM SUCEDIDOS DO QUE SE FICAREM EM SÃO PAULO TROMBANDO UNS NOS OUTROS E SE DEGLADIANDO POR UM LUGAR AO SOL. CORAGEM! SE JOGUEM! MOSTREM MAIS UMA VEZ COMO NÓS PAULISTAS SABEMOS DESENVOLVER NOVAS FRENTES DE PROGRESSO LEVANDO NOSSA CAPACIDADE DE TRABALHO E NOSSA BAGAGEM DE CONHECIMENTO. NOSSO BRASIL É IMENSO E PRECISA DE VOCÊS. VÃO PARA LÁ E APAIXONEM-SE! BOA SORTE! VAI TER LUGAR PARA TODO MUNDO!!!

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  • Anphilofio Borges do Rego Jr | 09/12/2011 02:06

    A quem interessa a divisão do Pará? será que o povo paraense seria beneficiado com a tal divisão? Creio que não e a simples alegação de que o orçamento das novas unidades federativas beneficicaria a população é fictícia. Porque ao invés de se dividar não se estabelecer uma política de desenvolvimento, maior das desmais regiões do estado, diminuindo assim a dependência da capital Belém? Porque não se desenvolver políticas sérias de combate ao desmatamento, criminalidade tanto urbana quanto no campo? Porque não promover uma melhora significativa nos índices de educação, saúde, segurança, saneamento básico, procurando assim fortalecer as populações de baixa renda ou menos favorecidas? Quem vai pagar a conta política e social pela divisão do Pará? Certamente será diretamente o pobre povo paraense e indiretamente os demais brasileiros. Não precisamos de mais impostos para sustentar novas estruturas políticas ineficientes (Assembléias Legislativas, Governadores e Judiciários), cada vez mais distantes do povo. Mas cabe a este povo a tomada de consciência de que deve lutar para a melhoria das suas condiçoes e não a grupos econômicos e políticos interesseiros.

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  • eldo santos | 09/12/2011 01:19

    sou a favor a divisao de todos os estados do brasil nao so o Para pq a populacao precisa ficar mais perto dos politicos,e combrar seus direitos de cidadao

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  • Nelson Apparicio Avlasevicius | 09/12/2011 01:10

    A Divisão ja deu certo em Mato Grosso, quando criaram o Mato Grosso do Sul. Também deu certo quando criaram o Estado do Tocantins, desmenbrado do de Goias, que já tinha sido desmembrado quando da criação de Brasilia. Desde que haja a unidade federativa, chamada Brasil, todas as divisões são validas. Dizer agora que a vida num Estado novo ficará melhor ou pior do que esta agora é um prognostico esportivo. Só a administração que cada povo do seu novo estado eleger é que poderá consumar uma forma de vida prospera ou estabilizada. Deu certo no passado, como ja foi dito, por que não deverá dar certo agora. O que deveria ser feito em todos estes casos de divisão politica seria apossibilidade de em 20 anos de haver novo pleblicito e o povo votar novamente se fica como esta ou volta no que era. Aí sim saberemos se deu certo ou não.

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  • Vitor Echart | 09/12/2011 01:08

    Primeiro iam dividir o Para em dois estados e agora em tres, pelo visto na primeira opção\nnão teve cargos suficientes para todos os "companheiros"

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  • Francisco César | 09/12/2011 01:00

    Pelos comentários que já vi, algumas pessoas tem medo de trabalhar e exercer seus direito de cidadão para eleger e fiscalizar os seus candidatos políticos. Pelo tamanho do PARÁ deveria ser separado e fiscalizado pelo governo federal para que daqui a duas décadas a população desses ESTADOS possa colher resultados melhores do que já tiveram em suas vidas.\nA grilagem, desmatamento e político corrupto são coisas preocupantes para qualquer povo, mas vamos acreditar em Deus. Tudo tem que ser planejado e feito com orgulho e AMOR. VAI: NOVO PARÁ, CARAJÁS E TAPAJÓS.\n

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  • Paulo H | 09/12/2011 00:55

    Totalmente CONTRA. Há alguns dias atrás assisti a uma reportagem sobre o valor que é repassado para os deputados do Amapá para cobrir custos de passagens áreas, hospedagem, alimentação e outros, cerca de R$ 100.000,00 por deputado. Já não basta o salário monstro de R$ 20.000,00 que eles recebem (enquanto isso um pai de família precisa rebolar para sustentar seus filhos e esposa com um salário mínimo), ainda querem andar de avião, comer, passar em hotéis de cinco estrelas de graça? A meu ver eles querem continuar com esta lambança com o dinheiro público através desta divisão, fica mais fácil, pois com isto são mais cargos políticos para sustentarmos, sem contar com os novos funcionários (primos, irmãos e todo tipo de amiguinhos) fantasmas sendo contabilizado em nossas despesas e é claro mais aliado para eles continuarem a mandar de desmandar em nossos recursos para seu próprio interesse. Diga Não

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