Segundo o MPE, ao ser preso ele assumiu que passava as madrugadas conversando com adolescentes pela internet

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Um estudante de Direito acusado de pedofilia foi preso em seu apartamento no bairro Anchieta, na região centro-sul de Belo Horizonte, uma das áreas mais valorizadas da capital mineira. Na residência foram apreendidos computadores de mesa, notebooks, câmeras fotográficas, CDs e DVDs e material pornográfico que ainda serão periciados.

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O suspeito, de 35 anos, que trabalha como corretor de imóveis, era investigado há seis meses pelo Ministério Público Estadual (MPE) e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele negou envolvimento com pedofilia mas, segundo o MPE, ao ser preso assumiu que passava as madrugadas conversando com adolescentes pela internet. A investigação mostrou também que ele tem vários perfis diferentes em redes sociais, nos quais se apresenta como advogado, engenheiro e outras profissões.

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Ainda de acordo com o MPE, uma ordem judicial permitiu a análise de mensagens trocadas pelo suspeito com outros internautas nas quais havia imagens de crianças e adolescentes sendo abusados sexualmente. Somadas, as penas por armazenar e distribuir material com pornografia infantil podem chegar a dez anos de prisão.

"Estão falando que pedofilia é crime, que eu vou ser jogado dentro de uma cela e ser abusado por outros presos. Se eu tiver cometido o crime, eu quero ser abusado", disse o acusado na delegacia.

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