Em Belo Horizonte, PM dispara bombas de gás contra manifestantes

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ação teve como objetivo dispersar grupos que se concentravam na Avenida Antônio Carlos

Em Belo Horizonte, milhares de pessoas participam do protesto na segunda-feira (17). Os manifestantes aproveitaram o jogo da Copa das Confederações entre Taiti e Nigéria, iniciado às 16h, na Arena Mineirão, para criticar a política brasileira, a corrupção, os gastos públicos com as obras para as Copas das Confederações e do Mundo, em 2014, além de protestar contra o preço do transporte público e a violência registrada em São Paulo, na semana passada.

Quatro horas após o início da manifestação na capital mineira, a tropa de choque da Polícia Militar (PM) disparou bombas de gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes que se agrupavam na Avenida Antônio Carlos, perto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo os participantes, a PM também teria disparado balas de borracha.


A marcha teve início na Praça Sete, no centro da cidade, e o confronto entre policiais e manifestantes começou pouco depois das 17h.

Informações divulgadas no Facebook dão conta que, depois que a ação da PM começou, os manifestantes revidaram arremessando pedras e colocando fogo em alguns objetos na avenida. Ainda não é possível saber se há feridos. O motivo do conflito também não foi esclarecido.

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Segundo líderes do movimento, 18 mil pessoas participam da caminhada. A Polícia Militar (PM) estima que sejam 10 mil participantes.

A concentração do protesto teve início na Praça 7, no centro da capital. A manifestação está ocorrendo simultaneamente em várias outras cidades do país, como em São Paulo, Natal, Belém, Campinas, no Rio de Janeiro, em Florianópolis e em Brasília. Os manifestantes estão se dirigindo ao Mineirão.

Leia também: Comandante-geral da PM pede protesto contra mensalão

A PM está no entorno do local e viaturas acompanham o trajeto dos manifestantes. Não há registro de conflitos. A orientação é que os policiais parem os manifestantes antes que cheguem ao estádio.

O grupo deve se juntar a outra manifestação, feita por policiais civis e professores, organizada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Em comum, os dois protestos são contrários à decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que acatou pedido do governo estadual, na última quinta-feira (13), proibindo manifestações que fechem ruas e prejudiquem o trânsito em Minas Gerais.

A proibição, segundo o governo, "se estende a todo e qualquer manifestante que tente impedir o trânsito normal de pessoas e veículos, bem como o funcionamento regular de serviços públicos estaduais, apresentação de espetáculos e outros eventos esportivos culturais".

Protesto contra gastos na Copa das Confederações

A abertura da Copa das Confederações, no último sábado (15), em Brasília, foi marcada por protestos que criticaram as exigências feitas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), os gastos públicos envolvidos na organização do evento, a corrupção e a ação da Tropa de Choque contra os manifestantes, que resultou em29 pessoas detidas. Ontem (16), durante o jogo Itália x México, a polícia também usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a manifestação.

o dia terminou em confusão nas proximidades da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A primeira manifestação se juntou a uma segunda, ainda maior, e depois acabaram se envolvendo em confusão com a Polícia Militar.

Os professores que protestavam na região da Pampulha foram impedidos pela PM de entrar no perímetro do Mineirão, palco do duelo entre Nigéria e Taiti, que terminou em goleada africana por 6 a 1.

Após conversas com os policiais, a avenida Antônio Carlos foi inteira liberada para os manifestantes, estipulados em 15 mil pelos policiais e 50 mil pelos organizadores, que desviariam do trajeto para o estádio após união com outros protestos.

As passeatas, então, foram em direção à UFMG, novo limite estabelecido pelas autoridades e local onde as primeiras confusões foram registradas. Há relatos de que bombas de gás lacrimogênio foram atiradas e balas de borracha disparadas contra os integrantes do protesto.

A manifestação já havia, inclusive, recebido elogios da chefe do policiamento de Belo Horizonte, Claudia Romualdo, pela manutenção da paz. Claudia também teria garantido que não ordenou nenhum ataque aos manifestantes. Assim que o jogo terminou, a Polícia Militar permitiu o retorno para a região do Mineirão.

*Com Agência Brasil e Gazeta

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