Operários de obra do Minha Casa, Minha Vida paralisam em Fortaleza

Sindicato diz que 1200 empregados da construtora responsável têm pagamentos atrasados a receber. Empresa nega e diz que paralisação é arbitrária

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Divulgação
Operários de obra do Minha Casa Minha Vida cruzam os braços em Fortaleza
Cerca de 1200 operários que trabalham em uma obra do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, na periferia de Fortaleza, paralisaram as atividades na última terça-feira (14).

O sindicato da categoria denunciou atrasos nos pagamentos e más condições de trabalho. A empresa negou as acusações e disse que os salários já foram depositados.

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Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF), os trabalhadores não receberem a remuneração em dia nem o vale-transporte.

Além disso, segundo a entidade, o canteiro de obras não conta com a estrutura ideal para trabalhar. Os banheiros não são suficientes para a demanda e a alimentação fornecida não é de qualidade, de acordo com Nestor Bezerra, presidente do sindicato.

A Época Engenharia, empresa que executa a obra, informou ao iG que o valor referente ao pagamento quinzenal foi depositado nesta quarta-feira (15) na conta dos colaboradores. “O que o sindicato está fazendo é uma tremenda arbitrariedade. Não houve consulta prévia. Eles invadiram a obra usando a força bruta, mandando os trabalhadores pararem”, afirmou o proprietário da construtora, Rômulo de Matos Brito Gradvohl.

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Gradvohl disse ainda que o canteiro de obras é “exemplar”. Segundo ele, um engenheiro e cinco técnicos de Segurança do Trabalho acompanham as atividades. “É tudo conforme a norma”.

O sindicato disse que irá visitar o local novamente na quinta-feira (16) e confirmar junto aos operários se os pagamentos foram efetuados ou não e assim decidir se a paralisação continua ou não.

A obra fica em Messejana, periferia da capital, e é uma espécie de conjunto habitacional com o tamanho de um pequeno bairro, compreendendo 270 blocos de dois andares com oito apartamentos cada. Ao todo, 1920 famílias que vivem hoje em áreas de risco vão ser contempladas pelo empreendimento.

Segundo a construtora responsável, as primeiras moradias serão entregues em agosto e as demais até o final do ano.

O Ceará é um dos Estados que estão mais distantes das metas previstas no programa “Minha Casa, Minha Vida”, executado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) . Em 2011, das 52 mil moradias que deveriam ser construídas, apenas 23 mil foram iniciadas. A obra em questão começou em julho do ano passado.

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