Bancários e Federação Nacional dos Bancos se reúnem para negociar

Depois de 16 dias de greve, reunião ocorre nesta quinta-feira (13) em São Paulo. Bancários pedem reajuste de 12,8%

iG São Paulo |

AE
Cerca de 150 bancários protestaram em São Paulo na terça-feira (11)
Após 16 dias de greve nacional, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) decidiu, nesta quarta-feira, retomar as negociações com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A reunião deve ocorrer na quinta-feira (13), em São Paulo.

Segundo Carlos Cordeiro, presidente da Confederação, a entidade patronal entrou em contato na tarde de hoje para agendar a reunião. "Como eles estão chamando, temos a expectativa de que devem apresentar uma nova proposta". Devido ao feriado, a informação não pôde ser confirmada pela Fenaban.

De acordo com a Confederação, a greve paralisa mais de 9 mil agências de bancos públicos e privados em todo o País e é a segunda maior da categoria em 20 anos. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, segurança contra assaltos e sequestros, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

A greve começou no dia 27 de setembro, depois que as assembleias dos sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, o que significa apenas 0,56% de aumento real.

Na última sexta-feira (7), a Fenaban disse, por meio de nota, que “fez duas propostas completas visando a acordo com os bancários e colocou-se à disposição do movimento sindical para tratar de eventuais acertos que fossem necessários. Portanto, não há razão para que a federação apresente nova contraproposta como querem os sindicalistas. O que se espera, agora, é que sejam discutidos os ajustes que levem ao acordo”.

* Com informações do Valor Online

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