Grevistas utilizam quinze crianças como escudo humano na Bahia

Objetivo dos policiais é impedir a entrada do Exército na Assembleia Legislativa; Justiça concedeu liminar para que crianças sejam retiradas do local

Cintia Kelly, especial para o iG, em Salvador | 06/02/2012 17:41

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Policias Militares em greve na Bahia utilizam 15 crianças como escudo humano na Assembleia Legislativa, em Salvador. O objetivo é impedir a entrada de soldados do Exército que tentam cumprir 11 mandados de busca e apreensão contra líderes do movimento.

Cerca de 1.000 homens, entre soldados do Exército, da Força Nacional e da Polícia Federal, cercam a Assembleia, utilizada como base pelos grevistas desde o início da greve, há sete dias.

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Todos os agentes que cercam a Assembleia utilizam metralhadoras, fuzis, pistolas e bombas de efeito moral. A tropa afastou a imprensa do local e fechou as ruas de acesso ao Centro Administrativo da Bahia (CAB).

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As quinze crianças utilizadas como escudo humano são filhos e filhas dos grevistas. Diante da situação, o Ministério Público Estadual acionou o Tribunal de Justiça, que concedeu liminar para que as crianças sejam retiradas da Assembleia Legislativa. O Conselho Tutelar deve ir à Assembleia ainda nesta segunda-feira para retirar as crianças do local. Mães e mulheres grávidas também estão na Assembleia.

Foto: Futura Press

Mulheres e crianças na Assembleia Legislativa da Bahia

Por uma questão de segurança, o TJ não funcionou nesta segunda-feira (6).

O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) também pediu para que as crianaças sejam liberadas.  "No mínimo, existe um equívoco dos responsáveis em levar crianças para um ambiente de conflito. Expondo essas crianças para a possibilidade de um confronto", afirmou o advogado e subcoordenacor do Cedeca, Waldemar Oliveira.

Waldemar acrescentou, ainda, que as crianças estão expostas a um ambiente hostil, sem higine, água e comida, e expostas a um clima de tensão, o que é proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "As crianças não optaram estar lá. Elas foram conduzidas, diferente dos adultos que escolheram participar da manifestação. Isso é uma irresponsabilidade", protestou.

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