Haitiano é encontrado morto em cela da penitenciária da Papuda, em Brasília

Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso; Olgens Calypse Joseph foi preso na última sexta-feira (15) após agredir um policial com uma faca
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Haitiano foi preso na última sexta-feira (15), após agredir o policial Josafá Jorge de Sousa com golpes de faca no rosto

A Polícia Civil de Brasília abriu inquérito para investigar a morte do haitiano Olgens Calypse Joseph, de 29 anos. O corpo dele foi encontrado na segunda-feira (18) em uma cela do Complexo Penitenciário da Papuda e posteriormente encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). A polícia trata o caso como homicídio e o inquérito ainda não tem data para ser concluído.

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Segundo a Subsecretaria de Sistema Penitenciário (Sesipe) do Distrito Federal, o corpo do haitiano foi encontrado por agentes penitenciários que relataram sinais de asfixia mecânica (impedimento da função respiratória). O Serviço de Atendimento Móvel (Samu) prestou socorro e tentou reanimar Olgens, mas ele já estava sem vida.

“Estamos apurando o caso para, no menor prazo possível, esclarecer a causa da morte. Por enquanto, trabalhamos na linha de que o detento cometeu suicídio, pois estava sozinho na cela, mas ainda não temos o resultado final”, informou a 30ª Delegacia de São Sebastião, responsável pelo caso.

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O sistema penitenciário do Distrito Federal tem capacidade para 7.395 detentos. No entanto, abriga atualmente cerca de 15 mil internos.

Preso por agressão 

Olgens Calypse Joseph foi preso na última sexta-feira (15), após agredir o policial Josafá Jorge de Sousa, de 50 anos, com cinco golpes de faca no rosto. O agressor foi encaminhado diretamente para o atendimento médico, “pois estava bastante agressivo”. De acordo com a Sesipe, após ser medicado e passar algumas horas em observação, no fim da tarde, o interno ainda apresentava sinais de agitação vindo a agredir agentes penitenciário e até alguns membros da equipe médica.

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A Sesipe informou que, em seguida, Olgens foi levado para uma cela do pavilhão de segurança da Papuda , onde ficou isolado.  De acordo com a subsecretaria, o interno vinha recebendo tratamento médico desde sexta-feira (15). Mesmo com o tratamento, ele apresentava instabilidade emocional, acrescentou a Sesipe. Até o fechamento da reportagem, não havia informações sobre a ida de parentes ao IML para buscar o corpo do haitiano encontrado morto na penitenciária da Papuda.

* Com informações da Agência Brasil

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