Rebelião que iniciou-se na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na noite de sábado (14), terminou com 26 mortos, e todos decapitados, segundo ITEP

Em coletiva de imprensa, governo do Rio Grande do Norte confirma 26 mortos em rebelião que aconteceu na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, iniciada na noite do sábado (14) e que só conseguiu ser controlada no domingo (15).

Crise penitenciária: final de semana de fugas, rebelião e mortes pelo País

Penitenciária de Alcaçuz, onde rebelião ocorrida no sábado (14) deixou 26 mortos
Divulgação/PMRN
Penitenciária de Alcaçuz, onde rebelião ocorrida no sábado (14) deixou 26 mortos

O diretor geral do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP - RN), Marcos Brandão, afirmou que dois dos corpos estão carbonizados e que, em perícia inicial, todos os mortos na rebelião encontram-se decapitados.

Rebelião: força-tarefa para identificar mortos; governo confirma 26 vítimas

De acordo com Marcos Brandão, a perícia não encontrou sinais de bala, e sim ferimentos com instrumentos perfuro-cortantes nos corpos das vítimas. Os corpos foram transportados e estão armazenados em contêiner frigorífico e começarão a ser identificados a partir da segunda-feira (16). A previsão para a realização de necrópsias e identificação completa de todas as vítimas é de 30 dias, de acordo com o diretor.

No presídio, após a rebelião, foram encontradas armas caseiras e granadas.

O policiamento nas guaritas e ao redor da penitenciária foram reforçados, com apoio da Força Nacional, para evitar fugas e incidentes dentro da prisão. Além do aumento do efetivo da Força no estado , governo afirma que a segurança do Rio Grande do Norte está sendo discutida com o Ministério da Justiça, como a transferência de presos para presídios federais.

De acordo com o secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte, Wallber Virgolino, na segunda-feira também será realizada uma operação de segurança dentro do presídio com "Choque, Bope e GOE", para localizar possíveis armas brancas ou armas de fogo que tenham sido utilizadas na rebelião.

O secretário ainda afirma que lideranças do motim foram mapeadas e isoladas, e que na segunda-feira já devem acontecer transferências.

Entenda a rebelião

A rebelião que começou na tarde deste sábado (14), na Penitenciária Estadual de Alcaçuz , já é a quarta rebelião com mortes que acontece dentro de presídios em 2017, em apenas 15 dias, e deixou 26 mortos.

A razão suspeita para a rebelião no presídio do Rio Grande do Norte, que fica a 25 quilômetros da capital, Natal, seria um confronto entre duas facções: Primeiro Comando da Capital (PCC) e Sindicato do Crime RN. Mas governo do estado não confirmou a informação.

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