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Presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte, iniciaram uma rebelião em um dos pavilhões do presídio

Após o massacre em Manaus e demais casos de violência e brigas das facções criminosas em presídios no País, chegou a vez do Rio Grande do Norte sofrer com a crise penitenciária no Brasil.  Por volta das 16h30 (horário de Natal) detentos do maior presidio de Natal, a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, iniciaram o tumulto em um dos pavilhões.

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Facções rivais se enfrentam em rebelião no maior presídio do Rio Grande do Norte
Reprodução/Inter TV Cabugi
Facções rivais se enfrentam em rebelião no maior presídio do Rio Grande do Norte


De acordo com a assessoria do governo do Estado do Rio Grande do Norte, estão confirmadas as mortes de pelo menos dez detentos nesta rebelião que ainda não foi controlada. No entanto, os policiais que fazem a segurança do presídio falam em 30 homens mortos durante o motim. 

Segundo informações do canal de TV Globo News, do lado de fora do presídio é possível escutar barulhos de tiros disparados por agentes penitenciários e policiais militares, que estão tentando conter a rebelião. Agentes fazem rondas ao redor da unidade para evitar fugas, e principalmente, para que os detentos não façam túneis nos muros. 

A Penitenciária de Alcaçuz é considerada a maior unidade prisional do estado. Ela é formada por cinco pavilhões e tem 5 mil 900 metros quadrados de área construída. Assim como o massacre em Manaus, a rebelião de hoje teve inicio após uma das facções, que fica no pavilhão 1 de  Alcaçuz, invadir o pavilhão 5, que é um anexo de Alcaçuz, chamado o presídio Rogério Coutinho Madruga. Segundo a assessoria do governo do Rio Grande do Norte, as facções que estão em conflito são: o Primeiro Comando da Capita (PCC) e o Sindicato do Crime RN. 

De acordo com o comandante do Batalhão de Policiamento da Capital, coronel Osmar, foram deslocados para a penitenciária de Alcaçuz equipes dos batalhões de Operações Especiais da Polícia Militar e de Choque, além de várias viaturas de apoio para tentar controlar os detentos. Os policiais militares estão na área externa da penitenciária para evitar fugas. 

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O governo estadual informou, por meio da assessoria de imprensa, que também foi instalado um grupo de monitoramento com as autoridades de segurança pública.

Violência

Em nota na noite desta sábado (14) o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande do Norte (Sinpol), César de Macedo, pede que atenção aos policiais, uma vez que existe a possibilidade de um ataque contra eles por parte de bandidos pertencentes as facções que estão em “guerra” dentro do presídio de Alçacuz. “Existem informações vindas de dentro dos presídios dando conta de um ‘salve geral’ dos presos no Rio Grande do Norte e em outros estados. Inclusive, a penitenciária de Alcaçuz já está com os presos rebelados e outras unidades estão em tensão. Pedimos que os colegas fiquem com atenção redobrada, estando de serviço ou de folga", dizia a nota do Sinpol.

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* Com informações da Agência Brasil e do canal de notícias Globo News

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