Suzane von Richthofen ganha direito de cumprir pena em regime semiaberto

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Regime concede a condenado direito de deixar prisão para trabalhar durante o dia; MP diz que irá recorrer da decisão

Condenada por planejar em 2002 o assassinato dos pais, Manfred e Marísia Richthofen, Suzane Von Richthofen, 30 anos, ganhou o direito de cumprir sua pena em regime semiaberto, em decisão da Vara de Execuções Criminais de Taubaté, interior paulista, anunciada na segunda-feira (11). A informação foi confirmada pelo Ministério Público de São Paulo, nesta quarta (11).

Relembre os crimes em família que chocaram o Brasil:

Alcir Pederssetti, de 41 anos, é suspeito de assassinar a esposa, filha, sogro, sogra e cunhada e depois se matar. Foto: Reprodução/FacebookLana, de 16 anos, é uma das vítimas. Foto: Reprodução/FacebookVelório das crianças mortas a facadas pelo pai São Paulo . Foto: Futura PressSara Kelly, mãe das vítimas, durante velório das crianças mortas a facadas pelo pai São Paulo . Foto: Futura PressMarcelo Pesseghini ao lado do pai, o sargento da Rota Luiz Marcelo Pesseghini. Segundo a polícia, Marcelo é responsável pela morte dos pais. Foto: Arquivo pessoalEstudante de enfermagem Loanne Rodrigues da Silva Costa, de 19 anos, e o padrasto foram encontrados mortos e acorrentados pelos pés a uma árvore. Foto: Reprodução/FacebookSegundo a polícia, os filhos acreditavam que o padrasto de Loane poderia ter planejado matar a jovem e sentiria desejo por ela. Foto: Reprodução/FacebookLoanne e o padrastro tiveram abdômen cortado e órgãos arrancados, segundo a polícia. Foto: Reprodução/FacebookAntes do assassinato, a jovem já havia recebido ameaças de morte e sido agredida com uma paulada na cabeça. Foto: Reprodução/FacebookAmiga de Loanne disse à polícia que o padrasto ligava o tempo todo para a jovem. Foto: Reprodução/FacebookO corpo do menino Joaquim Ponte, de 3 anos, foi encontrado boiando em um rio . Foto: Alfredo Risk/Futura PressO padrastro Guilherme Longo é suspeito do assassinato de Joaquim. Foto: Reprodução/EPTVJoaquim Ponte Marques, de 3 anos, ficou desaparecido por cinco dias. Foto: Futura PressNatália Ponte, mãe de Joaquim, deve responder por omissão. Foto: Piton/Futura PressGuilherme Longo participa de reconstituição da morte de Joaquim. Foto: Futura PressA avó materna de Joaquim, Cristina Ponte, durante o velório. Foto: Futura PressFamiliares, amigos e moradores de São Joaquim da Barra participam do velório do menino Joaquim . Foto: Alfredo Risk/Futura PressUm casal de brasileiros e sua filha de 10 anos foram encontrados mortos dentro de casa. Foto: Reprodução/FacebookA polícia suspeita de duplo assassinato seguido de suicídio por conta dos problemas financeiros enfrentados pela família. Foto: Reprodução/FacebookO motoboy sandro Dota foi condenado a 31 anos por matar e estuprar a cunhada Bianca Consoli. Foto: Futura PressMãe mata as duas filhas e comete suicídio dentro de casa, no Butantã, zona oeste de São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressAmigas das adolescentes supostamente mortas pela mãe choram em frente à casa da família no bairro do Butantã. Foto: Futura PressGil Rugai foi condenado a 33 anos e 9 meses de prisão pelas mortes do pai e da madrasta. Foto: Futura PressAo ler da condenação do réu, o juiz se referiu a Gil Rugai como um pessoa "extremamente perigosa" e "dissimulada", já que tentava passar a imagem de "bom moço". Foto: Alice Vergueiro/Futura PressRéu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressGil Rugai chega ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo, com a mãe e o irmão. Foto: Futura PressMaioria do júri concordou que o duplo homicídio foi cometido por motivo torpe, pois Rugai não se conformou por ter sido afastado dos negócios do pai. Foto: AEAnna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, madrasta e pai da menina Isabella, foram condenados por arremessar a menina do 6º andar do prédio onde moravam. Foto: WERTHER SANTANA/AEAnna Carolina Jatobá cumpre pena na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Foto: AEAnna Carolina Jatobá  e Suzane von Richthofen cumprem pena no mesmo complexo penitenciário. Foto: ArquivoSuzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá em Tremembé. Foto: ArquivoSuzanne foi condenada por participação no assassinato dos pais em 2002. Foto: Futura Press

A condenação de Suzane ocorreu em julho de 2006, quando o júri popular do julgamento considerou ela e os irmãos Daniel, ex-namorado da garota, e Cristian Cravinhos culpados por duplo homicídio. Os pais da jovem foram assassinados enquanto dormiam na mansão, localizada no nobre bairro do Brooklin, na madrugada de 31 de outubro de 2002.

Memória: relembre o caso Von Richtofen
Um ano atrás: Justiça nega habeas corpus a Suzane von Richthofen

Suzane foi condenada a 39 anos de prisão em regime fechado, enquanto Daniel e Cristian, respectivamente, a 39 anos e seis meses e a 38 anos e seis meses no mesmo regime. Em fevereiro do ano passado, os dois comparsas de Richtofen ganharam o direito de cumprir a pena em regime semiaberto, que permite ao preso sair pela manhã da cadeia para trabalhar ou estudar e depois retornar para dormir encarcerado. Sueli Zeraik de Oliveira Armani, a juíza que lhes concedeu o benefício, foi a mesma que julgou o caso de Suzane.

Na decisão, Armani justifica que a Lei de Execução Penal exige progressão da pena por período cumprido e comportamento carcerário, classificando o de Richtofen como ótimo. A juíza também destacou que não há evidências da possibilidade de reincidência por parte da ré, tampouco periculosidade ou qualquer outro fator que a leve a impor risco à sociedade à medida em que o fim de sua pena se aproxima. Armani ainda citou o fato de que, no total, Suzane está presa há quase 12 anos.

O Ministério Público afirmou que irá recorrer da decisão. 

Cristian e Daniel Cravinhos ao lado de Suzane Von Richtofen no momento da prisão, em 2002
Mario Angelo/Futura Press
Cristian e Daniel Cravinhos ao lado de Suzane Von Richtofen no momento da prisão, em 2002


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