Sem-Terra invadem sede do Incra e instituto entra na Justiça para expulsá-los

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Prédio foi invadido logo pela manhã por cerca de 100 pessoas, que impediram a entrada de funcionários ao longo do dia

Agência Brasil

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) entrou na Justiça na tarde desta quarta-feira (25) com pedido de reintegração de posse de sua sede em Brasília. O prédio foi ocupado por integrantes do Movimento Brasileiro dos Sem-Terra (MBST) e da Frente Nacional de Luta, Campo e Cidade logo pela manhã, por volta das 6h. Os militantes impediram a entrada de funcionários no prédio ao longo do dia.

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Integrantes do MBST e da Frente Nacional de Luta, Campo e Cidade chegaram ao local às 6h

Em nota, o Incra informou que desde abril tem recebido os represantes dos movimentos sociais do campo para discutir suas revindicações e que a maioria delas está em andamento. Informou também que somente após a desocupação de terras será possível agendar reuniões e manter diálogo com as lideranças que representam o movimento.

O grupo disse que só deixará o prédio após ser recebido pelo presidente do Incra, Carlos Guedes. De acrdo com o coordenador do movimento, Manoel da Conceição, na pauta de reivindicações está a reestruturação dos assentamentos, a renegociação de dívidas, a liberação de crédito e a destinação de mais terras para a reforma agrária.  Segundo ele, uma das dificuldades do Incra na compra de mais terras é o limite de R$ 140 mil por família – valor considerado defasado pelos manifestantes.

O representante da Associação Nacional dos Servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Combate à Fome, Almir César, estima que 2 mil pessoas trabalhem no edifício. 

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