iG visitou, entre outras, residências onde morreram Isabella Nardoni, Marcos Matsunaga e o casal Richthofen

O número 42 da rua Dom Sebastião, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo, recebe agora olhares curiosos de vizinhos e moradores do bairro. A casa que teve o muro e o portão pichados foi palco do assassinato de uma família de policiais militares, cujo principal suspeito é o filho, de apenas 13 anos. Na residência dos Pesseghini, pai, mãe, avó e tia foram mortos antes do suposto suicídio do garoto. Outros imóveis também ficaram marcados por crimes que chocaram a opinião pública no País. Por conta disso, acabaram abandonados ou comprados por preços bem abaixo do seu valor. E os novos proprietários preferem manter o anonimato.

São vários os exemplos recentes de vítimas que tiveram a vida interrompida dentro da própria casa. O iG visitou alguns imóveis, como os das famílias Nardoni, Matsunaga e Von Richthofen. Veja abaixo:

Mansão continua fechada após 11 anos
Renan Truffi/iG São Paulo
Mansão continua fechada após 11 anos

Richthofen

A casa onde morava Manfred e Marísia von Richthofen, na rua Zacarias de Góes, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, é um exemplo emblemático. Logo após o casal ser assassinado, em 2002, a residência foi pichada com frases ofensivas à a filha do casal, Suzane von Richothofen, condenada a 39 de prisão por participação na morte. Desde então, a mansão segue vazia. Mas, 11 anos depois, carros que passam pela rua ainda diminuem a velocidade quando chegam em frente à fachada. Com o tempo e a ajuda dos vizinhos, no entanto, a casa passou a chamar menos atenção. ( Leia reportagem completa )

Casa segue vazia quase 30 anos após chacina
Renan Truffi/iG São Paulo
Casa segue vazia quase 30 anos após chacina

Peukert

Um crime - pouco conhecido entre a geração que nasceu depois dos anos 1990 - ocorreu na rua José Vieira Netto Leme, na Vila Santa Catarina, zona sul da capital paulista. A casa de número 47 continua até hoje estigmatizada por uma chacina de 1985. Na época, Roberto Agostinho Peukert, então com 18 anos, matou o pai, 46 anos, funcionário da Mercedes-Benz; a mãe, 42, operadora bilingue da multinacional ZF do Brasil; a irmã, Cristina, 16; e os irmãos, Paulo, 17, e André, 8, com tiros e golpes de facadas depois de uma discussão por conta do som alto. Em seguida, Robertinho, como era chamado, colocou os corpos no carro e abandonou o veículo próximo ao Cemitério de Congonhas. ( Leia reportagem completa )

Apartamento que pertencia ao casal Nardoni, na zona norte de SP, foi vendido este ano
Renan Truffi/iG São Paulo
Apartamento que pertencia ao casal Nardoni, na zona norte de SP, foi vendido este ano

Nardoni

A morte da menina Isabella Nardoni chocou o País. Ela foi atirada da janela do 6º andar do apartamento que pertencia ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá em 2008. Ambos, pai e madrasta, foram condenados a, respectivamente, 31 e 26 anos de prisão. O imóvel no edifício London, na rua Santa Leocádia, zona norte de São Paulo, ficou vazio até o começo deste ano. ( Leia reportagem completa )

Edifício onde morreu Matsunaga retira placa da fachada para evitar curiosos
Alex Falcão/Futura Press
Edifício onde morreu Matsunaga retira placa da fachada para evitar curiosos

Matsunaga

Ano passado, foi a vez do edifício Roma, na rua Carlos Weber, Vila Leopoldina, na zona oeste da cidade de São Paulo, ficar conhecido por um crime passional. Em uma das coberturas do prédio, em maio de 2012, o ex-diretor da Yoki Marcos Kitano Matsunaga foi assassinado e esquartejado pela sua mulher. Ré confessa, Elize Matsunaga foi presa e o apartamento abandonado. Após a repercussão na imprensa, a placa com o nome do condomínio foi retirada na tentativa de chamar menos a atenção dos curiosos. ( Leia reportagem completa )

Casa na rua Cuba, número 109, até hoje atrai atenção de moradores do bairro
Google Street View
Casa na rua Cuba, número 109, até hoje atrai atenção de moradores do bairro

Rua Cuba, 109

Um assassinato que entrou para a história da crônica policial brasileira foi o caso da rua Cuba, no Jardim Europa, zona central da capital paulista. O assassinato do casal Maria Cecília e Jorge Toufic Bouchabki marcou tanto a casa número 109 que o episódio é mais lembrado pelo endereço do que pelo nome da família envolvida. Na véspera do Natal de 1988, marido e mulher foram encontrados mortos sem que o sobrado onde moravam tivesse sinais de arrombamento. ( Leia reportagem completa )

Apartamento onde morava Eloá Pimentel
Paulo Fischer/Futura Press
Apartamento onde morava Eloá Pimentel

Eloá Pimentel

O trauma causado pelo assassinato da jovem Eloá Pimentel, então com 15 anos, levou a mãe da vítima, Ana Cristina Pimentel, a procurar a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para pedir transferência da moradia, logo após o desfecho do caso em 2008. Elas moravam no apartamento 24 de uma unidade habitacional da companhia no Jardim Santo André, no ABC Paulista, quando Lindemberg Alves, de 22 anos, manteve a ex-namorada sequestrada na própria residência antes de matá-la com um tiro na cabeça. Mas, pouco tempo depois, o órgão encontrou uma nova família disposta a morar no local. ( Leia reportagem completa )

Sítio de Bruno foi vendido por por menos da metade do preço pedido inicialmente
Cristiano Couto/ Hoje em Dia/ Futura Press
Sítio de Bruno foi vendido por por menos da metade do preço pedido inicialmente

Goleiro Bruno

O local exato da morte de Eliza Samudio nunca foi descoberto, assim como o que aconteceu com seu corpo, mesmo após a condenação do goleiro Bruno Fernandes a 22 anos de prisão pela morte da ex-amante. Mas as informações de que a jovem ficou sob cárcere privado no sítio do ex-jogador de futebol, em Esmeraldas (MG), não impediram que pessoas se interessem pelo imóvel. ( Leia reportagem completa )

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