1 milhão de pessoas vão às ruas e vandalismo se espalha pelo País

Por iG São Paulo |

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Manifestações ocorreram em pequenas e grandes cidades nesta quinta-feira. Uma pessoa morreu e Palácio Itamaraty foi quase invadido

Cerca de 1 milhão de pessoas foram às ruas em pequenas e grandes cidades brasileiras nesta quinta-feira (20) para protestar. Apesar de governantes de várias capitais terem reduzido o valor da tarifa de transporte público nos últimos dias , reivindicação que desencadeou a onda de manifestações no País, vários outros motivos como corrupção, obras superfaturadas da Copa, PEC 237, levaram multidões a manifestações que são organizadas por grupos diversos e que se dizem apartidários.

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Os protestos, em sua maioria, registraram atos de vandalismo, depredações e enfrentamentos violentos com a polícia. Em Brasília, os manifestantes conseguiram furar o cerco policial e colocaram fogo no Palácio Itamaraty enquanto tentavam invadir o prédio. Uma pessoa morreu atropelada em Ribeirão Preto , no interior de São Paulo.

A primeira morte ocorrida em virtude das manifestações foi a de um jovem de 18 anos que foi atingido por um carro em um cruzamento durante o protesto. O motorista, irritado, partiu para cima dos manifestantes e deixou outros 11 feridos. Depois, fugiu sem prestar socorro.

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Em Brasília, uma das cenas mais marcantes da noite ocorreu quando um grupo quase conseguiu invadir o Palácio Itamaraty, ateou fogo no prédio e quebrou vidraças. O incêndio foi contido em seguida, mas os manifestantes ainda tentaram entrar no local.

A polícia conseguiu controlar a situação usando bombas de gás. O grupo chegou ao palácio depois que a polícia conseguiu dispersá-lo da frente do Congresso por volta das 20h. Milhares seguiram protestando até tarde na Esplanada dos Ministérios.

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A presidente conseguiu deixar o Palácio do Planalto, que era protegido 200 homens do Exército, e convocou para a manhã desta sexta-feira uma reunião de emergência com ministros mais próximos, entre eles o da Justiça, José Eduardo Cardozo, para fazer uma avaliação das manifestações realizadas no País. Um primeiro balanço aponta 31 feridos entre os manifestantes no Distrito Federal, um deles possivelmente com traumatismo craniano.

No Rio de Janeiro , a manifestação que reuniu dezenas de milhares de pessoas no centro, se alastrou por outros bairros. A primeira confusão foi deflagrada depois de um confronto entre os próprios manifestantes, em frente ao prédio da prefeitura do Rio, onde terminou a caminhada que começou durante a tarde.

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Policiais militares do Regimento de Cavalaria, que protegiam a entrada do prédio, avançaram contra os manifestantes e usaram táticas de dispersão, mas grupos isolados realizaram mais protestos e ações de vandalismo em vários pontos da cidade e foram combatidos fortemente por tropas PM. Um carro de reportagem do SBT foi incendiado. Pelo menos 36 pessoas ficaram feridas. A maioria sofreu contusão e três foram atingidos por balas de borracha.

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Em São Paulo, a manifestação na avenida Paulista foi a maior ocorrida pela queda do preço da passagem do transporte público. O ato que foi marcado para comemorar a revogação do aumento reuniu cerca de 100 mil pessoas, segundo a estimativa da Polícia Militar. Não ocorreram confrontos com a polícia, mas manifestantes pertencentes a partidos políticos e apartidários se xingaram e hostilizaram uns aos outros durante todo o protesto e pelo menos um incidente de violência foi registrado. Uma pessoa ficou ferida durante uma briga entre grupos de partidos e outros.

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Em Porto Alegre, o protesto começou na prefeitura com cerca de 15 mil pessoas , que se dividiram em três frentes. Duas delas se encontraram na Avenida João Pessoa. A terceira ficou no Paço Municipal. Ao longo da noite, houve depredações e saques em lojas. A Tropa de Choque enfrentou manifestantes duramente.

Entre outras cidades que tiveram protestos com incidentes mais ou menos violentos estão Salvador, Recife, Teresina, Fortaleza, Manaus, Campinas (SP), Natal, Vitória, Belém. Florianópolis, Goiania, Campo Grande, Macapá.

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