Fiscais são presos em flagrante por cobrar propina em São Paulo

Por Agência Estado |

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Um casal foi que trabalha na Subprefeitura de Santa Amaro foi flagrado recebendo R$ 40 mil, metade do valor que teriam exigido para liberar alvará de execução de obra

Agência Estado

Um casal de fiscais da Subprefeitura de Santo Amaro, na zona sul da capital, foi preso em flagrante recebendo R$ 40 mil em propina. A ação policial foi desencadeada por uma investigação da Controladoria Geral do Município, órgão criado neste ano pelo prefeito Fernando Haddad (PT). Segundo ele, os servidores exigiam R$ 80 mil para a liberação de um alvará de execução de obra.

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O achaque foi feito à Unimed Paulistana, que reforma um prédio na Avenida Adolfo Pinheiro para instalação de uma unidade de pronto-atendimento. Segundo funcionários da empresa relataram à polícia, Sheila Rodrigues Adell Caramico, de 62 anos, e Nicola Caramico, de 69, ameaçaram lavrar uma multa no valor de R$ 194 mil, caso o pagamento não fosse efetuado. A servidora chegou a pedir R$ 97 mil em espécie para "resolver o problema", depois aceitou negociar o valor e até parcelar em duas vezes. O segundo pagamento seria feito após o término da obra. Ontem, porém, durante a entrega da primeira parcela, Sheila foi presa na companhia do marido em um café, no MorumbiShopping.

Segundo o delegado Sergio Norcia, titular do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), os dois servidores responderão pelo crime de concussão. A pena varia de 2 a 8 anos e é inafiançável. O advogado do casal, Marcelo Assis Fernandes, nega o crime. Segundo ele, os fiscais foram ao shopping apenas para receber a documentação exigida para regularização da obra. "Foi uma surpresa saber que havia R$ 40 mil na sacola. Isso dá a entender que os empresários é que queriam subornar o casal", afirmou.

Haddad comemorou o que classificou como uma resposta rápida diante da primeira denúncia recebida. "Foram 15 dias de investigação até a prisão. O controlador Mário Vinícius Spinelli tem carta-branca para agir."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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