Aeroportos de São Paulo, Rio e Curitiba registram atrasos devido ao mau tempo

Congonhas ficou fechado quase 4 horas para pousos. Segundo Procon-SP, Gol e TAM não deram a assistência devida aos passageiros que foram prejudicados pelos atrasos

iG São Paulo | - Atualizada às

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Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, opera por instrumentos por conta da neblina

Devido à forte neblina que atingiu São Paulo na manhã desta segunda-feira, o aeroporto de Congonhas ficou fechado para pousos das 6h às 9h41. Segundo a Infraero, operaração de pousos e decolagens é feita por instrumentos. Entre 9h50 e 10h22, a sala de embarque ficou fechada, gerando acúmulo de passageiros no saguão e longas filas para embarque. 

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Fila de passageiros para embarque no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo

Até as 22h, dos 237 voos programados em Congonhas, 155 (65,4%) saíram com atraso e 56 (23,6%) foram cancelados.

O nevoeiro afetou também o funcionamento do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, que opera por instrumentos por causa da baixa visibilidade. Apesar de estar aberto para pousos e decolagens, dos 234 voos previstos, 41 (17,5%) registraram atraso e 13 (5,6%) haviam sido cancelados até as 22h.

No aeroporto de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, dos 172  voos programados até as 22h, 61 (35,5%) tiveram atraso e 37 (21,5%) haviam sido cancelados.

O aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, também ficou fechado para pousos entre 3h15 e 9h31 desta segunda-feira. As operações ocorrem com auxílio de instrumentos. Dos 121 voos programados até as 22h, 60 (49,6%) atrasaram e 20 (16,5%) foram cancelados.

Em todo o Brasil, dos 2.617 voos previstos, 729 (27,9%) atrasaram durante o dia. Outras 219 (8,4%) decolagens foram canceladas.

Companhias notificadas

Fiscais da Fundação Procon-SP estiveram no aeroporto de Congonhas e constataram que Gol e TAM não deram a devida assistência material e de informações aos consumidores que tiveram voos cancelados ou atrasados, devido a nevoeiro na capital paulista.

As empresas foram notificadas e tem 48 horas para dar informações gerais ao Procon-SP sobre os atrasos, cancelamentos e prestação pontual de assistência ou não aos passageiros. Se autuadas, responderão a processo administrativo e podem ser multadas, com base no artigo 57 da Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), em valor que varia de R$ 400 a R$ 6 milhões.


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