29/05 - 10:08, atualizada às 18:30 29/05 - Anderson Dezan, repórter do Último Segundo no Rio
RIO DE JANEIRO –Agentes da Polícia Federal prenderam em flagrante, nesta quinta-feira, o deputado estadual Álvaro Lins em seu apartamento em Copacabana, zona Sul do Rio. Além dele, foram presos o sogro de Álvaro, Francis Bullos, e a esposa do deputado, Luciana Gouveia dos Santos. Eles eram usados como “laranjas” no esquema de lavagem de dinheiro. A prisão preventiva dos três já foi pedida pelo Ministério Público Federal, que indiciou mais 15 pessoas, entre eles o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PMDB).
| Wilton Junior/ AE |
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| Álvaro Lins é preso em flagrante no Rio |
Lins foi preso por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção passiva e facilitação ao contrabando. Ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, no centro do Rio.
A Polícia Federal também fez uma busca nesta segunda-feira no gabinete de Álvaro Lins na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com o conhecimento do presidente da casa, Jorge Picianni. Na busca, alguns documentos foram apreendidos, mas o conteúdo deles não foi divulgado.
O superintendente da PF também confirmou o pedido de mais sete mandados de prisão, sendo que alguns já estão presos. Alcides Campos Sodré Ferreira, Mário Franklin Leite Mustrange de Carvalho, Fábio Menezes de Leão, conhecido como Fabinho, e Jorge Luiz Fernandes, o Jorginho, estão detidos. Hélio Machado da Conceição, o Helinho, Ricardo Hallak e Luís Carlos dos Santos ainda estão sendo procurados. Eles ainda não são considerados foragidos, pois ainda podem se entregar ou ser encontrados.
Anthony Garotinho
| Divulgação |
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| Anthony Garotinho é denunciado |
O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro confirmou que ofereceu denúncia ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) contra a suposta organização criminosa, que usou a estrutura da Polícia Civil do Rio de Janeiro para praticar lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção. Fariam parte do grupo e, estão entre os denunciados pelo MPF, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho e o deputado estadual Álvaro Lins (PMDB).
Sete agentes e um delegado da PF entraram por volta das 11h30 na casa do ex-governador para cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. Quatro horas e meia antes, policiais federais haviam ido ao antigo endereço do ex-governador no Flamengo, também na zona sul do Rio, de onde Garotinho e a família já tinham saído há dois meses. Um homem que se identificou como advogado do ex-governador disse, ao chegar à casa de Laranjeiras às 9h30, que não comentaria o caso. "Não sei de nada por enquanto", afirmou.
Os procuradores regionais da República Maurício da Rocha Ribeiro,
| AE |
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| PF realiza busca em casa de Garotinho |
O deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins responderá pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando e corrupção passiva. O ex-governador e ex-secretário de segurança pública, Anthony Garotinho, foi denunciado por formação de quadrilha armada, já que o grupo envolvia policiais civis. A ex-governadora do Rio, Rosinha Garotinho, também foi investigada, mas não ficou comprovado que ela conhecia o esquema, a mesma não foi denunciada.
Em seu blog pessoal, o ex-governador do Rio disse que ainda não recebeu um comunicado oficial. Ele afirma permanecer em sua casa com sua família e que não tem nada a temer, pois está com sua consciência tranqüila.
Operação Segurança Pública S/A
De acordo com o superintendente da Polícia Federal, Jacinto Caetano, a Operação Segurança Pública S/A, deflagrada nesta quinta-feira, teve início no ano passado a partir de dados gerados pela Operação Gladiador, realizada entre 2005 e 2006.
Com essas informações, a PF conseguiu identificar uma quadrilha que atuava no setor de Segurança Pública do Rio. Os integrantes davam cobertura a empresários, através de sonegação de impostos, e à máfia dos caça-níqueis e jogos de azar. Segundo as investigações, os envolvidos faziam parte do núcleo político e tinham influência no estado. O segundo na hierarquia tinha influência na polícia e o restante da quadrilha era formada por vários policiais.
Além disso, os agentes descobriram um esquema que nomeava titulares em delegacias do Rio mediante um pagamento mensal, que enriquecia os membros da quadrilha e financiava algumas campanhas eleitorais. As investigações mostraram que, de acordo com a importância da delegacia, a "mensalidade" era maior. De acordo com o Ministério Público Federal, o ex-governador Garotinho tinha grande influência na nomeação dos delegados que ajudavam o grupo.
Segundo o superintendente da PF, Rogério Andrade era um dos acobertados pela quadrilha. A ligação dele com Álvaro Lins foi comprovada durante a Operação Gladiador.
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