11/04 - 14:31 - Gregório Russo, repórter do Último Segundo
SÃO PAULO - Sob protestos de uma grande quantidade de pessoas, Alexandre Nardoni, pai da menina Isabella, deixou hoje, por volta das 14h30, a carceragem do 77º Distrito Policial (DP) de São Paulo, localizado no bairro de Santa Cecília, na região central da cidade. Cerca de 55 minutos depois, a madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá também saiu da prisão.
Os dois tiveram o habeas-corpus concedido pelo desembargador Caio Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), nesta sexta-feira.
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| Confusão na saída de Alexandre Nardoni |
A polícia despistou a multidão que se encontrava na porta da delegacia. Para isso, um policial saiu com um cobertor na cabeça em uma viatura simulando ser Alexandre. Ao mesmo tempo, Alexandre saiu por uma porta lateral também com a cabeça corberta.
O pai de Isabella e a madrasta já estão no Instituto Médico Legal (IML) para passar por o exame de corpo de delito. Após isso, segundo seus advogados, o casal deve ir para "um lugar seguro".
A multidão deixou claro a insatisfação com a soltura de Alexandre. Gritando "assassino" várias pessoas deram tapas nas viaturas. "Ele só foi solto porque tem dinheiro, se fosse pobre mofaria na prisão", disse Marta Camargo, 51 anos "No Brasil reina a impunidade", complementou. A opinião da Marta era partilhada por outras pessoas. "Ele deveria ter ficado preso até a conclusão de todos os laudos", afirmou Lucinda Apolinário, 33 anos.
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| Anna Carolina deixa a carceragem |
Em sua decisão, o desembargador aponta ainda que o fato de Alexandre e Anna Jatobá terem se apresentado espontaneamente pesou em favor da decisão.
No despacho, Almeida aponta que a prisão temporária é uma medida excepcional, "tolerada apenas nas hipóteses precisamente fixadas em lei, imperiosa à apuração da autoria do fato criminoso e à produção de provas que se tornariam inviáveis com os investigados em liberdade".
O caso
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No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou, desde o princípio, a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.
O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.
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