08/04 - 08:09 - Redação com Agência Estado
SÃO PAULO - As imagens de um circuito interno de segurança de um supermercado, localizado em Guarulhos, na Grande São Paulo, mostram a menina Isabella Nardoni, de 5 anos, no dia em que ela morreu. Isabella, no dia 29 de março, antes de ir para casa passou em um supermercado com a família.
| Reprodução |
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| Isabella em foto do Orkut da mãe |
No começo da noite de ontem, peritos do Instituto de Criminalística retornaram ao apartamento para nova perícia complementar. O objetivo era fazer mais medições do lugar para o laudo sobre a cena do crime. Eles aguardam ainda a definição da causa da morte da menina para resolver algumas das dúvidas.
De acordo com o diretor técnico do Instituto Médico-Legal, Hideaki Kawata, Isabella morreu em decorrência da queda. Para ele, os sinais encontrados no pulmão e no coração da menina podem sinalizar uma parada cardiorrespiratória, e não o resultado de uma tentativa de asfixia ou esganadura. Os legistas do IML, no entanto, não descartam que a morte de Isabella tenha sido motivada por asfixia.
O instituto aguarda a conclusão do exame toxicológico e patológico de Isabella para divulgar o laudo final. A polícia ainda busca fitas de vídeo com imagens do sistema interno de um supermercado de Guarulhos para saber com que roupa Alexandre estava no dia do crime. Eles querem confirmar se o consultor estava vestindo a camisa e a camiseta com manchas de sangue encontradas no apartamento de sua irmã, Cristiane Nardoni. Ela é dona de um imóvel no mesmo andar em que ocorreu o crime. Cristiane diz que as roupas pertencem a pedreiros. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Habeas-corpus
O advogado de Alexandre e de Anna Carolina Jatobá, Marco Polo Levorin, entrou com pedido de habeas-corpus na tarde desta segunda-feira. O pedido deverá ser analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a partir desta terça-feira.
Mais cedo, o advogado de Alexandre, Ricardo Martins, afirmou que as roupas encontradas no apartamento de Cristiane Nardoni, uma das irmãs de Alexandre, são de prestadores de serviço e não do pai de Isabella. O imóvel de Cristiane fica no mesmo prédio em que ocorreu o crime.
O caso
| AE |
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No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou, desde o princípio, a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.
O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.
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