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Tremores de terra atingem várias cidades no Ceará e assustam moradores

29/02 - 12:32, atualizada às 17:16 29/02 - Redação com agências

Pelo menos cem tremores foram sentidos pela população na madrugada desta sexta-feira, no interior do Ceará, segundo informações da Defesa Civil do Estado.

O epicentro dos tremores, que vêm sendo registrados desde o dia 28 de janeiro, segundo a Defesa Civil, está entre a comunidade de Jordão, em Sobral, e o município de Alcântara, na região norte do Ceará. Os tremores, que começaram por volta das 2h, continuarão a ser sentidos pelos moradores, de acordo com a Defesa Civil.

Ninguém ficou ferido. Apenas algumas casas, que já haviam sofrido com tremores anteriores, ficaram rachadas. A Defesa Civil está realizando um trabalho junto à população para que os moradores aprendam a conviver com o fenômeno, segundo técnicos.

Agência Estado
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Paramédicos atendem moradores após os tremores sentidos em Sobral

Entre os microtremores, o de maior intensidade chegou a 3.9, podendo ter chegado a 4 pontos, segundo a Defesa civil. A escala Ritcher mede a intensidade dos terremotos até 9 graus, sendo que acima de 6 é considerado de alta intensidade.

De acordo com o internauta Ítalo Marcelo, do site Apolo 11, os abalos mais fortes tiveram entre dois e três minutos de duração enquanto outros duraram poucos segundos. Outro colaborador, morador de Serra de Ibiapaba, também informou ter sentido dois tremores muito intensos naquela região.

Apesar de considerados incomuns no Brasil, os especialistas explicam que esses abalos sísmicos são típicos dessa região do Nordeste por causa da acomodação das placas terrestres.

Segundo o pesquisador do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) Daniel, Caixeta, os terremotos são comuns no País. “A idéia de que o Brasil não tem tremor de terra é errônea. Por ano, são registrados entre 20 e 30 terremotos acima de 3 pontos na escala Richter no País”, declarou.

Os tremores ganharam evidência após o registrado em Itacarambi, no norte de Minas Gerais, em dezembro passado. O abalo, de 4,9 graus na escala Richter, que vai até o nível 9, deixou uma menina de cinco anos morta e seis pessoas feridas. De acordo com Caixeta, os demais casos não são divulgados, pois, geralmente, não deixam vítimas.

Caixeta advertiu, porém, para o fato de o Brasil não estar preparado para incidentes desse tipo. “A magnitude de 4,7 graus para o Brasil é alta. No Japão, por exemplo, não causaria tanto estrago porque as edificações são preparadas para isso. Mas, aqui, engenharia sísmica não existe”, disse.

Recentemente, novos terremotos confirmaram que esse tipo de fenômeno não é raro no País. No mesmo dia em que o tornado atingiu Santa Catarina, em fevereiro, um tremor de quase 4,2 graus foi registrado o norte do Ceará, sem deixar vítimas. Segundo o professor George Sand França, do Laboratório Sismológico da UnB, este foi o 46º tremor deste ano, mas foi o de maior magnitude já registrado na região.

O professor explicou ainda que foram atingidos 15 ou mais municípios em um raio de 200 quilômetros em torno das cidades de Sobral e Alcântara.

(*com informações da Agência Estado)

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