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Para Lula, desmatamento é "coceira" e não "doença grave"

30/01 - 20:15, atualizada às 23:02 30/01 - Redação

SÃO PAULO - Em entrevista dada nesta quarta-feira, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que houve um alarde exagerado sobre os números do desmatamento na Amazônia, divulgados na semana passada. "É como se tivesse uma coceira e achasse que é uma doença mais grave", disse. 

 

Lula nega que tenha feito o pedido de rechecagem dos dados do desmatamento. "Vínhamos há três anos seguidos mostrando que era possível reduzir o dematamento. O Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Especiais] é o maior instituto de investigação via satélite da América Latina e de muita seriedade", disse.

Segundo o presidente, a questão é queo Inpe faz uma avaliação por semestre e comparou o último trimestre de 2006 com o último de 2007. "Como em 2006 tinha caído muito, 2007 apresentou um acréscimo do desmatamento no Brasil. Na reunião de emergência, perguntei se esse acréscimo siginificava que íamos chegar ao final do ano com desmatamento maior. Eles disseram que não necessariamente. Temos um ano inteiro pela frente", disse.

Lula determinou que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes e o ministro da Justiça, Tarso Genro, fossem ao local visitar. Segundo o presidente, governadores e prefeitos da região foram convocados para que "em conjunto" possam entender que diminiur o desmatamento "é bom para o Brasil, não apenas do ponto de vista do meio ambiente, mas também para que os produtos brasileiros continuem tendo grande projeção internacional", disse.

Cartão e mensalão

Lula se recusou a responder questões sobre o uso indevido de cartões corporativos, denunciados nessa semana. O presidente também não quis comentar sua provável convocação para depor sobre o "mensalão".

Lula esteve em São Paulo para inaugurar o prédio da Agência Central dos Correios de São Paulo, que, construído em 1922, foi restaurado. No discurso que fez a autoridades e funcionários da empresa, ele comentou que, assim como os Correios já foram uma empresa deficitária e que hoje dá lucros, o Brasil também passa por uma boa situação econômica.

Segundo o presidente, uma prova da “tranqüilidade” que o Brasil vive neste setor é que até revistas internacionais listariam o País como um dos que deve sai mais ileso da atual crise na economia americana. “Isto [a tranqüilidade] é um mérito da sociedade brasileira, um mérito dos políticos e, sobretudo, da nossa democracia.

Também participaram da cerimônia o governador de São Paulo, José Serra, os ministros das Comunicações, Hélio Costa, do Trabalho, Luiz Marinho, da Comunicação Social, Franklin Martins, do Desenvolvimento Econômico, Miguel Jorge, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab; os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Romeu Tuma (PFL-SP); o secretário municipal das Subprefeituras, Andrea Matarazzo; o secretário estadual da Cultura, João Sayad; parlamentares e o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio.




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