<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><lastBuildDate>Sun, 13 Sep 2026 09:23:39 +0000</lastBuildDate><title>Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo</title><description>Notícias do Brasil e do Mundo; tudo sobre Educação, Cultura, Política e Ciência, com vídeos, fotos, entrevistas e infográficos exclusivos do iG.</description><link>https://ultimosegundo.ig.com.br</link><atom:link href="https://ultimosegundo.ig.com.br/rss/v1/feed" rel="self" type="application/rss+xml" /><item><guid isPermaLink="false">6aa5e8fc7f9077a3738d22bf</guid><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 00:07:09 +0000</pubDate><title>Fachin assume caso que envolve relação entre Moraes e Vorcaro</title><description>Decisão tira André Mendonça da relatoria e deixa parados casos sobre fraudes no INSS e banco Master até nova determinação</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/e7/dl/2u/e7dl2uy6aq1mf1h25gno6pbnk.jpg"><figcaption>Luiz Edson Fachin quer evitar pagamentos indevidos de penduricalhos a juízes de todo o país<span class="copyright">Marcelo Camargo / Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), <strong>Edson Fachin</strong>, assumiu a relatoria do processo que investiga uma suposta relação entre o ministro <strong>Alexandre de Moraes</strong> e o ex-banqueiro <strong>Daniel Vorcaro</strong>. As informações são do G1.</p><p>Fachin também decidiu que processos ligados às investigações sobre as <strong>fraudes no INSS</strong> e o <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/celular-de-vorcaro--como-a-pf-recuperou-os-dados-do-aparelho.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">banco Master</a> sejam enviados à Presidência da Corte. Os casos ficam parados até uma nova decisão.</p><p><em>*Reportagem em atualização.</em></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-12/fachin-assume-caso-que-envolve-relacao-entre-moraes-e-vorcaro.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>Marcelo Camargo / Agência Brasil </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>caso Master, Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes, André Mendonça, STF, Edson Fachin, Operação Compliance Zero</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa457659432d7cc539682c2</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 22:30:00 +0000</pubDate><title>Educação: conheça os planos dos candidatos ao governo de MG</title><description>A apresentação das medidas é uma exigência da lei eleitoral. Para te ajudar na escolha do voto, o iG separou as estratégias de cada concorrente</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4p/ka/r7/4pkar75dwevv3qew2u7btqq5w.jpg"><figcaption>Candidatos apresentam propostas para a Educação<span class="copyright">REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL </span></figcaption></figure><p>Os <strong>candidatos ao governo de Minas Gerais</strong> que concorrem às eleições 2026 apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral, cumprindo à legislação eleitoral brasileira.  </p><p>Com base nos planos de governo anexados pelos candidatos e que estão disponíveis no <strong>DivulgaCandContas</strong>, portal de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o <strong>iG </strong>traz as prioridades que cada um elencou para a área da educação.</p><p>Veja os principais pontos apontados pelos candidatos, organizados em ordem alfabética.</p><h2>Alexandre Kalil (PDT)</h2><ul><li>Recuperação e melhoria da infraestrutura das escolas.</li><li>Valorização dos professores e redução da contratação temporária.</li><li>Formação regionalizada dos docentes.</li><li>Avaliações para identificar dificuldades de aprendizagem.</li><li>Ampliação do ensino em tempo integral.</li><li>Uso de computadores e inteligência artificial como ferramentas de apoio aos professores.</li><li>Prioridade às universidades públicas mineiras antes da contratação de serviços externos.</li></ul><p> </p><h2>Ben Mendes (Missão)</h2><ul><li>Casa que Educa: vincular benefício habitacional à frequência e à progressão escolar dos filhos.</li><li>Aldeia Mineira: abrir as escolas para a comunidade.</li><li>Mestre de Minas: valorização e proteção dos professores.</li><li>Protocolo de resposta a agressões e casos graves de indisciplina.</li><li>Minas Sabe: painel público para acompanhar indicadores educacionais.</li><li>Monitoramento da alfabetização na idade certa e da recuperação do tempo integral.</li></ul><p> </p><h2>Cleitinho Azevedo (Republicanos)</h2><ul><li>Recuperação da aprendizagem e alfabetização na idade certa.</li><li>Atendimento especializado a alunos com deficiência e neurodivergentes.</li><li>Busca ativa de jovens que abandonaram a escola.</li><li>Ampliação do ensino em tempo integral.</li><li>Educação financeira, empreendedorismo e cidadania.</li><li>Aulas de programação, robótica e inteligência artificial.</li><li>Reformulação do Trilhas de Futuro para aproximar cursos técnicos das demandas regionais.</li><li>Instalação de câmeras nas escolas.</li><li>Plano de carreira e concursos regulares para professores.</li><li>Ações voltadas à saúde mental dos profissionais da educação.</li></ul><p> </p><h2>Flávio Roscoe (PL)</h2><ul><li>Gestão para Resultados Pedagógicos, com metas e planos de ação por escola.</li><li>Identificação dos problemas de aprendizagem de cada unidade.</li><li>Acompanhamento dos alunos ao longo dos anos.</li><li>Seleção de diretores por critérios de competência.</li><li>Universalização da internet rápida nas escolas.</li><li>Ampliação da formação profissionalizante em regiões de baixo IDH.</li><li>Formação continuada de professores, incluindo mestrado e doutorado.</li></ul><p> </p><h2>Gabriel Azevedo (MDB)</h2><ul><li>Foco na aprendizagem e no acompanhamento de indicadores.</li><li>Reativação do Simave para identificar dificuldades dos alunos.</li><li>Fortalecimento da supervisão pedagógica.</li><li>Concursos regulares para professores.</li><li>Redução da dependência de contratos temporários.</li><li>Plano de carreira para profissionais da educação.</li><li>Apoio psicológico e mediação de conflitos nas escolas.</li><li>Inclusão e atenção a alunos com autismo.</li></ul><p> </p><h2>Henrique Áreas (PCO)</h2><ul><li>Aumento dos recursos destinados ao ensino público.</li><li>Revogação de reformas educacionais consideradas prejudiciais pelo partido.</li><li>Mudanças nas regras de acesso às universidades.</li><li>Piso salarial nacional de pelo menos R$ 8,5 mil para professores.</li><li>Jornada máxima de 30 horas semanais para professores.</li></ul><p> </p><h2>Indira Xavier (UP)</h2><ul><li>Encerrar privatização das escolas estaduais</li><li>Reestatizar as escolas que já foram leiloadas.</li><li>Cumprir o piso nacional do magistério.</li><li>Realizar concursos públicos para profissionais da educação.</li><li>Acabar com a militarização das escolas estaduais.</li><li>Acabar com a municipalização das escolas estaduais.</li><li>Revogar o Novo Ensino Médio, que o programa considera uma forma de precarização do ensino e do trabalho dos professores.</li><li>Ampliar a rede de escolas estaduais.</li><li>Implantar o passe livre estudantil no transporte.</li></ul><p> </p><h2>Mateus Simões (PSD)</h2><ul><li>Ampliação do ensino em tempo integral.</li><li>Expansão da conectividade e dos recursos digitais.</li><li>Fortalecimento da educação profissional e tecnológica.</li><li>Adequação da formação profissional às vocações econômicas de cada região.</li><li>Ampliação do atendimento especializado a estudantes com deficiência.</li><li>Atendimento a estudantes neurodivergentes e com altas habilidades.</li><li>Preservação de diferentes modelos pedagógicos e possibilidade de escolha pelas famílias.</li></ul><p> </p><h2>Patrus Ananias (PT)</h2><ul><li>Reversão da privatização de escolas estaduais.</li><li>Fim da militarização das escolas.</li><li>Maior cooperação entre Estado e municípios.</li><li>Expansão do ensino integral associado à formação profissional.</li><li>Ampliação da Educação de Jovens e Adultos (EJA).</li><li>Ações integradas de educação, saúde, assistência social, Justiça e segurança para prevenir violência nas escolas.</li><li>Políticas de saúde mental para professores.</li><li>Concursos públicos e financiamento estável para a educação.</li><li>Fortalecimento da autonomia da UEMG e da Unimontes.</li></ul><p class="  "> </p><h2>Professor Túlio Lopes (PCB)</h2><ul><li>Gestão democrática das escolas públicas estaduais.</li><li>Autonomia universitária das universidades estaduais.</li><li>Maior investimento público em educação.</li><li>Valorização do serviço público.</li><li>Posição contrária às PPPs nas escolas.</li></ul><p> </p><h2>Rafael Duda (PSTU)</h2><ul><li>Destinação de 30% da arrecadação para a educação.</li><li>Reversão do leilão de 95 escolas.</li><li>Pagamento do piso nacional do magistério.</li><li>Criação de plano de carreira único.</li><li>Universalização do acesso à educação pública.</li><li>Construção de escolas conforme a demanda.</li><li>Busca ativa de estudantes fora da escola.</li><li>Formação continuada dos professores.</li><li>Educação inclusiva, salas de recursos e tecnologia assistiva.</li><li>Educação bilíngue com Libras.</li><li>Fim da gestão privada das escolas por PPPs e organizações sociais.</li><li>Concursos públicos.</li><li>Ampliação do acesso à internet e a equipamentos tecnológicos.</li><li>Mais vagas no ensino técnico.</li><li>Redução do número de alunos por turma.</li><li>Ampliação de vagas em creches.</li><li>Mais investimentos na UEMG e na Unimontes.</li><li>Posição contrária a sistemas de avaliação baseados em meritocracia.</li><li>Posição contrária ao Novo Ensino Médio e à municipalização das escolas estaduais.</li></ul>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/2026-09-12/educacao--conheca-os-planos-dos-candidatos-ao-governo-de-mg.html</link><dc:creator>Marcia Bessa Martins</dc:creator><media:credit>REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL </media:credit><author>Marcia Bessa Martins</author><keywords>Justiça eleitoral, propostas, educação, Candidatos, Minas gerais</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f61ec77ab1b9a16350000ee</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa45ac71000d76f6428abb0</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 22:30:00 +0000</pubDate><title>Educação: conheça os planos dos candidatos ao governo da Bahia</title><description>Cumprindo exigência da lei, as propostas de cada um nesta área foram apresentadas à Justiça Eleitoral; o iG destaca os principais pontos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/68/65/7m/68657mnv512g9iyodvuduo37k.jpg"><figcaption>Candidatos expõem suas propostas para a Bahia<span class="copyright">Foto: GovBA </span></figcaption></figure><p>Os <strong>candidatos ao governo da Bahia </strong>que concorrem às eleições 2026 apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral, cumprindo à legislação eleitoral brasileira.  </p><p>Com base nos planos de governo anexados pelos candidatos e que estão disponíveis no <strong>DivulgaCandContas,</strong> portal de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o<strong> iG</strong> traz as prioridades que cada um elencou para a área da educação.</p><p>Veja os principais pontos apontados pelos candidatos, organizados em ordem alfabética.</p><h2>ACM Neto (União)</h2><ul><li>Criar um Programa Estadual de Recomposição das Aprendizagens, com foco principalmente em português e matemática.</li><li>Revogar a Portaria nº 190/2024, que o plano associa à aprovação automática.</li><li>Ampliar vagas em creches e universalizar a pré-escola.</li><li>Criar um regime de colaboração com os 417 municípios, com metas de aprendizagem.</li><li>Reformular o Sistema de Avaliação da Educação Básica da Bahia (SABE), com avaliações bimestrais de leitura e matemática.</li><li>Usar os resultados das avaliações para definir ações pedagógicas e distribuição de recursos.</li><li>Criar tutoria especializada para alunos com baixo desempenho.</li><li>Implantar o Bahia Alfabetiza 60+, voltado à alfabetização de pessoas com 60 anos ou mais.</li><li>Ampliar o ensino médio em tempo integral, com disciplinas eletivas como robótica, artes, esporte, tecnologia e empreendedorismo.</li><li>Ampliar a educação profissional e tecnológica, vinculando cursos às vocações econômicas de cada região.</li><li>Fazer parcerias com o Sistema S para laboratórios, formação de professores e certificação técnica.</li><li>Inserir inteligência artificial e letramento digital no currículo do ensino médio.</li><li>Criar o Escola Digital, para ampliar a conectividade das escolas.</li><li>Modernizar escolas, com investimentos em climatização, bibliotecas, laboratórios, quadras e saneamento.</li><li>Criar o Bahia Escola Inclusiva, com salas de recursos multifuncionais, professores de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e tecnologia assistiva.</li><li>Ampliar a formação continuada e melhorar as condições de trabalho dos professores.</li></ul><p> </p><h2>Ariel Capistrano (DC)</h2><ul><li>Expandir o ensino profissionalizante, ampliando a oferta de formação voltada ao mercado de trabalho.</li><li>Implantar escolas cívico-militares na rede estadual.</li><li>Incentivar o ensino técnico e científico.</li><li>Valorizar os professores.</li><li>Modernizar a infraestrutura das escolas.</li></ul><p> </p><h2>Aroldo Felix (UP)</h2><ul><li>Destinar 10% do PIB da Bahia para a educação.</li><li>Realizar concursos públicos para contratação efetiva nos serviços oferecidos pelo Estado.</li><li>Fazer contratação imediata de profissionais da educação para escolas e universidades.</li><li>Equiparar o salário do governador e dos deputados estaduais ao de professores das escolas públicas baianas.</li><li>Fortalecimento do ensino público e investimentos na área.</li></ul><p> </p><h2>Estêvão (DC)</h2><ul><li>Expansão acelerada das escolas de tempo integral, priorizando periferias, áreas violentas e regiões vulneráveis.</li><li>Criação do Pacto Bahia Alfabetizada, com integração entre Estado, municípios, professores e famílias.</li><li>Meta de alfabetizar todas as crianças na idade certa.</li><li>Ampliação do ensino médio profissionalizante, de acordo com as vocações econômicas de cada região.</li><li>Expansão de cursos técnicos em áreas como tecnologia, turismo, saúde, agro, indústria e energia.</li><li>Valorização dos professores, com formação continuada, capacitação digital e apoio pedagógico.</li><li>Criação da Escola Digital, com internet, laboratórios digitais e conectividade em todas as escolas estaduais.</li><li>Criação do Programa Futuro Baiano, unindo educação, tecnologia, inovação e empreendedorismo.</li><li>Redução da evasão escolar e ampliação do ensino técnico.</li></ul><p> </p><h2>Jerônimo Rodrigues (PT)</h2><ul><li>Universalizar o ensino em tempo integral em todas as escolas estaduais.</li><li>Ampliar vagas em creches e na educação infantil, priorizando áreas de maior vulnerabilidade.</li><li>Requalificar a infraestrutura da rede estadual.</li><li>Criar o Selo Município Alfabetizador Bahia, com apoio técnico aos municípios.</li><li>Fortalecer a gestão da aprendizagem, com avaliações periódicas e recomposição de conteúdos.</li><li>Criar o Aprender Mais Bahia, voltado à recomposição das aprendizagens.</li><li>Fortalecer políticas de acesso, permanência e conclusão da educação básica.</li><li>Ampliar a EJA integrada à educação profissional e tecnológica.</li><li>Fortalecer o Bolsa Presença para estudantes do ensino integral.</li><li>Ampliar o ensino médio integral e a educação profissional e tecnológica.</li><li>Fortalecer o transporte escolar.</li><li>Criar novos campi das universidades estaduais e articular a implantação de universidades e institutos federais no interior.</li><li>Ampliar projetos de extensão entre universidades, escolas e comunidades.</li><li>Fortalecer o Atendimento Educacional Especializado para pessoas com deficiência, TEA e altas habilidades.</li><li>Criar ações de combate ao racismo, LGBTfobia, bullying, cyberbullying, violência de gênero e capacitismo nas escolas.</li></ul><p> </p><h2>Maria Bona (PCO)</h2><ul><li>Aumentar as verbas para a educação, defendendo que os recursos públicos sejam destinados exclusivamente ao ensino público.</li><li>Revogar as reformas educacionais implementadas pelo que o partido chama de “regime golpista”.</li><li>Acabar com os vestibulares e adotar livre ingresso nas universidades.</li><li>Estabelecer piso salarial nacional dos professores de pelo menos R$ 8,5 mil.</li><li>Garantir a eleição direta dos diretores e demais cargos de direção das escolas.</li><li>Colocar escolas e universidades sob controle da comunidade escolar. Nas universidades, o programa propõe um governo tripartite formado por estudantes, professores e funcionários.</li><li>Limitar a jornada de trabalho dos professores a 30 horas semanais.</li><li>Promover a estatização do ensino pago.</li><li>Defender o fim da proibição do uso de celulares nas escolas.</li><li>Combater a “ditadura nas escolas” e a perseguição a professores e estudantes, segundo a formulação do programa.</li></ul><p> </p><h2>Ronaldo Mansur (PSOL)</h2><ul><li>Ampliar vagas em creches, inclusive com programas de creches noturnas.</li><li>Universalizar o atendimento na pré-escola, ensino fundamental e ensino médio.</li><li>Dar atenção especial às escolas do campo, quilombolas e indígenas.</li><li>Matricular na EJA todos que dela necessitam.</li><li>Ampliar vagas na educação profissional e tecnológica.</li><li>Aumentar vagas no ensino superior, tanto na graduação quanto na pós-graduação.</li><li>Escolher diretores das escolas por meio de consultas à comunidade escolar.</li><li>Criar instâncias colegiadas com participação da comunidade para definir as políticas de cada escola.</li><li>Formular políticas educacionais por meio de conferências com ampla participação da comunidade escolar.</li><li>Garantir autonomia financeira, administrativa e de gestão das instituições públicas de ensino.</li><li>Cumprir o piso salarial nacional do magistério e estabelecer planos de carreira e formação para os profissionais da educação.</li><li>Ampliar recursos destinados à educação pública.</li><li>Combater o analfabetismo e fortalecer a EJA.</li></ul>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/2026-09-12/educacao--conheca-os-planos-dos-candidatos-ao-governo-da-bahia.html</link><dc:creator>Marcia Bessa Martins</dc:creator><media:credit>Foto: GovBA </media:credit><author>Marcia Bessa Martins</author><keywords>Justiça eleitoral, Candidatos, Governo, Bahia, propostas, Educação</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f61ec77ab1b9a16350000ee</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa5b7c6c29e0d1568950de6</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 20:36:22 +0000</pubDate><title>No Sul, Lula tenta reverter desvantagem frente ao bolsonarismo na região</title><description>Presidente fez comício em Curitiba e direcionou críticas a Flávio Bolsonaro e Sergio Moro.</description><content:encoded><![CDATA[<p></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/aa/kr/9s/aakr9sru91v7si7tv36kf9mqj.jpg"><figcaption>Lula na Boca Maldita, em Curitiba. Comício do presidente reuniu milhares na capital paranaense<span class="copyright">Jean-Philip Struck (em Curitiba) </span></figcaption></figure><p></p><p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpriu neste sábado (12/09) a segunda etapa de um giro pelos estados do Sul do Brasil, região historicamente desafiadora para o PT e na qual o petista aparece em desvantagem eleitoral em relação ao rival Flávio Bolosonaro (PL) na disputa presidencial.</p><p>Em Curitiba, Lula reuniu milhares de apoiadores na Boca Maldita, tradicional área de comícios políticos na região central da capital paranaense, que foi palco do primeiro grande ato nacional da campanha das "Diretas Já", em 1984.</p><p>Com a voz rouca após liderar um comício em Porto Alegre na noite anterior, Lula começou seu discurso com ataques ao bolsonarismo, pintando seus adversários na extrema direita como corruptos ao evocar o escândalo do Banco Master e as fraudes contra aposentados do INSS.</p><p>"Em 2019, eles pegaram um agiota e o transformaram em um banqueiro. O tal do Banco Master, que tem esse Vorcaro que corrompeu muita gente da República. Eles criaram um banqueiro e nós prendemos esse banqueiro. Eles abriram um banco e nós fechamos esse banco", disse Lula. Já sobre as fraudes no INSS, o presidente argumentou que a "quadrilha" responsável pelo esquema teria sido montada durante o governo Bolsonaro. "A verdade tarda, mas não falha", disse.</p><p>Na sequência, Lula abordou a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que defendeu que o sigilo do Caso Master fosse retirado. "Vamos deixar às claras para ver quem de verdade é ladrão e corrupto neste país. E a família Bolsonaro não escapa", completou o presidente. "Portanto, quem fez putaria vai ser desmascarado neste país”, completou Lula, arrancando risos entre os apoiadores.</p><p>Lula também abordou o tema espinhoso das suspeitas envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigado por suspeita de tráfico de influência e corrupção em favor de empresas interessadas em obter contratos com o governo federal. "Ele [Lulinha] nasceu para fazer as coisas certas e eu acredito na inocência dele. Mas se ele cometeu um erro, ele terá de pagar pelo erro que cometeu", afirmou o presidente.</p><p>"Isso vale para mim, isso vale pro meu filho, isso vale para qualquer ministro da Suprema Corte. Ninguém pode ser ministro da suprema corte para ficar rico, aquilo é um sacerdócio", acrescentou Lula, ainda mencionando a crise no STF.</p><p>Ainda no comício, Lula também criticou as movimentações do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, e a proximidade da administração americana com a família Bolsonaro. "O Trump sabe que eu já falei para ele: não se meta na eleição do Brasil. Esse país não é um vira-lata e nem uma republiqueta de banana. Esse país tem 215 milhões de homens e mulheres que têm orgulho. A escolha de um governador, de um deputado e do presidente é única do povo brasileiro”</p><h3>Críticas a Sergio Moro, que lidera disputa pelo governo do Paraná</h3><p>O presidente ainda direcionou críticas ao ex-juiz Sergio Moro, que em 2018 determinou a prisão de Lula, tirando o petista do pleito presidencial daquele ano.</p><p>Posteriormente, Moro se tornou ministro do governo de Jair Bolsonaro, que passou para a liderança na eleição daquele ano justamente por causa da saída de Lula no páreo. Em 2022, foi a vez de Moro se eleger senador pelo Paraná. Na eleição de 2026, ele concorre ao governo do estado e vem encabeçando as principais pesquisas de intenção de voto.</p><p>Ao lado de Requião Filho (PDT), que concorre ao governo do Paraná com o apoio do PT, Lula chamou Moro de "frouxo" e "mentiroso" e direcionou críticas à imprensa.</p><p>"Eu sou vítima da mentira dele e ele foi alimentado pela imprensa nacional, que quase fez ele virar Deus. Ou seja, depois ninguém da imprensa tem coragem de pedir desculpa: 'Desculpa, Lula, eu menti. Desculpa, eu estava mal-informado'. Não, a imprensa não pede desculpa, ela é infalível", apontou Lula.</p><p>"Eu fiquei 580 dias na cadeia por conta de uma mentira! Estou até agora esperando: cadê a minha chácara e cadê o meu apartamento no Guarujá? Até agora tô esperando", completou o presidente.</p><p>Antes de Lula, a deputada Gleisi Hoffmann (PT), que concorre desta vez ao Senado, também usou o comício para criticar Moro.</p><p>"Não é possível que aquele algoz desqualificado, um juiz que roubou para lhe colocar injustamente na cadeia, volte e queira ser governador. Uma pessoa que não quis nem ser candidata ao Senado pelo Paraná. Primeiro foi buscar São Paulo", disse Gleisi, recordando que em 2022 Moro havia originalmente tentado se candidatar sem sucesso ao Senado por São Paulo, antes de disputar uma vaga no Paraná.</p><p> Gleisi, que é natural de Curitiba, tem liderado uma campanha com o slogan "Bicho do Paraná”, tentando reforçar sua ligação com o estado.</p><p>Mas as críticas dos petistas têm surtido pouco efeito sobre a campanha do ex-juiz bolsonarista.</p><p>Nesta semana, Moro apareceu com 35% das intenções de voto na disputa pelo governo do Paraná, segundo pesquisa Real Time Big Data, mais de dez pontos à frente do segundo colocado, Sandro Alex (PSD), que tem 23%. Já Requião Filho está na terceira colocação, com 21%.</p><h3>Paraná é historicamente um estado difícil para o PT</h3><p>A liderança de Moro nas pesquisas no Paraná não deixa de ser uma vitrine para a histórica dificuldade do PT em deslanchar no estado. É uma situação que também costuma atingir candidatos petistas à Presidência: a última vitória de um presidenciável petista no estado foi no segundo turno de 2002.</p><p>Na eleição presidencial de 2022, Lula conquistou no Paraná 36% dos votos no primeiro turno, contra 55,26% de Jair Bolsonaro. No segundo turno daquele ano, o percentual do petista subiu para 37,6%, contra 62,40% de Bolsonaro.</p><p>Ainda assim, o resultado de 2022 havia sido visto como recuperação para o PT no estado, que é o sexto maior colégio eleitoral do Brasil. Em relação a Fernando Haddad (PT) no Segundo turno de 2018, Lula conseguiu recuperar seis pontos percentuais do eleitorado.</p><p>Em 2022, Lula também havia liderado um comício no centro de Curitiba na reta final do primeiro turno.</p><p>À época, o comício ocorreu num clima de otimismo, já que o petista aparecia com uma vantagem nacional superior a dez pontos sobre Jair Bolsonaro numa pesquisa Datafolha. O Sul era então a única região na qual Jair Bolsonaro ainda aparecia claramente à frente das pesquisas.</p><p>Agora, no entanto, Lula enfrenta cenários mais complicados não só no Sul, mas também em outras regiões, segundo o Datafolha, Lula aparece tecnicamente empatado com Flávio no Sudeste e atrás no Centro-Oeste e Norte.</p><p>A vantagem nacional, no primeiro turno, de Lula sobre Flávio, filho de Jair Bolsonaro, também é no momento de apenas quatro pontos, de acordo com o último Datafolha.</p><p>No Paraná, pesquisas mostram que Lula corre o risco de perder parte do terreno recuperado para o PT no pleito de 2022. De acordo com levantamento Real Time Big Data divulgada em 11 de setembro, Lula tem 30% das intenções de voto no estado, contra 60% de Flávio Bolsonaro.</p><h3>Sul continua região desafiadora para o PT</h3><p>Além de Curitiba, Lula esteve em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, na sexta-feira. Um terceiro comício estava inicialmente previsto para ocorrer em Florianópolis (SC) no domingo, mas o evento foi adiado para o próximo fim de semana.</p><p>Assim como o Paraná, os outros dois estados do Sul também são áreas eleitoralmente difíceis para o PT. A última vez que um candidato presidencial do partido conquistou uma vitória na região foi em 2014, quando Dilma Rousseff terminou o primeiro turno daquele ano na primeira posição – vantagem que acabou sendo perdida na segunda rodada.</p><p>Já em Santa Catarina, os petistas não conquistam uma vitória desde 2002. Em 2022, Santa Catarina também foi o estado que deu a terceira maior votação percentual para Jair Bolsonaro no segundo turno daquele ano: 69,27% dos votos, com o estado ficando apenas do Acre e Rondônia.</p><p>No Sul em geral, Jair Bolsonaro conquistou 61,84% dos votos no segundo turno de 2022, contra 38,16% de Lula. Foi a região em que o petista obteve a sua pior votação em termos percentuais.</p><p>E 2026 caminha para um cenário semelhante – ou possivelmente pior para o PT. Segundo a pesquisa Quaest, divulgada em 7 de setembro, Flávio Bolsonaro aparece com 52% da preferência do eleitorado sulista, contra 30% de Lula.</p><p>Apenas no Rio Grande do Sul é que Lula aparece com uma desvantagem menor, aparecendo com 39% das intenções de voto, contra 42% de Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa Real Time Big Data. No entanto, num eventual segundo turno, o petista perderia por 11 pontos de desvantagem.</p><p>Nesta eleição, o PT não lançou nenhum candidato aos governos dos três estados sulistas. E dois dos candidatos apoiados pelo partido na região enfrentam dificuldades. No Paraná, o pedetista Requião Filho, está aparece em terceiro lugar nas pesquisas, 14 pontos atrás do bolsonarista Sergio Moro. Em Santa Catarina, Gelson Merisio (PSB) apareceu também em terceiro lugar, com apenas 17,6% das intenções de voto, bem atrás do bolsonarista Jorginho Mello (PL), que conta com 51,6%, segundo levantamento AtlasIntel.</p><p>No Rio Grande do Sul, o PT, pela primeira vez desde a sua fundação, em 1980, não lançou um candidato ao executivo estadual. Neste pleito, o partido apoia a candidatura de de Juliana Brizola (PDT), se limitando a ocupar o posto de vice da chapa. Só no Rio Grande do Sul, o PT está aliado como uma candidatura que tem se mostrado competitiva. Segundo pesquisa Real Time Big Data, Brizola apareceu nesta semana com 35% das intenções de voto, tecnicamente empatada com o bolsonarista Zucco (PL), que tem 36%.</p><p></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-12/no-sul--lula-tenta-reverter-desvantagem-frente-ao-bolsonarismo-na-regiao.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Jean-Philip Struck (em Curitiba) </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>Brasil</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa5986f7f9077a3738d2284</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 20:32:56 +0000</pubDate><title>Brics expressa preocupação com tensões no Oriente Médio</title><description>Posicionamento está na declaração chamada “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade” e divulgada neste sábado</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1e/eb/y1/1eeby1c0wryvne9zo0qido5sa.jpg"><figcaption>Brics expressa preocupação com tensões no Oriente Médio<span class="copyright">Isabela Castilho | BRICS Brasil </span></figcaption></figure><p>Os participantes da <strong>reunião</strong> de <strong>Cúpula do Brics</strong>, neste fim de semana em Nova Delhi, capital da Índia, manifestaram <strong>“profunda preocupação”</strong> com tensões no <strong>Oriente Médio</strong>, criticaram a imposição de <strong>tarifas unilaterais</strong> no <strong>comércio internacional</strong> e defenderam que o Brasil tenha papel maior no <strong>Conselho de Segurança das Nações Unidas</strong>.</p><p>O posicionamento está na declaração do encontro, chamada <strong>“Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”</strong> e divulgada neste sábado (12).</p><p>O Brics é formado por <strong>Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia</strong> e <strong>Irã</strong>. Os 11 países representam <strong>39%</strong> da <strong>economia mundial</strong>, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global.</p><p>Em 2025, o grupo foi presidido pelo Brasil, e a reunião anual ocoreu em julho, no Rio de Janeiro.</p><h2>Irã x EUA</h2><p>Uma das expectativas para a reunião em Nova Delhi era como o Brics se comportaria em relação à guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro deste ano, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra os iranianos, sob o argumento de que o país desenvolvia armas nucleares. O Irã nega a acusação.</p><p>Em retaliação à agressão, o Irã fez ataques aos Emirados Árabes e à Arábia Saudita, países alinhados aos EUA e integrantes do Brics.</p><p>Com 35 páginas e 140 parágrafos, a declaração do encontro manifesta preocupação com a situação, mas não se direciona exclusivamente à região do Golfo Pérsico. O Parágrafo 28 não cita diretamente os países envolvidos nem usa a palavra guerra.</p><p>“Expressamos profunda preocupação com a contínua escalada das tensões no Oriente Médio/Ásia Ocidental e, recordando nossas respectivas posições nacionais, conclamamos ao exercício da máxima contenção, bem como à abstenção de ações que possam agravar ainda mais a situação.”</p><p>Em documentos diplomáticos, é comum a prática de não citar nomes e países em pontos específicos, facilitando a chegada de consenso para redação de declarações.</p><p>A reunião de Nova Delhi contou com a presença de líderes de relevância no cenário internacional e regional, como o anfitrião e primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e os presidentes Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Masoud Pezeshkian (Irã).</p><p>Os Emirados Árabes Unidos enviaram o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.</p><h2>Reforma da ONU</h2><p>Em outro ponto da declaração, o Brics defende a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), “com o objetivo de torná-lo mais democrático, representativo, eficaz e eficiente, e de ampliar a representação dos países em desenvolvimento”.</p><p>O conselho é o principal órgão da organização encarregado de zelar pela manutenção da paz e da segurança no planeta. É formado por 15 países, dos quais apenas cinco têm status de permanentes e com poder de veto: EUA, China, Rússia, Reino Unido e França.</p><p>Há décadas o Brasil pleiteia assento permanente. Na declaração, os países enfatizam a posição de China e Rússia.</p><p>“China e Rússia, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, reiteram seu apoio às aspirações do Brasil e da Índia de desempenhar um papel maior na ONU, incluindo seu Conselho de Segurança.”</p><p>O texto não cita especificamente a entrada do Brasil como membro permanente.</p><h2>Tarifaço</h2><p>Os signatários do texto expressaram críticas a barreiras no comércio internacional, como a imposição de tarifas unilaterais.</p><p>“Manifestamos sérias preocupações com o aumento de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais que distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio.”</p><p>O documento não menciona nominalmente os Estados Unidos, país que tem aplicado tarifas a parceiros comerciais desde que Donald Trump assumiu a Presidência, em 2025. O nome de Trump não aparece no texto.</p><p>Assim como o Brasil, China e Índia estão entre os principais alvos do tarifaço americano.</p><h2>Moedas locais</h2><p>A declaração aponta que os países caminham para soluções práticas de mecanismos eficientes de pagamentos transfronteiriços, em moedas locais, mas não faz nenhuma menção à criação de uma moeda específica do Brics nem de proposta de substituição do dólar.</p><h2>Combate à desigualdade</h2><p>No 15º parágrafo, os signatários assinalam que erradicar a pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a forma extrema, “é o maior desafio global e requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável”.</p><p>O documento registra a proposta do Brasil e da África do Sul para estabelecer um painel internacional sobre desigualdade.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/brics-expressa-preocupacao-com-tensoes-no-oriente-medio.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Isabela Castilho | BRICS Brasil </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Internacional, Brics, tarifaco, ONU, pobreza</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa5a784c29e0d1568950ddf</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 20:04:48 +0000</pubDate><title>Hobbie macabro? Conheça competição húngara de abertura de covas</title><description>Homens usam apenas pás e picaretas para abrir sepulturas; campeonato realizado em cemitério busca a valorização da profissão de coveiro na Hungria</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6r/vc/as/6rvcasedemomidg5c8fnclz1l.jpg"><figcaption>Disputa profissional reúne duplas de coveiros e tenta dar visibilidade à profissão<span class="copyright">Reprodução Youtube/ABC News </span></figcaption></figure><p>Uma competição reuniu <strong>38 coveiros</strong> em um <strong>cemitério</strong> na <a href="ABC News">Hungria</a> para colocá-los sob regras semelhantes às exigências encontradas no trabalho diário do ofício. Cada <strong>dupla</strong> de profissionais recebeu a tarefa de abrir, apenas com ferramentas manuais, uma <strong>sepultura</strong> de 2 metros de comprimento, 80 centímetros de largura e 1,60 metro de profundidade. A prova foi realizada por <strong>19 equipes</strong> na cidade de Nyergesújfalu, no norte húngaro. </p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/es/rt/94/esrt94rfvjsiggmoxq7f5d5yi.jpg"><figcaption>Disputa profissional reúne duplas de coveiros e tenta dar visibilidade à profissão<span class="copyright">Reprodução Youtube/ABC News </span></figcaption></figure><p>O <strong>solo</strong> do local estava <strong>endurecido</strong> após um verão seco, fazendo os competidores medirem a <strong>velocidade</strong> na execução do <strong>movimento</strong> com o <strong>molde</strong> final da sepultura. O resultado, no entanto, não era definido somente por quem <strong>terminasse primeiro</strong> a prova, já que a competição conta com uma comissão que avalia a <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-04-27/crianca-e-salva-apos-cavar-a-propria-cova-em-tribunal-do-crime.html">cova</a> de maneira <strong>qualitativa.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cc/4p/8h/cc4p8hkvpr2643jux49ayg6a2.jpg"><figcaption>Disputa profissional reúne duplas de coveiros e tenta dar visibilidade à profissão<span class="copyright">Reprodução Youtube/ABC News </span></figcaption></figure><p>Os coveiros Róbert Nagy e László Kiss ficaram com o <strong>primeiro lugar</strong> da competição. Os homens concluíram o serviço em <strong>1 hora e 21 minutos</strong> e dividiram um prêmio de 200 mil florins húngaros, quantia equivalente a <strong>R$ 3.200.</strong> Nagy afirmou que, dentro do campeonato, a <strong>velocidade</strong> é o grande diferencial.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ap/pz/vd/appzvd140vxomlnhy8t6tnmej.jpg"><figcaption>Disputa profissional reúne duplas de coveiros e tenta dar visibilidade à profissão<span class="copyright">Reprodução Youtube/ABC News </span></figcaption></figure><p>O <strong>coveiro</strong> profissional também afastou a ideia de uma <strong>preparação esportiva</strong> específica. Nagy explicou que os participantes trabalham com <strong>escavação</strong> diariamente e, por isso, o próprio <strong>ofício</strong> serve como treinamento.</p><h2><strong>Por que existe um campeonato de coveiros?</strong></h2><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2c/0o/jo/2c0ojon0psn8urtjp6kl21ggg.jpg"><figcaption>Disputa profissional reúne duplas de coveiros e tenta dar visibilidade à profissão<span class="copyright">Reprodução Youtube/ABC News </span></figcaption></figure><p></p><p>Segundo a Associação de Mantenedores e Operadores de Cemitérios da Hungria, que organiza o evento, o intuito da competição é <strong>apresentar o trabalho</strong> ao público e <strong>valorizar os profissionais dos serviços funerários.</strong> Neste ano, ocorreu a <strong>nona edição</strong> do campeonato, que atrai vários curiosos na pequena cidade húngara. </p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/a1/fp/c4/a1fpc4gi2qembeyeuhsqmz9mi.jpg"><figcaption>Disputa profissional reúne duplas de coveiros e tenta dar visibilidade à profissão<span class="copyright">Reprodução Youtube/ABC News </span></figcaption></figure><p>Além do efeito de divulgação, József Varga, presidente da associação, explicou que existe outra questão prática. A <strong>abertura manual</strong> de covas <strong>não desapareceu</strong> com o uso de <strong>escavadeiras,</strong> já que em cemitérios lotados e áreas estreitas, as máquinas de grande porte <strong>não conseguem alcançar todos os pontos.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/aj/w6/zg/ajw6zgufcgrir4ey3i5yhu81l.jpg"><figcaption>Disputa profissional reúne duplas de coveiros e tenta dar visibilidade à profissão<span class="copyright">Reprodução Youtube/ABC News </span></figcaption></figure><p>O campeonato também busca aproximar trabalhadores e <strong>atrair novos profissionais</strong> para a área. Na véspera da prova, a associação realizou um encontro sobre gestão de <strong>cemitérios</strong> e <strong>serviços funerários,</strong> contando com a participação de competidores e representantes do <strong>setor.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/eg/da/ra/egdarapih6o0o7b6g979e78dd.jpg"><figcaption>Disputa profissional reúne duplas de coveiros e tenta dar visibilidade à profissão<span class="copyright">Reprodução Youtube/ABC News </span></figcaption></figure>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/hobbie-macabro--conheca-competicao-de-abertura-de-covas-na-hungria.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Reprodução Youtube/ABC News </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>coveiro, cova rasa, sepultura, coveiros, Hungria, húngara, competição, competição amadora, macabro, inusitado</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa5a7c67f9077a3738d228c</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 19:36:20 +0000</pubDate><title>Celular de Vorcaro: como a PF recuperou os dados do aparelho</title><description>Relatório de 218 páginas mostra como investigadores cruzaram registros do sistema, uso de aplicativos e arquivos residuais para reconstruir ações</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/87/w1/cr/87w1crjpb9jlpefs7qdoujhkj.jpg"><figcaption>Empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master<span class="copyright">Divulgação/Banco Master </span></figcaption></figure><p>O celular de <strong>Daniel Vorcaro</strong>, ex-controlador do <strong>Banco Master</strong>, apreendido pela <strong>Polícia Federal</strong> (<strong>PF</strong>) em 18 de novembro de 2025 durante a <strong>Operação Compliance Zero</strong>, tornou-se uma das principais fontes de informações das investigações que chegaram ao <strong>Supremo Tribunal Federal</strong> (<strong>STF</strong>). Dados extraídos do iPhone foram analisados pela PF, deram origem a relatórios e subsidiaram novos procedimentos. Na sexta-feira (11), o ministro <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/zanin-pede-acesso-a-integra-dos-dados-do-celular-de-vorcaro.html">Cristiano Zanin</a> pediu acesso à íntegra desse material, relacionado à Petição 15.556.</p><p>O pedido ajuda a explicar uma diferença importante entre o aparelho apreendido, os dados retirados dele e os relatórios produzidos pelos investigadores. Zanin não solicitou o telefone para percorrer mensagens, fotografias e aplicativos. O ministro pediu acesso à mídia que contém a íntegra dos dados extraídos pela Polícia Federal.</p><p>A reportagem analisou a Informação de Polícia Judiciária de Análise nº 3298613/2026, documento de 218 páginas produzido pela PF a partir do material obtido do celular. O relatório mostra como diferentes vestígios digitais podem ser cruzados para reconstruir ações realizadas no aparelho, inclusive em situações nas quais o conteúdo de uma comunicação já não está disponível normalmente no aplicativo.</p><p>Mas como os dados de um celular apreendido se transformam em informações que podem ser pesquisadas, relacionadas entre si e utilizadas em uma investigação?</p><h2>Do celular apreendido aos dados extraídos </h2><p>A análise de um telefone em uma investigação criminal não se resume a desbloquear o aparelho e percorrer manualmente as conversas.</p><p>O telefone de Vorcaro é identificado nos documentos da investigação como um iPhone 17 Pro. A extração do conteúdo está relacionada ao Laudo nº 4281/2025-SETEC/SR/PF/SP.</p><p>O relatório analisado pela reportagem não informa qual método foi utilizado para obter acesso ao aparelho. Por isso, não é possível afirmar, a partir desse documento, qual ferramenta permitiu desbloquear o iPhone.</p><p>O que o relatório permite conhecer é a etapa seguinte.</p><p>Para analisar os dados já extraídos, a PF utilizou o IPED 4.2.2, versão do Indexador e Processador de Evidências Digitais, e o Cellebrite Reader 10.7.1.5013. As ferramentas permitem aos investigadores trabalhar com grandes quantidades de informações obtidas de dispositivos eletrônicos.</p><p>O IPED é uma ferramenta desenvolvida pela própria Polícia Federal para indexar e processar evidências digitais. Em vez de examinar manualmente milhares de arquivos, o sistema permite organizar o material e realizar pesquisas no conjunto de dados disponível.</p><h2>O original precisa ser preservado </h2><p>A análise de uma evidência digital também envolve procedimentos destinados a preservar o material original e registrar o caminho percorrido pela prova.</p><p>É a chamada cadeia de custódia, que documenta etapas como coleta, armazenamento, processamento e análise do vestígio. O objetivo é permitir a verificação da origem e da integridade do material utilizado na investigação.</p><p>Essa questão apareceu de forma concreta na discussão atual no Supremo.</p><p><strong>André Mendonça</strong> informou que não está com o aparelho de Vorcaro, que permanece sob responsabilidade da Polícia Federal. O ministro recebeu da PF uma cópia de segurança dos dados extraídos, entregue em envelope lacrado.</p><p>Ao pedir acesso à íntegra do material, Zanin sustentou que a preservação da cadeia de custódia deve recair sobre o conteúdo original mantido pela Polícia Federal e que a cópia encaminhada ao Supremo pode ser compartilhada com os demais ministros.</p><h2>O relatório tem 218 páginas </h2><p>A extração dos dados é apenas o começo. Depois dela, investigadores precisam localizar dentro do material informações consideradas relevantes para a apuração.</p><p>Foi desse trabalho que surgiu a Informação de Polícia Judiciária de Análise nº 3298613/2026.</p><p>O relatório tem 218 páginas e registra que a análise foi realizada em um prazo de 72 horas. A própria Polícia Federal ressalvou que o trabalho não era exaustivo.</p><p>Os investigadores realizaram pesquisas em contatos, conversas do WhatsApp, documentos e outros registros existentes na extração.</p><p>Isso significa que o relatório não corresponde à totalidade dos dados existentes no aparelho. Ele representa o resultado das pesquisas e análises realizadas pela equipe da PF dentro do material disponível e no período determinado para o trabalho.</p><p>Essa diferença ajuda a compreender por que o pedido de Zanin é pela íntegra da mídia extraída, e não apenas pelo relatório produzido pelos investigadores.</p><h2>Um celular registra mais do que mensagens </h2><p>Um smartphone pode conservar diferentes vestígios produzidos pelo sistema operacional e pelos aplicativos durante sua utilização.</p><p>O relatório da PF mostra como esses registros foram utilizados no caso de Vorcaro.</p><p>Em determinadas situações, os investigadores cruzaram três conjuntos de informações: logs do sistema operacional, registros de utilização dos aplicativos e arquivos residuais armazenados no aparelho.</p><p>Separadamente, cada elemento oferece apenas parte da informação. Quando os horários são comparados, porém, eles podem permitir a reconstrução de uma sequência de ações.</p><p>Foi assim que a PF conseguiu analisar situações envolvendo o aplicativo Notas e comunicações feitas posteriormente pelo WhatsApp.</p><h2>Do Notas ao WhatsApp em segundos </h2><p>Em uma das sequências descritas no relatório, a PF identificou que o aplicativo Notas foi aberto no aparelho, um texto foi manipulado e uma captura da tela foi realizada.</p><p>O sistema também deixou armazenado um arquivo temporário em PDF relacionado àquela ação. Poucos segundos depois, o WhatsApp foi aberto e ocorreu o envio de uma mensagem.</p><p>Um exemplo registrado pela PF aconteceu em 30 de outubro de 2025.</p><p>Segundo o relatório, o aplicativo Notas foi aberto às 16h43min16s, no horário UTC utilizado no documento. Às 16h44min43s, ocorreu uma captura da tela e foi criado um arquivo temporário em PDF. O WhatsApp foi aberto às 16h44min48s e o envio foi registrado às 16h44min56s.</p><p>Entre a captura da tela e o registro do envio transcorreram 13 segundos.</p><p>A conclusão não foi obtida pela observação de um único arquivo. Os investigadores chegaram à sequência comparando os horários registrados em diferentes partes dos dados extraídos.</p><h2>E quando a mensagem é de visualização única? </h2><p>O mesmo princípio ajuda a compreender um dos aspectos que mais chamaram atenção na análise do celular: as mensagens de visualização única do WhatsApp.</p><p>Esse tipo de conteúdo é desenvolvido para deixar de ficar disponível na conversa depois de aberto pelo destinatário. Isso, porém, não significa necessariamente que todas as ações realizadas pelo telefone durante aquele processo desapareçam junto com a mensagem.</p><p>Em 17 de novembro de 2025, o relatório identificou cinco mensagens de visualização única enviadas pelo aparelho de Vorcaro ao contato que estava salvo no telefone como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.</p><p>Os investigadores encontraram nos logs cinco eventos correspondentes aos cinco envios registrados na conversa.</p><p>A coincidência entre a quantidade de mensagens e os eventos encontrados foi utilizada pela PF para avaliar a consistência dos registros produzidos pelo sistema.</p><p>Isso não significa que a Polícia Federal tenha recuperado diretamente do WhatsApp o conteúdo original das cinco mensagens de visualização única.</p><p>A diferença é fundamental: os investigadores trabalharam com vestígios digitais existentes no aparelho para reconstruir determinadas ações e relacioná-las às comunicações identificadas.</p><h2>Apagar não elimina necessariamente todos os vestígios </h2><p>A perícia digital, portanto, não pode ser resumida à ideia de “recuperar mensagens apagadas”.</p><p>Dependendo do aparelho, do aplicativo, da forma de armazenamento e dos registros ainda disponíveis, uma ação pode deixar vestígios em diferentes locais do sistema.</p><p>Um conteúdo pode não estar mais acessível na interface utilizada pelo dono do telefone e, ainda assim, outros registros relacionados àquela ação permanecerem nos dados extraídos.</p><p>No caso analisado pela PF, logs, informações sobre utilização dos aplicativos e arquivos temporários permitiram estabelecer cronologias.</p><p>Isso também não significa que toda mensagem apagada possa ser recuperada ou reconstruída. A possibilidade depende dos vestígios efetivamente preservados no dispositivo e disponíveis para análise.</p><h2>Da cópia dos dados ao relatório da PF </h2><p>O caso de Vorcaro também permite entender a diferença entre a evidência digital e a interpretação feita pelos investigadores.</p><p>A mídia extraída reúne os dados obtidos do aparelho. Já o relatório apresenta os elementos selecionados e analisados pela equipe responsável pela investigação.</p><p>A própria PF registra no documento que utilizou pesquisas por termos e nomes para localizar informações dentro do conjunto de dados.</p><p>Em uma das situações descritas, os investigadores informaram não ter encontrado determinado nome entre os contatos salvos no telefone, mas localizaram em outras conversas referências que poderiam estar relacionadas à pessoa pesquisada.</p><p>O relatório também faz ressalvas sobre os limites da análise. A Polícia Federal afirma que, diante do prazo de 72 horas, o trabalho não teve caráter exaustivo.</p><p>Também registra que, naquela análise, não foram realizados atos de aprofundamento investigativo direcionados a magistrados ou integrantes do Ministério Público.</p><h2>O que Zanin quer acessar </h2><p>É nesse ponto que o pedido apresentado por Cristiano Zanin ganha dimensão diferente.</p><p>O ministro pediu acesso não apenas às 218 páginas produzidas pela Polícia Federal, mas à mídia contendo a íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro.</p><p>O pedido está relacionado à Petição 15.556 e foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin.</p><p>Mendonça informou que o celular original permanece com a Polícia Federal e que recebeu uma cópia de segurança do conteúdo extraído em envelope lacrado.</p><p>Zanin sustentou que os demais integrantes do colegiado devem ter a mesma possibilidade de analisar os elementos colocados à disposição do relator e afirmou que a defesa de Vorcaro já recebeu da Polícia Federal uma cópia do material.</p><p>A diferença é significativa. O relatório de 218 páginas mostra aquilo que os investigadores localizaram, selecionaram e consideraram relevante dentro do prazo da análise. A íntegra da mídia permite acesso ao conjunto de dados que serviu de matéria-prima para esse trabalho.</p><p>O celular apreendido em novembro, portanto, não se transformou em elemento central do caso apenas pelo conteúdo das conversas encontradas nele. Foram também os vestígios deixados pelo funcionamento do próprio aparelho — horários, utilização de aplicativos, arquivos temporários e registros do sistema — que permitiram à Polícia Federal reconstruir parte das ações realizadas por Vorcaro antes da apreensão.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/celular-de-vorcaro--como-a-pf-recuperou-os-dados-do-aparelho.html</link><dc:creator>Fernando Mancio</dc:creator><media:credit>Divulgação/Banco Master </media:credit><author>Fernando Mancio</author><keywords>Polícia Federal, PF, Vorcaro, Daniel Vorcaro, Cristiano Zanin, André Mendonça, Supremo Tribunal Federal, STF</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa5a5817f9077a3738d2289</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 19:18:25 +0000</pubDate><title>CEO da Anthropic exige freio ao desenvolvimento de IAs</title><description>Segundo ele, se nada for feito, agentes poderão realizar ataques em breve que causarão prejuízos de bilhões de dólares</description><content:encoded><![CDATA[<p></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ct/15/x0/ct15x0rrtfh8p7qwpi3o33vxg.jpg"><figcaption>Declaração ocorre após ex-pesquisador da Anthropic externar preocupações risco que IA representariam à humanidade<span class="copyright">Redação DW </span></figcaption></figure><p></p><p>Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pelo Claude, defendeu neste sábado (12/09) uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial (IA), alegando que os avanços recentes da tecnologia exigem mais cautela por parte das empresas do setor. A declaração ocorre em meio ao aumento das preocupações sobre os riscos associados a sistemas considerados potencialmente "superinteligentes".</p><p>Em um texto publicado em seu site pessoal, Amodei afirmou que a indústria precisa reduzir o ritmo de aprimoramento dos modelos de IA para ganhar tempo na implementação de mecanismos de segurança. Segundo ele, deixar de desenvolver a tecnologia privaria a humanidade de seus benefícios, mas avançar rápido demais seria uma atitude irresponsável.</p><p>A posição representa uma mudança de tom do executivo, que já defendia uma abordagem intermediária entre acelerar e interromper o desenvolvimento da tecnologia. "Nos últimos meses, fiquei convencido de que enfrentar plenamente os riscos exige ainda mais prudência", escreveu.</p><p>As declarações foram reforçadas por outros líderes do setor. Sam Altman, CEO da OpenAI, empresa que desenvolve o ChatGPT, concordou que é necessário "dosar" o avanço da fronteira tecnológica, enquanto Elon Musk, dono da xAI, do Grok, afirmou que Amodei está correto. Mais de mil funcionários de empresas de ponta na área de IA também assinaram uma petição pedindo ao governo dos Estados Unidos medidas para desacelerar deliberadamente o desenvolvimento dos sistemas mais avançados.</p><p>O debate ganhou força após Jacob Coxon, pesquisador que trabalhou na OpenAI e depois na Anthropic, anunciar sua saída do setor. Segundo ele, as empresas estão "apostando com nossas vidas" ao competir pelo desenvolvimento de sistemas capazes de se aprimorar sem intervenção humana.</p><p>Coxon afirmou que muitos profissionais da área acreditam que a chamada "superinteligência", estágio teórico em que a IA supera a inteligência humana, pode representar riscos existenciais nas próximas décadas.</p><h3>Casos recentes aumentam preocupação</h3><p>As advertências surgem após uma série de episódios que evidenciaram usos potencialmente perigosos da inteligência artificial.</p><p>A Anthropic revelou recentemente que atores ligados ao governo do Irã utilizaram seu modelo Claude em atividades de vigilância, propaganda e planejamento de possíveis ataques contra interesses americanos. Segundo a empresa, a ferramenta foi usada para identificar alvos, processar grandes volumes de dados e monitorar dissidentes, jornalistas, ativistas e políticos.</p><p>A companhia também documentou outros casos envolvendo operações cibernéticas e projetos militares. Na Rússia, desenvolvedores usaram o Claude para criar software destinado a drones autônomos capazes de selecionar alvos sem decisão humana final. No Iêmen, grupos empregaram a ferramenta em projetos relacionados a foguetes guiados e mísseis de longo alcance.</p><p>Um dos casos mais alarmantes ocorreu no Mali, onde o sistema foi utilizado no desenvolvimento de uma plataforma de vigilância capaz de monitorar milhões de linhas telefônicas e identificar usuários por reconhecimento de voz. Já na França, a empresa identificou uma operação de desinformação que produziu milhares de notícias falsas em dezenas de idiomas com auxílio da IA.</p><p>A Anthropic afirma ter bloqueado diversas dessas atividades, mas alerta que sistemas cada vez mais autônomos estão reduzindo as barreiras técnicas e financeiras para ações que antes exigiam conhecimento especializado e recursos significativos.</p><p>Outra preocupação envolve o comportamento dos próprios modelos. Segundo a OpenAI, durante testes recentes alguns sistemas conseguiram escapar de ambientes controlados, conectar-se à internet e acessar plataformas externas usadas por desenvolvedores. Em outro episódio citado por Amodei, um conjunto de agentes de IA realizou ataques cibernéticos contra alvos que não faziam parte das tarefas originalmente designadas.</p><p>O executivo alertou que, mantido o atual ritmo de evolução tecnológica, enxames de agentes autônomos poderão, em um prazo de 6 a 12 meses, ser capazes de realizar operações em larga escala na internet, com potencial para causar prejuízos de centenas de bilhões de dólares.</p><p>Diante desse cenário, Amodei propõe que empresas adotem avaliações independentes de segurança antes do lançamento de novos modelos e trabalhem em padrões comuns de proteção. Ele também defendeu alguma forma de cooperação governamental para supervisionar o avanço da tecnologia.</p><p>Os Estados Unidos criaram em agosto um mecanismo voluntário de revisão de segurança para modelos avançados de IA antes de sua liberação ao público. Especialistas, porém, questionam a eficácia da iniciativa, já que o governo do presidente Donald Trump tem adotado uma postura regulatória mais flexível em relação ao setor de tecnologia.</p><p></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-12/ceo-da-anthropic-exige-freio-ao-desenvolvimento-de-ias.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Redação DW </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>NOTiCIAS</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa59284c29e0d1568950dc0</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 18:17:10 +0000</pubDate><title>Por que a Coreia do Norte não precisa de acordo com os EUA</title><description>Apoio de Rússia e China e avanço do arsenal nuclear reduzem a pressão sobre Pyongyang para retomar negociações com Washington</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8i/9f/0b/8i9f0bnbsnchr8fzr6pyu3ac5.jpg"><figcaption>Evento militar na Coreia do Norte<span class="copyright">Divulgação/Agência Central de Notícias da Coreia </span></figcaption></figure><p class="     ">No mês passado, o presidente dos <strong>Estados Unidos</strong>, <strong>Donald Trump</strong>, voltou a fazer gestos de aproximação em relação à <strong>Coreia do Norte</strong>. Além de reduzir significativamente os exercícios militares realizados em conjunto com a <strong>Coreia do Sul</strong>, ele voltou a elogiar o líder norte-coreano <strong>Kim Jong-un</strong>. Segundo Trump, Kim "sempre me tratou com grande respeito".</p><p>A resposta da Coreia do Norte às investidas de Trump, porém, foi bem menos entusiasmada. Pyongyang lançou uma série de mísseis e chegou a <strong>desmentir publicamente</strong> a afirmação do presidente americano de que Kim havia reagido <strong>"de forma muito positiva"</strong> a uma proposta de diálogo.</p><p>Nesta semana, enquanto os <strong>EUA</strong> e a <strong>Coreia do Sul</strong>, juntamente com o Japão, davam início a um exercício militar de cinco dias, não houve qualquer menção a um recuo por parte de Washington, nem qualquer sinal de avanço diplomático com Pyongyang.</p><p>Em vez disso, Kim inaugurou na segunda-feira (07/09) um contratorpedeiro da Marinha norte-coreana e voltou a enfatizar que o país precisa estabelecer uma "capacidade de dissuasão nuclear poderosa e confiável", além de reforçar sua "defesa marítima". O líder norte-coreano também afirmou que o país apresentará em breve um avanço "significativo" na área naval.</p><p>Por fim, no sábado (12/09), a <strong>Coreia do Norte</strong> lançou múltiplos mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar do Japão – um dia depois de Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão concluírem as manobras militares.</p><h2>Sem pressa para um acordo com os EUA </h2><p>Diferentemente da diplomacia de cúpula que marcou o primeiro mandato de Trump, a postura pouco receptiva de Kim ocorre em um momento em que a Coreia do Norte dispõe de alternativas a um grande acordo com os Estados Unidos.</p><p>"Para Kim, os riscos são simplesmente menores do que eram em 2019. Já não existe em Pyongyang o mesmo senso de urgência para voltar à mesa de negociações com Washington", afirma Joon Ha Park, correspondente do Korea Risk Group em Seul, à DW.</p><p>"A Coreia do Norte agora conta com uma aliança formal com Moscou e vem se aproximando cada vez mais de Pequim, enquanto suas capacidades militares cresceram significativamente. Por isso, uma redução pontual dos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos não é suficiente para convencer Pyongyang", acrescentou ele, referindo-se à cooperação militar entre Seul e Washington.</p><p>Kim vive seu momento mais forte Park concorda que Kim está, possivelmente, na posição mais forte desde que assumiu o poder, em 2011.</p><p>Há apenas seis anos, em meio a sanções internacionais severas e à pandemia de coronavírus, um emocionado Kim subiu ao púlpito durante as comemorações do 75º aniversário do Partido dos Trabalhadores da Coreia e expressou pesar por ter falhado com o povo norte-coreano.</p><p>Hoje, porém, o cenário parece bem diferente. A economia da Coreia do Norte dá sinais de estar em uma situação mais sólida. Estimativas divulgadas no ano passado pelo banco central da Coreia do Sul mostraram que a economia norte-coreana cresceu 3,7% em 2024, o ritmo mais acelerado em oito anos.</p><p>Kim aproximou a Coreia do Norte da Rússia e da China a um nível sem precedentes em décadas para um país tradicionalmente isolado. Nesta semana, Moscou e Pequim enviaram mensagens pelos 78 anos de fundação da Coreia do Norte, destacando a importância estratégica de suas parcerias cada vez mais estreitas com Pyongyang.</p><p>A atual maré favorável de Kim começou em 2023, após uma cúpula com Vladimir Putin no extremo leste da Rússia. O encontro abriu caminho para que a Coreia do Norte fornecesse armamentos para apoiar o esforço de guerra russo na Ucrânia, enquanto Moscou respondeu com assistência econômica e militar.</p><p>Desde então, Pyongyang ampliou fortemente sua produção industrial voltada para o setor de defesa, impulsionada por novos recursos financeiros que ajudam o país a contornar as sanções internacionais.</p><p>Pequim reage à aproximação entre Rússia e Coreia do Norte A China, tradicional aliada e principal apoiadora da Coreia do Norte, percebeu rapidamente a crescente aproximação entre Moscou e Pyongyang, mas inicialmente preferiu manter certa distância.</p><p>"A guerra na Ucrânia abriu uma tábua de salvação crucial para o regime norte-coreano, que passou a fornecer armas, munições e soldados à Rússia em troca de dinheiro, alimentos e, ao que tudo indica, tecnologia militar avançada", diz Alexander Lipke, pesquisador do Programa Ásia do Conselho Europeu de Relações Exteriores, à DW.</p><p>"Essa aproximação cada vez maior com a Rússia também acendeu um sinal de alerta em Pequim, que busca reafirmar sua posição como principal parceiro de Pyongyang", acrescenta.</p><p>Em 2025, o estreitamento cada vez maior dos laços entre Rússia e Coreia do Norte levou Pequim a mudar de estratégia e a procurar reafirmar seu papel de liderança entre os três países. Em setembro daquele ano, Kim foi convidado para as comemorações do "Dia da Vitória", em Pequim, e, pela primeira vez, apareceu publicamente ao lado de Xi Jinping e Vladimir Putin.</p><p>Para um regime conhecido por seu isolamento internacional, ver Kim ombro a ombro com os líderes da Rússia e da China representou um marco importante. O mesmo ocorreu em junho de 2026, quando Xi escolheu Pyongyang como destino de sua primeira viagem oficial ao exterior naquele ano.</p><h2>Desnuclearização fora de cogitação? </h2><p>Chama a atenção o fato de que qualquer menção à "desnuclearização da Península Coreana" foi omitida dos comunicados divulgados após esses encontros de alto nível, embora a expressão tenha feito parte, durante anos, da linguagem diplomática padrão adotada por Pequim e Moscou.</p><p>Essa mudança de tom ocorre em um momento em que a Coreia do Norte acelera seus esforços para expandir seu programa nuclear. Em fevereiro de 2026, Kim afirmou que o status do país como potência nuclear era "irreversível" e defendeu o fortalecimento de seu arsenal atômico. Análises recentes de imagens de satélite também indicam aumento da atividade em instalações nucleares já conhecidas no país.</p><p>Pyongyang também tem insistido que os Estados Unidos reconheçam a Coreia do Norte como uma potência nuclear como condição prévia para qualquer negociação com Washington. Ao mesmo tempo, o regime tem enfatizado que eventuais futuras cúpulas não devem incluir referências à "desnuclearização".</p><p>Estima-se que a Coreia do Norte possua atualmente cerca de 60 ogivas nucleares, o dobro das 20 a 30 ogivas que se acredita que o país tivesse durante a última rodada de diplomacia entre Trump e Kim, em 2018 e 2019.</p><p>"A Coreia do Norte já não busca negociações centradas na desnuclearização nem mesmo no tradicional controle de armamentos. Cada vez mais, o país busca ser reconhecido, de forma explícita ou implícita, como uma potência nuclear", afirma Park, do Korea Risk Group.</p><p>Ele acrescenta que uma cúpula com Trump que não incluísse a desnuclearização na agenda oficial "poderia ser apresentada por Pyongyang, tanto para seu público interno quanto para a comunidade internacional, como uma aceitação implícita, por parte dos Estados Unidos, do status nuclear da Coreia do Norte".</p><h2>As sanções já não fazem diferença? </h2><p>Desde seu primeiro teste nuclear, em 2006, a Coreia do Norte está sujeita a um rigoroso regime de sanções internacionais. Ao longo desse período, o Conselho de Segurança da ONU aprovou nove resoluções impondo restrições ao país, incluindo limites às exportações e o congelamento de ativos.</p><p>No entanto, o estreitamento recente dos laços com a Rússia levanta dúvidas sobre a eficácia dessas medidas. Para muitos analistas, Pyongyang parece hoje menos vulnerável à pressão econômica internacional do que em anos anteriores.</p><p>"A situação diplomática da Coreia do Norte melhorou significativamente, reduzindo a pressão para que o país volte à mesa de negociações e feche um acordo com os Estados Unidos", afirma Lipke. Segundo ele, "a aplicação independente das sanções praticamente entrou em colapso", já que Rússia e China deixaram de defender ativamente a política de não proliferação que adotavam nas décadas anteriores.</p><p>Lipke avalia que Pyongyang não depende mais de um acordo com Washington para obter o alívio das sanções em troca de passos limitados rumo à desnuclearização.</p><p>"O que está em discussão agora pode ser algo muito maior para a Coreia do Norte: suspender o avanço de seu programa nuclear em troca do reconhecimento, pelos Estados Unidos, de seu status de potência nuclear de fato", afirmou.</p><p><em>*Com informações da DW</em></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-12/por-que-a-coreia-do-norte-nao-precisa-de-acordo-com-os-eua.html</link><dc:creator>Fernando Mancio</dc:creator><media:credit>Divulgação/Agência Central de Notícias da Coreia </media:credit><author>Fernando Mancio</author><keywords>Politica, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Estados Unidos, EUA, Donald Trump, Kim Jongun, desmentir</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa58fd97f9077a3738d227e</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 17:46:01 +0000</pubDate><title>Cidade perdida onde Jesus fez milagres foi achada, diz arqueólogo</title><description>Após uma década de pesquisas, ruínas, moedas e objetos encontrados em El-Araj apontam para a descoberta de um antigo povoado bíblico</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/92/au/7x/92au7x7df6zwholwct18rmo3b.jpg"><figcaption>Conjunto de descobertas levou arqueólogos a identificar o local como Bethsaida<span class="copyright">Reprodução/El-Araj Excavation Project </span></figcaption></figure><p>Durante séculos, pesquisadores tentaram descobrir onde ficava <strong>Bethsaida</strong>, uma cidade citada nos evangelhos e ligada à vida de <strong>Jesus Cristo</strong>. Agora, após dez anos de escavações, <strong>arqueólogos</strong> afirmam ter reunido indícios suficientes para identificar o antigo local em <strong>El-Araj</strong>, às margens do Mar da Galileia, em <strong>Israel</strong>.</p><p>As escavações começaram em 2016 e já revelaram milhares de objetos e ruínas que ajudam a <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2026-07-17/os-10-maiores-sitios-arqueologicos-do-mundo.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">reconstruir a história da região</a>. Entre os achados estão uma antiga <strong>vila judaica de pescadores</strong>, construções do período romano e uma igreja do período bizantino com uma inscrição relacionada ao apóstolo Pedro.</p><p>À Fox News, Steven Notley, diretor acadêmico do projeto, disse que o conjunto de descobertas o deixa “100%” confiante de que El-Araj é a antiga Bethsaida.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/36/je/tq/36jetqp5zd6rvhwvy0ouu7kwr.jpg"><figcaption>Pesos de chumbo e outros objetos ajudam a identificar a ocupação judaica da região<span class="copyright">Reprodução/El-Araj Excavation Project </span></figcaption></figure><p>Para Notley, a identificação de El-Araj como Bethsaida foi construída aos poucos, a partir do conjunto de estruturas e objetos encontrados durante os anos de escavação.</p><p>O trabalho é realizado pelo El-Araj Excavation Project, liderado pelo arqueólogo Mordechai Aviam. Ao longo dos anos, a equipe encontrou milhares de <strong>pesos de chumbo</strong> usados na pesca, recipientes de pedra associados à comunidade judaica, casas e os restos de uma casa de banhos construída durante o período romano.</p><p>As <strong>escavações</strong> mais recentes aumentaram a área pesquisada e mostraram novos <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-07-16/quais-sao-os-principais-sitios-arqueologicos-do-brasil-.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">restos de construções</a> e peças de cerâmica do período romano. A equipe também encontrou mais de <strong>200 moedas</strong>, que ainda estão sendo estudadas e podem ajudar a identificar quando o local foi ocupado.</p><p>Um incêndio que aconteceu na região em 2025 destruiu parte da vegetação que cobria o terreno.</p><ul><li><strong>VEJA MAIS</strong>: <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2026-08-30/como-os-arqueologos-calculam-o-tempo-de-vida-das-descobertas-datacao-carbono-14-uranio-torio.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Como os arqueólogos calculam o tempo de vida das descobertas?</a></li></ul><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/be/6x/ct/be6xctuwavcupxnf98bkcgm1p.jpg"><figcaption>Arqueólogos investigam o local às margens do Mar da Galileia desde 2016<span class="copyright">Reprodução/El-Araj Excavation Project </span></figcaption></figure><h2>Igreja tem inscrição ligada a Pedro</h2><p>Entre os principais achados está um templo construído quando o Império Bizantino controlava a região. No interior da construção, os arqueólogos encontraram uma inscrição que faz referência ao apóstolo Pedro. O texto o chama de “Chefe dos Apóstolos e Guardião das Chaves do Céu”.</p><p>Embaixo da igreja, a equipe ainda encontrou pedaços de casas construídas durante o período romano. Existe uma crença de que a basílica tenha sido construída sobre a casa de Pedro e André, dois dos apóstolos de Jesus. Os <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2026-08-16/onde-estudar-arqueologia-e-como-esta-o-mercado-de-trabalho.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">pesquisadores</a>, porém, não afirmam que conseguiram provar que uma dessas casas realmente era de Pedro.</p><h2>Bethsaida aparece em relatos sobre Jesus</h2><p>Bethsaida é citada na Bíblia como um dos lugares relacionados à vida de Jesus. A cidade também é apontada como origem dos apóstolos Pedro, André e Felipe.</p><p>Um dos episódios associados ao local é a cura de um homem cego, relatada no evangelho de Marcos. Nos arredores de Bethsaida também teria acontecido o episódio em que Jesus alimentou cinco mil pessoas.</p><p>O pesquisador também destacou que as descobertas podem ajudar a entender como viviam as comunidades judaicas e cristãs que passaram pela região.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2026-09-12/cidade-perdida-onde-jesus-fez-milagres-foi-achada-diz-arqueologo.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>Reprodução/El-Araj Excavation Project </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>Bethsaida, Jesus Cristo, apóstolos, Israel, arqueologia, El Araj, sítio arqueológico</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea6fe92b22976a362000605</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa58d78c29e0d1568950dbb</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 17:45:54 +0000</pubDate><title>Fachin rejeita julgamento conjunto de Mendonça e Moraes no STF</title><description>Embate sobre documentos do caso Master levou Moraes a pedir unificação dos processos com Mendonça, mas presidente do STF manteve o calendário dividido</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cv/br/f2/cvbrf2ob9y57j34b4yocqx7fa.jpg"><figcaption>Presidente do STF, ministro Edson Fachin<span class="copyright">Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>O <strong>presidente</strong> do <strong>Supremo Tribunal Federal</strong> (<strong>STF</strong>), <strong>Edson Fachin,</strong> decidiu neste sábado (12) manter <strong>separados</strong> os processos que envolvem os ministros <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/moraes-questiona-retirada-de-sigilo-no-caso-master---seletivo-.html">Alexandre de Moraes</a> e <strong>André Mendonça.</strong> A sessão extraordinária da próxima terça-feira (15) continuará dedicada à Petição 16.662, enquanto a Petição 16.704 será analisada pelo plenário apenas no dia 23 de setembro.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5z/pk/u5/5zpku5cyb5ohnp9eowd7o0fsj.jpg"><figcaption>Ministro Alexandre de Moraes<span class="copyright">Valter Campanato/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>A decisão rejeita um <strong>pedido</strong> apresentado pelo ministro Moraes. O jurista havia solicitado que os dois procedimentos fossem <strong>julgados simultaneamente</strong> por considerar que a separação poderia resultar em “risco concreto de <strong>decisões contraditórias</strong> e de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-11/moraes--toffoli-e-flavio--3-grandes-frentes-do-escandalo-master.html">tumulto processual”.</a> Fachin entendeu que, apesar das questões relacionadas entre os procedimentos, cada processo possui um <strong>objeto</strong> já definido e se encontra em uma <strong>etapa</strong> diferente.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/71/ld/h7/71ldh7h5g9cb8xtqmff3r0evi.jpg"><figcaption>Ministro André Mendonça<span class="copyright">Rosinei Coutinho/STF </span></figcaption></figure><p>A Petição 16.662, de relatoria de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-11/mendonca-x-moraes--ministros-voltam-a-trocar-acusacoes-sobre-caso-master.html">André Mendonça,</a> foi liberada para inclusão na pauta em <strong>6 de setembro.</strong> O prazo para o recebimento das <strong>informações</strong> solicitadas no caso termina na segunda-feira (14), antes da sessão extraordinária. Já na Petição 16.704, as informações requeridas pelo Supremo só precisam ser entregues <strong>depois</strong> da data marcada para o <strong>primeiro julgamento.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7i/1x/29/7i1x29c2drr1qkvjs061h32x6.jpg"><figcaption>Presidente do STF, ministro Edson Fachin<span class="copyright">Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>Fachin <strong>afastou,</strong> neste momento, a possibilidade de <strong>reunir os dois casos,</strong> reiterando que "a instrução preliminar ainda não se encontra <strong>concluída".</strong> Segundo o mandatário do <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/stf-criou-cinco-niveis-sigilo-saiba-como-cada-um-funciona.html">STF,</a> levar o processo imediatamente ao plenário significaria <strong>antecipar</strong> a análise de uma matéria cuja <strong>coleta</strong> inicial de informações <strong>ainda não terminou.</strong></p><h2><strong>O que será julgado em cada sessão?</strong></h2><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8h/ih/pv/8hihpvfmayz8wth3k8pnwz0f1.jpg"><figcaption>Ministro Alexandre de Moraes<span class="copyright">Valter Campanato/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p></p><p>A Petição 16.662 está relacionada ao relatório da <strong>Polícia Federal</strong> produzido a partir de dados extraídos do celular de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/gilmar-fachin-pedido-acesso-total-celular-vorcaro.html">Daniel Vorcaro,</a> ex-controlador do <strong>Banco Master.</strong> O material contém <strong>mensagens</strong> relacionadas a Alexandre de Moraes e levou o Supremo a convocar a sessão extraordinária para <strong>discutir o caso.</strong> O encontro ministerial será presencial e começa às 10h, com <strong>transmissão da TV Justiça.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5o/ex/17/5oex17ztm11undbdyliwfot4a.jpg"><figcaption>Ministro André Mendonça<span class="copyright">MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL </span></figcaption></figure><p>Já a Petição 16.704 reúne informações sobre <strong>condutas questionadas</strong> no decorrer das <strong>investigações</strong> e passou a concentrar elementos apresentados por Moraes <strong>contra André Mendonça.</strong> O ministro acusou o colega de <strong>irregularidades</strong> na condução de <strong>apurações</strong> relacionadas ao <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/relatorio-separa-papel-da-antiga-reag-de-controle-do-master.html">Banco Master.</a> Mendonça, por sua vez, <strong>nega</strong> todas as <strong>acusações.</strong> Além da tentativa de unir os julgamentos, Moraes solicitou a retirada de “todo e qualquer <strong>sigilo”</strong> dos procedimentos ligados à Petição 15.556.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/24/13/dp/2413dpqwgc2q9iq8vnk4kclma.jpg"><figcaption>Presidente do STF, ministro Edson Fachin<span class="copyright">Valter Campanato/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>Em resposta por ofício, Fachin explicou que o ministro Cristiano Zanin já havia feito pedido semelhante e que as <strong>providências</strong> necessárias foram <strong>tomadas.</strong> O terceiro requerimento de Moraes foi para que <strong>magistrados</strong> citados nos documentos sejam <strong>intimados a prestar informações,</strong> mas Fachin <strong>não tomou decisão</strong> quanto à requisição. No despacho, o gaúcho informou apenas que a solicitação será <strong>analisada posteriormente.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/86/re/fi/86refi8jeqkot5x4apr7aokpr.jpg"><figcaption>Ministro Alexandre de Moraes<span class="copyright">Valter Campanato/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>Dessa forma, o <strong>calendário</strong> permanece <strong>dividido:</strong> o STF discutirá a <strong>Petição 16.662</strong> na próxima terça-feira e volta ao <strong>tema</strong> em 23 de setembro, desta vez para a análise da <strong>Petição 16.704.</strong></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/fachin-nega-julgamento-conjunto-de-mendonca-e-moraes-e-marca-sessao-separada.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>suspeição de juiz, Suspeição, Supremo Tribunal Federal, STF, Alexandre de Moraes, Moraes, Edson Fachin, Fachin, André Mendonça, Mendonça, Ministro do Supremo Tribunal Federal, Ministro do STF, Caso Master, Master, Vorcaro, Daniel Vorcaro</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa5863b7f9077a3738d227a</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 17:15:45 +0000</pubDate><title>Chuva forte deve continuar em SP e piorar neste domingo (13)</title><description>Frente fria mantém instabilidade na capital, com risco de alagamentos, ventos fortes e queda de temperatura; impactos no trânsito já atingem regiões</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/f3/zz/3b/f3zz3b0zxk15wmiqw9dunf6cs.jpg"><figcaption>Marginal Tietê alagada em SP<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>A <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/sp--fim-de-semana-na-capital-tera-chuva-forte-e-rajadas-de-vento.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">chuva que atinge São Paulo neste sábado (12) ainda não deve dar trégua nas próximas horas</a>. A previsão indica <strong>continuidade das precipitações</strong>, com possibilidade de <strong>períodos de chuva moderada a forte na capital e na Grande São Paulo.</strong></p><p>Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, a chegada de uma <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/tempo/2026-02-01/o-que-e-frente-fria-e-como-ocorre-.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">frente fria</a> ao litoral paulista, combinada com áreas de instabilidade que avançam pelo interior do estado, aumenta o potencial para chuva intensa, rajadas de vento, alagamentos e transbordamentos.</p><p>O cenário preocupa porque o solo já está encharcado pelas chuvas dos últimos dias. O CGE alerta ainda para o risco de queda de árvores e deslizamentos de terra, principalmente em áreas consideradas de risco.</p><h2>Chuva deve continuar nas próximas horas</h2><p>Para este sábado, a previsão do CGE aponta tempo fechado e chuvoso durante a tarde e a noite. As precipitações podem variar de moderadas a fortes, acompanhadas de rajadas de vento.</p><p>A temperatura também deve cair. A previsão é de mínima de 15°C e máxima de 21°C, com umidade elevada, entre 75% e 95%.</p><p>A Defesa Civil estadual também prevê um dia chuvoso em São Paulo, com até 45 milímetros de chuva e temperatura máxima de 21°C.</p><p>Diante do quadro atual, a recomendação é evitar deslocamentos desnecessários durante os períodos de chuva mais intensa e não tentar atravessar áreas alagadas.</p><h2>Domingo deve ser ainda mais frio</h2><p>A situação não deve melhorar de forma significativa no domingo (13).</p><p>De acordo com o CGE, a madrugada deve ter chuva moderada, com temperatura em torno de 14°C. Ao longo do dia, a previsão continua indicando chuva generalizada, de intensidade moderada a forte.</p><p>A máxima deve ficar em apenas 16°C, deixando a sensação de frio durante boa parte do domingo. A umidade relativa do ar permanece acima dos 80%.</p><p>A Defesa Civil de São Paulo também mantém a previsão de chuva para o domingo. O volume estimado varia conforme a atualização do modelo meteorológico, mas o órgão aponta continuidade das precipitações e temperatura baixa.</p><h2>Por que a chuva preocupa tanto?</h2><p>Além da intensidade prevista, um dos principais problemas é a quantidade de água que já caiu sobre a capital.</p><p>Segundo o CGE, setembro já acumulou 154,8 milímetros de chuva em São Paulo, volume aproximadamente 134,5% acima da média esperada para todo o mês, que é de 66 milímetros.</p><p>O acumulado registrado em cerca de dez dias já coloca setembro de 2026 como o segundo setembro mais chuvoso da série histórica, atrás apenas de 2015, quando foram registrados 198,6 milímetros.</p><p>Com o solo saturado, novas pancadas podem provocar alagamentos rapidamente, além de aumentar o risco de transbordamento de córregos e rios e de deslizamentos.</p><h2>Ciclone extratropical mantém instabilidade</h2><p>O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) explica que um ciclone extratropical atua no Oceano Atlântico, próximo à costa da Região Sul, enquanto um canal de umidade mantém as condições favoráveis para chuva em áreas do Sudeste.</p><p>São Paulo está entre os estados que devem continuar registrando chuva até segunda-feira (14). O sistema também contribui para a queda das temperaturas no estado.</p><p>O INMET já havia apontado, na previsão semanal, que o centro-sul de São Paulo poderia registrar acumulados superiores a 100 milímetros entre os dias 8 e 15 de setembro.</p><h2>Chuva já causa impactos na capital</h2><p>A situação já provoca transtornos em diferentes pontos de São Paulo.</p><p>Na manhã deste sábado, havia 16 pontos de alagamento registrados pelo CGE, sendo 10 considerados intransitáveis. Entre os locais afetados estavam trechos das marginais Tietê e Pinheiros, além de importantes avenidas da capital.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bg/mp/is/bgmpisquupwed76p9jxwuwt0e.jpg"><figcaption> Pontos de alagamento em SP<span class="copyright">Reprodução Redes Sociais </span></figcaption></figure><p>A chuva também provocou bloqueios em vias importantes e afetou o deslocamento de motoristas. O cenário pode continuar mudando ao longo do dia conforme novas áreas de instabilidade avançam pela cidade.</p><h2>Trânsito em SP</h2><p>Os alagamentos já provocam bloqueios em trechos das marginais Tietê e Pinheiros, além de reflexos em outras vias importantes da capital.</p><p>A situação inclui interdições no sentido Castello Branco da Marginal Tietê e pontos afetados no sentido Ayrton Senna. A Marginal Pinheiros também registra bloqueios provocados pelo acúmulo de água.</p><p><a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/chuva-fecha-pistas-e-paralisa-marginal-tiete-em-sao-paulo.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Leia a matéria completa sobre o trânsito e os principais pontos de bloqueio em São Paulo.</a></p><h2>Desabamento de prédio em SP</h2><p>A chuva também ocorre em meio aos trabalhos de resgate após o desabamento de um prédio em construção sobre uma casa na Penha, na Zona Leste de São Paulo.</p><p>O acidente deixou duas mulheres mortas e mobilizou equipes de emergência durante a madrugada deste sábado. Entre as pessoas atingidas estão quatro crianças.</p><p><a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/predio-em-construcao-desaba-sobre-casa-e-mata-duas-mulheres-em-sp.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Veja os detalhes do desabamento e como estão as buscas no local.</a></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/chuva-forte-deve-continuar-em-sao-paulo-e-piorar-neste-domingo-13.html</link><dc:creator>Thayna Gemin</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Thayna Gemin</author><keywords>Previsão do tempo, São Paulo, fortes chuvas, temporais, estragos, vias alagadas, pessoas sem energia, Chuva forte deve continuar em SP e piorar neste domingo 13</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa57d697f9077a3738d2274</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 17:08:49 +0000</pubDate><title>TH Joias, ex-deputado no Rio, vira réu por envolvimento com CV</title><description>Ele foi preso em 2025 pela Operação Zargun, que apurava a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de armas, de drogas e corrupção</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bw/nd/zu/bwndzuip4x4zp3se5qdgelqp6.jpg"><figcaption>TH Joias, ex-deputado estadual no Rio vira réu por envolvimento com CV<span class="copyright">Reprodução/Facebook </span></figcaption></figure><p class="   ">O <strong>ex-deputado estadual</strong> no Rio de Janeiro <strong>Thiago Raimundo de Oliveira Santos</strong>, conhecido como <strong>TH Joias</strong>, virou <strong>réu</strong> na Justiça Federal por <strong>suspeita</strong> de <strong>envolvimento</strong> com o <strong>Comando Vermelho (CV)</strong>, maior <strong>facção</strong> criminosa do estado.</p><p>Ele foi preso de setembro de 2025 pela <strong>Operação Zargun</strong>, que apurava, entre outros fatos, a atuação de uma organização criminosa envolvida com <strong>tráfico de armas</strong>, de <strong>drogas</strong>, além de <strong>corrupção</strong>.</p><p>À época, TH Joias ocupava mandato como suplente na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Após a prisão, o titular voltou à Alerj, e TH deixou de ter mandato. Após investigações, ele foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF). </p><p>Além de TH Joias, foram tornados réus:</p><ul><li>Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio”, apontado como integrante de uma organização criminosa que atua no conjunto de favelas Complexo do Alemão;</li><li>Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, apontado como liderança do mesmo complexo;</li><li>Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o “Dudu”, identificado na denúncia como empresário;</li><li>Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes e ocupante de cargos comissionados na Alerj;</li><li>Gustavo Stteel, delegado de Polícia Federal.</li></ul><p>O relator do caso no TRF foi o desembargador federal Flávio Oliveira Lucas. </p><p>A decisão do tribunal manteve a prisão preventiva dos réus, com exceção do delegado federal Gustavo Stteel, que passará para a detenção domiciliar, com restrição de atividades e monitoramento eletrônico. Ele fica também afastado do cargo na Polícia Federal (PF).</p><p>No caso de TH Joias, o TRF ordenou a transferência para penitenciária federal. Já Pezão está foragido.</p><p>Os réus serão julgados por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, tráfico internacional e comércio ilegal de armas de fogo, associação para o tráfico, posse ou porte de arma de fogo de uso restrito e corrupção ativa e passiva.</p><h2>Articulação política</h2><p>Segundo a acusação, TH Joias teria exercido papel de articulação entre integrantes da quadrilha e agentes públicos, além de participar de negociações envolvendo drogas, armas e equipamentos antidrones. Ele usava o gabinete para acomodar indicações da facção.</p><p>O MPF sustenta que o grupo mantinha conexões com o CV e teria participado da compra e distribuição de armamentos provenientes do Paraguai.</p><p>A investigação aponta que o ex-secretário Carracena vazava dados policiais em troca de vantagens indevidas.</p><p>Já o delegado Gustavo Stteel, repassaria informações privilegiadas e tentava intervir em favor dos líderes do grupo em troca de cargos públicos para a companheira dele, entre outras contrapartidas.</p><h2>Bacellar alvo</h2><p>A operação que prendeu TH Joias deve desdobramentos na cúpula da política fluminense. Exatamente três meses após a prisão, uma outra operação, a Unha e Carne, prendeu o então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União).</p><p>Bacellar foi acusado de passar informações da Zargun para TH Joias. Ele chegou a ficar cinco dias presos por ordem do Supremo Tribunal Federal, tendo sido libertado após uma decisão da Alerj que revogou a prisão, amparada pela Constituição.</p><p>No dia seguinte à soltura, ele pediu licença do cargo.</p><p>Bacellar, que tinha chegado a assumir interinamente o governo do estado, era cotado para disputar e eleição para governador em outubro de 2026.</p><p>A saída dele da presidência da Alerj é um dos motivos que fazem com que o estado esteja sendo governador, de forma interina, pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/th-joias--ex-deputado-no-rio--vira-reu-por-envolvimento-com-cv.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução/Facebook </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Justica, Operacao Zargun, Trafico de Armas, de drogas, Corrupcao, TRF, TH Joias, CV</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa580eac29e0d1568950db7</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 16:42:18 +0000</pubDate><title>Brics pede calma no Oriente Médio após meses de diplomacia</title><description>Rachado por conflitos, bloco incentivou &quot;paz e a segurança internacionais&quot; contra polarização e desconfiança durante cúpula em Nova Delhi.</description><content:encoded><![CDATA[<p></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/c2/ox/2g/c2ox2gi5svnd6unyyas2u4595.jpg"><figcaption>Índia, China e Rússia levaram líderes a cúpula dos Brics<span class="copyright">Redação DW </span></figcaption></figure><p></p><p>Os membros do Brics, grupo composto por onze países incluindo o Brasil, pediram calma no Oriente Médio por meio de uma declaração conjunta, emitida neste sábado (12/09) durante uma aguardada cúpula em Nova Delhi.</p><p>O bloco expressou "profunda preocupação com a contínua escalada de tensões" na região. "Recordando nossas respectivas posições nacionais, pedimos o exercício da máxima contenção, bem como que sejam evitadas ações que possam agravar ainda mais a situação," afirmou o texto.</p><p>Os outros membros do Brics são Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Em maio, o bloco não chegou a um acordo sobre uma declaração conjunta, uma vez que iranianos, sauditas e emiráticos estavam divididos pela guerra no Golfo, aberta por ataques de Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.</p><p>Costurada com intensos esforços diplomáticos da Índia, país anfitrião da cúpula deste fim de semana, a declaração também condenou ataques contra infraestrutura civil e "instalações nucleares pacíficas sob salvaguardas integrais da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)". </p><p>"As salvaguardas nucleares, a segurança nuclear e a proteção nuclear devem ser sempre mantidas, inclusive em conflitos armados, para proteger as pessoas e o meio ambiente de danos."</p><h3>"Polarização e desconfiança"</h3><p>O presidente da China, Xi Jinping, afirmou, na abertura da cúpula de dois dias, que a guerra no Oriente Médio "não atende aos interesses comuns da comunidade internacional", segundo a agência estatal de notícias Xinhua.</p><p>A guerra no Oriente Médio expôs um racha no bloco, com o Irã atacando os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. Além disso, os efeitos do conflito sobre o petróleo, os fertilizantes e a segurança alimentar acertaram em cheio os países do Sul Global.</p><p>Também o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, participam da cúpula. O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representa o governo brasileiro.</p><p>"Observamos o atual contexto global de polarização e desconfiança e incentivamos uma ação global para fortalecer a paz e a segurança internacionais", diz ainda a declaração conjunta. "Ressaltamos a necessidade de trabalhar juntos para manter o fluxo contínuo do comércio global, das cadeias de suprimentos e da energia, em conformidade com o direito internacional aplicável."</p><p>O Brics foi criado em 2009 como um fórum de grandes economias emergentes que buscavam exercer maior influência em instituições dominadas pelas potências ocidentais.</p><p>Segundo o Itamaraty, o bloco é um "foro central para a articulação de posições conjuntas entre países em desenvolvimento, com vistas à construção de uma ordem global mais justa e inclusiva" num "cenário internacional marcado por conflitos armados, pela crise do multilateralismo e por profundos desequilíbrios econômicos e na arquitetura de governança global".</p><h3>Tensões entre Índia e China</h3><p>Outros temas que marcam a cúpula é a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), pauta levantada por Modi e cara ao Brasil, e as disputas na fronteira entre Índia e China. </p><p>Os dois países asiáticos se comprometeram a trabalhar por uma resolução neste sábado. A visita de Xi à Índia é a primeira em sete anos, com o objetivo de consolidar o cauteloso descongelamento das relações iniciado após anos de confrontos na fronteira.</p><p>A China assumirá a presidência rotativa do Brics no próximo ano e sediará a cúpula anual dos líderes do bloco.</p><p>Segundo o presidente chinês, os países membros devem liderar a governança global no ciberespaço, no espaço sideral e nas águas profundas. Isso passa, ele disse neste sábado, por fortalecer a cooperação na área de inteligência artificial (IA), propondo, assim, uma iniciativa para promover a "nova industrialização" por meio desse tipo de tecnologia.</p><p>ht (EFE, AFP, DW)</p><p></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-12/brics-pede-calma-no-oriente-medio-apos-meses-de-diplomacia.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Redação DW </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>NOTiCIAS</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa56cd70fd44e9c49aa4fbf</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 15:17:24 +0000</pubDate><title>Casa de infância de Donald Trump é vendida por R$ 10 milhões</title><description>Imóvel localizado na cidade de Nova York passou por uma reforma de oito meses após anos de abandono, infiltrações, mofo e até uma infestação de gatos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/br/hv/dx/brhvdxy0ltrbnsj0cxnvdixvp.jpg"><figcaption>Casa de infância de Donald Trump<span class="copyright">Reprodução Instagram/@potus + Reprodução/Facebook </span></figcaption></figure><p>A casa onde <a href="https://economia.ig.com.br/2026-07-28/trump-prorroga-emergencia-nacional-sobre-o-brasil--entenda.html">Donald Trump</a> passou os primeiros anos da <strong>infância</strong> em Nova York, nos <strong>Estados Unidos,</strong> foi vendida por <strong>US$ 1,93 milhão,</strong> valor equivalente a cerca de <strong>R$ 10 milhões.</strong> A residência fica no número 85-15 da Wareham Place, em Jamaica Estates, no bairro residencial do <strong>Queens,</strong> e recebeu uma reforma completa antes de voltar ao <strong>mercado imobiliário.</strong> A confirmação da transação foi divulgada pelo corretor Joe Zhu, da corretora RE/MAX Edge, responsável pela negociação.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2d/tl/u6/2dtlu63jbdtpapkv3xgvzua3w.jpg"><figcaption>Reforma na casa de infância de Donald Trump<span class="copyright">Divulgação/RE/MAX Edge </span></figcaption></figure><p>A <strong>venda</strong> ocorreu depois de uma mudança <strong>radical</strong> na situação da propriedade. O incorporador Tommy Lin comprou a casa em 2025 por <strong>US$ 835 mil,</strong> cerca de <strong>R$ 4,2 milhões,</strong> quando o imóvel estava vazio havia anos. À época, a casa possuía graves <strong>problemas</strong> provocados pela falta de <strong>manutenção,</strong> incluindo um cano rompido que causou camadas permanentes de <strong>mofo</strong> no interior. Ademais, durante o período de <strong>abandono,</strong> uma colônia de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-06-30/gatos-da-areia-sao-descobertos-na-libia-em-video-no-youtube.html">gatos ferais</a> chegou a ocupar o local.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/dl/xz/gr/dlxzgrkbs6xawsihckbkfukx3.jpg"><figcaption>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/Gage Skidmore </span></figcaption></figure><p>Lin gastou mais de <strong>US$ 500 mil,</strong> aproximadamente <strong>R$ 2,5 milhões,</strong> e levou oito meses para refazer toda a residência. A <strong>obra</strong> <strong>preservou</strong> a aparência <strong>Tudor</strong> da fachada, construída com tijolos e estuque, mas <strong>reformulou</strong> todo o <strong>interior.</strong> A <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-20/video--crocodilo-e-capturado-apos-aparecer-dentro-de-casa.html">casa</a> também ganhou uma cozinha equipada, pisos de madeira em padrão espinha de peixe e dois banheiros de <strong>luxo,</strong> com acabamento semelhante a <strong>spas.</strong></p><h2><strong>Casa foi construída pelo pai de Trump</strong></h2><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5w/mz/jq/5wmzjqwv1nwqoeyuzc0kru6dh.jpg"><figcaption>Reforma na casa de infância de Donald Trump<span class="copyright">Divulgação/RE/MAX Edge </span></figcaption></figure><p></p><p>Fred Trump, <strong>pai</strong> do atual <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-06/trump-surpreende-e-aparece-com-novo-visual--veja-foto.html">presidente dos Estados Unidos</a> e também empresário do setor imobiliário, construiu a residência em <strong>1940.</strong> Donald <strong>Trump</strong> viveu ali até os <strong>quatro anos de idade,</strong> quando a família se mudou para uma casa maior no <strong>mesmo bairro. </strong>Atualmente, o imóvel possui cerca de <strong>288 metros quadrados,</strong> cinco quartos e quatro banheiros. O anúncio também citava garagem, lareira, ar-condicionado central, área externa <strong>privativa</strong> e espaços de armazenamento.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/co/iv/4j/coiv4jtuzjvgqq65ohht6y137.jpg"><figcaption>Reforma na casa de infância de Donald Trump<span class="copyright">Divulgação/RE/MAX Edge </span></figcaption></figure><p>Depois da reforma, a <strong>residência</strong> retornou ao mercado inicialmente por <strong>US$ 2,3 milhões,</strong> algo próximo dos <strong>R$ 12 milhões.</strong> Em junho, no entanto, a RE/MAX Edge colocou a propriedade à venda por pouco menos de <strong>US$ 2 milhões.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/59/6u/ml/596umlkcoeaa310en24eipwzz.jpg"><figcaption>Reforma na casa de infância de Donald Trump<span class="copyright">Divulgação/RE/MAX Edge </span></figcaption></figure><p>De olho na oportunidade, um comprador entrou em fase de <strong>negociação</strong> e <strong>contrato</strong> logo no mês seguinte. O fechamento por <strong>US$ 1,93</strong> milhão ficou aproximadamente <strong>US$ 70 mil</strong> abaixo do último <strong>preço</strong> pedido. O corretor Joe Zhu contou ao New York Post que a ligação com <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-10/trump-promete-us--5-mil-se-republicanos-ganharem-eleicoes.html">Trump</a> atraiu <strong>interessados,</strong> que viam na casa um <strong>valor histórico</strong> que ultrapassava suas características imobiliárias. </p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/casa-de-infancia-de-donald-trump-e-vendida-por-r--10-milhoes--veja.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Reprodução Instagram/@potus + Reprodução/Facebook </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>presidente dos Estados Unidos, presidente dos EUA, Donald Trump, Trump, vendido, casa celebridades, Donald Trump  US President</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa5592a0fd44e9c49aa4fb9</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 14:35:42 +0000</pubDate><title>Gilmar reforça a Fachin pedido de acesso a celular de Vorcaro</title><description>Ministro defendeu que, se o relator do caso, André Mendonça, não disponibilizar os arquivos, que a Polícia Federal seja acionada</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0y/ho/nu/0yhonuc4g7nigohr0wdjcbn4x.jpg"><figcaption>Gilmar reforça a Fachin pedido de acesso a celular de Vorcaro<span class="copyright">Fellipe Sampaio / STF </span></figcaption></figure><p>O <strong>ministro Gilmar Mendes</strong>, do <strong>Supremo Tribunal Federal (STF)</strong>, pediu ao presidente da Corte, <strong>Edson Fachin</strong>, que adote medidas para garantir aos ministros que participarão do julgamento de terça-feira (15) <strong>acesso</strong> à <strong>íntegra</strong> dos <strong>dados</strong> extraídos do <strong>celular</strong> do ex-banqueiro <strong>Daniel Vorcaro</strong>, do <strong>Banco Master</strong>.</p><p>Em ofício encaminhado neste sábado (12), Gilmar reforçou um pedido apresentado pelo ministro Cristiano Zanin e defendeu que, se o relator do caso, André Mendonça, não disponibilizar os arquivos, a própria Polícia Federal seja acionada com urgência para fornecer cópias do material aos gabinetes dos ministros.</p><p>O pedido envolve a mídia extraída do celular de Vorcaro, que permanece sob custódia da Polícia Federal para preservação da cadeia de provas.</p><p>O julgamento está relacionado à análise de um <strong>relatório</strong> da <strong>PF</strong> elaborado a partir do conteúdo do aparelho de Vorcaro. O documento identificou mensagens trocadas entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes. A Corte deverá avaliar questões relacionadas à validade do relatório e à possibilidade de investigação envolvendo Moraes no caso Master.</p><h2>Acesso aos dados</h2><p>Gilmar argumentou que o acesso ao material deve ser assegurado de forma igualitária aos ministros que participarão da análise.</p><p>Segundo o decano, o fato de uma cópia da mídia estar disponível ao gabinete de Mendonça, sem que o mesmo conteúdo seja distribuído aos demais integrantes do colegiado, comprometeria a paridade interna do tribunal.</p><p>“Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento.”</p><p>O ministro afirmou ainda que o compartilhamento integral permitiria que cada integrante do STF formasse sua convicção jurídica com base no conjunto completo das informações, e não em “sínteses parciais” do conteúdo.</p><h2>Versão de Mendonça</h2><p>Mendonça informou a Zanin que o aparelho físico original não está sob sua posse e permanece armazenado pela PF. O relator afirmou que dispõe de uma cópia de segurança em disco rígido criptografado, enviada pela Polícia Federal em março de 2026, que permanece lacrada.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9f/4m/6k/9f4m6kdjxmt08sn8tqbzrnkh7.jpg"><figcaption>Gilmar reforça a Fachin pedido de acesso a celular de Vorcaro, em caso em que André Mendonça é relator <span class="copyright">Rosinei Coutinho/STF </span></figcaption></figure><p>O ministro disse ainda que nunca manuseou o material e que a cópia foi preservada como uma espécie de “contraprova” para o caso de perda dos arquivos originais.</p><p>Mendonça também argumentou que a divulgação integral dos dados poderia prejudicar investigações ainda em andamento, com risco de comprometer o sigilo e a eficiência da persecução penal.</p><p>O relator rejeitou a alegação de que haveria desigualdade entre os ministros e afirmou que não detém acesso a elementos de informação que não estejam formalmente incorporados ao processo.</p><p>Segundo Mendonça, a defesa de Vorcaro teve acesso à íntegra dos dados porque o material é devolvido aos advogados depois da extração das informações.</p><h2>Moraes critica</h2><p>Alexandre de Moraes também se manifestou sobre a condução do caso. O ministro acusou Mendonça de promover um levantamento “seletivo e direcionado” do sigilo e afirmou que a medida protegeria “determinado grupo político”.</p><p>Moraes também sustentou que não cabe ao relator escolher quais documentos devem estar disponíveis aos demais integrantes do colegiado.</p><p>As declarações fazem parte da disputa interna no STF sobre a extensão do acesso às informações obtidas pela PF a partir do celular de Vorcaro.</p><h2>Reunião de casos</h2><p>Além de defender o compartilhamento integral dos dados, Gilmar Mendes pediu a Fachin que assuma a condução dos processos relacionados ao caso e que as questões envolvendo a atuação de Mendonça sejam consideradas no julgamento de terça-feira.</p><p>O decano afirmou ter “sérias dúvidas” sobre se o processo está efetivamente pronto para ser analisado pelo Plenário. Segundo ele, ainda precisam ser esclarecidos pontos como a natureza do procedimento, quem é investigado, qual é o objeto da apuração e qual questão concreta será submetida aos ministros.</p><p>O ministro também defendeu que processos relacionados aos mesmos fatos e provas sejam reunidos sob a condução da Presidência do STF. Na avaliação de Gilmar Mendes, a tramitação separada pode resultar em decisões contraditórias e dificultar a compreensão do caso pelo colegiado.</p><h2>Julgamento na terça</h2><p>Caso a sessão seja mantida, o decano sugeriu que Fachin apresente inicialmente ao Plenário uma visão geral dos fatos. O ministro também defendeu que sejam analisadas questões preliminares antes da discussão do mérito.</p><p>Entre elas está o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja reconhecida a nulidade do relatório da Polícia Federal produzido a partir do celular de Vorcaro.</p><p>O acesso integral ao conteúdo do aparelho se tornou, assim, um dos principais pontos de disputa antes do julgamento marcado para terça-feira (15), quando o STF deverá analisar as questões relacionadas ao relatório da PF e à eventual investigação envolvendo Alexandre de Moraes no caso Master.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/gilmar-fachin-pedido-acesso-total-celular-vorcaro.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Fellipe Sampaio / STF </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Justica, stf, Banco Master, Gilmar Mendes, Daniel Vorcaro, crise no STF</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa5516f0fd44e9c49aa4fb7</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 14:30:26 +0000</pubDate><title>Chuva fecha pistas e paralisa Marginal Tietê, em SP</title><description>Dez pontos de alagamento estão intransitáveis; mais de 21 mil endereços também ficaram sem energia neste sábado (12)</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/95/93/h1/9593h18vvjy1r77yxqlaown5f.jpg"><figcaption>Chuva em São Paulo deixa partes da cidade em atenção para alagamentos<span class="copyright">Paulo Pinto/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>A <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/sp--fim-de-semana-na-capital-tera-chuva-forte-e-rajadas-de-vento.html" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong>chuva que atinge a cidade de São Paulo desde a madrugada deste sábado (12)</strong> </a>provoca <strong>transtornos no trânsito</strong> e no<strong> fornecimento de energia elétrica.</strong> Segundo informações divulgadas pela Rádio CBN, a <strong>capital registra 16 pontos de alagamento, sendo 10 intransitáveis, além de bloqueios em trechos das Marginais Tietê e Pinheiros.</strong></p><p>A situação é mais crítica na Marginal Tietê, onde há pistas completamente bloqueadas e relatos de motoristas presos no congestionamento há horas. Um vídeo enviado por um ouvinte à CBN mostra veículos praticamente parados tanto na pista expressa quanto na local.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/21/v6/3y/21v63yd403vqxneb4f7bws7qs.jpg"><figcaption>Trânsito em SP<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>De acordo com o relato do motorista, ele estava havia mais de três horas preso na Marginal Tietê.</p><h2>Marginal Tietê tem pistas totalmente bloqueadas</h2><p>Os principais bloqueios estão concentrados na Marginal Tietê.</p><p>No sentido Castelo Branco, a interdição é completa na altura das pontes:</p><ul><li>Ponte das Bandeiras</li><li>Ponte Casa Verde</li><li>Ponte Freguesia do Ó</li></ul><p>Na altura da Ponte Atílio Fontana, as pistas central e expressa estão fechadas.</p><p>Já no sentido Ayrton Senna, a pista local está bloqueada na altura da Ponte do Tatuapé.</p><h2>Marginal Pinheiros também tem bloqueios</h2><p>A Marginal Pinheiros também apresenta interdições provocadas pelo acúmulo de água.</p><p>Segundo as informações divulgadas, há bloqueio na pista local junto à Rua Flórida, no sentido Castelo Branco.</p><p>Também existe interdição na região do Cebolão, no sentido Interlagos.</p><p>A orientação é evitar os trechos atingidos e procurar rotas alternativas sempre que possível.</p><h2>São 16 pontos de alagamento na capital</h2><p>De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), São Paulo registra 16 pontos de alagamento, dos quais 10 são intransitáveis e seis podem ser contornados.</p><p>Boa parte das ocorrências está concentrada na região da Marginal Tietê, mas os alagamentos se espalham por diferentes áreas da cidade.</p><p>A Zona Norte aparece entre as regiões mais afetadas, com ocorrências também em áreas das regiões central e oeste.</p><p>O nível do Rio Tietê chegou a subir por causa do volume de chuva, mas, conforme informações repassadas pela CET, não há registro de transbordamento do rio neste momento.</p><p>Os transtornos nas Marginais estão relacionados principalmente ao acúmulo de água provocado pela chuva.</p><h2>Mais de 21 mil endereços estão sem energia</h2><p>A chuva também provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica.</p><p>Segundo dados apresentados pela CBN com base nas informações da Enel, mais de 21 mil endereços estavam sem energia na cidade de São Paulo durante a manhã deste sábado.</p><p>Entre os locais mais afetados está a Vila Maria, na Zona Norte, com mais de 1.200 clientes sem luz.</p><p>No Parque do Carmo, na Zona Leste, pouco mais de mil endereços estavam afetados. Parte desses clientes já estava sem energia havia mais de oito horas.</p><p>Em Itaquera, também na Zona Leste, mais de 830 clientes estavam sem fornecimento de energia havia cerca de nove horas.</p><p>A previsão inicial informada era de normalização de parte dos casos por volta das 10h30, mas o restabelecimento pode variar conforme cada ocorrência.</p><h2>Chuva continua na cidade</h2><p>Embora tenha perdido força em relação à madrugada, a chuva continua atingindo a capital.</p><p>Segundo o CGE, a precipitação ocorre de forma generalizada pela cidade e também afeta municípios da Região Metropolitana. Em alguns pontos, a chuva apresenta intensidade fraca, mas o cenário ainda exige atenção para novos alagamentos.</p><p>O sistema de monitoramento da Prefeitura acompanha a evolução das áreas de instabilidade e dos níveis dos rios.</p><h2>Motoristas devem evitar áreas alagadas</h2><p>A orientação para quem precisa circular por São Paulo é evitar as áreas alagadas, principalmente os trechos já interditados pela CET.</p><p>Motoristas não devem tentar atravessar pontos onde a água esteja acumulada ou apresente correnteza. Durante a chuva, também é recomendado reduzir a velocidade, manter distância segura do veículo da frente e aumentar a atenção com a visibilidade.</p><p>Como a situação pode mudar rapidamente, novos bloqueios podem ser registrados caso o volume de chuva aumente.</p><p>A recomendação é acompanhar as atualizações da CET e do CGE antes de iniciar o deslocamento pela capital.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/chuva-fecha-pistas-e-paralisa-marginal-tiete-em-sao-paulo.html</link><dc:creator>Thayna Gemin</dc:creator><media:credit>Paulo Pinto/Agência Brasil </media:credit><author>Thayna Gemin</author><keywords>Risco de alagamentos, Chuvas volumosas colocam trânsito de São Paulo em alerta, Marginal Pinheiros sob atenção neste sábado 12, Temporais, cuidados aos motoristas, pistas fechadas</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa54c347982711a42ec817f</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:57:24 +0000</pubDate><title>Inteligência russa atuou no ataque em Leipzig, diz jornal</title><description>Suspeito de responsabilidade pela logística da operação frustrada teria entrado pela Turquia e voltado para a Rússia, segundo Welt am Sonntag.</description><content:encoded><![CDATA[<p></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1z/94/5s/1z945sxxpr849aj1ci0dg65l6.jpg"><figcaption>Ataque frustrado com drones contra aeroporto de Leipzig reforçou clima de guerra híbrida na Alemanha<span class="copyright">Redação DW </span></figcaption></figure><p></p><p>O recente ataque fracassado com drones carregados de explosivos contra o aeroporto de Leizig/Halle foram vinculados, por autoridades da Alemanha, diretamente ao serviço de inteligência militar da Rússia, segundo o jornal Welt am Sonntag (WaS). </p><p>Em artigo publicado neste sábado (12/09), o WaS cita um relatório de inteligência a que teve acesso, segundo o qual um homem com laços conhecidos com a inteligência militar russa era responsável pela logística operacional do ataque frustrado. </p><p>Estes vínculos seriam conhecidos pelas autoridades alemãs quando o homem entrou no país vindo da Turquia, segundo reportou o jornal. Ainda assim, ele não foi colocado sob vigilância após sua chegada.</p><p>Avaliações de segurança confidenciais citadas pelo WaS afirmam que o cidadão russo está agora em seu país de origem, depois de ter partido para a Sérvia pelo aeroporto de Berlim. Um segundo homem, cidadão de Belarus, também foi apontado no relatório como cúmplice.</p><h3>Explosivos da Bulgária e da Sérvia</h3><p>Fontes da inteligência alemã disseram que os explosivos usados no incidente provavelmente foram contrabandeados para a Alemanha em um caminhão vindo da Bulgária e da Sérvia e, depois de chegarem a Leipzig, armazenados em depósitos subterrâneos.</p><p>Desde o início, o governo deixou claro que as provas forenses encontradas no Aeroporto de Leipzig/Halle — incluindo a configuração do drone, os explosivos e os mecanismos de acionamento usados em outros ataques híbridos russos — apontavam para uma ação planejada pela Rússia.</p><p>No início de agosto, o tabloide alemão Bild reportou que as autoridades haviam encontrado vestígios de DNA na antena do controle remoto do drone. Segundo a reportagem, essas amostras correspondiam ao material genético encontrado no local de outro ataque, este em julho de 2024, numa instalação logística em Leipzig operada pela empresa alemã de entregas DHL.</p><h3>Tensões com a Rússia</h3><p>O incidente no Aeroporto de Leipzig/Halle, centro de distribuição de ajuda militar destinada à Ucrânia, ocorreu em 4 de agosto. Um drone carregado de explosivos foi encontrado perto de um avião de transporte ucraniano.</p><p>As autoridades conseguiram desarmar o drone e, depois de especulações públicas de que Moscou estaria por trás do incidente, o governo alemão acusou oficialmente a Rússia no início de setembro. O artigo do WaS publicado no sábado afirmou que Berlim fez essa atribuição de responsabilidade com base nos relatórios de inteligência citados.</p><p>Em seguida, o governo já teria identificado dois russos, supostos "agentes de baixo escalão" do Kremlin, como envolvidos no ataque frustrado, também segundo a imprensa alemã.</p><p>A Alemanha, então, anunciou ofechamento do consulado da Rússia em Bonn. Negando envolvimento no ataque, o Kremlin, por sua vez, reagiu fechando os Institutos Goethe — uma instituição alemã de intercâmbio cultural — em toda a Rússia, bem como o consulado alemão em São Petersburgo.</p><p>ht (DW, AFP, Reuters)</p><p></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-12/inteligencia-russa-atuou-no-ataque-em-leipzig--diz-jornal.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Redação DW </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>NOTiCIAS</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa54b020fd44e9c49aa4fb6</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:52:21 +0000</pubDate><title>Relatório separa papel da antiga REAG de controle do Master</title><description>Comissão de Inquérito do Banco Central conclui apuração sobre liquidação extrajudicial e aponta irregularidades na atuação da CBSF DTVM</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7u/2q/r1/7u2qr18npvb2scchgyypyb48k.jpg"><figcaption>Relatório separa papel da antiga REAG de controle do Master<span class="copyright">Reprodução REAG </span></figcaption></figure><p>A conclusão do <strong>inquérito</strong> conduzido pelo <strong>Banco Central</strong> do Brasil sobre a <strong>CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, antiga REAG Trust DTVM</strong>, acrescenta uma peça relevante à tentativa de compreender as estruturas financeiras que aparecem nas investigações relacionadas ao <strong>Banco Master</strong> no âmbito das Operações <strong>Compliance Zero</strong> e <strong>Carbono Oculto</strong>.</p><p>O documento, concluído pela <strong>Comissão de Inquérito</strong> formada pelo Banco Central do Brasil, datado de 4 de setembro de 2026, faz críticas severas à atuação da administradora fiduciária e aponta <strong>irregularidades regulatórias</strong>. Mas, ao mesmo tempo, traz duas conclusões que ajudam a delimitar o papel desempenhado pela instituição: não identifica a antiga REAG como <strong>sócia</strong> ou <strong>acionista</strong> do Banco Master e não apura prejuízo patrimonial a terceiros decorrente da liquidação da instituição.</p><p>A Comissão apurou um <strong>patrimônio líquido</strong> ajustado positivo aproximado de <strong>R$ 13 milhões</strong> na data da liquidação extrajudicial e concluiu expressamente que a inexistência de prejuízos enseja o arquivamento do inquérito e o levantamento da indisponibilidade patrimonial prevista na Lei nº 6.024/1974.</p><p>A conclusão ganha relevância em meio a um debate mais amplo sobre o funcionamento dos fundos que aparecem nas investigações do caso Master (Compliance Zero) e da Operação Carbono Oculto.</p><p>Reportagens publicadas por diversos veículos em agosto chamam a atenção justamente para uma distinção que, segundo especialistas do mercado, é fundamental para compreender essas estruturas: uma coisa é a instituição que presta serviços de administração, gestão ou custódia a determinado fundo; outra é quem controla economicamente os recursos, define a operação ou figura como beneficiário final.</p><p>As reportagens observam que mudanças de administradores e gestores ao longo da vida de um fundo podem levar à associação do nome do prestador de serviço às operações sem que isso revele, isoladamente, quem detinha o interesse econômico real sobre os ativos. Segundo apurado, “seguir apenas o nome do administrador” pode não mostrar quem efetivamente controlava economicamente o veículo ou quem efetivamente se beneficiava dele. É uma distinção que também emerge dos próprios documentos do Banco Central do Brasil. REAG não aparece como sócia do Conglomerado Master (e nem de nenhum de seus clientes).</p><p>No inquérito da CBSF DTVM, a antiga REAG aparece essencialmente na condição de administradora fiduciária de fundos de investimento.</p><p>Não há, na estrutura societária descrita pela Comissão, indicação de participação da REAG no capital do Banco Master ou mesmo como cotista de seus fundos ou como beneficiária de seus negócios.</p><p>As duas instituições eram entidades juridicamente independentes e supervisionadas separadamente pelo próprio Banco Central, além da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).</p><p>O próprio relatório registra que a CBSF administrava centenas de fundos. Na data da decretação da liquidação extrajudicial, eram mais de 800 fundos administrados diretamente pela instituição, que era a maior empresa independente do segmento.</p><p>Esse ponto é importante porque fundos são patrimônios segregados de seus administradores. Os fundos pertencem aos cotistas, não aos administradores ou gestores. O fato de uma instituição financeira constar formalmente como administradora fiduciária não significa, por si só, que seja proprietária dos ativos mantidos pelo fundo ou beneficiária econômica das operações realizadas pelo veículo.</p><p>As reportagens fazem exatamente essa ressalva ao analisar as investigações envolvendo Master (Compliance Zero) e Carbono Oculto. Administradores, gestores, custodiantes e outros prestadores podem aparecer em uma cadeia financeira sem que isso demonstre automaticamente conhecimento sobre eventual origem ilícita dos recursos ou participação nos objetivos econômicos dos beneficiários finais. Prestadora de serviços, mas sob escrutínio regulatório.</p><p>Essa distinção, porém, não significa que o Banco Central tenha considerado regular toda a atuação da CBSF, ao contrário.</p><p>A Comissão afirma que, entre 2020 e 2025, foram identificados desenquadramentos prudenciais, operações consideradas vedadas, deficiências de controles internos, compliance, gerenciamento de riscos, auditoria e problemas na elaboração de demonstrações financeiras. O relatório menciona 18 súmulas de apontamento expedidas pela supervisão (apesar de todas as sumulas constarem como “arquivadas e/ou resolvidas” no relatório inicial, que embasou a liquidação em 15 de janeiro).</p><p>Também foram examinadas operações envolvendo fundos administrados pela instituição. Em um dos casos, o BC afirma que recursos da própria DTVM foram utilizados para pagar despesas de fundos de investimento, prática que a supervisão classificou como operação com característica de concessão de crédito, mas que devido a natureza da prestação de serviços, acabam sendo usuais, uma vez que os atrasos destas obrigações dos fundos podem gerar multas da CVM aos administradores, ou seja, a CVM multa o que o BC proíbe !!</p><p>Em outra frente, a Comissão sustenta que fundos administrados pela CBSF foram utilizados em operações relacionadas ao Conglomerado Master entre 2023 e 2025.</p><p>É nesse ponto que a terminologia precisa ser tratada com cuidado. O relatório afirma que a CBSF teria atuado como veículo para viabilização de determinadas estruturas e utiliza a expressão “atuação coordenada com o Conglomerado Master”, o que na realidade é o cotista atuando através do veículo.</p><p>Isso, porém, é diferente de afirmar que a instituição fosse sócia do Master, proprietária do banco ou beneficiária econômica de qualquer uma das operações.</p><p>A investigação descreve primordialmente uma relação decorrente da administração fiduciária dos fundos utilizados nas estruturas. Essa diferença entre prestação de serviços e controle econômico é exatamente uma das questões levantadas pelas reportagens.</p><h2>Quem decidia as operações?</h2><p>A questão central passa, portanto, a ser outra: quem concebia economicamente cada operação, quem determinava a movimentação dos recursos e quem era seu beneficiário final?</p><p>Esse é um dos temas que permanecem em aberto nas investigações da Polícia Federal.</p><p>Observa-se que fundos, administradores e gestores podem funcionar como os “trilhos” pelos quais os recursos transitam, mas que a investigação precisa identificar quem efetivamente escolheu esses caminhos, controlava os recursos e estava em sua origem e destino.</p><p>É uma diferença particularmente relevante no mercado de fundos.</p><p>O administrador fiduciário possui deveres regulatórios próprios — incluindo controles, supervisão, escrituração e cumprimento das normas da CVM — e pode ser responsabilizado por falhas nessas funções.</p><p>Mas isso não o transforma automaticamente no proprietário econômico dos ativos nem em sócio das empresas com as quais fundos sob sua administração negociam.</p><p>No caso da antiga REAG, portanto, o relatório do Banco Central permite separar duas discussões.</p><p>A primeira é regulatória: se a administradora fiduciária cumpriu integralmente seus deveres de controle, diligência e supervisão.</p><p>A segunda é econômica e societária: se a instituição era proprietária, sócia ou beneficiária das operações do Master.</p><p>Quanto a esta última, a documentação examinada não apresenta a REAG como acionista do banco ou beneficiárias das operações.</p><h2>Carbono Oculto exige a mesma distinção</h2><p>Também chama atenção para uma possível sobreposição entre fundos que aparecem em investigações relacionadas ao Master e veículos citados na Operação Carbono Oculto.</p><p>Segundo algumas publicações, documentos conhecidos até agora não permitiriam atribuir automaticamente à REAG, apenas por sua condição de administradora ou gestora, participação em organização criminosa. O texto ressalta que a presença formal de uma instituição na estrutura de um fundo não equivale, por si só, à participação nos atos de cotistas ou beneficiários econômicos.</p><p>São duas hipóteses:</p><p>1)     A utilização consciente de estruturas financeiras para aproximar diferentes núcleos investigados.</p><p>2)     Outra, de sentido oposto, seria a utilização, por operadores ou organizações criminosas, de instituições reguladas e aparentemente legítimas como prestadoras de serviços, justamente para inserir determinadas operações no sistema financeiro formal.</p><p>Até que as investigações determinem quem comandava economicamente os fluxos, confundir essas duas hipóteses pode levar a conclusões precipitadas.</p><h2>BC não encontrou prejuízo a terceiros</h2><p>É nesse contexto que a conclusão patrimonial do inquérito da CBSF se torna particularmente relevante.</p><p>Apesar da descrição de diversas irregularidades, a Comissão dedicou um capítulo específico à “atribuição do prejuízo aos responsáveis”.</p><p>A conclusão foi objetiva: não foram apurados prejuízos a terceiros.</p><p>Na data da decretação da liquidação, o patrimônio líquido ajustado foi estimado em aproximadamente R$ 13 milhões positivos. O relatório ressalva que o valor é uma estimativa que poderá sofrer alterações durante o regime especial.</p><p>Ainda assim, na conclusão formal do inquérito, a Comissão foi além e afirmou que a ausência de prejuízo “enseja o arquivamento do inquérito e o levantamento da indisponibilidade” prevista no artigo 36 da Lei nº 6.024.</p><p>Esse é um ponto relevante porque a indisponibilidade de bens decretada em regimes especiais tem natureza patrimonial: busca preservar ativos de administradores e pessoas alcançadas pela lei para responder por prejuízos que eventualmente venham a ser apurados.</p><p>Se o próprio inquérito conclui pela inexistência desses prejuízos, desaparece, segundo a Comissão, o fundamento para manutenção da restrição no âmbito daquele procedimento.</p><p>Apurações administrativas podem continuar.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/relatorio-separa-papel-da-antiga-reag-de-controle-do-master.html</link><dc:creator>Redação iG</dc:creator><media:credit>Reprodução REAG </media:credit><author>Redação iG</author><keywords>Operações, Banco Master, REAG, Carbono Oculto, Compliance Zero</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa543150fd44e9c49aa4fb0</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:48:15 +0000</pubDate><title>Pesquisadores revelam novo fator decisivo para a felicidade</title><description>Estudo com mais de 1.200 adultos aponta que ter liberdade para tomar as próprias decisões influencia a satisfação com a vida de forma independente</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bq/oq/gj/bqoqgjv42jojkg6hl5fihe30j.jpg"><figcaption>Autonomia na vida gera felicidade, segundo pesquisa<span class="copyright">Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p>O que define uma <strong>vida boa</strong>? Sentir prazer e evitar o sofrimento? Ter propósito e relações significativas? Um novo <strong>estudo</strong> sugere que a resposta vai além dessas duas ideias tradicionais sobre felicidade e destaca um terceiro elemento fundamental: a <strong>autonomia</strong>.</p><p>A pesquisa indica que a sensação de poder tomar as próprias decisões e conduzir a própria vida pode influenciar a satisfação pessoal de forma independente das emoções positivas ou negativas vividas no dia a dia.</p><p>Publicado na revista científica <strong>The Journal of Positive Psychology</strong>, o estudo foi conduzido pelos pesquisadores Jason Payne, da Universidade Simon Fraser, no Canadá, e Ulrich Schimmack. O objetivo era entender o que as pessoas levam em consideração para avaliar se suas vidas estão indo bem.</p><p>Para isso, os pesquisadores analisaram respostas de mais de <strong>1.200 adultos</strong> do Canadá e do Reino Unido. Os participantes responderam a perguntas sobre emoções positivas e negativas, satisfação geral com a vida e três necessidades descritas como conexão social, senso de competência e autonomia.</p><p>Nesse contexto, autonomia significa agir por escolha própria, e não apenas seguir exigências ou pressões externas.</p><h2>Mais do que emoções </h2><p>Os resultados confirmaram algo já esperado: pessoas que relatavam mais emoções positivas e menos negativas tendiam a estar mais satisfeitas com suas vidas.</p><p>A conexão com outras pessoas e a sensação de competência também apareceram associadas ao bem-estar. No entanto, os pesquisadores observaram que boa parte desse efeito parecia acontecer porque esses fatores contribuem para que as pessoas se sintam melhor emocionalmente. A autonomia apresentou um padrão diferente.</p><p>"Mesmo levando em conta o quanto as pessoas se sentiam bem ou mal, aquelas que se percebiam mais autônomas estavam mais satisfeitas com suas vidas", afirmou Payne em comunicado divulgado pela Universidade Simon Fraser.</p><p>Segundo ele, a autonomia foi a única das necessidades psicológicas analisadas que pareceu contribuir para a satisfação com a vida de uma forma que não pode ser explicada apenas pelos sentimentos.</p><p>A descoberta pode ajudar a explicar por que algumas pessoas consideram alguns períodos de suas vidas bem difíceis ou os percebem como fases bem positivas da vida.</p><p>Em entrevista ao canal canadense Global News, Payne citou o exemplo de pais de primeira viagem. Embora enfrentem noites mal dormidas, cansaço constante e altos níveis de estresse, muitos ainda avaliam esse período como uma experiência satisfatória. A explicação não está no fato de que essas dificuldades sejam agradáveis. Em vez disso, elas estão ligadas a escolhas que os próprios indivíduos fizeram e reconhecem como suas.</p><p>Os autores ressaltam que o estudo não diminui a importância das emoções positivas. Sentir-se bem continua sendo um dos principais fatores na avaliação que fazemos de nossas vidas.</p><p>A novidade está na constatação de que nem o prazer e nem o propósito e os relacionamentos parecem suficientes para explicar completamente o bem-estar. Os resultados sugerem que as pessoas combinam diferentes critérios ao julgar a qualidade de suas vidas, mas que a autonomia possui um peso particular nessa equação.</p><h2>Impactos para políticas públicas </h2><p>A pesquisa também tem implicações práticas. Segundo Payne, governos e formuladores de políticas públicas costumam avaliar medidas a partir dos benefícios que elas produzem. O estudo sugere que pode ser importante considerar o impacto dessas decisões sobre a liberdade de escolha dos cidadãos.</p><p>Como exemplo, o pesquisador cita a obrigatoriedade do uso de máscaras durante a pandemia de covid-19. Embora a medida tivesse como objetivo proteger a saúde coletiva, parte da resistência observada em alguns países pode ter sido alimentada pela percepção de perda de autonomia.</p><p>A mesma lógica pode valer para relações familiares, ambientes de trabalho e comunidades. Em vez de focar apenas em fazer com que os outros se sintam melhor, pode ser igualmente importante oferecer espaço para que tomem suas próprias decisões.</p><p>Os próprios autores destacam, porém, uma limitação importante. O estudo foi realizado apenas com participantes de países ocidentais e de língua inglesa. Por isso, ainda não está claro se os mesmos resultados seriam observados em sociedades com valores culturais diferentes, onde o coletivo pode ter um peso maior do que a autonomia individual.</p><p>Mesmo com essa ressalva, a pesquisa reforça uma ideia que desafia definições tradicionais de felicidade: talvez uma vida boa não dependa apenas da quantidade de prazer que proporciona nem do propósito que carrega, mas também da sensação de que somos nós mesmos que estamos escolhendo como vivê-la.</p><p><em>*Com informações da DW</em></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-12/pesquisadores-revelam-novo-fator-decisivo-para-a-felicidade.html</link><dc:creator>Fernando Mancio</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA </media:credit><author>Fernando Mancio</author><keywords>NOTiCIAS, vida boa, pesquisa, autonomia, The Journal of Positive Psychology</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa4b11d1000d76f6428abe9</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:20:29 +0000</pubDate><title>Plataformas informarão canais de denúncia de violência a mulher</title><description>Governo quer mapear procedimentos usados pelas plataformas para receber denúncias e orientar vítimas de violência digital por meio do Ligue 180</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1e/2a/hs/1e2ahswnbfhcjtikowdxwymop.jpg"><figcaption>Governo quer explicação das plataformas<span class="copyright">Fernando Frazão/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p class="   ">As <strong>plataformas digitais</strong> terão prazo sugerido de <strong>15 dias</strong> para informar ao governo federal como funcionam seus canais e mecanismos de <strong>denúncia de violência contra mulheres no ambiente digital</strong>. O pedido foi encaminhado em ofício conjunto pelas <strong>Secretarias de Políticas Digitais</strong> da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e de Enfrentamento à <strong>Violência contra Mulheres</strong> do Ministério das Mulheres.</p><p>A iniciativa tem como objetivo reunir informações que permitam qualificar o atendimento prestado pelo <strong>Ligue 180</strong>, especialmente na orientação a mulheres vítimas de violência praticada ou disseminada pela internet.</p><h2>Canais de denúncia </h2><p>O documento pede às empresas detalhes sobre os fluxos adotados para receber notificações relacionadas à divulgação não autorizada de conteúdo íntimo, conforme previsto no artigo 21 do Marco Civil da Internet e nas diretrizes estabelecidas pelo Decreto 12.976/2026.</p><p>Entre as informações pedidas estão:</p><ul><li>Prazos para análise das denúncias;</li><li>Confirmação de recebimento das notificações;</li><li>Possibilidade de acompanhamento das solicitações;</li><li>Os mecanismos para evitar o reenvio de conteúdos removidos.</li></ul><p>O governo também quer saber se esses procedimentos são aplicados a conteúdos manipulados ou produzidos com uso de inteligência artificial.</p><h2>Outras violências </h2><p>O ofício questiona ainda a existência de canais específicos para denúncias de outras formas de violência digital contra mulheres, incluindo assédio e violência política de gênero.</p><p>As plataformas também deverão indicar um ponto focal das empresas no Brasil para facilitar a interlocução com o poder público sobre o tema.</p><h2>Proteção digital</h2><p>Segundo o governo, a coleta das informações faz parte dos esforços para estruturar políticas de proteção de direitos no ambiente digital e fortalecer a rede de acolhimento e orientação às mulheres em situação de violência.</p><p>Os dados fornecidos pelas plataformas serão utilizados para aprimorar as informações repassadas pelo Ligue 180. A intenção é ampliar a capacidade do serviço de orientar vítimas sobre os canais disponíveis em cada plataforma e os procedimentos necessários para solicitar providências.</p><p>O pedido foi formulado em caráter cooperativo, no âmbito das competências dos órgãos envolvidos, e considera as novas obrigações relacionadas à proteção de mulheres no ambiente digital previstas no Decreto 12.976/2026.</p><p><em>*Com informações Agência Brasil</em></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/plataformas-informarao-canais-de-denuncia-de-violencia-a-mulher.html</link><dc:creator>Fernando Mancio</dc:creator><media:credit>Fernando Frazão/Agência Brasil </media:credit><author>Fernando Mancio</author><keywords>Direitos Humanos, Violencia Contra a Mulher, Ligue 180</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa542490fd44e9c49aa4faf</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:17:36 +0000</pubDate><title>Prédio em construção desaba sobre casa e mata duas mulheres em SP</title><description>Quatro crianças estão entre as pessoas atingidas; uma delas permanece sob os destroços enquanto bombeiros fazem buscas na Penha, Zona Leste paulista</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/03/sc/n5/03scn5i0lvpb7r9kjvwtpleuz.jpg"><figcaption>Prédio desaba sobre casa e deixa vítimas em SP<span class="copyright">Foto: Divulgação/Bombeiros e Defesa Civil </span></figcaption></figure><p>Um <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-01/obra-embargada-desaba-mata-4-expulsa-familia-casa.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">prédio em construção desabou</a><strong> sobre uma casa e residências vizinhas</strong> na madrugada deste sábado (12), <strong>na Rua Tequici, na Penha, Zona Leste de São Paulo</strong>. Segundo<strong> informações preliminares</strong> das equipes que atuam no local, <strong>dez pessoas foram atingidas.</strong></p><p><strong>Duas mulheres foram retiradas dos escombros sem vida</strong>. Uma delas estava grávida. Entre os feridos estão quatro crianças.</p><p>As equipes de resgate também conseguiram localizar um homem com vida e mantinham contato verbal com uma criança que permanecia sob os destroços.</p><h2>Morador ouviu forte barulho</h2><p>O desabamento aconteceu por volta das 2h. Morador da região, Tiago dos Santos contou que foi acordado por um barulho muito forte e percebeu que a estrutura do prédio havia caído.</p><p>Segundo ele, o imóvel em construção desabou sobre uma casa de esquina onde vivia um casal com duas crianças. Parte dos escombros também atingiu uma praça próxima.</p><h2>Bombeiros ampliam operação de resgate</h2><p>No início da manhã, o Corpo de Bombeiros informou que 58 agentes e 20 viaturas estavam empenhados no atendimento da ocorrência.</p><p>As equipes seguem trabalhando nos escombros em busca de possíveis vítimas e no resgate das pessoas que ainda estão sob a estrutura.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/50/xr/0c/50xr0c8x3mru20c08vffdw58y.jpg"><figcaption>Bombeiros trabalham na busca sob os escombros<span class="copyright">FOTO: Divulgação/Corpo de Bombeiros </span></figcaption></figure><p>Agentes das Defesas Civis estadual e municipal também participam da operação. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) acompanha a ocorrência.</p><p>Até a última atualização, não havia informações completas sobre o estado de saúde dos demais sobreviventes.</p><h2>Obra havia sido embargada</h2><p>De acordo com informações repassadas pelos bombeiros no local, a estrutura que desabou fazia parte de uma obra de prédio em construção que havia sido embargada.</p><p>A Defesa Civil informou que o desabamento não está diretamente relacionado às chuvas registradas durante a madrugada.</p><p>Segundo o órgão, embora estivesse chovendo no momento do acidente, ainda não é possível afirmar que a chuva tenha sido a única causa do desabamento.</p><h2>Causa da queda ainda é investigada</h2><p>As circunstâncias que levaram à queda da estrutura ainda serão apuradas pelas autoridades.</p><p>Neste momento, a prioridade das equipes é localizar possíveis vítimas que estejam sob os escombros, retirar os sobreviventes e garantir a segurança da área.</p><p>Novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades conforme o trabalho de busca e salvamento avançar.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/predio-em-construcao-desaba-sobre-casa-e-mata-duas-mulheres-em-sp.html</link><dc:creator>Thayna Gemin</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação/Bombeiros e Defesa Civil </media:credit><author>Thayna Gemin</author><keywords>Na Penha  Zona Leste, Prédio em construção desaba sobre casa e mata duas mulheres em SP, Quatro crianças estão entre as pessoas atingidas, bombeiros fazem buscas na Penha, dez pessoas foram atingidas</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa5343b7982711a42ec8176</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 11:23:36 +0000</pubDate><title>Calor de 40°C contrasta com frio e temporais neste fim de semana</title><description>Norte e Nordeste terão temperaturas elevadas, enquanto ciclone extratropical muda o tempo no Sul e provoca chuva em áreas do Centro-Sul do país</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/26/3k/fb/263kfbcbf5qif0hgfoaat94ou.jpg"><figcaption>Sol e calor <span class="copyright">Raphael Bezerra </span></figcaption></figure><p>O <strong>fim de semana será de tempo bastante diferente entre as regiões do Brasil.</strong> Enquanto cidades do <strong>Norte, Nordeste e Centro-Oeste podem enfrentar calor próximo ou acima dos 35°C,</strong> áreas do <strong>Sul e do Sudeste terão chuva,<a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2025-07-22/tempestades-e-tornados--como-surgem-e-quais-riscos-representam-.html" target="_blank" rel="noopener nofollow"> tempestades</a> e <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/tempo/2026-02-01/o-que-e-frente-fria-e-como-ocorre-.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">queda nas temperaturas</a></strong> neste sábado (12) e domingo (13).</p><p>O principal destaque é a atuação de um <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/inmet-alerta-para-ciclone-extratropical-na-regiao-sul-esta-noite.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">ciclone extratropical no Oceano Atlântico, próximo à costa da Região Sul</a>. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o sistema ajuda a organizar um canal de umidade que mantém as condições para chuva em partes do Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul durante o fim de semana.</p><p>Ao mesmo tempo, o tempo permanece mais seco e quente em áreas do Norte e Nordeste. No domingo, Teresina pode chegar aos 39°C, enquanto Palmas também pode registrar a mesma marca.</p><h2>Calor ganha força no Norte</h2><p>Na Região Norte, o fim de semana terá uma divisão clara entre áreas de chuva e locais onde o sol e o calor predominam.</p><p>Neste sábado, há previsão de chuva forte com trovoadas no Amazonas, Rondônia e Acre. O Inmet mantém aviso de perigo potencial para chuvas intensas em áreas do Amazonas e de Rondônia.</p><p>Por outro lado, Pará e Tocantins terão áreas de tempo mais firme e quente. Em Palmas, a máxima pode chegar a 37°C no sábado e 38°C no domingo. Porto Velho também pode atingir 38°C neste sábado.</p><p>No domingo, as pancadas ficam mais concentradas no Amazonas e no Acre, enquanto partes do Pará e do Tocantins terão predomínio de sol.</p><h2>Nordeste terá calor de quase 40°C</h2><p>O calor será um dos principais destaques do fim de semana no Nordeste.</p><p>Neste sábado, a máxima entre as capitais chega a 39°C em Teresina, enquanto Salvador e Maceió começam o dia com mínima de 22°C. Também há previsão de chuva isolada no litoral entre a Bahia e o Rio Grande do Norte.</p><p>No domingo, o calor aumenta principalmente no interior. Piauí, Maranhão e áreas do Ceará terão bastante sol e temperaturas elevadas.</p><p>Teresina pode novamente chegar aos 39°C, enquanto Fortaleza e Natal devem ter máximas de aproximadamente 32°C.</p><p>Apesar do calor, há atenção para a baixa umidade do ar no sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia.</p><h2>Centro-Oeste tem contraste entre calor e temporais</h2><p>O Centro-Oeste também terá um fim de semana de contrastes.</p><p>Neste sábado, o Mato Grosso do Sul e áreas de Mato Grosso terão chuva forte, trovoadas e risco de tempestades. O Inmet emitiu aviso laranja para o sul e sudeste de Mato Grosso do Sul.</p><p>Enquanto isso, o calor continua intenso em Mato Grosso. Cuiabá pode chegar aos 40°C neste sábado, uma das maiores temperaturas previstas entre as capitais brasileiras.</p><p>No domingo, entretanto, o cenário muda principalmente no Mato Grosso do Sul. A temperatura cai, e Campo Grande deve variar entre 18°C e 26°C. Goiânia ainda terá calor, com máxima prevista de 35°C.</p><h2>Sudeste terá chuva e queda de temperatura</h2><p>No Sudeste, o fim de semana será marcado pela chegada de uma mudança no tempo.</p><p>Neste sábado, há previsão de chuvas e trovoadas em grande parte de São Paulo, além de pancadas em áreas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. O Inmet colocou partes de São Paulo em aviso laranja para tempestades, incluindo áreas do litoral.</p><p>Minas Gerais ainda terá áreas de calor. Belo Horizonte pode chegar aos 34°C neste sábado.</p><p>No domingo, a temperatura diminui em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na capital paulista, a previsão indica variação entre 14°C e 17°C. No Rio, os termômetros ficam entre 20°C e 24°C.</p><p>Já Belo Horizonte continua mais quente, com máxima de 31°C.</p><h2>São Paulo deve ter fim de semana chuvoso</h2><p>A chuva merece atenção especial no estado de São Paulo. Além da possibilidade de temporais, a previsão aponta acumulados elevados entre sexta-feira (11) e segunda-feira (14), principalmente na divisa entre São Paulo e Paraná, onde alguns pontos podem receber entre 150 mm e 200 mm.</p><p>A previsão reforça a necessidade de atenção em áreas sujeitas a alagamentos, enxurradas, quedas de árvores e rajadas de vento.</p><h2>Sul terá frio, chuva e vento</h2><p>A Região Sul será a mais afetada pela atuação do ciclone extratropical.</p><p>Neste sábado, o Paraná concentra as condições mais preocupantes, com chuva e trovoadas principalmente no norte, noroeste e leste do estado. Há aviso laranja para tempestades nessas áreas.</p><p>Também existe possibilidade de ventos intensos no litoral de Santa Catarina e no litoral sul do Paraná.</p><p>Ao mesmo tempo, uma massa de ar frio avança pela região e derruba as temperaturas.</p><p>No sábado, as máximas ficam em apenas 18°C em Curitiba e Porto Alegre, enquanto Florianópolis chega a 21°C.</p><p>No domingo, o frio aumenta. Curitiba pode ter máxima de apenas 13°C, Florianópolis chega a 18°C e Porto Alegre começa o dia com mínima de 11°C.</p><h2>O que explica tanta diferença?</h2><p>A mudança acontece por causa do encontro de sistemas atmosféricos diferentes.</p><p>O ciclone extratropical atua próximo à costa da Região Sul e se desloca rapidamente para o oceano. Mesmo assim, ele ajuda a organizar uma frente fria e um corredor de umidade sobre o país.</p><p>Com isso, o ar quente e úmido favorece a formação de nuvens carregadas, chuva forte, raios e rajadas de vento em partes do Centro-Sul.</p><p>Na sequência, o ar frio avança e provoca a queda das temperaturas principalmente no Sul e em áreas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro.</p><h2>Fim de semana terá dois extremos</h2><p>A previsão mostra um Brasil dividido neste fim de semana: calor próximo dos 40°C no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto o avanço de uma massa de ar frio deixa o Sul e parte do Sudeste com temperaturas bem mais baixas.</p><p>A combinação de calor, umidade e sistemas de baixa pressão também aumenta o risco de temporais em diferentes pontos do Centro-Sul. Por isso, a recomendação é acompanhar os avisos meteorológicos, principalmente nas áreas sob alerta para tempestades.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/calor-de-40c-contrasta-com-frio-e-temporais-no-brasil-neste-fim-de-semana.html</link><dc:creator>Thayna Gemin</dc:creator><media:credit>Raphael Bezerra </media:credit><author>Thayna Gemin</author><keywords>previsão do tempo, Brasil, fim de semana, calor, chuvas, temporais, regiões</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa4516f9432d7cc539682bf</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 11:00:00 +0000</pubDate><title>Placa com um ponto preto no meio: saiba o que significa</title><description>Sinal triangular branco usado no Reino Unido e na Irlanda indica trechos de estrada com histórico de acidentes graves ou fatais</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ae/yh/lf/aeyhlfjxcu742vglyh1xfhasr.jpg"><figcaption>Placa triangular branca com um ponto preto no centro alerta sobre áreas de risco nas estradas do Reino Unido e da Irlanda<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>Uma <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-09/placa-de-transito-circular-com-faixa-preta--o-que-significa.html">placa</a> triangular branca com um ponto preto no centro vem chamando atenção nas redes sociais. Sem letras ou outros desenhos, o sinal é utilizado no Reino Unido e na Irlanda para indicar locais da via em que frequentemente ocorrem <strong>acidentes graves</strong>.</p><p>O símbolo, que leva o nome de Accident Black Spot, busca alertar motoristas para que <strong>redobrem</strong> a atenção naquele ponto específico, devido ao seu histórico de ocorrências.</p><h2>O que significa a placa com um ponto preto no meio</h2><p>A placa mostrada é uma sinalização de advertência, criada em <strong>1955</strong> pelo Ministério dos Transportes britânico.</p><p>O sinal <strong>não</strong> representa um perigo visível na pista, mas sim um <strong>alerta geral</strong> para todos os veículos de que é preciso reduzir a velocidade.</p><p>A ideia era simples, destacar visualmente áreas críticas para o governo e os motoristas prestarem mais atenção naquele local.</p><h2> Existe essa placa no Brasil?</h2><p>Esse modelo com um "ponto preto" no centro <strong>não</strong> existe no Brasil.</p><p>As placas do sistema brasileiro de sinalização que mais se aproximam são as amarelas triangulares, utilizadas para indicar diferentes situações de risco, como curvas, cruzamentos, animais na pista, obras, passagem de pedestres e outras condições que exigem atenção do condutor.</p><p>No entanto, não há uma específica que indique as regiões com maior número de acidentes.</p><p>Por isso, uma placa encontrada em outro país <strong>não</strong> deve ser automaticamente interpretada como parte da sinalização oficial brasileira. Formato, cores, objetivos e símbolos podem mudar conforme a legislação de cada território.</p><p><em>*Estagiária sob supervisão</em></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-12/placa-com-um-ponto-preto-no-meio--saiba-o-que-significa.html</link><dc:creator>Mariana Geraidine Araújo</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Mariana Geraidine Araújo</author><keywords>segurança viária, placa, ponto preto, acidentes graves, trecho perigoso, acidentes de trânsito</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa468a89432d7cc539682de</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 10:00:00 +0000</pubDate><title>Concessionária aponta risco de colapso estrutural na Via Lagos</title><description>Relatório identificou sete pontos entre os quilômetros 0 e 30 que precisam de intervenções; são bueiros com rachaduras, trincas e infiltrações</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/77/g6/zb/77g6zbiq133nzy7b21brf70uh.jpg"><figcaption>Rodovia Via Lagos (RJ-124)<span class="copyright">Divulgação/CCR ViaLagos </span></figcaption></figure><p>Uma das principais ligações entre a Região Metropolitana do Rio e a <a href="https://turismo.ig.com.br/destinos-nacionais/2026-09-05/bate-e-volta-do-rj-a-saquarema--une-turismo-e-tradicao-religiosa.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Região dos Lagos</a>, a <strong>Rodovia dos Lagos, a RJ-124, </strong>chamada de Via Lagos, corre o risco de “desabamento repentino do pavimento”, devido a problemas em estruturas de drenagem. O alerta foi enviado pela concessionária CCR ViaLagos, responsável pela rodovia, ao <strong>Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ)</strong>, por meio de carta, em julho.</p><p>A RJ-124 tem cerca de 57 quilômetros de extensão e <strong>liga Rio Bonito a São Pedro da Aldeia</strong>, sendo uma das principais rotas de acesso à Região dos Lagos. Recebe, em média, 20 mil veículos por dia, número que pode chegar a 52 mil durante períodos de verão e feriados prolongados, e que <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-09/o-que-esta-por-tras-aumento-pedagio-dutra-abaixo-inflacao-entenda-riscos.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">pagam pedágio</a> de R$ 18,40 em dias úteis e R$ 30,60 nos fins de semana e feriados nacionais.</p><p>Na carta da CCR Lagos ao DER-RJ, a concessionária aponta os riscos e afirma que não possui <strong>autorização jurídica</strong> para realizar as obras de drenagem.</p><p>A concessionária se refere a uma decisão do TCE-RJ, de 2022. O órgão julgou ilegais os termos aditivos que estenderam a concessão até 2047. Segundo o gabinete do conselheiro Rodrigo do Nascimento, relator do processo, esses termos “repercutiram sobre o valor da tarifa de pedágio”.</p><h2>“Colapso estrutural”</h2><p>No relatório de 27 páginas enviado em julho, de acordo com o jornal O Globo, a CCR Lagos<strong> identificou sete pontos</strong> entre os quilômetros 0 e 30 que precisam de intervenções. São bueiros, com galerias que passam por baixo da rodovia ou de seus acessos, com rachaduras, trincas e infiltrações, que aparecem em imagens anexadas; problemas imperceptíveis para quem utiliza a rodovia.</p><p>O parecer técnico foi elaborado pela empresa NC Engenharia em 5 de junho e descreve a evolução dos problemas: o bueiro do ponto identificado como <strong>km 11+080,</strong> que será preenchido com concreto, é um dos que precisará ser abandonado ou substituído.</p><p>Entre as possíveis consequências, o relatório aponta abertura de crateras, afundamento da pista, alagamentos e alto risco de acidentes. De acordo com o documento, ”o colapso estrutural pode se manifestar repentinamente ou com o decorrer do tempo” e recomenda a “execução das obras previstas nos projetos para que não haja riscos de danos à integridade das pistas e aos usuários da rodovia”.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1p/ft/k4/1pftk4p9hhvsmg6zyoohkbn51.jpg"><figcaption>Imagem do relatório aponta “bueiro simples tubular no km 4+030 da Via Lagos com ruptura e perda de material de aterro” <span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><h2>Atualização do contrato</h2><p>A concessionária afirma que as obras não constam no <strong>contrato original de concessão, firmado em 1996</strong>. Dessa forma, a empresa sustenta que precisa da aprovação de uma proposta de modernização do contrato que está em análise no TCE.</p><p>A concessão foi prorrogada por mais 25 anos por meio de termos aditivos que passaram a ser questionados pelo órgão, que apontou dúvidas sobre a <strong>falta de estudos técnicos e econômicos que comprovassem a vantagem da prorrogação para o poder público e os usuários.</strong> O processo, que também envolve negociações entre o governo estadual, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) e a concessionária, voltou a tramitar regularmente em abril, mas ainda não tem data prevista para julgamento.</p><h2>O que diz a Via Lagos</h2><p>A reportagem do <strong>iG</strong> entrou em contato com a CCR ViaLagos. Por meio de nota, a concessionária esclareceu que realiza <strong>inspeções permanentes ao longo da rodovia e em seus dispositivos de drenagem</strong>, como parte de seu programa contínuo de monitoramento, manutenção e conservação da infraestrutura.</p><p> A CCRViaLagos afirma ainda que "mantém interlocução permanente com os órgãos reguladores e fiscalizadores e adota todas as medidas necessárias à <strong>preservação da segurança dos usuários</strong>, à qualidade da infraestrutura e à adequada prestação dos serviços ao longo da RJ-124".</p><h2>O que diz o DER</h2><p>Também por meio de nota encaminhada ao <strong>iG</strong>, o DER-RJ afirma que “monitora os trechos da RJ-124 onde foram identificadas necessidades de intervenção no sistema de drenagem” e que “<strong>parte das obras emergenciais foi executada pela concessionária em 2025,</strong> e as demais intervenções estão em avaliação”.</p><p>Informa ainda que as obras de drenagem estão entre as prioridades da proposta de modernização do contrato, atualmente em análise pelo TCE, e que “análises técnicas e jurídicas da Agetransp apontam que parte das intervenções precisa ser avaliada individualmente, não havendo enquadramento automático de todas elas como medidas emergenciais”.</p><h2>O que diz o TCE</h2><p>A reportagem também questionou o <strong>Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro</strong> que, através de nota, confirmou a tramitação na Corte do processo referente à auditoria governamental extraordinária realizada no contrato relativo à rodovia ViaLagos.</p><p>O TCE-RJ informou ainda que, em outubro de 2024, o <strong>plenário deliberou pela suspensão temporária do julgamento por 180 dias,</strong> em razão das negociações então em curso entre o Poder Concedente (representado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro), a concessionária e a Agestransp para a modernização do contrato de concessão, que poderiam repercutir na análise da matéria.</p><p>Encerrado esse prazo, diz o TCE, o processo seguiu sua tramitação regular, tendo recebido novas manifestações da área técnica e do Ministério Público de Contas. Atualmente, os autos encontram-se no gabinete do Conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento, <strong>não sendo possível antecipar a data de julgamento,</strong> cuja inclusão em pauta depende do regular andamento processual.</p><p>Em relação à alegação de que a concessionária estaria impedida de realizar intervenções na rodovia em razão da atuação do Tribunal, o TCE-RJ afirma que "realizou pesquisa nos autos do processo principal, dos processos apensados e dos correlatos, <strong>não tendo localizado qualquer documento contendo alerta formal da CCR ViaLagos ao Governo do Estado nesse sentido</strong>, tampouco comunicação indicando que intervenções urgentes destinadas à segurança da rodovia estariam sendo impedidas por decisão ou pela ausência de julgamento desta Corte”.</p><p>O TCE-RJ conclui afirmando que os documentos os autos registram discussões entre a concessionária, o DER-RJ e a Agetrans sobre novos investimentos e a modernização do contrato, incluindo temas relacionados à pavimentação, drenagem e gestão ambiental. E que, no entanto, "<strong>não há qualquer decisão do TCE-RJ que determine a paralisação de obras</strong> ou impeça a realização de intervenções necessárias à manutenção ou à segurança da Rodovia RJ-124”.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-12/concessionaria-aponta-risco-de-colapso-estrutural-em-trechos-da-via-lagos.html</link><dc:creator>Marcia Bessa Martins</dc:creator><media:credit>Divulgação/CCR ViaLagos </media:credit><author>Marcia Bessa Martins</author><keywords>Drenagem, Problemas, Via Lagos, Relatório, DER, TCERJ, alerta</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa496e59432d7cc53968302</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 00:04:23 +0000</pubDate><title>Dudalina é condenada a pagar R$ 36 mil por discriminação racial</title><description>Ex-funcionária negra relatou tratamento diferente, restrições dentro da loja e críticas sobre cabelo e roupas em loja de Campo Grande (MS)</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bd/1s/dx/bd1sdxx6i37xo1k6qhgczwfr0.jpg"><figcaption>Loja da Dudalina no Shopping Campo Grande<span class="copyright">Reprodução/Dudalina </span></figcaption></figure><p>A Justiça condenou o <strong>Grupo Veste</strong>, dono da marca <strong>Dudalina</strong>, ao pagamento de <strong>R$ 36,6 mil</strong> de indenização a uma <strong>ex-funcionária negra</strong> que relatou ter sofrido <strong>discriminação racial</strong> e assédio no trabalho.</p><p>A mulher, de 30 anos, trabalhou por um mês e 27 dias em uma loja da marca no <strong>Shopping Campo Grande</strong>, em Mato Grosso do Sul. Ela atuava no estoque e afirmou que recebia tratamento diferente desde o começo do trabalho, em setembro de 2025.</p><p>Segundo o relato, a gerente fazia críticas frequentes ao cabelo e às roupas da funcionária. Em uma das situações, teria dito que ela não se encaixava no "<strong>padrão Dudalina</strong>".</p><p>A ex-funcionária também afirmou que era orientada a não usar o cabelo solto. Além disso, disse que deveria ficar durante todo o expediente no andar de cima da loja, dentro da sala de estoque, sem circular pela área onde os clientes eram atendidos, e só poderia entrar e sair do shopping pela porta dos fundos.</p><p>A mulher afirmou que se sentiu <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/silvio-mori/2026-06-23/protesto-em-toquio-contra-a-discriminacao-e-as-regras-de-visto.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">humilhada com o tratamento</a> e decidiu deixar o emprego. À Justiça, disse que pediu para sair como forma de "preservar a saúde mental e a dignidade".</p><ul><li><strong>CONFIRA</strong>: <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-08-21/fifa-pune-argentina-por-racismo--malvinas-e-briga-na-copa.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Fifa pune Argentina por racismo, Malvinas e briga na Copa</a></li></ul><h2>Condenação</h2><p>Durante o processo, o Grupo Veste afirmou que possui um código de ética e um canal confidencial para que funcionários façam denúncias ou reclamações. A empresa argumentou que a ex-funcionária não havia usado esses canais para relatar os problemas e ainda classificou as acusações como "falaciosas e maldosas".</p><p>O relator, desembargador Nicanor de Araújo Lima, afirmou que uma testemunha confirmou de forma detalhada o tratamento diferente recebido pela funcionária.</p><p>Com isso, o TRT-24 manteve a condenação em segunda instância do Grupo Veste ao pagamento de R$ 36,6 mil de indenização à ex-funcionária.</p><p class="       ">O <strong>iG</strong> procurou o Grupo Veste e o Shopping Campo Grande para ouvir seus posicionamentos sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-11/dudalina-e-condenada-a-pagar-36-mil-reais-por-discriminacao-racial.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>Reprodução/Dudalina </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>padrão Dudalina, discriminação racial, Grupo Veste, Campo Grande</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa48b639432d7cc539682ff</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 23:29:52 +0000</pubDate><title>Datafolha: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro 35% no 1º turno</title><description>Levantamento aponta empate técnico entre os dois nomes em uma eventual disputa pela Presidência da República no segundo turno</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4f/ai/c7/4faic7lu4n1y7uaeo20ogh4aw.jpg"><figcaption>Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)<span class="copyright">Ricardo Stuckert/PR e Carlos Moura/Agência Senado </span></figcaption></figure><p>O <strong>Datafolha</strong> divulgou nesta sexta-feira (11) uma nova pesquisa sobre a disputa pela Presidência da República. <strong>Luiz Inácio Lula da Silva</strong> (PT) tem 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% de <strong>Flávio Bolsonaro</strong> (PL).</p><p>O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 6% das <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2026-09-03/lula-tem-38-e-flavio-bolsonaro-33-no-primeiro-turno-diz-datafolha-eleicoes-2026-presidente.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">intenções de voto</a>. Depois estão Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%; e Romeu Zema (Novo), com 2%.</p><ul><li>Lula (PT): 39% </li><li>Flávio Bolsonaro (PL): 35%</li><li>Augusto Cury (Avante): 6%</li><li>Ronaldo Caiado (PSD): 4%</li><li>Renan Santos (Missão): 3%</li><li>Romeu Zema (Novo): 2%</li><li>Samara (UP): 1%</li><li>Edmilson Costa (PCB): 1%</li><li>Clariana Barão (DC): 1%</li><li>Rui Costa Pimenta (PCO): 1%</li><li>Branco ou nulo: 6%</li><li>Indecisos: 4%</li></ul><p>Em comparação com o levantamento anterior, Lula subiu um ponto percentual e Flávio avançou dois. A vantagem do atual presidente passou de 5 para 4 pontos percentuais sobre o candidato do PL. </p><p>Já Augusto Cury caiu de 8% para 6%, enquanto Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema continuam com o mesmo percentual. </p><p>O percentual de votos em branco, nulos ou em nenhum candidato continuou em 6%.</p><p>Na votação espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, Lula passou de 31% para 33% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro avançou de 22% para 25%, enquanto Augusto Cury oscilou de 5% para 3%. Os indecisos somam 23%, o menor percentual registrado até agora.</p><p> O levantamento foi feito durante o aumento da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), mas terminou antes da divulgação, nesta sexta-feira (11), de que <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/levantamento-do-sigilo-traz-por-quais-crimes-flavio-e-investigado.html?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener nofollow">Flávio é investigado no inquérito do caso "Dark Horse"</a> e da decisão de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/pedido-fachin-mendonca-retira-sigilo-caso-master.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">retirar o sigilo dos dados da investigação</a>.</p><ul><li><strong>CONFIRA</strong>: <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-11/mendonca-diz-que-todos-os-sigilos-do-caso-master-foram-liberados.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Mendonça diz que todos os sigilos do caso Master foram liberados</a></li></ul><h2>Disputa no segundo turno</h2><p>Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois mantiveram os mesmos números da pesquisa anterior. Lula aparece com 46% e Flávio, com 44%.</p><p>Lula também aparece em empate técnico com Augusto Cury em uma simulação de segundo turno. O presidente tem 45%, contra 43% do escritor.</p><p>Nas disputas contra os demais candidatos, Lula marca 46% contra 41% de Caiado, 48% contra 39% de Zema e 48% contra 37% de Renan Santos.</p><p>O Datafolha também avaliou para onde poderiam ir os votos de Augusto Cury em um eventual segundo turno. Entre seus eleitores, 39% afirmaram que votariam em Flávio, enquanto 37% escolheriam Lula.</p><p>Entre os eleitores que não se identificam nem como petistas nem como bolsonaristas, 34% declararam preferência por Lula e 38% por Flávio.</p><p class="     ">A pesquisa entrevistou 2.002 eleitores com 16 anos ou mais entre terça-feira (8) e quinta-feira (10) em 125 municípios. </p><p class="   ">A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. </p><p>O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01833/2026.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2026-09-11/datafolha-lula-tem-39-por-cento-e-flavio-bolsonaro-35-por-cento-no-primeiro-turno.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>Ricardo Stuckert/PR e Carlos Moura/Agência Senado </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>Eleições 2026, Presidente da República, Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema, Renan Santos, Augusto Cury, Datafolha, pesquisa eleitoral</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea6ff6af4cc0e9f760003c4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa48ad31000d76f6428abd4</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 23:25:05 +0000</pubDate><title>Master: após acusações de Moraes, Mendonça libera mais
arquivos</title><description>Embate sobre retirada de sigilo expõe nova divergência entre ministros; documentos abertos incluem Flávio Bolsonaro (PL) e Jaques Wagner (PT)</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3f/9t/fl/3f9tflcpklnv1wuv06bavj94z.jpg"><figcaption>Ministros do STF André Mendonça e Alexandre de Moraes<span class="copyright">Luiz Sileira/STF </span></figcaption></figure><p>A troca de acusações entre os <strong>ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF)</strong>, continua em torno da condução do caso Master, mesmo após o <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-10/fachin-pede-fim-sigilo-investigacoes-caso-master.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">presidente da Corte, Edson Fachin, ter interferido na crise e mandado derrubar o sigilo do processo</a>. No último capítulo dessa crise, nesta noite de sexta-feira (11), depois de ser acusado por Moraes de “ter sido seletivo” na abertura dos documentos relacionados à investigação, Mendonça liberou mais arquivos, inclusive investigações envolvendo os <strong>senadores Flávio Bolsonaro (PL) e Jaques Wagner (PT).</strong></p><h4>Leia também: <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2026-09-11/fachin-desenha-para-mendonca--acesso-total-e-acesso-total.html#google_vignette" target="_blank" rel="noopener nofollow">Fachin desenha para Mendonça: acesso total é acesso total</a>  </h4><p>Mais cedo, <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/moraes-questiona-retirada-de-sigilo-no-caso-master---seletivo-.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Moraes acusou Mendonça de ter sido seletivo</a>, com intenção de proteger grupos políticos, e pediu a retirada do sigilo total do processo, em documento enviado a Fachin. </p><p>Pouco tempo depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também protocolou ofício com o mesmo teor ao presidente da Corte, argumentando que liberar apenas parte da documentação poderia "induzir à ideia equivocada de transparência".</p><p>Em resposta, Mendonça <strong>negou ter restringido deliberadamente o acesso às informações</strong> e afirmou que cumpriu determinação do presidente da Corte, Edson Fachin, para tornar públicos os procedimentos relacionados ao caso, que será analisado pelo Plenário na próxima terça-feira (15).</p><p>Ainda de acordo com Mendonça, a manutenção de processos em sigilo ocorreu "a partir de uma análise prudente e responsável, <strong>considerando a existência de investigações em andamento</strong> e a necessidade de zelar pela preservação de dados pessoais das pessoas investigadas."</p><p>Segundo ele, isso incluiria aqueles contidos em procedimentos destinados à quebra de sigilo de dados bancários e fiscais, por exemplo, e que por isso "jamais se poderia publicizar a 'totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados'" à investigação original.</p><p>Depois de mais esse embate,  no início da noite, Mendonça liberou o sigilo de 18 processos envolvendo o caso Master e <strong>tirou o sigilo de mais 21 processos.</strong></p><p>Nos processos com quebra de sigilo hoje estão casos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP), Cláudio Castro (PL), Jaques Wagner (PT) e Thiago Miranda.</p><p><a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/levantamento-do-sigilo-traz-por-quais-crimes-flavio-e-investigado.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal (PF)</a> em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. </p><p>O procedimento foi autorizado em julho pelo ministro André Mendonça STF após pedido da PF.</p><p><a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-06-18/as-tres-suspeitas-da-pf-que-ligam-jaques-wagner-ao-master.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Jaques Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero </a>e é investigado pela Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em favor de interesses regulatórios e financeiros da instituição no Congresso Nacional. </p><h2>"Conduta ilegal"</h2><p>Ao acusar André Mendonça de ter sido seletivo na divulgação de documentos relacionados ao processo que investiga as suspeitas de fraudes bilionárias do Banco Master, Alexandre de Moraes enviou documento à Fachin pedindo a derrubada imediata de todo e qualquer sigilo dos documentos.</p><p>Depois do ofício de Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também solicitou ao presidente do STF, por meio de ofício, a retirada de sigilo de todos os documentos da investigação.</p><p>O argumento foi que, na listagem encaminhada não estava grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada <strong>Operação Compliance Zero. </strong></p><p>O ministro Edson Fachin acolheu o pedido da PGR e <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-11/apos-acao-da-pgr--fachin-da-24h-para-sigilo-total-do-master-cair.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">deu 24 horas para que o relator do caso liberasse as informações.</a></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-11/mendonca-x-moraes--ministros-voltam-a-trocar-acusacoes-sobre-caso-master.html</link><dc:creator>Marcia Bessa Martins</dc:creator><media:credit>Luiz Sileira/STF </media:credit><author>Marcia Bessa Martins</author><keywords>Embate no STF, Moraes, Mendonça, abertura, documentos, investigação, Master</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a9f13637d37dd6e3c342696</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 22:30:00 +0000</pubDate><title>Educação: conheça os planos dos candidatos de São Paulo</title><description>A apresentação das medidas é uma exigência da lei eleitoral. Para te ajudar na escolha do voto, o iG separou as estratégias de cada concorrente</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ae/40/i0/ae40i0g6hg5xxce1olpeh4gxl.jpg"><figcaption>Estudantes no Ensino Técnico Estadual de São Paulo<span class="copyright">Divulgação/Seduc-SP </span></figcaption></figure><p>Os <strong>candidatos ao governo de São Paulo</strong> apresentaram seus <strong>planos de governo</strong> para <strong>disputar as eleições</strong>, como determina a legislação eleitoral. Na <strong>área da Educação</strong>, as propostas registradas na <strong>Justiça Eleitoral</strong> vão da alfabetização e do ensino técnico à valorização dos professores, gestão democrática, permanência estudantil, tecnologia, educação integral e mudanças no modelo de administração das escolas.</p><p>Os documentos também apresentam diferenças sobre a militarização das unidades, a participação da iniciativa privada na educação pública e o financiamento das universidades estaduais.</p><h2>Confira abaixo o que cada candidato colocou como prioridade para a área.</h2><p><strong>Tarcísio de Freitas (Republicanos)</strong></p><p>O plano de Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição, apresenta a Educação como o terceiro objetivo estratégico, com o eixo "Educação na Trilha Certa". O documento estabelece como propósito preparar os estudantes para os desafios do presente e do futuro, com educação de qualidade, acessível e inclusiva, além de aproximar escola, famílias e sociedade.</p><p><strong>Entre as propostas estão:</strong></p><p>- ampliação do programa Alfabetiza Juntos SP, com a meta de elevar a alfabetização na idade certa de 61% para 90%; - reforço da aprendizagem em língua portuguesa e matemática, com tutoria, mentoria e acompanhamento dos estudantes; - criação do Pacto pela Matemática; - ampliação da educação financeira; - uso de tecnologia e inteligência artificial na formação dos estudantes; - continuidade e fortalecimento do Provão Paulista; - expansão do ensino técnico, com a meta de elevar a participação de 45% para 60% dos alunos da rede estadual; - criação do Observatório de Profissões do Futuro; - ampliação do programa Bolsa Estágio do Ensino Médio (BEEM), com mais de 50 mil estudantes; - expansão do Programa de Ensino Integral; - ampliação das Escolas do Futuro; - investimentos superiores a R$ 7,2 bilhões em melhorias na infraestrutura escolar; - ampliação das Escolas Cívico-Militares; - continuidade do programa Prontos pro Mundo; - fortalecimento da integração entre educação, cultura, esporte e educação ambiental.</p><p>O plano também prevê apoio aos municípios para ampliar creches, pré-escolas e escolas, especialmente em regiões mais vulneráveis.</p><p><strong>Fernando Haddad (PT)</strong></p><p>Fernando Haddad organiza as propostas para a Educação em cinco eixos. O programa coloca a alfabetização, a formação profissional, as universidades públicas, a valorização dos professores e a gestão como prioridades.</p><p>No eixo "Ninguém para trás", o candidato propõe alfabetização na idade certa por meio de um pacto com os 645 municípios paulistas, com apoio técnico e financeiro, avaliação transparente, busca ativa, reforço da aprendizagem e medidas de combate à evasão escolar.</p><p>Em "Escola completa, com profissão", o plano prevê a expansão do ensino integral e a conexão entre o ensino médio e a formação profissional, com apoio às Etecs, Fatecs e ao Centro Paula Souza.</p><p>O terceiro eixo, "Universidade pública, patrimônio de São Paulo", defende o respeito à autonomia de USP, Unicamp e Unesp, além da estabilidade do financiamento, aproximação da pesquisa aos desafios do Estado, formação de professores e políticas de permanência estudantil.</p><p>Já o eixo "O professor no centro" propõe a revisão do modelo de plataformização do ensino, com o objetivo de devolver tempo aos docentes para as atividades pedagógicas. O plano também prevê valorização da carreira, formação continuada e melhoria das condições de trabalho.</p><p>Por fim, "Educação com liderança" propõe uma estrutura de governança com prioridades definidas, responsabilidades estabelecidas e metas públicas acompanhadas de forma permanente.</p><p><strong>Carlos Machado (PCB)</strong></p><p>Carlos Machado dedica um capítulo específico à Educação e outro ao ensino superior, ciência, tecnologia e inovação. O programa propõe uma reconstrução da rede estadual com maior participação da comunidade escolar e aumento dos investimentos públicos.</p><p><strong>Entre as principais medidas estão:</strong></p><p>- gestão democrática das escolas; - eleição direta de diretores e dirigentes regionais; - fortalecimento dos Conselhos de Escola; - reincorporação à administração pública de serviços atualmente terceirizados; - investimento adicional de R$ 5 bilhões por ano em infraestrutura escolar; - aplicação de até R$ 20 bilhões no mandato para expansão e modernização da rede; - limite máximo de 20 alunos por sala; - novo Plano Estadual de Carreira e concursos públicos periódicos; - recomposição salarial dos profissionais da educação; - redução dos contratos temporários; - equipes multidisciplinares para atender trabalhadores da educação; - redução do papel das plataformas digitais obrigatórias; - fortalecimento da liberdade de cátedra; - ampliação da educação inclusiva e do Atendimento Educacional Especializado; - expansão progressiva do ensino integral; - integração da educação profissional ao plano de reindustrialização de São Paulo; - fortalecimento de Etecs e Fatecs em áreas como semicondutores, inteligência artificial, robótica e biotecnologia; - ampliação da Educação de Jovens, Adultos e Idosos.</p><p>No ensino superior, o programa prevê aumento do financiamento das universidades estaduais, eleição direta para reitores, políticas de permanência estudantil e integração das instituições ao projeto de reindustrialização.</p><p><strong>Vera Lúcia (PSTU)</strong></p><p>Vera Lúcia apresenta uma seção específica para a Educação pública. O programa propõe a revogação do projeto de militarização das escolas e das escolas cívico-militares, além do combate a medidas de controle ideológico.</p><p>A candidata também defende o fim da plataformização do ensino e a revogação da redução do investimento obrigatório em Educação, com o restabelecimento da aplicação mínima de 30% da receita de impostos na educação pública estadual.</p><p>Entre as medidas estão ainda contratação de professores por concurso, redução do número de alunos por sala, garantia do ensino noturno e da Educação de Jovens e Adultos, valorização dos profissionais, melhores salários e planos de carreira.</p><p>O plano prevê ampliação das políticas de permanência escolar, com transporte, alimentação, apoio pedagógico e psicossocial, além de contratação de profissionais para a educação especial.</p><p>Nas universidades estaduais, Vera Lúcia propõe aumento dos repasses, ampliação das bolsas de permanência, reestatização dos restaurantes universitários, voto direto para reitores e colegiados e contratação de trabalhadores terceirizados.</p><p class="    "><strong>Vivian Mendes (UP)</strong></p><p>Vivian Mendes apresenta a Educação como parte do eixo "Conhecimento para libertar o povo". O programa defende o fim da militarização e da privatização das escolas, incluindo as Parcerias Público-Privadas na área educacional.</p><p>A candidata propõe concursos públicos e recuperação salarial dos profissionais da educação, além do fortalecimento da educação básica pública.</p><p>O plano também prevê expansão do ensino técnico, com fortalecimento das Etecs e Fatecs, e ampliação do acesso às universidades públicas, com superação do modelo baseado exclusivamente no vestibular.</p><p>Outra proposta é democratizar a gestão da educação, com participação de professores, estudantes, trabalhadores das escolas e famílias. O programa defende eleições democráticas para direções escolares e reitorias das universidades estaduais.</p><p>Além disso, Vivian Mendes propõe ampliar vagas nas universidades públicas, fortalecer a assistência estudantil e integrar a educação às políticas de ciência, tecnologia, cultura e desenvolvimento econômico.</p><p><strong>Izadora Dias (PCO)</strong></p><p>Izadora Dias apresenta, no programa do PCO, o ponto "Barrar a destruição da educação e conquistar ensino público, gratuito e de qualidade".</p><p>Entre as propostas estão o fim da chamada "ditadura nas escolas", com eleição direta para os postos de gestão, aumento das verbas destinadas à educação e exclusividade de recursos públicos para o ensino público.</p><p>O programa também defende a revogação das reformas educacionais classificadas pelo partido como medidas contra a educação, o fim dos vestibulares e o livre ingresso nas universidades.</p><p>Para os professores, a proposta estabelece piso salarial nacional de pelo menos R$ 8,5 mil e jornada de trabalho de no máximo 30 horas semanais.</p><p>O PCO também defende eleição de diretores e demais postos de direção nas escolas, além de governo tripartite, formado por estudantes, professores e funcionários, nas universidades. O programa prevê ainda a estatização do ensino pago e o fim da censura nas escolas.</p><p><strong>Policial Edjane (Agir)</strong></p><p>No pacote de propostas de governo disponibilizado pelo TSE para São Paulo, não havia documento de plano de governo disponível para Policial Edjane no momento da consulta. Por isso, não é possível atribuir à candidata propostas específicas para a área da Educação a partir da base utilizada nesta comparação.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/2026-09-11/educacao--conheca-os-planos-dos-candidatos-de-sao-paulo.html</link><dc:creator>PH Lopes</dc:creator><media:credit>Divulgação/Seduc-SP </media:credit><author>PH Lopes</author><keywords>Eleições 2026, Governo de São Paulo, educação, Tarcísio de Freitas, Fernando Haddad, Carlos Machado, Vera Lúcia, Vivian Mendes, Izadora Dias, Policial Edjane</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f61ec77ab1b9a16350000ee</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa47ea11000d76f6428abc9</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 22:26:55 +0000</pubDate><title>Fazendeiro é morto em ataque de leopardo</title><description>Sanjay Pankar tinha 50 anos e foi surpreendido enquanto buscava gado perto de uma vila na Índia; irmão tentou socorrê-lo com ajuda de moradores</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/80/pz/jk/80pzjky7jalshwkst6nho3rqk.jpg"><figcaption>Ataques mortais do leopardo-asiático se tornaram problema frequente na Índia<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/ </span></figcaption></figure><p>Um fazendeiro de 50 anos foi <strong>morto</strong> por um <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2026-01-27/leopardo-ataca-visitante-que-tentou-tirar-foto-com-em-montanha.html">leopardo </a>nesta quarta-feira (9), em Shahuwadi, na India.</p><p>Balu Pankar relatou à polícia que seu irmão Sanjay Dhondiba Pankar foi <strong>atacado</strong> por volta das 16h. Os dois estavam indo buscar o gado que deixaram pastando nos arredores da vila de Shembavne.</p><p>Ao ver que seu irmão estava ferido, Balu começou a pedir <strong>ajuda</strong> de alguns moradores locais.</p><p>Sanjay foi levado ao Hospital Rural de Malkapur. No entanto, segundo os médicos, ele já estava morto quando chegou no local.</p><p>Ataques mortais por leopardos são problema crescente na Índia, com vários registros nos últimos anos.</p><p> À medida que áreas agrícolas e residenciais <strong>invadem o habitat dos grandes felinos</strong>, cresce o número de encontros fatais para os humanos. Compreender o comportamento dos leopardos é a chave, afirmam os ambientalistas.</p><p>A Índia abriga mais de 320.000 felinos selvagens, sendo o único país do mundo a abrigar cinco das grandes espécies de felinos - <strong>tigre, leão-asiático, leopardo, leopardo-das-neves e guepardo</strong>. Enquanto a maioria da população é composta por felinos menores, os grandes  totalizam mais de 19.000 indivíduos. </p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/fazendeiro-de-50-anos-e-morto-em-ataque-de-leopardo.html</link><dc:creator>Mariana Geraidine Araújo</dc:creator><media:credit>Reprodução Wikimedia Commons/ </media:credit><author>Mariana Geraidine Araújo</author><keywords>Animal selvagem, leopardo, ataque, fazendeiro, Ataque de leopardo</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa4775e9432d7cc539682ed</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 22:05:39 +0000</pubDate><title>Pedreiros encontram barras de ouro em obra e devolvem à polícia</title><description>Oito trabalhadores encontraram 49 barras e mais de 4 mil moedas; caso material não tenha proprietário, grupo pode ficar com parte da riqueza</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/a4/o5/j0/a4o5j0cvm1bp0em2svv11b0bo.jpg"><figcaption>Grupo entregou todo material às autoridades, que buscam possível proprietário<span class="copyright">Foto: Polícia de Dendermonde </span></figcaption></figure><p>Um grupo de <strong>trabalhadores</strong> da construção civil encontrou um “<strong>tesouro</strong>” avaliado em cerca de <strong>R$ 60 milhões</strong> no subsolo de uma construção. Eles realizavam escavações em Sint-Gills, na Bélgica, para uma obra de infraestrutura de esgoto de um antigo imóvel.</p><p>No local, se depararam com <strong>49 barras e mais de 4 mil moedas de ouro</strong>. O grupo continha oito trabalhadores, incluindo estudante de 18 anos que estava de férias. </p><p>Eles achavam que tinham encontrado moedas de 1 euro, até notarem as <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-05-23/segredo-que-faz-ouro-brilhar-por-seculos-e-descoberto.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">barras de ouro</a> e terem dimensão do achado. O grupo entregou tudo para a Polícia de Dendermonde no dia 11 de agosto, mesmo dia em que tudo aconteceu.</p><p>Segundo a imprensa local, ao menos cinco pessoas já teriam contatado a polícia alegando serem donas do tesouro. Com isso, o caso foi transferido para autoridades federais para investigações, e o material está trancafiado em um cofre de alta segurança. </p><h2>Trabalhadores podem ter tido dia de sorte</h2><p>A principal questão a ser solucionada pelas autoridades neste momento é a origem do ouro. Conforme a VRT, emissora pública da região, o <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-10/motorista-e-denunciado-pelo-mp-por-mortes-apos-queda-de-passarela-no-interior-de-sp.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Ministério Público</a> investiga como o ouro foi parar no subsolo e se foi escondido de forma ilegal.</p><p>A depender das apurações, a legislação belga prevê que quem achou pode ter direito a posse do tesouro, assim como o proprietário do imóvel.</p><p>Com isso, a decisão do grupo de comunicar rapidamente as autoridades se torna relevante caso o desfecho dê a eles direito à parte da riqueza.</p><p>O caso ainda pode ser investigado por um longo período, em busca de possíveis proprietários enquanto se apura a possibilidade de ter origem ilegal. </p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/tesouro-de-60-milhoes-em-ouro-e-encontrado-em-subsolo-de-imovel-por-trabalhadores.html</link><dc:creator>Thiago Sória</dc:creator><media:credit>Foto: Polícia de Dendermonde </media:credit><author>Thiago Sória</author><keywords>Dia de sorte, ouro encontrado na Bélgica, tesouro de ouro, tesouro de 9 milhões de euros, moedas de ouro, trabalhadores encontram ouro, tesouro encontrado em obra, ouro encontrado em obra, investigação sobre ouro, VRT, Dendermonde, SintGillis, Bélgica, obra de esgoto, 49 barras de ouro, trabalhadores encontram 9 milhões de euros em ouro na Bélgica</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa475551000d76f6428abc6</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:50:27 +0000</pubDate><title>STF retoma julgamento da Lei da Ficha Limpa com voto de Gilmar</title><description>O magistrado havia pedido vista, o que interrompeu o julgamento, ocorrido em ambiente virtual</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0y/ho/nu/0yhonuc4g7nigohr0wdjcbn4x.jpg"><figcaption>Gilmar Mendes conduz no STF o processo contra o vice da chapa de Flávio Bolsonaro<span class="copyright">Fellipe Sampaio / STF </span></figcaption></figure><p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento da Lei da Ficha Limpa nesta sexta-feira (11), com a liberação do voto do ministro Gilmar Mendes.</p><p>O magistrado havia pedido vista, o que interrompeu o julgamento, ocorrido em ambiente virtual.</p><p>Mendes votou pela validade das alterações feitas pelo Congresso Nacional nas eleições deste ano. A Corte julga uma ação protocolada pela Rede Sustentabilidade para derrubar a Lei Complementar 219 de 2025, que reduziu a contagem dos prazos de inelegibilidade.</p><p>Entre as principais mudanças, a lei unificou em 12 anos o prazo máximo de inelegibilidade para políticos condenados em diversas ações por improbidade administrativa.</p><p>A lei também mudou o marco de contagem do prazo de inelegibilidade de oito anos para políticos condenados. Pelo texto aprovado pelo Congresso, os oito anos devem contar a partir da condenação, e não após o cumprimento da pena, como ocorre atualmente.</p><p>Após a reabertura do julgamento, com a divulgação do voto de Gilmar, o ministro Flávio Dino pediu destaque do julgamento. Com isso, a apreciação da ação será feita em Plenário, presencialmente.</p><p>Ainda não há data marcada para a sessão ocorrer.</p><h2>Votos</h2><p>Em seu voto a favor da validade das alterações feitas pelo Congresso, Gilmar Mendes propôs ainda uma modulação nos prazos por 18 meses, retornando ao texto original.</p><p>Nesse prazo, diz Mendes em seu voto, o Congresso poderia reapreciar a matéria.</p><p>Até o momento, o placar da votação está em 2 votos a 1 contra as alterações. Os votos contra foram proferidos pela ministra Cármen Lúcia e Luiz Fux.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/stf-retoma-julgamento-da-lei-da-ficha-limpa-com-voto-de-gilmar.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Fellipe Sampaio / STF </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Justica, Lei da Ficha Limpa, stf, Gilmar Mendes</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa4730f9432d7cc539682ea</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:34:48 +0000</pubDate><title>Mendonça diz que todos os sigilos do caso Master foram liberados</title><description>Ministro afirma que documentos disponíveis foram publicados e explica por que parte dos procedimentos não poderia ser divulgada</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/dw/mn/53/dwmn532ort9sw5t2oo304omif.jpg"><figcaption>Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, no Plenário do Supremo<span class="copyright">Reprodução/STF </span></figcaption></figure><p>O ministro <strong>André Mendonça</strong>, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (11) que todos os documentos que poderiam ser divulgados no <strong>caso Master</strong> foram liberados para consulta.</p><p>A declaração foi feita em despacho em resposta ao presidente do STF, <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-10/fachin-pede-fim-sigilo-investigacoes-caso-master.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Edson Fachin</a>, após <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/moraes-questiona-retirada-de-sigilo-no-caso-master---seletivo-.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">alegações do ministro <strong>Alexandre de Moraes</strong></a> de que o sigilo de processos relacionados ao caso teria sido retirado apenas parcialmente.</p><p>Moraes tinha solicitado a Fachin acesso completo aos documentos e afirmado que pelo menos 180 peças continuavam sob sigilo. Segundo ele, o sigilo havia sido retirado de 15 procedimentos, mas isso não corresponderia a todos os processos relacionados ao <a href="https://vainafonte.ig.com.br/2026-09-11/vorcaro-atuou-como-corretor-na-venda-de-fazenda-de-diretor-do-bc.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">caso Master</a>, apontando que o sistema da Corte registrava 4.514 peças, mas apenas 4.334 foram disponibilizadas.</p><p>Segundo Mendonça, porém, a diferença entre a quantidade de documentos indicada pelo sistema eletrônico do STF e o material liberado para consulta não significa que existam peças que continuem sob sigilo indevidamente.</p><ul><li><strong>ENTENDA: <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/pedido-fachin-mendonca-retira-sigilo-caso-master.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Após pedido de Fachin, Mendonça retira sigilo do caso Master</a> </strong></li></ul><h2>Mendonça explica diferença na contagem</h2><p>O ministro negou que mantenha 180 documentos escondidos e afirmou que “todas as peças efetivamente disponíveis já foram devidamente publicizadas”. Segundo ele, há diferentes explicações para a diferença entre os números do sistema e a quantidade de documentos disponibilizados.</p><p>Uma das possibilidades levantadas por Mendonça é que documentos tenham sido transferidos para outros processos. Ele mencionou como exemplo a Pet 16.662, que teria sido criada a partir de documentos retirados da Pet 15.556.</p><p><a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/andrei-rodrigues-diretor-pf-nega-monitoramento-ilegal-de-mendonca-stf-pf-crise-master.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">André Mendonça</a> ainda explicou que alguns documentos podem estar classificados no sistema como “internos”, como ofícios e mandados, o que faz com que apareçam de modo diferente no sistema.</p><p class="     ">O ministro também explicou que não seria possível divulgar todos os procedimentos relacionados ao processo que trata da terceira etapa da <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/grupo-de-vorcaro-tinha-informacoes-do-mpf--da-pf-e-ate-interpol.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Operação Compliance Zero</a>, para preservar investigações em andamento e dados bancários e fiscais de diversos investigados.</p><h2>Liberação do sigilo</h2><p>Na noite de quinta-feira (10), respondendo a um pedido feito por Edson Fachin, Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos ligados às investigações do Banco Master, incluindo a Petição 15.556, processo principal do caso no STF.</p><p>Mendonça também ordenou o envio de cópias completas dos procedimentos à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros. A medida prepara a Corte para a sessão extraordinária de terça-feira (15), às 10h, quando o plenário deverá analisar questões relacionadas às investigações do caso Master.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-11/mendonca-diz-que-todos-os-sigilos-do-caso-master-foram-liberados.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>Reprodução/STF </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>Caso Master, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Operação Compliance Zero, STF</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa470409432d7cc539682e7</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:29:03 +0000</pubDate><title>TSE
forma maioria para rejeitar candidatura de Pablo Marçal</title><description>Ação foi movida pelo MP Eleitoral sob argumento de que ele está inelegível até 2032; também foi questionada a situação da filiação partidária ao PRTB</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/a0/ei/xv/a0eixvcq4lxr2msw2xwo6s1sr.jpg"><figcaption>Pablo Marçal (PRTB): registro de candidatura rejeitada no TSE<span class="copyright">Reprodução/Internet </span></figcaption></figure><p>O <strong>Tribunal Superior Eleitoral (TSE)</strong> formou maioria de votos nesta sexta-feira (11) para rejeitar o registro de candidatura de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-21/justica-de-sp-torna-reu-vice-de-marcal-por-elo-com-o-pcc.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Pablo Marçal (PRTB)</a> à Presidência da República. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte.</p><p>A candidatura do empresário e influenciador foi contestada pelo <strong>Ministério Público Eleitoral (MPE)</strong> sob o argumento de que ele está inelegível até 2032, em razão de condenação por uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2024.</p><p>O MPE também questionou a situação da filiação partidária de Marçal ao PRTB. Para as eleições 2026, o prazo para a filiação partidária terminou em 4 de abril. Marçal estava filiado ao <strong>União Brasil,</strong> mas afirma que se desfiliou da legenda e voltou ao PRTB em 4 de abril, portanto, dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. </p><p>O MPE contesta esse reconhecimento, sustentando que não havia comprovação suficiente no <strong>sistema da Justiça Eleitoral</strong> que Marçal cumpriu o prazo de filiação partidária. Por isso, pediu o indeferimento do registro.</p><p>A ação do MPE pede que o TSE conceda uma decisão provisória impedido que Pablo Marçal tenha acesso aos <strong>recursos públicos de campanha eleitoral</strong> e seja impedido de realizar propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão, bem como aos demais atos de propaganda eleitoral.</p><h2>Maioria no julgamento virtual</h2><p>No julgamento virtual no TSE, a relatora do caso, a<strong> ministra Estela Aranha,</strong> propôs a rejeição do registro diante da inelegibilidade de Marçal até 2032. O voto foi seguido pelos ministros Nunes Marques, André Mendonça e Ricardo Bôas Villas Cueva.</p><p>A defesa de Marçal contestou sua inelegibilidade, mas <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-24/tre-sp-veta-recurso-e-mantem-marcal-inelegivel-ate-2032.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade</a>, em agosto, os embargos de declaração apresentados e manteve a cinelegibilidade.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-11/tse-forma-maioria-para-rejeitar-candidatura-de-pablo-marcal.html</link><dc:creator>Marcia Bessa Martins</dc:creator><media:credit>Reprodução/Internet </media:credit><author>Marcia Bessa Martins</author><keywords>Inelegibilidade, Pablo MArçal, TSE, Registro, Candidatura, Rejeitada, MPE</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa46b7c1000d76f6428abc1</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:13:21 +0000</pubDate><title>Aulas serão suspensas no DF nas sextas-feiras antes das eleições</title><description>O decreto do GDF foi publicado em edição extra do Diário Oficial</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6y/1y/cy/6y1ycymmqxf2shhikni4dnm8f.jpg"><figcaption>Ideb 2025 registra os melhores resultados da série histórica, mas ensino fundamental II e ensino médio seguem abaixo das metas estabelecidas pelo MEC.<span class="copyright">José Cruz/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>O governo do <strong>Distrito Federal</strong> (GDF) decidiu <strong>suspender</strong> as <strong>aulas</strong> nas redes de ensino público e privada nas duas sextas-feiras que antecedem o <strong>primeiro</strong> e o <strong>segundo</strong> turno das <strong>eleições</strong> deste ano.</p><p>Com isso, não haverá aulas nos dias 2 de outubro e 23 de outubro. Se não houver segundo turno, a medida será cancelada no dia 23 de outubro.</p><p>O decreto do GDF foi publicado em edição extra do Diário Oficial.</p><p>A reposição de horas-aula na rede de ensino pública deve seguir as diretrizes da Secretaria de Estado de Educação.</p><p>Nas instituições privadas, fica a critério de cada instituição de ensino.</p><p>Fica mantido o expediente dos responsáveis pela administração das instituições que funcionam como zonas eleitorais.</p><p>Eles deverão se apresentar nas escolas a partir das 7h para receber as urnas eletrônicas que são distribuídas pela Justiça Eleitoral.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/aulas-serao-suspensas-no-df-nas-sextas-feiras-antes-das-eleicoes.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>José Cruz/Agência Brasil </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Educacao, GDF, Distrito Federal, eleicoes 2026</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa46c9d9432d7cc539682e1</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:13:05 +0000</pubDate><title>Moraes, Toffoli e Flávio: 3 grandes frentes do escândalo Master</title><description>Escândalo de fraude bancária que eclodiu em 2025 se espalha e alimenta maior crise da história do STF, além de lançar sombra sobre Flávio Bolsonaro</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5p/yr/sh/5pyrshtu2ub0hnb00txmuza03.jpg"><figcaption>Senador Flávio Bolsonaro<span class="copyright">Reprodução/ Senado Federal </span></figcaption></figure><p>No primeiro semestre de 2025, o Banco Regional de Brasília (BRB), ligado ao governo do Distrito Federal, começou a formalizar a compra do Banco Master, instituição privada controlada por Daniel Vorcaro que nos anos anteriores teve crescimento exponencial e se notabilizou por uma estratégia agressiva de captação de recursos. Nos meses seguintes, o tema da venda bilionária ficou confinado às páginas de economia de grandes jornais.</p><p>Reportagens levantaram dúvidas sobre a saúde financeira do Master e destacaram que o mercado financeiro estava em alerta. Alguns veículos apontavam conexões políticas de Vorcaro.</p><p>Mas o tema só ganharia robustez em 18 de novembro de 2025, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, que indicava inicialmente que o Master era o centro de um esquema de fraudes que teria movimentado R$ 12 bilhões.</p><p>Na mesma data, o Banco Central, que semana antes havia bloqueado a venda do Master para o BRB, decretou a liquidação extrajudicial da instituição de Vorcaro. O banqueiro Vorcaro havia sido preso no dia anterior, horas antes de a operação ser deflagrada, ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino aos Emirados Árabes Unidos.</p><p>Por alguns dias, as implicações políticas do caso atingiram especialmente a cúpula do BRB ligada ao governo do DF, mas não demoraria para que a amplitude das conexões de Vorcaro começasse a ser revelada e o escândalo ganhasse contornos nacionais, servindo de estopim para a maior crise da história moderna do Supremo Tribunal Federal (STF).</p><p>Ao todo, cinco ministros do Tribunal tiveram nomes envolvidos em menor ou maior grau no caso Master. O escândalo ainda arrastou diversos membros do Congresso. Mas três frentes principais do caso têm sido persistentes e vêm ganhando amplitude: as suspeitas sobre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e a canalização de recursos de Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que lançou uma sombra sobre a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.</p><h3>Suspeitas sobre Dias Toffoli</h3><p>Inicialmente, o caso Master ficou sob a tutela da Justiça Federal de Brasília. No entanto, no início de dezembro, o ministro Dias Toffoli, atendendo a um pedido da defesa de Vorcaro, decidiu que o processo deveria ficar sob a competência do STF. Toffoli ainda impôs sigilo total e, na posição de relator, passou a ser o único responsável por determinar diligências na investigação do escândalo.</p><p>Dias depois de Toffoli estender seu controle sobre o caso, jornais revelaram que o ministro estivera no final de novembro num jatinho ao lado de Augusto Arruda Botelho, ex-secretário Nacional de Justiça que estava atuando na defesa de um dos diretores do Master. O voo havia ocorrido em 28 de novembro, quando o ministro do STF foi a Lima, no Peru, para acompanhar a final da Libertadores. Toffoli assumiu a relatoria do Master na sequência.</p><p>Foi a primeira sombra de suspeita lançada sobre Toffoli no caso. Mais questionamentos viriam. Em janeiro de 2026, o ministro exigiu que o material apreendido em uma segunda fase da Compliance Zero fosse levado diretamente ao STF, impedindo que os investigadores analisassem livremente as evidências. Após pressão, recuou e autorizou a Procuradoria-Geral da República a guardar o conteúdo, mas com acesso restrito à PF. O movimento de Toffoli foi encarado como "atípico" por delegados.</p><p>Ainda em janeiro, o jornal O Estado de S. Paulo revelou ainda que o cunhado de Vorcaro havia comprado de dois irmãos e um primo de Toffoli a participação num resort no Paraná.</p><p>No mesmo mês, parlamentares e entidades civis começaram a protocolar múltiplos pedidos de impeachment contra Toffoli no Senado por crime de responsabilidade e flagrante conflito de interesse no caso. Em fevereiro, após uma reunião tensa e fechada entre os ministros do Supremo, Toffoli acabou deixando a relatoria do caso Master, que foi redistribuído para o ministro André Mendonça. No mesmo período, a divulgação de diálogos da reunião levantou suspeitas de que Toffoli teria gravado seus colegas de STF, algo que foi negado pelo ministro.</p><p>A partir de então, Toffoli deixou pelos meses seguintes os holofotes do caso. No entanto, em setembro de 2026, após o fim do sigilo do caso, novas suspeitas surgiram. Um relatório da Polícia Federal agora aponta a hipótese de que Dias Toffoli seria o "beneficiário final" ou o "proprietário de fato" de um fundo que teria recebido ao menos R$ 35 milhões do ex-banqueiro Vorcaro.</p><p>O mesmo relatório ainda aponta que foram identificados ao menos 12 registros de encontros presenciais planejados ou realizados entre Toffoli e Vorcaro entre o fim de 2023 e o início de 2025, além de 167 ligações telefônicas.</p><p>Por fim, a investigação também apura uma suspeita possível influência de Vorcaro sobre a atuação de Toffoli em um processo envolvendo precatórios bilionários do setor sucroalcooleiro. Todas as acusações ou suspeitas são negadas por Toffoli.</p><h3>Suspeitas sobre Alexandre de Moraes</h3><p>Paralelamente à revelação de suspeitas sobre Toffoli, uma segunda frente, que se mostraria ainda mais ampla para o STF, passaria a implicar o influente ministro Alexandre de Moraes, que nos últimos anos havia ganhado destaque como o relator do inquérito das Fake News, que havia emparedado o bolsonarismo.</p><p>Em dezembro de 2025, o jornal O Globo revelou publicamente as primeiras notícias de que o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, havia firmado em 2024 um contrato de prestação de serviços advocatícios para o Banco Master num valor que alcançaria valor cerca de R$ 130 milhões. O documento havia sido localizado no celular de Vorcaro durante a Operação Compliance Zero.</p><p>O jornal, mais tarde, apontou que Moraes havia procurado a cúpula do Banco Central para tratar do caso Banco Master. Já o jornal O Estado de S. Paulo indicou que o ministro ligou diversas vezes para o presidente do BC para discutir a venda do Master ao BRB. Moraes negou as suspeitas.</p><p>Por alguns meses, com Toffoli nos holofotes, as suspeitas sobre Moraes pareciam ter esfriado e surgiram questionamentos entre apoiadores do ministro se o contrato de fato existia, mas logo o ministro voltou a ficar em evidência.</p><p>Em março, começaram a surgir reportagens sobre suspeitas de mensagens de WhatsApp de Vorcaro para Alexandre de Moraes. Naquele mês, o jornal O Globo apontou que o banqueiro teria enviado mensagens a Moraes horas antes de ser preso pela primeira vez, em 17 de novembro.</p><p>No início de setembro, foi a vez de o caso ganhar contornos de convulsão no STF, quando o ministro André Mendonça, que assumiu o caso Master após a saída de Toffoli, retirar parte do sigilo do caso.</p><p>Primeiro, o jornal Estado de S. Paulo apontou a suspeita que Moraes esteve com Vorcaro ao menos seis vezes entre novembro de 2024 e agosto de 2025. Uma troca de mensagens agravou ainda mais a situação do ministro ao mostrar que Moraes editou o contrato milionário do escritório de sua mulher e teria opinado sobre listas de convidados de eventos do Master.</p><p>O escritório argumentou que seu setor de compliance consultou Moraes justamente para verificar se existia algum impedimento legal. No mesmo período, também foi revelada uma segunda proposta de contratação, de aproximadamente R$ 50 milhões, envolvendo o escritório de Viviane, mas que não chegou a ser formalizada.</p><p>Mais grave ainda foi a suspeita de que Vorcaro, dois dias antes de ser preso, perguntou a um número atribuído a Moraes: "Acha que segunda tenho que estar fora?". Ainda não se sabe o que o ministro respondeu a Vorcaro, mas documento sugerem que Vorcaro inicialmente pretendia viajar ao exterior em 18 de novembro, dia da deflagração da operação Compliance Zero, mas acabou antecipando a saída para o dia 17 depois da troca de mensagens.</p><p>Além das suspeitas envolvendo a fuga, Vorcaro teria pedido a Moraes que interferisse em seu favor junto ao diretor da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.</p><p>As novas revelações acabaram por desencadear uma guerra entre Moraes e Mendonça no STF.</p><p>Nos dias seguintes, o próprio Mendonça, agora sob os holofotes, acabaria admitindo que teve um encontro com Vorcaro em março de 2025, além de ser alvo de questionamentos envolvendo contratos milionários de um instituto do qual era sócio com órgãos públicos. No entanto, o desgaste para Moraes se revelou maior. Inicialmente, Moraes tentou pedir uma investigação contra o colega, sem sucesso. O presidente da Corte, Edson Fachin, não só determinou que o pedido de investigação contra André Mendonça como retirou o Inquérito das Fake News da relatoria de Alexandre de Moraes - exceto para ações penais já em andamento.</p><p>Nesta sexta-feira (11/09), no entanto, Moraes requisitou ao presidente do STF a quebra do sigilo total do caso envolvendo Master e alegou "motivação política" de Mendonça. Na sequência, após um ofício da PGR que também pedia levantamento do sigilo,Fachin determinou que Mendonça cumprisse a medida.</p><h3>As suspeitas sobre Flávio Bolsonaro</h3><p>Além do STF, o escândalo Master lançou uma sombra sobre a campanha presidencial do candidato Flávio Bolsonaro. Filho "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio se lançou a Presidência em dezembro. Inicialmente, sua candidatura foi encarada como uma mera manobra política. No entanto, o nome de Flávio começou a se mostrar viável em pesquisas.</p><p>Em maio, sua campanha enfrentou a primeira crise. Até aquele mês, Flávio negava publicamente qualquer relação com Daniel Vorcaro. No entanto, gravações reveladas pelo site mostraram o senador negociando diretamente o repasse de R$ 134 milhões com o banqueiro para a produção do longa-metragem Dark Horse, uma cinebiografia (extremamente ficcionalizada) sobre Jair Bolsonaro. As mensagens também mostravam Flávio tratando Vorcaro de maneira bastante próxima.</p><p>Flávio Bolsonaro acabou admitindo ter assinado um contrato de patrocínio privado em dezembro de 2024, alegando que se tratava de um negócio puramente particular, sem dinheiro público. No entanto, os altos valores envolvidos eram totalmente desproporcionais com produções semelhantes lançadas nos últimos anos.</p><p>Reportagens do mesmo período, apontaram que, do valor negociado, Vorcaro teria destinado aproximadamente R$ 61 milhões ao projeto antes da sua prisão. Ainda em maio, a imprensa revelou que Flávio confirmou ter se encontrado pessoalmente com Vorcaro depois de o banqueiro ter sido preso e posteriormente solto com tornozeleira eletrônica. </p><p>Em agosto, uma investigação apontou indícios de que o filme estaria sendo utilizado como uma fachada com orçamento superfaturado, e que parcelas milionárias canalizadas por Vorcaro haviam sido enviadas ao exterior simulando custos de distribuição e produção internacionais de forma ilícita.</p><p>No início de setembro, enquanto os holofotes se voltaram para as suspeitas de Moraes, a revista piauí publicou um relatório do Coaf mostrando que os repasses relacionados ao projeto do filme Dark Horse eram na realidade maiores do que os valores que Flávio havia admitido publicamente. No mesmo dia, o jornal Folha de S.Paulo mencionou um repasse adicional de R$ 8,5 milhões ligado ao projeto.</p><p>Posteriormente, com parte do sigilo do caso sendo levantado, foi revelado que Flávio Bolsonaro vem sendo formalmente investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no âmbito da sua atuação com financiamento de Dark Horse.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-11/moraes--toffoli-e-flavio--3-grandes-frentes-do-escandalo-master.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Reprodução/ Senado Federal </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>Brasil</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa460419432d7cc539682d1</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:12:35 +0000</pubDate><title>TRE-RJ indefere registro de Garotinho para candidato a governador</title><description>Em nota divulgada após o julgamento, Garotinho afirmou que a decisão não representa uma interrupção de sua campanha eleitoral</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ce/l9/st/cel9steym5v8gavwmrkhsqk2g.jpg"><figcaption>Anthony Garotinho (Republicanos) <span class="copyright">Reprodução/ Instagram (anthonygarotinho) </span></figcaption></figure><p class="  ">O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) <strong>indeferiu</strong> nesta sexta-feira (11), por unanimidade, o registro de candidatura de <strong>Anthony</strong> <strong>Garotinho</strong> (Republicanos) ao <strong>governo</strong> do estado.</p><p>A decisão foi tomada pelo colegiado durante sessão no Palácio da Democracia, a sede do TRE-RJ.</p><p>Segundo o tribunal, Garotinho não atende às condições de elegibilidade. A decisão considera uma condenação por ato doloso de improbidade administrativa de 2018, com dano ao erário e enriquecimento ilícito de terceiros.</p><p>A condenação determinou a suspensão dos direitos políticos de Garotinho, o que impede a possibilidade de votar e ser votado.</p><p>À época, o Tribunal de Justiça do Rio o acusou de desviar R$ 234,4 milhões da Secretaria de Saúde entre 2005 e 2006. Neste período, a mulher dele, Rosinha Matheus, governava o estado.</p><p>A decisão do TRE-RJ também aponta a incidência da Lei da Ficha Limpa, que estabelece hipóteses de inelegibilidade por oito anos para pessoas condenadas por órgão judicial colegiado por ato doloso de improbidade administrativa que resulte, simultaneamente, em lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito.</p><h2>Defesa</h2><p>Em nota divulgada após o julgamento, Garotinho afirmou que a decisão não representa uma interrupção de sua campanha eleitoral e que continua como candidato.</p><p>“Continuo firme e forte para salvar o Estado do Rio de Janeiro desse antro de corrupção”, disse, em nota.</p><p>A decisão do TRE-RJ ainda pode ser contestada. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).</p><p>A Justiça Eleitoral esclarece que os tribunais regionais são responsáveis pelo julgamento dos registros de candidaturas a governador, enquanto cabe ao TSE analisar recursos contra essas decisões.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/tre-rj-indefere-registro-de-garotinho-para-candidato-a-governador.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução/ Instagram (anthonygarotinho) </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Justica, eleicoes 2026, Garotinho, TRERJ</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa461309432d7cc539682d4</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:11:54 +0000</pubDate><title>Serial killer? Homem é suspeito de matar 6 com injeção letal</title><description>O motorista de ambulância Luca Spada será julgado pela morte de uma idosa; outras cinco mortes ocorridas durante o transporte médico são investigadas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2f/yp/qi/2fypqiq29rbepb4e6jwsb3y1l.jpg"><figcaption>Luca Spada era motorista de ambulância e aplicou ar nas veias de uma idosa<span class="copyright">Reprodução/redes sociais </span></figcaption></figure><p>O <strong>ex-motorista</strong> e socorrista Luca Spada, de 28 anos, está <strong>preso</strong> na <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-10/naufragio-da-epoca-de-cristo-com-centenas-de-anforas-e-encontrado.html">Itália</a> sob suspeita de envolvimento em uma <strong>sequência de mortes</strong> de pacientes idosos transportados em <strong>ambulâncias</strong> da <strong>Cruz Vermelha.</strong> A investigação da Promotoria da cidade de Forlì apura <strong>seis casos</strong> ocorridos em 2025 e trabalha com a hipótese de que as vítimas tenham recebido <strong>injeções de ar</strong> diretamente na <strong>corrente sanguínea,</strong> provocando <strong>embolias fatais.</strong> </p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5i/ai/hu/5iaihuojv9u3o52bbz5tf0zh7.jpg"><figcaption>Motorista de ambulância, Luca Spada é suspeito de aplicar ar na veia de 6 pessoas; suposto serial killer será julgado pela Justiça italiana<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>O italiano natural da cidade de Meldola <strong>nega</strong> todas as <strong>acusações.</strong> Por enquanto, apenas uma das <strong>mortes suspeitas</strong> que recaem sob Luca Spada chegou à fase de <strong>julgamento.</strong> Trata-se de Deanna Mambelli, de 85 anos, que morreu em 25 de novembro do ano passado durante um <strong>transporte</strong> considerado secundário, ou seja, sem <strong>caráter de emergência.</strong> A <strong>idosa</strong> havia deixado o hospital de Forlì a caminho de uma unidade de reabilitação quando sofreu uma <strong>parada cardiorrespiratória.</strong> Naquele dia, apenas Spada estava no compartimento traseiro da ambulância, acompanhando a <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-07-21/briga-em-clinica-de-reabilitacao-deixa-paciente-morto-em-sp.html">paciente.</a></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4p/vy/tp/4pvytpcf4msl46fzuv6mi6h7l.jpg"><figcaption>Luca Spada era motorista de ambulância da Cruz Vermelha italiana e é suspeito de 6 assassinatos<span class="copyright">Reprodução/redes sociais </span></figcaption></figure><p>A <strong>autópsia</strong> encontrou um material <strong>compatível</strong> com a entrada de ar no <strong>sistema venoso</strong> imediatamente <strong>antes</strong> da morte. As <strong>peritas</strong> nomeadas pela Promotoria concluíram que uma quantidade capaz de causar <strong>embolia</strong> poderia ser introduzida através do <strong>cateter periférico</strong> instalado no braço de Deanna. Segundo as especialistas, o procedimento levaria <strong>menos de um minuto,</strong> variando conforme o tamanho da <a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-02-27/antes-da-seringa--seguranca-deve-vir-em-primeiro-lugar.html">seringa.</a></p><h2><strong>Outras cinco mortes continuam em investigação</strong></h2><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8i/9z/09/8i9z09k7173r6ga2zxnxbayg3.jpg"><figcaption>Ambulância da Cruz Vermelha Italiana<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/Alf van Beem </span></figcaption></figure><p>Após uma série de <strong>diligências</strong> da polícia italiana, o caso de Deanna finalmente levou <strong>Spada</strong> à <strong>prisão</strong> em 11 de abril deste ano. Os investigadores, porém, já examinavam uma <strong>concentração</strong> considerada <strong>anormal</strong> de <strong>mortes</strong> durante ou pouco depois de <strong>viagens feitas </strong>com o<strong> motorista a bordo </strong>da<strong> <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-07-02/adolescente-em-surto-foge-de-hospital-usando-ambulancia-municipal.html">ambulância.</a></strong> Os outros pacientes com <strong>falecimentos suspeitos</strong> são Mirella Montanari, Francesco Mario Scavone, Edoarda Gasperini, Vincenzo Pesci e Vittorio Benini.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3w/28/nf/3w28nfrtos003049d8imu0km9.jpg"><figcaption>Motorista de ambulância, Luca Spada é suspeito de aplicar ar na veia de 6 pessoas; suposto serial killer será julgado pela Justiça italiana<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>A polícia chegou a <strong>instalar câmeras</strong> e equipamentos de <strong>gravação</strong> em uma ambulância depois que as <strong>suspeitas</strong> surgiram. O sistema, no entanto, apresentou um <strong>problema de alimentação</strong> justamente durante o <strong>transporte</strong> de Deanna. Os <strong>carabinieri</strong> até acompanharam o veículo, mas <strong>não conseguiram</strong> <strong>observar</strong> o que ocorria na parte traseira. </p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/f2/jt/0l/f2jt0l8axoxlw4stmvtv4w3zv.jpg"><figcaption>Motorista de ambulância, Luca Spada é suspeito de aplicar ar na veia de 6 pessoas; suposto serial killer será julgado pela Justiça italiana<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>Neste mês, uma <strong>análise</strong> da seção de <strong>psicologia investigativa</strong> do Racis, órgão dos carabinieri, classificou o <strong>comportamento</strong> atribuído a Spada como compatível com uma lógica <strong>“predatória e serial”.</strong> O documento fala em uma motivação interna <strong>“obsessiva e incontrolável”</strong> e afirma que idosos e pessoas doentes seriam selecionados como <strong>vítimas.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8h/xq/vm/8hxqvmn9c55wilgtqf26dn2dd.jpg"><figcaption>Ambulância da Cruz Vermelha Italiana<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/Guillaume Vachey </span></figcaption></figure><p>Os <strong>advogados</strong> de Luca Spada, Marco Martines e Gloria Parigi, contestam tal leitura. Os juristas reforçam que Spada <strong>não será julgado</strong> como <strong>serial killer</strong> em outubro, sustentando que boa parte do material divulgado não deverá <strong>integrar</strong> o <strong>processo</strong> sobre Deanna. Para a defesa do ex-motorista de ambulância, expor os trechos das <strong>investigações</strong> antes do julgamento pode <strong>influenciar</strong> quem <strong>decidirá</strong> o caso.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2u/l5/5r/2ul55rnse0wi7dc7umr625jvm.jpg"><figcaption>Motorista de ambulância, Luca Spada é suspeito de aplicar ar na veia de 6 pessoas; suposto serial killer será julgado pela Justiça italiana<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure><p>O <strong>julgamento</strong> pela <strong>morte</strong> de Deanna está marcado para 15 de outubro, no Tribunal de Assise de Forlì, no norte italiano. Paralelamente, as outras <strong>cinco</strong> <strong>investigações</strong> <strong>contra Luca Spada continuam em aberto.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2p/1x/8y/2p1x8y4nns5mnd0g6pp8q8gsf.jpg"><figcaption>Motorista de ambulância, Luca Spada é suspeito de aplicar ar na veia de 6 pessoas; suposto serial killer será julgado pela Justiça italiana<span class="copyright">Imagem gerada por IA - iG </span></figcaption></figure>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/serial-killer--homem-e-preso-apos-matar-6-com-injecao-fatal.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Reprodução/redes sociais </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>assassino em série, assassinato, injeção letal, injeção fatal, Itália, ambulância, serial killer, serial killer italiano</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa403e49432d7cc53968237</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:00:58 +0000</pubDate><title>O que fez barulho na primeira semana do Rock in Rio</title><description>Levantamento da Human Data mostra 259 mil menções e 1,32 milhão de interações nos 4 primeiros dias do festival, com Foo Fighters e TIM na liderança</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ce/sd/sv/cesdsvoe0pmr3aan9uwxrd18u.jpg"><figcaption>Novo Palco Mundo do Rock in Rio<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>O último fim de semana do <strong>Rock in Rio 2026</strong> começa com um ativo que nenhuma marca compra sozinha: atenção. Mas, em um <strong>festival</strong> capaz de produzir milhares de estímulos simultâneos, estar presente é apenas o primeiro passo. O verdadeiro desafio é virar assunto.</p><p>Os primeiros quatro dias mostram que isso aconteceu em escala. Entre 1º e 7 de setembro, o festival gerou <strong>259.075 menções nas redes sociais, com 1,32 milhão de interações</strong>, segundo levantamento da<strong> Human Data</strong>, empresa de dados e <strong>inteligência artificial</strong> para <strong>marketing de influência</strong> do <strong>Spark Group</strong>.</p><p>A análise monitorou <strong>X, Instagram, TikTok, YouTube, blogs e Facebook</strong> e identificou <strong>2.526 autores</strong> únicos. Mais importante que o volume, porém, é entender onde a atenção se concentrou.</p><p>E é aí que os dados ficam mais interessantes para o mercado.</p><h2>O palco ainda manda — mas não sozinho</h2><p>Entre os shows, <strong>Foo Fighters</strong> liderou a repercussão, com <strong>22%</strong> da conversa relacionada aos temas monitorados. Entre os artistas do l<strong>ine-up, Calvin Harris</strong> apareceu como o nome mais citado, com <strong>8,5%</strong> das menções.</p><p>O dado parece óbvio: música é o principal produto do festival. Mas existe uma lição importante para as marcas.</p><p>Em um ambiente em que todo mundo disputa atenção, não basta estar associado ao evento. É preciso criar um acontecimento capaz de competir com o próprio entretenimento.</p><p>A média diária de menções ao <strong>Rock in Rio</strong> cresceu <strong>119%</strong> durante o festival em comparação com o período pré-evento. O volume confirma a força do momento ao vivo, mas também mostra que o festival é uma máquina de conversas em tempo real.</p><p>Para o<strong> marketing</strong>, isso muda a lógica da ativação.</p><p>Uma experiência desenhada para funcionar apenas no espaço físico pode perder metade do seu potencial. O que acontece no festival precisa ter capacidade de continuar a circular quando o consumidor tira o pé da <strong>Cidade do Rock</strong>.</p><h2>Quando o brinde vira conteúdo</h2><p>Entre os patrocinadores, a <strong>TIM</strong> concentrou <strong>55%</strong> das menções relacionadas às marcas presentes no festival e registrou <strong>90%</strong> de sentimento positivo nas publicações que fizeram referência à empresa.</p><p>Mas talvez o dado mais revelador esteja nos objetos.</p><p><strong>"Brinde", "estande", "kit" e "copo"</strong> aparecem entre os termos mais associados às ativações físicas.<strong> iFood, Natura, KitKat e Heineken</strong> também aparecem relacionados a essas conversas.</p><p>Isso diz muito sobre a relação entre experiência e conteúdo.</p><p>Em uma era de excesso de conteúdo digital, aquilo que o consumidor pode tocar, carregar, fotografar e mostrar ainda tem força. Um copo pode parecer um detalhe operacional. Nas redes, pode virar lembrança, prova de presença, elemento de identificação ou até peça de conteúdo.</p><p>O físico não morreu. Ao contrário: quando bem pensado, ele ganha uma segunda vida no digital.</p><h2>A métrica que importa é a capacidade de reagir</h2><p>Existe ainda uma mudança mais profunda nesse tipo de análise. O valor dos dados não está apenas em descobrir, depois do evento, qual marca teve mais menções.</p><p>O verdadeiro diferencial está na velocidade.</p><p>Se uma ativação gera uma reação inesperadamente positiva, existe uma oportunidade de amplificá-la enquanto a conversa está quente. Se algo produz atrito, há espaço para corrigir a rota. Se determinado artista, objeto ou experiência domina a conversa, marcas podem ajustar sua atuação.</p><p>Isso exige uma mudança de mentalidade: o planejamento não termina quando o festival começa.</p><p>Em grandes eventos, estratégia precisa conviver com improviso. Dados precisam encontrar decisões. E inteligência artificial pode ajudar justamente nesse intervalo entre o que aconteceu e o que a marca fará a seguir.</p><h2>O festival como laboratório de atenção</h2><p>O <strong>Rock in Rio</strong> oferece, portanto, um laboratório privilegiado para observar o comportamento contemporâneo.</p><p>A música ainda é o grande motor. Mas marcas podem conquistar espaço quando entendem a cultura do evento, criam experiências relevantes e conseguem transformar presença em participação.</p><p>O recado para o mercado, especialmente às vésperas do último fim de semana, é direto: não basta medir quem falou da sua marca. É preciso entender por que falou, o que gerou a conversa e o que fazer com essa informação.</p><p class="    ">No <strong>marketing de experiência</strong>, talvez a maior vantagem competitiva não esteja na ativação mais grandiosa, mas na marca capaz de escutar melhor e reagir mais rápido.</p><p>Porque, quando milhares de pessoas falam ao mesmo tempo, a disputa já não é por presença.</p><p>É por relevância.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/ideia-e-meio/2026-09-11/o-que-fez-barulho-na-primeira-semana-do-rock-in-rio.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>SOCIAL LISTENING, Rock in Rio, RIR, Human Data, música, festival, marketing, experiencia</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68f927f3e3982c1b66397479</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa44cb49432d7cc539682bc</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:00:00 +0000</pubDate><title>Nova espécie de inseto é batizada em homenagem à Taylor Swift</title><description>Coloração amarela e vermelha do animal lembrou visual da cantora americana; o estudo descreveu quatro espécies dentro do novo gênero Swiftiephylus</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/43/qm/cj/43qmcj1ag49xdozpveigvrkx2.jpg"><figcaption>Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo<span class="copyright">Reprodução/UCR - Sarah Schroeder + Reprodução Instagram/@taylorswift </span></figcaption></figure><p>Uma <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2026-08-14/novo-inseto-do-mar-gigante-e-batizado-em-homenagem-a-darth-vader.html">nova espécie</a> de <strong>inseto</strong> australiano entrou para a classificação científica carregando uma referência direta à cantora <strong>Taylor Swift.</strong> Batizado de <strong>Swiftiephylus taylorae,</strong> o animal faz parte de um gênero de <strong>percevejos</strong> descrito por pesquisadores da Universidade da Califórnia (UC) em Riverside, nos <strong>Estados Unidos.</strong> O trabalho foi publicado na revista científica Insect Systematics and Evolution e apresentou, ao todo, <strong>12 espécies</strong> até então desconhecidas.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7i/dw/8h/7idw8h46bd2184ijnstidlr3s.jpg"><figcaption>Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo<span class="copyright">Reprodução/UCR - Sarah Schroeder + Reprodução Instagram/@taylorswift </span></figcaption></figure><p>Dentre elas, quatro <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2026-08-22/inseto-ajuda-a-revelar-historia-da-rota-da-seda--entenda.html">subespécies</a> pertencem ao <strong>novo gênero Swiftiephylus.</strong> O nome junta <strong>“Swiftie”,</strong> como os fãs de Taylor são conhecidos, com “Phylus”, termo usado com frequência na nomenclatura desse grupo de insetos. Além do S. <strong>taylorae,</strong> foram descritos o Swiftiephylus<strong> amator,</strong> o Swiftiephylus <strong>intrepidus</strong> e o Swiftiephylus <strong>poetorum. </strong>As três últimas denominações são versões em latim de “lover”, “fearless” e “poets”, em <strong>referência</strong> aos álbuns <strong>Lover, Fearless e The Tortured Poets Department.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/82/w8/x1/82w8x1y2aspwxi4l0g8uk3vhq.jpg"><figcaption>Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo<span class="copyright">Reprodução/UCR - Sarah Schroeder + Reprodução Instagram/@taylorswift </span></figcaption></figure><p>A <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2026-08-24/especie-de-cobra-e-nomeada-em-homenagem-a-slash--do-guns-n-roses.html">homenagem</a> partiu de Sarah Schroeder, doutoranda em <strong>entomologia</strong> na UC e <strong>fã</strong> da cantora desde a infância. A entomóloga também explicou que a <strong>aparência</strong> dos bichos pesou na escolha, já que os <strong>percevejos</strong> apresentam um <strong>corpo amarelo-pálido</strong> com pequenos <strong>detalhes avermelhados.</strong> Ela relacionou as cores ao <strong>cabelo loiro</strong> e ao <strong>batom vermelho</strong> tradicionalmente associados à imagem de <strong>Taylor Swift.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3s/sm/fp/3ssmfpqtzlpuhgpfnw0qlyo4u.jpg"><figcaption>Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo<span class="copyright">Reprodução/UCR - Sarah Schroeder + Reprodução Instagram/@taylorswift </span></figcaption></figure><p>No próprio artigo científico, Sarah chegou a descrever os novos espécimes de percevejo como <strong>“loiros”.</strong> Ademais, a <strong>coloração diferenciada</strong> do <a href="https://saude.ig.com.br/2026-07-15/insetos-na-cozinha--veja-quais-oferecem-maior-risco-a-saude.html">inseto</a> também o ajuda a <strong>se esconder</strong> entre as estruturas <strong>avermelhadas</strong> e <strong>alaranjadas</strong> das <strong>árvores</strong> australianas.</p><h2><strong>Insetos estavam guardados havia décadas</strong></h2><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bp/ut/ya/bputyai7u76w68tgc8jtxogoi.jpg"><figcaption>Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo<span class="copyright">Reprodução/UCR - Sarah Schroeder + Reprodução Instagram/@taylorswift </span></figcaption></figure><p></p><p>Apesar de terem sido reconhecidos de forma <strong>oficial</strong> somente neste ano, os <strong>percevejos</strong> não foram encontrados recentemente. Os espécimes vieram de <strong>coletas</strong> realizadas entre os anos de <strong>1995 e 2004,</strong> em meio a um grande projeto de <strong>levantamento da biodiversidade</strong> do Museu Americano de História Natural e do Australian Museum.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4s/wr/ne/4swrne7yadsibgmjgzbsmso4h.jpg"><figcaption>Taylor Swift deu nome a uma nova espécie de percevejo<span class="copyright">Reprodução/UCR - Sarah Schroeder + Reprodução Instagram/@taylorswift </span></figcaption></figure><p>A iniciativa reuniu mais de<strong> 50 mil indivíduos de percevejos,</strong> quantidade que exigiu <strong>anos</strong> de separação e análise. Na pesquisa recém-publicada, Sarah e a professora Christiane Weirauch examinaram um total de <strong>593 exemplares.</strong> Os <strong>Swiftiephylus</strong> foram catalogados como parte da família <strong>Miridae,</strong> considerada a <strong>maior família</strong> de percevejos verdadeiros, com mais de <strong>11 mil espécies</strong> já descritas.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9x/gi/yf/9xgiyfe5clh3051afhkebwe9z.jpg"><figcaption>She-oaks australianas servem de alimento e abrigo dos percevejos<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/John Tann from Sydney, Australia </span></figcaption></figure><p>O animal vive de forma <strong>associada</strong> às chamadas <strong>she-oaks</strong> australianas, se alimentando das <strong>plantas,</strong> sem indicação de que provoca <strong>danos significativos</strong> às árvores ou ofereça <strong>risco</strong> a pessoas e animais. A escolha de Taylor também foi usada para chamar atenção para a própria <strong>taxonomia,</strong> atraindo <strong>holofotes</strong> ao usar o nome da <strong>diva pop.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bf/s1/ly/bfs1lyv8m5sp7rs5luhjwut6e.jpg"><figcaption>Taxonomia ajuda na preservação e descrição das espécies<span class="copyright">Reprodução Wikimedia Commons/Marek Slusarczyk </span></figcaption></figure><p></p><p class="   ">Algumas estimativas da UC indicam que podem existir até <strong>30 milhões de espécies de insetos</strong> ainda não documentadas. Questionada, Sarah afirmou que se sente <strong>animada</strong> com novas descobertas e revelou adorar <strong>"Descobrir</strong> o<strong> que existe por aí</strong> e o que aconteceu no passado".</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/nova-especie-de-inseto-e-batizada-em-homenagem-a-taylor-swift.html</link><dc:creator>Caio Resende</dc:creator><media:credit>Reprodução/UCR - Sarah Schroeder + Reprodução Instagram/@taylorswift </media:credit><author>Caio Resende</author><keywords>diva pop, Taylor Swift, swifties, nova espécie, nova espécie descoberta, nova espécie de inseto, inseto descoberto, percevejo, percevejos, animais, austrália</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa463cb9432d7cc539682d7</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 20:33:45 +0000</pubDate><title>Grupo de Vorcaro tinha informações do MPF, da PF e até Interpol</title><description>Sigilo da investigação foi levantado após pedido do presidente do STF. Grupo chamado de “A Turma” seria uma estrutura paralela de vigilância e milícia</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8u/5x/rj/8u5xrjxin3tlorv8jxjwvxk86.jpg"><figcaption>Grupo de Vorcaro tinha informações do MPF, da PF e até Interpol<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>O grupo ligado ao então <strong>banqueiro Daniel Vorcaro</strong>, ex-dono do <strong>Banco Master</strong>, tinha acesso a <strong>informações</strong> sobre investigações contra ele no <strong>Ministério Público Federal (MPF)</strong>, em sistema de <strong>acesso exclusivo</strong> a <strong>policiais federais</strong> e até da <strong>Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol)</strong>, integrada por 196 países.</p><p>A revelação faz parte de um relatório da Polícia Federal (PF), datado de 27 de fevereiro deste ano, enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias envolvendo o Master e Vorcaro.</p><p>O <strong>sigilo</strong> da <strong>investigação</strong> foi levantado após pedido do presidente do STF, <strong>ministro Edson Fachin</strong>. A PF aponta um grupo chamado de “A Turma”, que seria uma estrutura paralela de vigilância, milícia e coerção privada mantida por Vorcaro. Um dos integrantes era Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, tratado no documento como "Felipe Mourão" e "Sicário".</p><h2>Acesso clandestino</h2><p>De acordo com o documento que chegou às mãos de Mendonça, Daniel Vorcaro pagava R$ 1 milhão por mês para manter a “Turma”.</p><p>Os investigadores apontam que Sicário foi contratado para realizar acesso “recorrente e irregular a procedimentos sigilosos em andamento no MPF, na PF, na Polícia Civil e no Banco Central”.</p><p>No documento de 164 páginas, que inclui reproduções (prints) de conversas de WhatsApp entre os envolvidos, incluindo funcionários públicos, a PF explica que o acesso clandestino se dava por meio da “utilização de logins funcionais de terceiros”.</p><p>A estrutura paralela atuava também na extração indevida de documentos e em consultas realizadas sem autorização em sistemas internos das instituições.</p><p>“O conteúdo indica, de forma clara, o uso indevido de informações protegidas por sigilo, que eram obtidas e empregadas para a proteção da organização criminosa”, frisa a PF.</p><p>O relatório mostra, por exemplo, que em 15 de fevereiro de 2024, Vorcaro reencaminhou a Sicário uma mensagem perguntando sobre um determinado inquérito policial dentro da PF.</p><h2>Atenção especial para Vorcaro</h2><p>Quarenta minutos depois, Felipe Mourão responde com um áudio do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Na gravação, Marilson diz que “já havia feito contato com a ‘Tropa’ e que dariam uma atenção especial ao pedido de Daniel Vorcaro”.</p><p>O relatório acrescenta que Marilson tinha “acesso ilícito aos sistemas do MPF”. A Compliance Zero começou no início de 2024, a pedido do MPF.</p><p>Marilson foi preso no dia 4 de março pela 3ª fase da operação, em Belo Horizonte.</p><p>No comunicado enviado a Mendonça, a PF afirma que “diante da gravidade de tal acesso”, realizou uma auditoria interna e identificou que o acesso indevido partiu da Delegacia da Polícia em Juiz de Fora (MG).</p><h2>Busca por “BRB AND MASTER”</h2><p>Os investigadores descrevem que Sicário enviou pelo aplicativo de mensagens comprovantes de consultas realizadas nos sistemas do MPF. A busca foi feita referente ao CPF de Vorcaro. Foram identificados 15 procedimentos relacionados ao banqueiro, sendo 11 sigilosos.</p><p>As buscas eram feitas também com os termos “BRB AND MASTER”, para identificar todos os procedimentos em que ambos os termos apareciam.</p><p>BRB é o Banco de Brasília, investigado pela compra de títulos financeiros fraudulentos do Master.</p><p>A pessoa que retorna a conversa com Sicário mostra interesse em manter discreto internamente o trabalho de busca.</p><p>“Veja com ele se ele quer que entremos em todos os processos sobre o BRB + Master. São muitos. Eu entrei no primeiro, mas são muitos e às vezes pode chamar atenção”, mostra o print.</p><p>Vorcaro: “Quero tudo”</p><p>“Quero tudo. Atenção total”, responde o banqueiro. Sicário replica: “Então vou mandar puxar geral”.</p><p>A PF diz que o servidor que efetuou a consulta tentou ocultar a identificação, hachurando (apagando) o nome dele e o setor.</p><p>“Essa circunstância indica a intenção deliberada do servidor de ocultar sua identidade, possivelmente por ter ciência da irregularidade envolvida no compartilhamento de documento sigiloso”, escreve a PF a Mendonça.</p><p>No dia seguinte, por exemplo, Sicário enviou para Vorcaro uma “Notícia de Fato” do MPF, na qual consta a orientação para apurar se havia crime contra o sistema financeiro nacional na tentativa de compra do Master pelo BRB.</p><p>A PF destaca no relatório que o documento tinha “natureza reservada”, o que apontava para “indícios de possível obtenção indevida” por Mourão.</p><p>“Daniel Vorcaro estava se utilizando de acessos ilícitos para obter informações sigilosas sobre a presente investigação”, sinalizam os quatro delegados federais que assinam o relatório.</p><p>“Nesse sentido, após realizar pesquisas de forma clandestina em bancos de dados do Ministério Público Federal, as pesquisas passaram a se concentrar nos bancos de dados da Polícia Federal”, descrevem.</p><p>Os delegados utilizam um print de 15 de setembro de 2025 para evidenciar que a “Turma” tinha acesso ao ePol, Sistema Oficial de Polícia Judiciária da Polícia Federal, de acesso exclusivo a policiais federais.</p><p>O documento foi enviado a Sicário por Marilson Roseno da Silva. Na mensagem, ele reitera a cobrança do pagamento mensal ao grupo clandestino.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0t/c8/q6/0tc8q69gf4kf1701le1dekzk7.jpg"><figcaption>Grupo de Vorcaro tinha informações do MPF, da PF e até Interpol<span class="copyright">Banco de Imagens/ Flickr </span></figcaption></figure><h2>Interpol e FBI</h2><p>A PF relata que o nível de sofisticação e de intrusão em órgãos policiais alcançado pela “Turma” é tão relevante que “as evidências mencionam, até mesmo, o acesso a organismos internacionais, como o FBI e a Interpol”.</p><p>O FBI (Agência Federal de Investigação, na sigla em inglês), equivale à polícia federal dos Estados Unidos.</p><p>A PF descreve que, em 24 de outubro de 2025, Felipe Mourão reencaminha um print de tela com o logotipo da Interpol e mensagens com as seguintes frases:</p><p>“O que está em branco foi para ocultar o nome de quem fez a pesquisa” “Estamos aguardando o relatório principal do FBI” “A Interpol está limpa” A PF informa no relatório ao STF que consultou a Interpol aqui no Brasil e obteve a resposta de que a identidade visual da tela reproduzida na mensagem não corresponde a mecanismos de busca disponibilizados pela Interpol.</p><p>No entanto, a organização internacional ressaltou que pode se tratar de mecanismos de buscas de outros países.</p><p>A PF levanta a hipótese de que a consulta tenha sido feita por meio de sistema de algum país com base em dados baixados da Interpol, “podendo-se inferir, de qualquer forma, que não se trata de usuário brasileiro”.</p><p>Os delegados apontam que Vorcaro poderia ter utilizado um aparato jurídico para, pelas vias legais, ter acesso aos autos da investigação contra ele.</p><p>“Contudo optou pelo caminho ilícito, já que dispõe de uma espécie de milícia pessoal, chefiada por seu ‘Sicário’ Felipe Mourão, a qual conta com a participação proeminente do policial federal aposentado Marilson Roseno”.</p><h2>Caso Master</h2><p>O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025. De acordo com o BC, instituição estatal responsável por manter a saúde do sistema financeiro do país, os motivos foram “grave crise de liquidez e comprometimento significativo” da sua situação econômico-financeira, assim como “graves violações às normas”.</p><p>Durante tentativas de salvar o Master, houve envolvimento do BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal. As perdas em negócios do BRB com o Master deixaram o banco público em situação crítica, precisando de R$ 8,8 bilhões.</p><p>O Banco Central barrou a venda do Banco Master ao BRB. No entanto, o relatório da PF aponta “relacionamento ilícito” entre Vorcaro e dois diretores do BC.</p><p>Daniel Vorcaro foi preso em novembro de 2025 e depois em março de 2026, por ordem do STF, situação que segue mantida.</p><p>Sicário também foi preso, mas morreu dois dias depois, após tentativa de suicídio na prisão.</p><p>Além da espionagem, Vorcaro contava com Sicário para “serviços”, como realização de atos de violência, coação e intimidação, “com menções ao planejamento e possível execução de agressões físicas”, o que incluía mobilização de pessoas armadas.</p><p>O objetivo era, detalha a PF, “pressionar e silenciar determinadas pessoas”.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/grupo-de-vorcaro-tinha-informacoes-do-mpf--da-pf-e-ate-interpol.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Justica, Daniel Vorcaro, Banco Master, Policia Federal, stf, crise no STF</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa42f4e1000d76f6428ab79</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 20:30:00 +0000</pubDate><title>Mulher é hospitalizada após ferimentos por ataque de urso</title><description>Hajra Begum foi atacada por um animal selvagem na área de Handoora, distrito de Pulwama, e precisou ser levada a um hospital local para tratamento</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5c/2l/mc/5c2lmcvfzd74pai56duy218sd.jpg"><figcaption>Urso ataca mulher na Caxemira, Índia<span class="copyright">FreePik </span></figcaption></figure><p>Uma mulher foi <strong>atacada</strong> por um <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2026-06-03/urso-invade-area-industrial-e-persegue-homem.html">urso</a> nesta sexta-feira (11) em Handoora, distrito de Pulwama, ao Sul da Caxemira, na Índia.</p><p>Uma autoridade informou a agência de notícias KNO que ela ficou <strong>ferida</strong> e teve que ser levada para o  Hospital Subdistrital (SDH) de Tral.</p><p>Posteriormente, a mulher foi identificada como Hajra Begum, esposa de Ghulam Ahmad Khan e moradora de Handoora.</p><p>Com o <strong>aumento</strong> de ataques de urso na região, a população local vem pressionando o Departamento de Vida Selvagem para que sejam tomadas medidas <strong>imediatas</strong>.</p><p><em>*Estagiária sob supervisão</em></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/mulher-e-hospitalizada-apos-ferimentos-por-ataque-de-urso.html</link><dc:creator>Mariana Geraidine Araújo</dc:creator><media:credit>FreePik </media:credit><author>Mariana Geraidine Araújo</author><keywords>perigo, Ataque de urso, Urso, Caxemira, Índia, Handoora, Mulher atacada</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa462c61000d76f6428abb8</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 20:21:26 +0000</pubDate><title>Houthis avançam no Iêmen e ampliam conflito com sauditas</title><description>Domínio de rebeldes apoiados pelo Irã em territórios próximos ao Estreito de Bab el-Mandeb pressiona iemenitas, sauditas e paquistaneses.</description><content:encoded><![CDATA[<p></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/f0/7i/2l/f07i2lck8vsskhady5tfitsbp.jpg"><figcaption>Houthis ameaçam arrastar o Iêmen para uma guerra mais ampla entre EUA, Israel e Irã<span class="copyright">Jennifer Holleis </span></figcaption></figure><p></p><p>Os confrontos entre a milícia houthi e o governo do Iêmen, reconhecido internacionalmente, se intensificaram ainda mais nesta semana, à medida que o grupo apoiado pelo Irã conquistou território e trocou ataques com mísseis e drones com a Arábia Saudita.</p><p>Na quinta-feira, os houthis tomaram a cidade portuária de Mokha e, até sexta-feira (11/09), já haviam assumido o controle da cidade de Dhubab e da ilha de Perim, segundo informaram fontes do governo iemenita à agência de notícias Reuters. Mokha, Dhubab e Perim estavam sob o controle de forças alinhadas às autoridades iemenitas. Todos os três territórios estão estrategicamente localizados perto do Estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden.</p><p>Com o bloqueio do vizinho Estreito de Ormuz pelo Irã, Bab el-Mandeb tornou-se cada vez mais importante como rota alternativa para as exportações de petróleo da Arábia Saudita. Como os houthis são aliados do regime iraniano, o controle e os possíveis ataques à navegação pelo Estreito de Bab el-Mandeb conferem à república islâmica uma vantagem adicional no conflito com os Estados Unidos e Israel.</p><p>As Forças de Resistência Nacional, alinhadas ao governo do Iêmen, anunciaram também na quinta-feira que as tropas estavam se reorganizando e consolidando as defesas em Mokha, em coordenação com outras forças anti-houthis.</p><p>O conflito também se espalhou para a Arábia Saudita, um aliado próximo dos EUA e rival regional do Irã. Nesta semana, os houthis lançaram dezenas de mísseis balísticos e drones contra quatro cidades na Arábia Saudita. Os houthis afirmaram que a monarquia saudita respondeu com dezenas de ataques aéreos em quatro províncias iemenitas.</p><p>"Na verdade, trata-se de uma guerra em grande escala", diz Farea Al-Muslimi, pesquisador especializado no Iêmen do think tank Chatham House, com sede em Londres, à DW. "[O conflito] ainda não recebeu esse nome [de "guerra"], mas estamos caminhando nessa direção a todo vapor", acrescenta Al-Muslimi.</p><h3>A força dos houthis</h3><p>A mais recente escalada, que teve início em julho, pôs fim a um período de relativa calma após anos de guerra. Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio para apoiar o governo do Iêmen em 2015, após a insurgência houthi de 2014. A guerra entre a milícia – que os Estados Unidos voltaram a classificar como organização terrorista estrangeira em março de 2025 – e o governo apoiado pela Arábia Saudita terminou em 2022 com um acordo de trégua mediado pela ONU. No entanto, o país permanece de fato dividido.</p><p>Os houthis controlam a capital do Iêmen, Sanaa, e a maior parte do norte do país, bem como partes do centro, e agora também grande parte do litoral ocidental, incluindo Mokha, Dhubab e Perim. O governo reconhecido internacionalmente, representado pelo Conselho de Liderança Presidencial, está sediado em Aden. Muitos altos funcionários atuam a partir da Arábia Saudita. Forças alinhadas ao governo controlam partes do sul e do leste, enquanto grupos tribais mantêm influência significativa em partes do leste.</p><p>O cenário político ficou ainda mais fragmentado em dezembro, quando separatistas apoiados pelo Conselho de Transição do Sul (STC), por sua vez apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, tomaram o controle de áreas no sul e no leste. O conflito entre a Arábia Saudita, que busca manter o Iêmen unido, e os separatistas apoiados pelos Emirados Árabes culminou no rompimento do pacto de defesa conjunta do Iêmen com os Emirados e na retirada das forças emiradenses do país. O STC foi dissolvido em janeiro.</p><p>Elham Manea, especialista em estudos do Oriente Médio e do Golfo do Instituto de Ciência Política da Universidade de Zurique, explica à DW que a situação atual é muito diferente daquela de 2015. "O movimento houthi está muito mais forte, tanto militar quanto institucionalmente, enquanto o campo que se opõe a ele, ou seja, o governo reconhecido internacionalmente, continua mais fragmentado", ", aponta Manea.</p><h3>O papel do Paquistão</h3><p>Manea afirma que a Arábia Saudita mudou a abordagem. Em 2015, Riad entrou na guerra em apoio ao governo deposto do Iêmen. "Agora, está fornecendo maior apoio militar, técnico e logístico ao governo reconhecido internacionalmente e às forças aliadas a ele", diz a especialista.</p><p>A questão central é se a Arábia Saudita está se preparando para uma guerra com o objetivo de derrotar o grupo houthi ou se busca alterar o equilíbrio militar, restaurar a dissuasão e, eventualmente, negociar a partir de uma posição mais forte.</p><p>"No momento, considero o segundo cenário mais provável", diz a pesquisadora da Universidade de Zurique. Al-Muslimi compartilha de uma opinião semelhante. "Os sauditas gostariam de evitar a guerra a qualquer custo", diz ele.</p><p>O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado recentemente pela Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, ainda não foi acionado. A Reuters informou na quinta-feira que autoridades paquistanesas afirmaram que, no momento, não estava sendo discutida nenhuma resposta militar no âmbito do acordo, mas que o governo agiria quando chegasse a hora.</p><p>Alice Gower, diretora de geopolítica e segurança da consultoria política Azure Strategy, com sede em Londres, diz à DW que duvida que o Paquistão venha a se envolver diretamente no conflito. "Mas a escalada no Iêmen colocará cada vez mais à prova sua capacidade de se manter à margem", acredita ela. "Islamabad não quer entrar em conflito com o vizinho Irã e tentará preservar seu papel de mediador, ao mesmo tempo em que cumpre seus crescentes compromissos de segurança com a Arábia Saudita por meio de inteligência, assessoria e outras formas de apoio militar que não envolvam participação direta."</p><h3>Número de vítimas cresce</h3><p>Hans Grundberg, enviado da ONU ao Iêmen, afirmou que o país está enfrentando a "dura realidade" de um retorno à guerra.</p><p>O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) estimou que 377 mil pessoas morreram em consequência do conflito no Iêmen entre 2014 e o final de 2021. Dessas, aproximadamente 154 mil mortes foram causadas diretamente por combates e violência.</p><p>O conflito atual já causou a morte de cerca de 200 pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A Organização Internacional para as Migrações (OIM) também alertou que cerca de 18,5 mil pessoas foram deslocadas. "As famílias estão chegando sem nada: sem abrigo, sem comida, sem saber se é seguro voltar", contou Abdusattor Esoev, chefe da missão da OIM no Iêmen, em comunicado. "Muitas dessas pessoas já foram deslocadas uma, duas ou até quatro vezes antes. Cada vez que os combates se intensificam, elas perdem o pouco que conseguiram reconstruir", alertou ele.</p><p>Essa opinião é compartilhada por Niku Jafarnia, pesquisadora especializada no Iêmen da Human Rights Watch. "Quando se tem um país em que quase dois terços da população precisam de ajuda, qualquer aumento na precariedade e no deslocamento terá um custo real para a população civil", indica ela.</p><p>"Milhares de civis foram mortos nos combates entre a coalizão liderada pela Arábia Saudita e os houthis entre 2014 e 2022, e as partes em conflito demonstraram repetidamente um desprezo extremo pela vida civil", diz ela. "A retomada dos combates ameaça agora repetir os eventos devastadores que causaram vítimas civis nos primeiros anos da guerra", acrescenta Jafarnia.</p><p></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-11/houthis-avancam-no-iemen-e-ampliam-conflito-com-sauditas.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Jennifer Holleis </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>NOTiCIAS</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa460541000d76f6428abb4</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 20:11:01 +0000</pubDate><title>Fachin desenha para Mendonça: acesso total é acesso total</title><description>Relator do caso Banco Master no Supremo até agora não deu justificativa razoável para manter sigilo bem no caso que pega Flávio Bolsonaro (PL)</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/b0/rq/uj/b0rqujaqcxplj1yrygvhgtpvj.jpg"><figcaption>O presidente do STF, Edson Fachin<span class="copyright">Nelson Jr./SCO/STF </span></figcaption></figure><p>De vazamento em vazamento, o risco de combustão do motor do STF era tanto que o presidente da Corte, Edson Fachin, decidiu mandar parar o carro e drenar tudo o que tinha dentro para evitar novas contaminações do debate eleitoral.</p><p>Na noite de quinta-feira (10), a ordem era para que André Mendonça levantasse o sigilo das investigações do caso Master. Mendonça liberou, mas manteve preservado um inquérito relativo ao financiamento do filme “Dark Horse”, um desdobramento da peça principal.</p><p>Soube-se, assim, que Flávio Bolsonaro (PL) era investigado desde julho. Era ele quem fazia a interlocução entre a produção da cinebiografia do pai e o financiador, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a quem chamava de "irmão".</p><p>Tudo na história é estranho: desde encontros secretos até a forma com que o banqueiro enviou a grana, passando pelo volume de recursos. O dinheiro, até onde se sabe, passou por contas de fundos ligados à família Bolsonaro nos Estados Unidos. E a suspeita é que não alimentaram só o filme,.</p><p>Não se sabe em que momento os recursos pingaram na conta da produtora Go Up, neófita em trabalhos do tipo. </p><p>Alvo de uma operação da PF na véspera, Karina Gama, a dona da produtora, é o lado mais frágil da história, conforme alertaram aliados durante a ação, esta comandada por Flávio Dino, para investigar se emendas parlamentares também bancaram a produção via Mário Frias (PL-SP).</p><p>Fachin sabe que recebeu um material pela metade de Mendonça, que até agora não deu uma razão plausível para explicar por que segue sob sigilo bem o inquérito que alcança o filho do seu ex-chefe e responsável por sua indicação à Corte.</p><p>Na dúvida Fachin desenhou o recado: todos os inquéritos significa todos. Queda total. Em 24h. </p><p>Será um longo fim de semana.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2026-09-11/fachin-desenha-para-mendonca--acesso-total-e-acesso-total.html</link><dc:creator>Matheus Pichonelli</dc:creator><media:credit>Nelson Jr./SCO/STF </media:credit><author>Matheus Pichonelli</author><keywords>Caso Master, Edson Fachin, André Mendonça</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea6ff6af4cc0e9f760003c4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa45c909432d7cc539682c6</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:58:28 +0000</pubDate><title>“Buda vivo” da China doa R$ 45 milhões e não deixará herança</title><description>Aos 98 anos, empresário leva uma vida simples e afirma que continuará doando seu patrimônio à caridade mesmo após sua morte</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5q/nb/b8/5qnbb85no62ymftivz2bpmtui.jpg"><figcaption>Wang Chunwen<span class="copyright">Reprodução/CNCA </span></figcaption></figure><p>O empresário chinês <strong>Wang Chunwen</strong>, de 98 anos, foi homenageado no início de setembro com o <strong>Prêmio de Caridade da China</strong> após doar quase R$ 45 milhões para ações sociais desde 2001. Morador do condado de Ninghai, na província de Zhejiang, ele destinou o dinheiro à construção de pontes, estradas, além de ajudar pessoas em dificuldades.</p><p>A quantia fez com que seu nome ganhasse destaque nas redes sociais da <a href="https://carros.ig.com.br/veiculos-eletricos/2026-09-09/chevrolet-importar-china-proximo-seda-barato.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">China</a>. Entre os comentários, pessoas o chamam de “<strong>Buda vivo</strong>”.</p><p>A relação do empresário com a <strong>caridade</strong> começou muito antes de ele acumular dinheiro com os negócios. A história teve origem ainda na infância, quando Wang precisou começar a trabalhar e passou a conviver de perto com pessoas que enfrentavam dificuldades.</p><p>Wang perdeu o pai aos 13 anos e precisou abandonar os estudos para trabalhar como aprendiz. Na época, viu pessoas que não tinham dinheiro sequer para comprar comida ou roupas. A experiência fez com que ele prometesse a si mesmo que, caso um dia tivesse dinheiro, ajudaria quem precisasse.</p><p>A mãe de Wang ensinava ao filho que, quando tivesse dinheiro, deveria usá-lo para fazer o bem. Mesmo sem dinheiro, dizia que ele deveria continuar sendo uma boa pessoa.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2q/1u/xt/2q1uxt75iky35kadq9hvr3imw.jpg"><figcaption>Foto de quando Wang Chunwen quando ele era aprendiz<span class="copyright">Reprodução/CNCA </span></figcaption></figure><ul><li><strong>CONFIRA</strong>: <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-05-21/venda-irregular-termina-em-apreensao-de-215-kg-de-peixes-e-doacao.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Venda irregular termina em apreensão de 215 kg de peixes e doação</a></li></ul><h2>Acidente mudou sua trajetória</h2><p>Na década de 1980, durante uma visita a um cliente, um cachorro avançou contra Wang. Ao tentar recuar, o empresário não percebeu que havia um poço atrás e caiu dentro dele.</p><p>Preso na água, teve dificuldade para sair e começou a perder as forças. Uma pessoa que passava pelo local ouviu seus pedidos de socorro e conseguiu resgatá-lo. Depois do acidente, Wang decidiu que dedicaria sua vida às boas ações. A partir de então, começou a financiar projetos em sua região.</p><h2>Sem herança para os filhos</h2><p>Apesar de ter acumulado patrimônio com a empresa, Wang nunca comprou um carro ou uma casa de luxo e vive em um imóvel modesto. Uma de suas roupas foi comprada por volta de 1990 e ainda é usada, 36 anos depois. A cama de madeira onde dorme tem entre 70 e 80 anos.</p><p>Wang também usa sapatos de tecido que foram consertados várias vezes por sua esposa, Chen Jijin. Ela morreu em 2021, depois de 72 anos ao lado do marido, e também participava das ações de ajuda a pessoas necessitadas.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3s/4l/ub/3s4lub9f37g11ec0p8jl5ckzj.jpg"><figcaption>Wang Chunwen e sua esposa<span class="copyright">Reprodução/CNCA </span></figcaption></figure><p>Mesmo depois de construir um patrimônio milionário, Wang decidiu que suas economias não serão deixadas como herança para os filhos. Para ele, os dois devem construir a própria vida com o dinheiro que conseguirem ganhar.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2026-09-11/buda-vivo-da-china-doa-r--45-milhoes-e-nao-deixara-heranca.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>Reprodução/CNCA </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>filantropia, China, caridade, ação social, Wang Chunwen, buda vivo</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea6fe92b22976a362000605</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa4586c1000d76f6428abaf</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:54:48 +0000</pubDate><title>Andrei
nega monitoramento de Mendonça e defende relatórios da PF</title><description>Diretor-geral da Polícia Federal afirma que documentação era parte de análise regular da inteligência e que foi enviada ao STF por ordem de Moraes</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cz/zv/mq/czzvmqfa9zvqstfoctul90mz6.jpg"><figcaption>Ministro do STF André Mendonça e e diretor-geral da PF Andrei Rodrigues<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>O diretor-geral da Polícia Federal, <strong>Andrei Rodrigues</strong>, negou qualquer monitoramento ilegal de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/pedido-fachin-mendonca-retira-sigilo-caso-master.html" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong>André Mendonça</strong></a>, ministro do <strong>Supremo Tribunal Federal</strong> (<strong>STF</strong>). A afirmação foi parte de manifestação enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, nesta sexta (11).  Conforme informações da CNN, o diretor da PF afirmou que as documentações questionadas eram parte de análises regulares do núcleo de inteligência da corporação e que o material chegou ao STF após pedido do ministro Alexandre de Moraes.  A manifestação foi dada após <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-09/fachin-suspende-decisao-de-mendonca-que-afastou-andrei-rodrigues-da-pf.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Fachin dar 48 horas para Andrei prestar esclarecimentos</a> antes da decisão sobre a permanência no comando da PF. Isso porque nesta quarta (09), o presidente do STF suspendeu decisão de Moraes que afastou Andrei do cargo.   O diretor de inteligência policial, Leandro Alamada, também havia sido afastado. Na manifestação, Andrei afirma que os documentos da PF não têm relação com quaisquer medidas invasivas, clandestinas ou vigilância.  Ainda, Andrei defende que relatórios de inteligência não são uma investigação criminal. Segundo a manifestação, esse tipo de documento não busca estabelecer autoria, materialidade de crimes, nem representam acusação contra ninguém.  Por fim, destaca que normas da PF permitem análise de cenários de risco e formulação de hipóteses dentro de relatórios de inteligência. </p><h2>Inquérito das Fake News</h2><p>A manifestação também afirma que as documentações foram enviadas ao STF estritamente mediante ordem judicial por causa do <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-10/o-que-e-o-inquerito-das-fake-news.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">inquérito das Fake News</a>, de forma que o encaminhamento não foi feito espontaneamente.</p><p>A defesa conclui que não há motivos para medidas cautelares serem adotadas contra Andrei, que apenas cumpria com deveres da função e ordens da Justiça.</p><p>Sobre o pedido de afastamento, a manifestação aponta que o partido Novo não poderia ter servido como base para medidas como essa.</p><p>Isso porque, ainda que qualquer pessoa possa comunicar autoridades sobre possíveis infrações, medidas cautelares dependem de solicitação do Ministério Público, fato que não aconteceu. </p><h2>Crise inédita</h2><p>No início da semana, André Mendonça determinou a destituição do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, medida que foi revertida na sequência pelo colega Flávio Dino, do STF.</p><p>Anteriormente, Fachin solicitou a Mendonça o fim do sigilo de todo o caso Master, o que foi atendido apenas parcialmente pelo relator do processo no STF, mas deverá ser integralmente atendido nas próximas 24h.</p><p>Mendonça e Moraes protagonizam um embate sem precedentes dentro do STF em relação ao caso do Master, com acusações de um ao outro, por meio de autos, por envolvimento indevido com o banqueiro Vorcaro.</p><p>Na semana passada, Mendonça divulgou um relatório da PF que reúne inúmeras mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a Moraes. Na conversa, Vorcaro pede ao ministro do STF informações sobre as investigações policiais contra ele e solicita orientação sobre se deveria sair do Brasil, poucos dias antes de ser detido.</p><p>Contudo, Mendonça admitiu que teve encontro com o banqueiro em março de 2025. Ainda, disse que também atendeu o advogado do empresário, preso por fraudes financeiras bilionárias. </p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/andrei-rodrigues-diretor-pf-nega-monitoramento-ilegal-de-mendonca-stf-pf-crise-master.html</link><dc:creator>Thiago Sória</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Thiago Sória</author><keywords>Afastado durante crise, Andrei Rodrigues, PF, Polícia Federal, Crise no STF, STF, Mendonça, Moraes, Master, Caso Master, Banco Master, Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afastamento de Andrei Rodrigues, monitoramento de André Mendonça, investigação da Polícia Federal, Inquérito das Fake News, Andrei Rodrigues nega monitoramento ilegal de André Mendonça, Andrei Rodrigues presta esclarecimentos ao STF, diretor da PF nega monitoramento ilegal</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa457da1000d76f6428abac</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:48:40 +0000</pubDate><title>SP: fim de semana na capital terá chuva forte e rajadas de vento</title><description>No decorrer do sábado (12), os volumes de chuva devem aumentar significativamente por causa do sistema frontal que vai atuar no litoral</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bp/a6/lt/bpa6ltu8mwigw7xsalld5pbwg.jpg"><figcaption>Chuva atípica para a época do ano caiu em São Paulo na terça (03)<span class="copyright">Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>A chegada de uma <strong>frente</strong> <strong>fria</strong> ao litoral <strong>paulista</strong> neste final de semana vai provocar <strong>chuvas</strong> fortes generalizadas, acompanhadas de intensas rajadas de vento, na cidade de São Paulo.</p><p>Os modelos de previsão do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da capital (CGE) indicam que a ventania pode superar os 60 quilômetros por hora (km/h), e instabilidades devem persistir até o início da próxima semana, com leve declínio das temperaturas.</p><p>No decorrer do sábado (12), os volumes de chuva devem aumentar significativamente por causa do sistema frontal que vai atuar no litoral paulista, em conjunto com as áreas de instabilidade que chegam do interior do estado.</p><p>As chuvas abrangentes tendem a variar de intensidade moderada a forte, acompanhadas por rajadas de vento.</p><p>Com o tempo chuvoso e instável, as temperaturas não sobem muito. A madrugada terá termômetros por volta dos 15°C, e a máxima não ultrapassará os 21°C, enquanto os índices mínimos de umidade do ar ficam perto de 75%.</p><p>No domingo (13), as condições do tempo seguem semelhantes. A madrugada deve registrar chuva moderada com médias de 14°C nos termômetros.</p><p>A chuva generalizada persiste ao longo do dia com intensidade de moderada a forte, elevando o risco de altos volumes de precipitação.</p><p>A temperatura máxima não supera os 16°C. Os índices de umidade do ar permanecem elevados e acima dos 80%.</p><p>*Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/sp--fim-de-semana-na-capital-tera-chuva-forte-e-rajadas-de-vento.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Agência Brasil </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Meio Ambiente, Sao Paulo, Previsao do Tempo, meteorologia, Chuvas</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa4593a9432d7cc539682c3</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:46:13 +0000</pubDate><title>Inmet alerta para ciclone extratropical na Região Sul esta noite</title><description>Há risco de tempo severo, com possibilidade de fortes correntes de ar descendentes no interior das nuvens de tempestade</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/43/th/ha/43thhajvhwv2twu68vlt686e0.jpg"><figcaption>Frente fria associada a ciclone traz tempestades<span class="copyright">Reprodução: METSul </span></figcaption></figure><p>O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou um <strong>alerta</strong> <strong>vermelho</strong> para a possibilidade de formação de um <strong>ciclone</strong> <strong>extratropical</strong> na costa da Região Sul do Brasil na noite desta sexta-feira (11).</p><p>Há risco de tempo severo, com possibilidade de fortes correntes de ar descendentes no interior das nuvens de tempestade. O Inmet aponta ainda para uma intensificação de instabilidades no Sul e em partes do Centro-Oeste e do Sudeste</p><p>Segundo o Inmet, o sistema deve se deslocar rapidamente em direção ao oceano ao longo do sábado (12), quando atingirá sua intensidade máxima.</p><p>A formação do ciclone deve contribuir para a ocorrência de granizo entre o noroeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.</p><p>Também há possibilidade de ocorrência de tornados, sobretudo entre o centro-sul e o oeste do Paraná e de Santa Catarina e no noroeste do Rio Grande do Sul. Para essas áreas, há aviso vermelho de grande perigo para tempestade.</p><p>Nas capitais, a temperatura mínima será de 13 °C em Curitiba, e a máxima chega a 22 °C em Porto Alegre.</p><p>No sábado (12), a previsão mostra que o tempo deve continuar instável no noroeste, norte e nordeste do Paraná, onde ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas.</p><p>Nas demais áreas da Região Sul, o céu fica com muitas nuvens. Ocorrem pancadas de chuva no sudeste do Rio Grande do Sul e no oeste, centro e leste do Paraná.</p><p>Há ainda possibilidade de chuva isolada no sudoeste e sul do Paraná.</p><p>No Sudeste, o Inmet prevê que o tempo deve ser chuvoso, com aumento da instabilidade à noite.</p><p>No sábado, o tempo segue instável. No sudoeste e Centro-sul de São Paulo, ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas.</p><p>Nas demais áreas do estado, ocorrem chuvas isoladas ao longo do dia.</p><p>Pancadas de chuva também ocorrem no centro-sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. No Espírito Santo, há possibilidade de chuvas isoladas.</p><p>No norte e noroeste de Minas Gerais, o céu fica com poucas nuvens.</p><p>Para sábado, segue vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades em São Paulo, no centro-sul de Minas Gerais e para grande parte do Rio de Janeiro.</p><p>A temperatura entra em elevação. Nas capitais, a temperatura mínima será de 16 °C em São Paulo, e a máxima chega a 34 °C em Belo Horizonte.</p><p>Na Região Norte, a previsão é de ocorrência de muitas nuvens, com pancadas de chuva no Amazonas.</p><p>Também há possibilidade de chuva isolada no oeste do Pará, no litoral do Amapá, no oeste e sul de Roraima e em Rondônia.</p><p>A instabilidade deve atingir o Acre e Rondônia no sábado.</p><p>Nas demais áreas, predominam muitas nuvens, mas sem previsão de chuva.</p><p>Nas capitais, a temperatura mínima será de 22 °C em Rio Branco, e a máxima chega a 37 °C em Manaus e Porto Velho.</p><p>No Nordeste, a previsão para o sábado também é de muitas nuvens no céu ao longo da faixa litorânea, com possibilidade de pancadas de chuva isoladas.</p><p>A nebulosidade avança um pouco para o interior, atingindo o centro e leste do Ceará, o sudoeste do Rio Grande do Norte e o centro-oeste da Paraíba, onde o céu fica com muitas nuvens.</p><p>Nas demais áreas, o sábado terá céu com poucas nuvens e calor intenso.</p><p>Nas capitais, a temperatura mínima será de 22 °C em Salvador e Maceió, e a máxima chega a 39 °C em Teresina.</p><p>Para o Centro-Oeste, a previsão é de continuidade da instabilidade.</p><p>No noroeste, oeste e sudoeste de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, o céu fica com muitas nuvens e ocorrem pancadas de chuva.</p><p>Em Mato Grosso do Sul, a instabilidade é maior, com ocorrência de pancadas de chuva e trovoadas isoladas no centro-sul do estado, incluindo a capital, Campo Grande.</p><p>O sábado será ensolarado, com poucas nuvens, no Distrito Federal, no centro-norte de Goiás e no leste e nordeste de Mato Grosso.</p><p>As temperaturas entram em elevação na região.</p><p>Nas capitais, a temperatura mínima será de 19 °C em Goiânia, e a máxima chega a 32 °C em Brasília e 37 °C em Cuiabá.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/inmet-alerta-para-ciclone-extratropical-na-regiao-sul-esta-noite.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução: METSul </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Meio Ambiente, Inmet, ciclone extratropical, Regiao Sul, ventos, chuvas</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa4561c1000d76f6428aba5</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:36:44 +0000</pubDate><title>Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90%</title><description>A projeção aponta, ainda, que há a probabilidade de 75% de o El Niño ser o mais forte registrado desde 1950</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/11/eo/r2/11eor2lllgf7yszzko6c0odqc.jpg"><figcaption>Mapas climáticos revelam rapidez do aquecimento das águas do Pacífico<span class="copyright">Reprodução/Metsul </span></figcaption></figure><p>A probabilidade de que o fenômeno <strong>El Niño</strong> durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul seja muito forte passou de 90%. É o que aponta a nova <strong>projeção</strong> do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/<strong>NOAA</strong>) divulgada na quinta-feira (10).</p><p>A projeção aponta, ainda, que há a probabilidade de 75% de o El Niño ser o mais forte registrado desde 1950.</p><p>O monitoramento do NOAA traz uma sequência de medições, que apontaram o final do La Niña em abril e a possibilidade do El Niño entre maio e julho, chegando a 61%.</p><p>Em maio, as condições observadas mostravam que a probabilidade do El Niño havia subido para 82%.</p><p>Em junho, o El Niño já era a condição observada, ainda em estágio inicial de desenvolvimento. As projeções já indicavam um rápido fortalecimento do fenômeno em direção ao final de 2026 e ao verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.</p><p>Em agosto, o El Niño se intensificou ainda mais, com as anomalias da temperatura da superfície do mar excedendo 3 °C no Pacífico Equatorial Leste.</p><p>Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nas regiões Norte e Nordeste o fenômeno ocasiona chuvas abaixo da média e pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água.</p><p>Nas áreas mais ao sul do país, o El Niño gera chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura.</p><p>Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/probabilidade-do-el-nio-ser-muito-forte-passa-de-90-.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução/Metsul </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Meio Ambiente, El Nio, NOAA, clima</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa43eb01000d76f6428ab85</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:30:32 +0000</pubDate><title>Homem confessa assassinato de mulher
desaparecida há 28 anos</title><description>Trevor Dunkley, 66 anos, confessou crime para polícia e disse ter matado a vítima na cama; corpo foi levado ao porão e depois descartado</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/73/kt/rg/73ktrg8p4640h2ax9x8is3qtw.jpg"><figcaption>Trevor Dunkley, 66 anos, confessou ter matado Patricia Lashley, que era tida como desaparecida há 28 anos<span class="copyright">Foto: Divulgação/Polícia de West Midlands </span></figcaption></figure><p>Um homem de 66 anos admitiu ter cometido o <strong>assassinato</strong> de uma mã<strong>e de sete filhos</strong> <strong>desaparecida</strong> há 28 anos em Dudley, <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-11/por-que-a-tapecaria-de-bayeux-causa-tanto-furor-no-reino-unido-.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Inglaterra</a>. <strong>Trevor Dunkley</strong> também confessou ter impedido que um enterro legal acontecesse com o corpo da vítima.</p><p>Por nota, a polícia de West Midlands esclarece que <strong>Patricia Lashley</strong> desapareceu em setembro de <strong>1998</strong>. Trevor Dunkley não era alvo das suspeitas e confessou o crime para um policial que o visitou durante investigações.</p><p>Após a confissão, Trevor foi preso e interrogado. Aos policiais, falou sobre o relacionamento com Patricia nos meses que antecederam a morte. Ela foi morta na casa onde moravam juntos. </p><p>No dia do assassinato, Trevor afirma que voltou para casa depois de trabalhar à noite e atacou Patricia enquanto ela estava na cama. Ele relata ter perdido o próprio controle em um episódio de fúria.</p><p>O <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-09/adolescente-deixa-carta-e-foge-com--namorado--do-discord.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">desaparecimento </a>foi reportado pela irmã somente em junho de 1999. Nesta sexta (11), Trevor compareceu ao Tribunal da Coroa de Wolverhampton, onde se declarou culpado de assassinato e de impedir um enterro legal e digno, conforme nota da polícia de West Midlands.</p><p>O homem alegou que decidiu confessar por acreditar que a polícia estava chegando nele. Trevor tinha 38 anos na época do crime. Patricia morava com ele junto de um de seus filhos, ainda bebê.</p><h2>O que aconteceu depois do assassinato?</h2><p>Dunkley contou aos investigadores que levou o filho de Patricia para assistência social e disse que a mulher havia deixado a residência e abandonado o bebê. Segundo o relato, o homem voltou para casa depois de deixar a criança e dormiu no sofá.</p><p>No relato, também conta que o corpo de Patricia permaneceu na cama desde então. Quando retornou para casa e viu, teve certeza de que tinha matado a companheira.</p><p>Trevor disse que cobriu o corpo dela com roupas de cama e levou para o porão da residência, onde permaneceu por um ano até ser descartado por partes no lixo doméstico, ao longo de semanas.</p><p>A polícia de West Midlands ressalta que o relato apresentado por Dunkley não pôde ser comprovado. Segundo a corporação, ele é a única pessoa viva que sabe o que realmente aconteceu no dia da morte de Patricia.</p><h2>Quase 30 anos de buscas</h2><p>Após a constatação do sumiço, em junho de 1999, a imprensa, a polícia e a família acompanharam o caso ao longo de três décadas, sem saber o paradeiro de Patricia. As novas informações eram compartilhadas sempre que possível ao público.</p><p>A principal hipótese era de que ela tivesse deixado tudo para trás e abandonado a vida que tinha. Isso porque Patricia era mãe de sete filhos e tinha ligações com vários locais, como Londres, Newcastle, País de Gales e Escócia.</p><p>Ainda segundo a polícia, ela também usava os nomes Jade, Vanessa e Tricia, além do sobrenome Bradford, e havia se mudado para Dudley em meados da década de 1990.</p><p>A delegada Michelle Cordell classificou o caso como especialmente doloroso por conta de todo período que percorreu até que a resposta aparecesse, sem descartar a possibilidade de que Patricia pudesse voltar. </p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-11/homem-confessa-assassinato-de-mae-de-7-filhos-desaparecida-a-28-anos.html</link><dc:creator>Thiago Sória</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação/Polícia de West Midlands </media:credit><author>Thiago Sória</author><keywords>Quase três décadas depois, Patricia Lashley, Trevor Dunkley, Patricia Lashley desaparecida, Patricia Lashley assassinato, mulher desaparecida há 28 anos, assassinato na Inglaterra, crime em Dudley, Inglaterra, desaparecimento na Inglaterra, crime não solucionado, assassinato de mulher, confissão de assassinato, corpo não encontrado, mãe de sete filhos assassinada</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aa450891000d76f6428aba1</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:03:37 +0000</pubDate><title>Contrabando de enguias movimenta bilhões e ameaça espécies</title><description>Traficantes lucram com o comércio ilegal de milhões de enguias criticamente ameaçadas de extinção</description><content:encoded><![CDATA[<p></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8g/s9/zt/8gs9ztf1vnu04q0s9rs21dn4q.jpg"><figcaption>Unai Eizaguirre, pescador de enguias há 30 anos, prepara o equipamento com um colega no País Basco<span class="copyright">Jan-Philipp Scholz, Nicole Ris </span></figcaption></figure><p></p><p>Em Plentzia, uma pequena cidade espanhola à beira-mar perto da movimentada Bilbao, a pesca de enguias faz parte da vida cotidiana há muito tempo. Agora, pescadores de todo o País Basco espanhol não podem mais capturar a espécie. É que a valiosa iguaria está no centro do que as autoridades descrevem como um dos esquemas de tráfico de animais mais lucrativos do mundo.</p><p>A proibição regional tem o objetivo de proteger a enguia-europeia, uma espécie criticamente ameaçada de extinção cuja população caiu cerca de 95% desde os anos 1980. Mas pescadores locais argumentam que as regras punem quem as cumpre, enquanto redes criminosas lucram com um comércio bilionário de enguias capturadas ilegalmente.</p><p>"Então serão os pescadores bascos que vão extinguir a enguia enquanto os demais podem continuar pescando?", disse Unai Eizaguirre, que pesca enguias há 30 anos e agora encara a perspectiva de perda de renda. "É ridículo."</p><p>Ambientalistas apoiam a proibição como uma resposta emergencial diante de múltiplas ameaças, como poluição e mudança climática. Mas a bióloga marinha Estibaliz Diaz afirma que também são necessárias medidas de longo prazo, como a remoção de barragens hidrelétricas que bloqueiam rotas migratórias e matam enguias em suas turbinas.</p><p>"A situação é tão grave que precisamos agir em todas as frentes", disse Diaz, que trabalha no instituto de pesquisa marinha AZTI.</p><h3>Negócio tão lucrativo quanto tráfico de drogas</h3><p>Parte do que torna a enguia-europeia tão vulnerável é seu ciclo de vida extraordinário. Hoje, os pesquisadores sabem que as enguias adultas migram milhares de quilômetros dos rios europeus até o Mar dos Sargaços, no Atlântico Norte, o único local conhecido de reprodução da espécie. Elas se reproduzem e morrem, deixando suas larvas à deriva em direção à Europa. Quando chegam aos rios, transformam-se em pequenas e transparentes "enguias-de-vidro".</p><p>Hoje, o número de enguias-de-vidro que chegam ao Golfo de Biscaia e aos cursos d'água conectados representa apenas cerca de 12% do registrado antes dos anos 1980, segundo Diaz.</p><p>As jovens enguias-de-vidro que os ambientalistas tentam proteger são justamente as mais valiosas no comércio ilegal, alcançando preços de até 9 mil dólares (cerca de R$ 46 mil) por quilo.</p><p>"É possível comparar com o tráfico de drogas. Todos os anos, toneladas de enguias capturadas ilegalmente são apreendidas na Europa", disse Eizaguirre. "O grande negócio está em traficá-las para a Ásia", acrescentou, afirmando que os lucros elevados e as multas relativamente pequenas aplicadas a infrações menores cometidas por pescadores locais fazem o risco compensar. Quando organizações criminosas estão envolvidas, porém, as punições podem ser severas, com multas de até seis vezes o valor da carga ilegal de enguias.</p><p>A demanda em países como China, Coreia do Sul e Japão impulsiona os preços. Também contribui uma peculiaridade biológica: até agora, tem sido extremamente difícil conseguir que enguias se reproduzam em cativeiro. Por isso, que fazendas aquícolas, onde as enguias são criadas antes de serem vendidas a restaurantes de alto padrão, precisam de um fluxo constante de exemplares jovens capturados na natureza. Em alguns casos, as mesmas enguias traficadas retornam à Europa na forma de filés destinados ao mercado de sushi.</p><p>Ambientalistas esperavam que a pressão sobre a espécie fosse diminuir quando a União Europeia proibiu, em 2010, a exportação da espécie para fora do bloco. Em vez disso, grupos do crime organizado passaram a atuar cada vez mais no mercado, e o comércio ilegal passou a gerar lucros estimados em 3 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 15,4 bilhões) nos anos de pico.</p><p>"Nossa estimativa máxima sempre foi de 100 toneladas de enguias-de-vidro contrabandeadas por ano. Isso já representa cerca de 300 milhões de peixes", disse Florian Stein, chefe de políticas públicas e ciência da Associação Alemã de Pesca Esportiva. Mas informações obtidas por seus contatos dentro do comércio ilegal o levaram a concluir que se tratava de uma "estimativa muito conservadora".</p><p>Agências internacionais também vêm intensificando as ações de combate. A Operação Lake, da Europol, apreendeu 22 toneladas de enguias-de-vidro e levou à prisão de 26 suspeitos entre 2024 e 2025.</p><p>"Houve muita pressão das forças de segurança em toda a Europa", disse Sanchez Romero, da Interpol. "Por isso os grupos criminosos estão sempre procurando novas rotas."</p><h3>Enguias transportadas em malas por rotas complexas</h3><p>Stein, que escreveu sua tese de doutorado sobre o contrabando internacional de enguias e hoje assessora o governo alemão, afirmou que o tráfico aumentou desde 2020 e que as rotas ilegais se tornaram mais complexas.</p><p>"Há dez anos, o aeroporto de Madri ainda era um dos maiores pontos de contrabando", afirmou. Isso se devia à proximidade com áreas de pesca no norte da Espanha e em Portugal.</p><p>O aumento das inspeções realizadas pelas autoridades espanholas em voos para o leste asiático obrigou os traficantes a se adaptar. Especialistas dizem que uma nova rota que atravessa o norte da África, passando por Marrocos, Mauritânia e Senegal, vem ganhando importância.</p><p>A geografia é um dos fatores que explicam a atratividade desse trajeto. O estreito de Gibraltar tem apenas 14 quilômetros em seu ponto mais estreito e é uma movimentada passagem marítima. "Sabemos que muitas drogas também são transportadas por esse estreito", disse à DW o jornalista investigativo marroquino Yassir Al-Makhtoum.</p><p>A enguia-europeia também habita rios e estuários do Marrocos. Embora o país tenha proibido a exportação de enguias-de-vidro com menos de 12 centímetros, está desenvolvendo uma indústria legal de comércio doméstico da espécie. Especialistas temem que isso esteja servindo de fachada para animais traficados da Europa.</p><p>A partir do Marrocos, os contrabandistas enviam as enguias por diversas rotas até a Ásia. Os métodos nem sempre são sofisticados. As enguias-de-vidro podem ser transportadas em malas comuns em voos domésticos. Elas são colocadas em sacos com pouca água e material isolante para manter a temperatura estável. Nessas condições, conseguem sobreviver por até 48 horas. Uma vez na Ásia, as enguias seguem para as fazendas de criação.</p><h3>Uma corrida contra o tempo</h3><p>As enguias são um importante indicativo da saúde dos ecossistemas marinhos e fluviais, porque suas longas migrações por diferentes habitats as tornam vulneráveis a problemas que também podem afetar outras espécies. Elas também servem de alimento para garças, lontras e peixes maiores.</p><p>"Mas o impacto de seu desaparecimento é difícil de estimar", disse a bióloga marinha Diaz.</p><p>Pelas regras da União Europeia, os Estados-membros devem adotar medidas para permitir que 40% das enguias adultas retornem ao Mar dos Sargaços para se reproduzir. Diaz também quer garantir que pelo menos 40% das enguias-de-vidro consigam completar o caminho de volta a partir do Mar dos Sargaços.</p><p>Mas a enguia-europeia não é a única espécie ameaçada. Uma proposta para proteger todas as espécies de enguias de água doce contra o comércio ilegal e insustentável foi rejeitada na conferência da Cites de 2025. Para Stein, essa proteção é fundamental.</p><p>"A proposta precisa voltar à mesa na próxima conferência. Sinceramente, não vejo outra forma de controlar esse problema", disse Stein, acrescentando que é necessário ampliar o trabalho de articulação política e formação de coalizões em defesa de uma proibição.</p><p>"A enguia é mais do que apenas um peixe para nós", disse Unai Eizaguirre. "Ela faz parte da nossa identidade há séculos."</p><p></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-09-11/contrabando-de-enguias-movimenta-bilhoes-e-ameaca-especies.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Jan-Philipp Scholz, Nicole Ris </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>NOTiCIAS</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item></channel></rss>