<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><lastBuildDate>Sat, 03 Oct 2026 15:20:48 +0000</lastBuildDate><title>Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo</title><description>Notícias do Brasil e do Mundo; tudo sobre Educação, Cultura, Política e Ciência, com vídeos, fotos, entrevistas e infográficos exclusivos do iG.</description><link>https://ultimosegundo.ig.com.br</link><atom:link href="https://ultimosegundo.ig.com.br/rss/v1/feed" rel="self" type="application/rss+xml" /><item><guid isPermaLink="false">6ac1178ad5091e1467094146</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 15:04:09 +0000</pubDate><title>Lula encerra campanha do 1º turno com caminhada em São Paulo</title><description>Presidente participa de ato com aliados entre a região da Avenida Paulista e a Praça Roosevelt na véspera da votação das Eleições Gerais de 2026</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/10/p1/cm/10p1cmsslwirxgt93p9ax9mvl.jpg"><figcaption>Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva<span class="copyright">Ricardo Stuckert / PR </span></figcaption></figure><p>O <strong>presidente e <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-10-01/datafolha--lula-tem-42--e-flavio-bolsonaro--38--no-1-turno.html">candidato à reeleição</a>, Luiz Inácio Lula da Silva</strong> (<strong>PT</strong>), encerrou neste sábado (3), em São Paulo, os atos de rua da campanha para o <strong>primeiro turno das <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-01/eleicoes-2026--o-que-pode-e-o-que-nao-pode-no-dia-da-votacao.html">Eleições 2026</a></strong>. Lula participou de uma caminhada com apoiadores e aliados políticos pela região da Avenida Paulista, com percurso pela Rua Augusta em direção à Praça Roosevelt.</p><p>Participaram da mobilização o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). A presença dos aliados e o percurso até a Praça Roosevelt haviam sido anunciados previamente na agenda de campanha.</p><p>O ato ocorreu no <strong>último dia permitido pela legislação eleitoral</strong> para a realização de caminhadas, carreatas e passeatas antes do primeiro turno. De acordo com o calendário do <strong>Tribunal Superior Eleitoral</strong> (<strong>TSE</strong>), esse tipo de manifestação pode ocorrer <strong>até às 22h deste sábado</strong>.</p><h2>Ato foi autorizado pelo TRE-SP </h2><p>A realização da caminhada foi precedida por uma discussão entre a organização do evento e a Prefeitura de São Paulo sobre a utilização da Avenida Paulista.</p><p>Inicialmente, a administração municipal informou que eventos não poderiam ser realizados na avenida neste sábado e no domingo (4). O PT contestou a restrição e afirmou ter comunicado previamente o percurso aos órgãos públicos responsáveis.</p><p>Na sexta-feira (2), o <strong>Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo</strong> (<strong>TRE-SP</strong>) autorizou, por 5 votos a 1, a realização da caminhada. Segundo a decisão, o ato poderia ocorrer desde que não provocasse a obstrução do trânsito e fossem cumpridas as determinações da <strong>Polícia Militar</strong> e da <strong>Companhia de Engenharia de Tráfego</strong> (<strong>CET</strong>) para garantir a circulação de pessoas e veículos.</p><p>A relatora do caso, juíza Carla Bedotti, considerou que a determinação da Justiça Eleitoral utilizada na discussão sobre o evento tinha como objetivo garantir a fluidez das vias durante o período eleitoral, e não impedir a realização de manifestações político-eleitorais.</p><p>A organização havia informado previamente às autoridades que a concentração seria realizada na região da Avenida Paulista, próxima à Alameda Ministro Rocha Azevedo. Depois de passar por parte da avenida, a caminhada seguiria pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt.</p><h2>Primeiro turno será neste domingo </h2><p>O primeiro turno das <strong>Eleições 2026</strong> será realizado neste domingo (4). Segundo o TSE, 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar no país.</p><p>A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Além de presidente e vice-presidente da República, os eleitores escolherão governadores e vice-governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-03/lula-encerra-campanha-do-1-turno-com-caminhada-em-sao-paulo.html</link><dc:creator>Fernando Mancio</dc:creator><media:credit>Ricardo Stuckert / PR </media:credit><author>Fernando Mancio</author><keywords>Caminhada, Lula, reeleição, Eleições 2026, Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, TRESP, Tribunal Superior Eleitoral, TSE</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac10635d5091e1467094137</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 14:53:52 +0000</pubDate><title>Ataque israelense mata quatro pessoas em Gaza, dizem médicos</title><description>EUA mediaram cessar-fogo no território no ano passado, mas negociadores ainda não chegaram a acordo para desarmar o Hamas e retirar tropas israelenses</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cw/fn/wk/cwfnwkq4ndps5ryu93x4qghzi.jpg"><figcaption>O ataque foi feito na última sexta-feira<span class="copyright">Banco de Imagens/ Freepik </span></figcaption></figure><p>Um <strong>ataque aéreo</strong> <strong>israelense</strong> matou pelo menos <strong>quatro palestinos</strong> em um <strong>prédio</strong> de apartamentos em <strong>Gaza</strong> na madrugada de sábado (horário local), informaram autoridades de saúde do território. Não houve comentário imediato por parte das Forças Armadas israelenses.</p><p>Os EUA mediaram cessar-fogo no território no ano passado, mas os negociadores ainda não chegaram a um acordo sobre os termos, para desarmar o Hamas e retirar as tropas israelenses.</p><p>Israel, que afirma que o Hamas vem se rearmando e violando o cessar-fogo de outubro, intensificou os ataques contra o grupo nas últimas semanas.</p><p>O Hamas negou estar tentando atacar ou reconstruir seu arsenal e acusa Israel de minar o acordo de paz de Gaza.</p><p>Autoridades de saúde de Gaza afirmaram que pelo menos 1,4 mil palestinos foram mortos por disparos israelenses desde o cessar-fogo de outubro passado. Israel afirma que quatro de seus soldados foram mortos por militantes em Gaza no mesmo período.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-03/ataque-israelense-mata-quatro-pessoas-em-gaza--dizem-medicos.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Banco de Imagens/ Freepik </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Internacional, Faixa de Gaza, Conflito no Oriente Medio, EUA, Israel</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac10958d5091e146709413b</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 14:49:17 +0000</pubDate><title>Mulheres com medidas protetivas terão prioridade para votar no RN</title><description>Medida busca resguardar isonomia e integridade física das eleitoras e assegurar condições ao exercício seguro do direito a escolher seus governantes</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/c8/9l/eb/c89lebh7xr1yzex3admdaom3k.jpg"><figcaption>Mulheres com medidas protetivas terão prioridade para votar no RN<span class="copyright">Reprodução/Pixabay - 23.02.2022 </span></figcaption></figure><p>No <strong>Rio Grande do Norte</strong>, <strong>mulheres</strong> amparadas por <strong>medidas protetivas</strong> terão <strong>atendimento prioritário</strong> no <strong>primeiro turno</strong> das <strong>eleições</strong> no dia 4 de outubro.</p><p>A medida foi determinada pelo <strong>Tribunal Regional Eleitoral</strong> e vale para todo o estado.</p><p>A iniciativa estende os efeitos de uma decisão anterior, que havia assegurado prioridade às mulheres assistidas pela <strong>Patrulha Maria da Penha</strong> da <strong>Guarda Municipal</strong> do <strong>Natal</strong>.</p><p>Com a ampliação, todas as eleitoras do estado em situação de vulnerabilidade, protegidas por medidas protetivas, terão direito ao atendimento prioritário no domingo. A medida também considera a necessidade de organização logística dos deslocamentos e da proteção das mulheres assistidas pelos órgãos de segurança.</p><p>De acordo com o TRE potiguar, a prioridade será para toda eleitora, independentemente do domicílio eleitoral e mesmo que ela esteja ou não acompanhada por forças de segurança no momento da votação.</p><p>Segundo o documento, o respaldo jurídico busca resguardar a isonomia e a integridade física das eleitoras, além de assegurar condições para o exercício seguro do direito fundamental ao voto.</p><p>Dados da Polícia Civil estadual revelam que mais de 5 mil mulheres solicitaram medidas protetivas por causa de violência doméstica no período de janeiro a início de agosto deste ano.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-03/mulheres-com-medidas-protetivas-terao-prioridade-para-votar-no-rn.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução/Pixabay - 23.02.2022 </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Justica, eleicoes 2026, mulheres, Medidas Protetivas, Rio Grande do Norte</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac10f14d5091e1467094143</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 14:27:30 +0000</pubDate><title>O que se sabe sobre a mulher que sobreviveu à pena de morte</title><description>Christa Pike recebeu duas doses de pentobarbital durante o procedimento letal, mas permaneceu viva, porém internada em estado grave nos EUA</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1t/wa/mo/1twamohal8mw0sg9yg0rmu3av.jpg"><figcaption>Christa Pike seria a primeira executada em 200 anos, mas sobreviveu<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>Nesta semana repercutiu mundialmente o caso de <strong>Christa Pike</strong>, que sobreviveu a uma tentativa de execução por <strong>injeção letal</strong> no <strong>Tennessee</strong>, nos Estados Unidos, após ser condenada a<strong> pena de morte.</strong> Mesmo com a aplicação de duas doses, o procedimento foi ineficaz e, até o momento, o futuro da mulher de 50 anos, que está internada em estado grave, é incerto. </p><p>O que se sabe do caso até aqui é que todas as duas doses previstas no protocolo de <strong>execução</strong> <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2026-10-01/mulher-sobrevive-duas-doses-de-injecao-letal.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">foram aplicadas na última quarta-feira (30),</a> mas <strong>Christa Pike</strong> continuou apresentando sinais vitais. Cerca de uma hora após o início da execução, ela foi levada para um hospital. Segundo os advogados da vítima, ela chegou a unidade de saúde inconsciente e com lesões nos braços provocadas pela aplicação das substâncias.</p><p>Segundo a ABC, a defesa protocolou uma acusação de que o <strong>pentobarbital</strong>, substância da <strong>injeção</strong>, pode ter sido aplicada fora da corrente sanguínea por problemas nos acessos intravenosos, já que os braços de <strong>Pike</strong> chegaram ao hospital inchados, queimados e com bolhas. </p><p>Já as autoridades do <strong>Tennessee</strong> afirmam que os funcionários seguiram o protocolo oficial de <strong>execução</strong>. Após a polêmica, o governador do estado, Bill Lee, disse que mandou abrir <strong>investigações</strong> o caso.</p><h2>Qual foi o crime cometido por Christa Pike?</h2><p><strong>Christa Pike</strong> foi condenada em pena de morte aos 18 anos, pelo assassinato de <strong>Colleen Slemmer</strong>, de 19 anos, em 1995.</p><p>As investigações apontam que <strong>Pike</strong> e seu então namorado, <strong>Tadaryl Shipp,</strong> levaram a vítima para uma área isolada e a agrediram e torturaram antes de matá-la. <strong>Pike</strong> foi condenada por<strong> homicídio</strong> e recebeu a sentença de morte já em 1996.</p><p>Dentro da cadeia, ela ainda foi novamente condenada, em 2001, por uma outra tentativa de <strong>homicídio, </strong>após atacar uma detenta.</p><p>Com a injeção letal marcada, 20 anos após a condenação, o caso ganhou popularidade por ser a primeira mulher executada pelas autoridades do <strong>Tennessee</strong> em mais de 200 anos. </p><p>Mas um ponto importante é que, após o agendamento, a defesa chegou a questionar o uso da injeção letal afirmando que ela tinha condições médicas que poderiam dificultar o procedimento, incluindo um distúrbio sanguíneo e veias consideradas pequenas.</p><p>Os <strong>advogados</strong> também tentaram reverter a condenação argumentando sobre o histórico de abusos sofridos por <strong>Pike</strong> na infância, questionado se essas questões haviam sido devidamente consideradas quando ela recebeu a sentença de morte em 1996.</p><p>Na noite da execução, os problemas apontados pela defesa se confirmaram, segundo os advogados.</p><h2>O que acontece agora?</h2><p>A situação é delicada. Segundo o próprio pelo <strong>Death Penalty Information Center</strong>, <strong>Pike</strong> é a primeira pessoa a permanecer viva depois de receber doses letais de medicamentos durante uma tentativa de execução.</p><p>Por ora, a tentativa fracassada não anulou a <strong>condenação</strong> <strong>letal</strong>. Ela ainda continua oficialmente <strong>sentenciada à morte,</strong> mas o episódio abriu uma nova briga judicial. A defesa pediu ao governador <strong>Bill Lee</strong> que o caso seja revertido de <strong>pena de morte</strong> a<strong> prisão perpétua. </strong></p><p>Além de todas as novas questões judiciais, segundo os advogados que cuidam do caso, a prioridade neste momento é o estado de saúde da vítima. Segundo a última atualização, divulgada pela defesa na sexta-feira (2), <strong> Crista Pike</strong> permanece inconsciente e em “estado crítico” em um hospital na região de Nashville, enquanto a equipe médica trabalha para tentar retirar a substância de seu organismo. </p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2026-10-03/o-que-se-sabe-sobre-a-mulher-que-sobreviveu-a-pena-de-morte-christa-pike.html</link><dc:creator>Cadu Barbosa</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Cadu Barbosa</author><keywords>Segue internada, Christa pike, estados unidos, pena de morte, injeção letan, tenesse</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea6fe92b22976a362000605</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac0edf0d5091e1467094128</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 13:28:58 +0000</pubDate><title>Mudanças no clima preocupam mais que perda de emprego, diz estudo</title><description>Levantamento &#39;&#39;Termômetro do Brasil&#39;&#39; mostra atenção das pessoas para si mesmas e para famílias. O tema supera outros assuntos relevantes</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/79/zc/oz/79zcoz9hlvtum4omsq8sx1sij.jpg"><figcaption>Mudanças no clima preocupam mais que perda de emprego, diz estudo<span class="copyright">Fernando Frazão/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p class="    ">Para <strong>41%</strong> dos <strong>brasileiros</strong>, as <strong>mudanças climáticas</strong> são a maior ameaça para o futuro. Esse é um dos resultados apresentados nesta semana por uma <strong>pesquisa</strong> inédita do <strong>Instituto Oyá</strong>, em parceria com a <strong>Ipsos</strong>.</p><p>Sob o título <strong>''Termômetro do Brasil''</strong>, o levantamento mostra a preocupação das pessoas para si mesmas e para suas famílias.</p><p>O tema supera inclusive outros assuntos relevantes, como:</p><ul><li>perda de emprego (32%);</li><li>retrocesso na democracia (32%);</li><li>deterioração da saúde (31%);</li><li>escassez de alimentos (30%);</li><li>pandemia (24%).</li></ul><p>O estudo ouviu <strong>2 mil pessoas</strong>. No entanto, quando esse grupo é questionado a respeito das principais preocupações no momento, o tema das mudanças climáticas vai para o nono lugar (com 14%). As ameaças ao meio ambiente estão em décimo (10%).</p><p>Esses números fazem com que o Brasil ocupe a 20ª colocação entre os mais preocupados.</p><h2>Desinformação</h2><p>De acordo com a diretora executiva do Instituto Oya, Camila Kamilo, um dos dados que mais a surpreenderam é que, em média, 78% das pessoas não sabiam diferenciar notícias falsas das verdadeiras, inclusive sobre eventos climáticos extremos. Um dado preocupante no atual contexto eleitoral no Brasil.</p><p>Ela explica que, a partir de um experimento social cego, ficou demonstrado que os brasileiros aceitam como verdadeiras fake news de forte apelo emocional.</p><p>Nesse contexto, 81% temem o uso de deepfakes e tecnologias de inteligência artificial para manipulação de imagem e voz.</p><p>Segundo a diretora, a deterioração da confiança do brasileiro é considerada um motivo de atenção em um momento de incertezas.</p><p>“[Isso] faz com que as pessoas, literalmente, aceitem qualquer coisa como verdade. E isso ocorre, não só num contexto de crise climática, mas também de desafios sociais, econômicos e ecológicos.”</p><h2>Engajamento</h2><p>Camila Kamilo observa que o engajamento social, sobre clima inclusive, tem ocorrido mais pelas redes sociais, de forma distante fisicamente, do que de forma ativa e presencial.</p><p>Para a pesquisadora, é necessário que o país adote políticas públicas e novos modelos de comunicação para garantir a veracidade das informações que circulam socialmente.</p><p>“O brasileiro não é negacionista na sua maioria. Ele está desinformado.”</p><h2>ONGs e envolvimento partidário</h2><p>Outra observação que a pesquisadora cita é que, apesar de desconfianças nas instituições, 45% dos brasileiros acreditam nas organizações não governamentais.</p><p>“Mais do que nunca é importante a gente fortalecer as nossas organizações da sociedade civil, incluindo a imprensa como difusão de informações checadas”, exemplifica.</p><p>Outro dado destacado é que o eleitor brasileiro se mostra afastado do engajamento partidário tradicional. No total, 39% descartam atuar em campanhas ou partidos, e 33% rejeitam protestos de rua.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-03/mudancas-no-clima-preocupam-mais-que-perda-de-emprego--diz-estudo.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Fernando Frazão/Agência Brasil </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Geral, meteorologia, Mudancas Climaticas, Instituto Oya, Desemprego</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac0fffead4a0dfa72ca73b8</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 13:20:17 +0000</pubDate><title>Dutra terá bloqueios para obras nesta segunda-feira (05)</title><description>Intervenções incluem fechamento de retorno em Barra Mansa e desmontes de rochas programados na Serra das Araras nas duas pistas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/f3/z9/nd/f3z9nd14vtpxigazpq1ukentf.jpg"><figcaption>Serra das Araras <span class="copyright">Divulgação/CCR-Motiva </span></figcaption></figure><p>Motoristas que trafegam pela <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-30/via-dutra--tempo-de-interdicao-na-serra-das-araras-aumenta.html"><strong>Via Dutra</strong> terão alterações no trânsito</a> a partir de segunda-feira (5) em <strong>Barra Mansa e na Serra das Araras</strong>, no <strong>Rio de Janeiro</strong>. As intervenções fazem parte de obras realizadas pela RioSP e incluem a <strong>interdição temporária de um retorno e bloqueios para desmontes de rochas</strong>.</p><p>Em Barra Mansa, o retorno localizado no km 278,9 <strong>será interditado nos dois sentidos na segunda-feira</strong>, das 10h às 16h, para serviços na região da Rua José Hipólito. Segundo a concessionária, <strong>o tráfego na Via Dutra continuará funcionando normalmente</strong> nos dois sentidos durante os trabalhos.</p><p>A previsão é que a intervenção termine no mesmo dia. Caso ocorram imprevistos durante os serviços, no entanto, os trabalhos poderão ser estendidos para terça-feira (06).</p><p>Com o fechamento do retorno, parte dos motoristas que utiliza a Rua José Hipólito terá de mudar o trajeto. Quem trafega no sentido Rio de Janeiro e pretende seguir para o Centro deverá continuar até o retorno do km 276,5, no bairro Monte Cristo, voltar no sentido São Paulo e acessar a Rua José Hipólito no km 278,9.</p><p>Já os motoristas que trafegam no sentido São Paulo e pretendem chegar ao bairro Getúlio Vargas deverão seguir até o retorno do km 280,5, no bairro Bocaininha, retornar no sentido Rio de Janeiro e acessar a Rua José Hipólito.</p><p>Não haverá mudança para quem segue no sentido Rio de Janeiro em direção ao bairro Getúlio Vargas pela Rua José Hipólito. O trajeto também continuará normal para os motoristas que seguem no sentido São Paulo e utilizam a rua para chegar ao Centro.</p><h2>Serra das Araras terá desmontes de rochas </h2><p>Na Serra das Araras, em Paracambi, a RioSP dará continuidade aos desmontes de rochas realizados durante as obras de ampliação da rodovia.</p><p>As intervenções estão programadas para segunda (5), terça (6), quarta (7), quinta-feira (8) e sábado (10), na altura do km 224,5 da pista Sul, sentido São Paulo.</p><p>De segunda a quinta-feira, as operações estão previstas entre 13h e 15h. No sábado, o horário programado é das 16h às 18h. Segundo a concessionária, a operação do dia 10 poderá sofrer alterações em razão de determinações operacionais dos órgãos competentes.</p><p>Os desmontes integram as obras de construção das novas pistas de subida e descida da Serra das Araras. Em comunicado divulgado no fim de setembro, a RioSP informou que as obras haviam atingido cerca de 86,5% de execução.</p><p>A partir de 13 de outubro, a programação regular dos desmontes será reduzida. Os bloqueios às segundas e quartas-feiras serão suspensos, e as operações passarão a ocorrer às terças e quintas, das 13h às 15h, e aos sábados, das 16h às 18h.</p><p>A RioSP orienta os motoristas a acompanhar a sinalização nos trechos em obras e programar os deslocamentos com antecedência.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-03/dutra-tera-bloqueios-para-obras-nesta-segunda-feira-05.html</link><dc:creator>Fernando Mancio</dc:creator><media:credit>Divulgação/CCR-Motiva </media:credit><author>Fernando Mancio</author><keywords>Via Dutra, Interdições, Serra das Araras, Barra Mansa, RioSP, Concessionária, Rio de Janeiro, Trânsito</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abff5162d3829c93f771de1</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 13:00:00 +0000</pubDate><title>40% da população mundial foi exposta à poluição em 2026</title><description>Ásia, Europa e América do Norte foram os mais afetados pela poluição por ozônio troposférico, um dos riscos ambientais que mais afetam a saúde humana</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bj/ox/jc/bjoxjck9urt16046jomlqphkt.jpg"><figcaption>Qualidade do ar de São Paulo aparece em ranking de três cidades mais poluídas do mundo<span class="copyright">Fabio Ikezaki / Flickr </span></figcaption></figure><p>O <strong>Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus (CAMS)</strong>, programa da União Europeia, divulgou um novo relatório sobre os impactos da poluição do ar na atmosfera. Segundo ele, o calor extremo e a poluição do ar causada pela atividade humana<strong> fizeram quase 40% da população mundial entrar em contato com níveis perigosos de ozônio troposférico</strong>.</p><p>Esse poluente, apesar de menos discutido e desempenhar um papel secundário, é um dos principais riscos ambientais que afetam a saúde humana. Ele surge quando determinados poluentes entram em reação com a luz solar e temperaturas elevadas, como em caso de incêndios e ondas de calor. </p><p>Além da saúde humana, ele também é <strong>prejudicial aos ecossistemas e a produtividade das culturas agrícolas</strong>. O ozônio é considerado um desafio global porque sofre grandes influências da temperatura, da radiação solar e também pela sua longa permanência na atmosfera. </p><p>De acordo com a pesquisa, a <strong>Ásia</strong> foi a região mais afetada pela poluição deste gás, com <strong>pelo menos 60% da sua população exposta</strong> a níveis extremamente altos de ozônio em 2026 Esse percentual sobe para <strong>90%</strong> quando considerados aqueles expostos a níveis “ruins” ou “muito ruins” de ozônio. </p><p>O segundo continente mais afetado foi a <strong>Europa</strong>, <strong>50% da população foi exposta</strong> a níveis classificados como “ruins”, “muito ruins” e “extremamente ruins”. Segundo o relatório, <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-07-04/onda-de-calor-na-europa-matou-pelo-menos-4700-pessoas.html">as sucessivas ondas de calor registradas no continente</a> contribuíram para o aumento da exposição durante os meses de verão, evidenciando a relação cada vez mais estreita entre eventos climáticos extremos e qualidade do ar.</p><p>Na <strong>América do Norte</strong>, mais de dois terços da população também foram expostos a níveis classificados como “ruins”, “muito ruins” ou “extremamente ruins”. <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2025-01-11/numero-mortos-incendo-eua.html">Os <strong>incêndios florestais extremos</strong> registrados em 2026 </a>contribuíram para a emissão de precursores do ozônio e para a manutenção de concentrações elevadas do poluente.</p><p>A <strong>Oceania</strong>, a <strong>América do Sul</strong> e a <strong>África</strong> registraram níveis mais baixos de poluição por ozônio. No caso da América do Sul, <strong>81% da população foi exposta a níveis “bons” ou “razoáveis”</strong>. </p><h2>Poluição sem fronteiras</h2><p class="   ">Outro ponto destacado pelo relatório é o de que a poluição por ozônio não se limita geograficamente e pode atravessar fronteiras e continentes. A fumaça de incêndios florestais, poeira desértica e outras formas de poluição atravessam quilômetros e afetam a qualidade do ar de pessoas em outros lugares. </p><p>Na <strong>América do Norte</strong>, por exemplo, incêndios no <strong>Canadá</strong> e no oeste dos <strong>Estados Unidos</strong> produziram grandes volumes de fumaça que se deslocaram por milhares de quilômetros. Parte dessas plumas chegou ao <strong>Oceano Atlântico</strong> e também à <strong>Europa</strong>, contribuindo para o aumento das concentrações de partículas finas, como o PM2,5.</p><p>No <strong>Sudeste Asiático</strong>, incêndios sazonais provocaram episódios de névoa transfronteiriça, afetando países como <strong>Tailândia</strong> e <strong>Laos</strong>. Na <strong>África</strong>, a poeira do <strong>Saara</strong> também foi transportada para regiões distantes, alcançando o <strong>Atlântico Norte</strong>, <strong>Cabo Verde</strong>, as <strong>Ilhas Canárias</strong> e o <strong>Caribe</strong>.</p><p><span id="_mce_caret"><strong>﻿Agravante:</strong></span> <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-29/onda-de-calor-traz-perigo-extremo-e-marca-recordes-em-4-estados.html">Onda de calor do El Niño será poderosa com até 45ºC</a> </p><p>Para os especialistas, a qualidade do ar de uma determinada região não depende apenas das emissões produzidas localmente. Incêndios, atividades industriais, transporte, poeira e condições meteorológicas podem se combinar e transportar poluentes por grandes distâncias, tornando a poluição atmosférica um problema que ultrapassa fronteiras nacionais.</p><p>Outro fator que preocupa os pesquisadores é a relação entre poluição e mudanças climáticas. O próprio ozônio é um gás de efeito estufa e, ao mesmo tempo, temperaturas mais elevadas podem favorecer sua formação. Segundo eles, ondas de calor e outros eventos associados às mudanças climáticas podem contribuir para condições mais favoráveis ao aumento da poluição por ozônio.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-03/40--da-populacao-mundial-foi-exposta-a-poluicao-em-2026.html</link><dc:creator>Júlia Vidotti</dc:creator><media:credit>Fabio Ikezaki / Flickr </media:credit><author>Júlia Vidotti</author><keywords>relatório, crise climática, calor extremo, ozônio, gases poluentes, aquecimento global, efeito estufa</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac0fa54d5091e1467094132</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 12:51:33 +0000</pubDate><title>No Dia da Unidade Alemã, Steinmeier alerta contra extremismo</title><description>Presidente da Alemanha afirma que a &quot;insuportável demagogia&quot; dos extremistas &quot;coloca em perigo a nossa unidade&quot; e repete que &quot;nunca mais&quot; se permitirá a ascensão do nacionalismo destrutivo alemão.</description><content:encoded><![CDATA[<p></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/a5/36/f5/a536f5hrf03rf6o6dzt3tv3po.jpg"><figcaption>Steinmeier durante seu discurso em Bremen por ocasião do Dia da Unidade Alemã<span class="copyright">Redação DW </span></figcaption></figure><p></p><p>O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, alertou em termos contundentes para o risco de fracasso da democracia e fez um apelo por um combate mais firme aos extremistas políticos e àquilo que chamou de "difamação irrefletida da República Federal".</p><p>Durante a cerimônia central das comemorações do Dia da Unidade Alemã, realizada neste sábado (03/10) em Bremen, Steinmeier recordou a reunificação do país, ocorrida há 36 anos, destacou as conquistas alcançadas desde então e concluiu seu discurso com uma mensagem otimista: "Nossa Alemanha é um bom país. Vamos torná-la ainda melhor.”</p><p>Antes disso, o presidente dirigiu-se ao governo de coalizão formado por conservadores e social-democratas, afirmando que o momento exige, mais do que nunca, uma política governamental "refletida, consistente, profissional e capaz de perdurar no tempo". Segundo ele, somente assim será possível enfrentar as causas econômicas e sociais mais profundas da insegurança sentida por parte da população.</p><p>Após novos conflitos internos na coalizão, Steinmeier manteve conversas com diversos líderes políticos nos últimos dias. Fazendo referência às divisões que marcaram a República de Weimar, no período entre as duas guerras mundiais, ele afirmou: "Berlim não é Weimar".</p><h3>Alertas sobre política externa e apoio à Ucrânia</h3><p>Steinmeier também advertiu explicitamente sobre influências consideradas prejudiciais à democracia alemã vindas dos Estados Unidos e da Rússia. Segundo ele, populistas de direita nos EUA difundem fantasias de ruptura política, classificadas por ele como parte do vocabulário dos "novos antidemocratas".</p><p>"A insuportável demagogia política das forças extremistas, que dão vazão ao seu impulso destrutivo e se dedicam a ridicularizar e ameaçar outras pessoas, não coloca em risco apenas a liberdade e a democracia atualmente; coloca em risco a nossa unidade", afirmou.</p><p>Ao mesmo tempo, o presidente delimitou o alcance do diálogo com grupos extremistas. Ele lembrou que, nos últimos anos, procurou construir pontes com a população ao transferir temporariamente a sede da Presidência para cidades pequenas e médias em diferentes regiões do país. No entanto, ressaltou que não é possível construir uma ponte "entre o respeito à lei e o desprezo por ela, entre a busca pela verdade e a disposição para mentir, entre o argumento e a demagogia, entre a paz interna e a incitação à violência".</p><p>Steinmeier insistiu ainda que jamais deve ser permitido o ressurgimento de um nacionalismo alemão destrutivo.</p><p>Em relação à guerra na Ucrânia, ele defendeu a continuidade do apoio alemão ao país, mas também uma intensificação dos esforços diplomáticos.</p><p>"Por mais que sejamos o principal apoiador da Ucrânia, também devemos exercer nosso papel político para influenciar diretamente as futuras condições de paz e segurança na Europa", declarou.</p><p>O presidente também celebrou o fortalecimento das Forças Armadas alemãs (Bundeswehr) e afirmou que o país precisa desenvolver uma postura madura na relação entre força militar e prudência diplomática.</p><h3>A unidade como missão permanente</h3><p>Andreas Bovenschulte, presidente do Bundesrat, órgão que representa os 16 estados federados da Alemanha, defendeu maior reconhecimento da diversidade de estilos de vida existentes no país e um compromisso firme com a democracia.</p><p>Também prefeito de Bremen e integrante do Partido Social-Democrata (SPD), Bovenschulte afirmou que a reunificação foi resultado de uma decisão coletiva e destacou o papel desempenhado pelos cidadãos da antiga Alemanha Oriental.</p><p>"Os alemães do Leste não foram meros espectadores de sua história; eles escreveram a história”, disse durante a abertura oficial das celebrações.</p><p>Em meio ao debate sobre as persistentes diferenças entre o leste e o oeste do país, ele argumentou que o acesso a empregos de qualidade, educação e serviços públicos essenciais não deve depender do CEP onde uma pessoa vive.</p><p>Bovenschulte também alertou para forças políticas que questionam a igualdade de direitos e desqualificam a imprensa livre, o Judiciário independente e a ciência.</p><p>"A democracia exige debate, mas o adversário político não é um inimigo”, declarou.</p><p>Segundo ele, a unidade alemã não deve ser vista apenas como um acontecimento histórico, mas como uma tarefa para o futuro.</p><h3>Celebrações começaram com culto ecumênico</h3><p>A cidade hanseática de Bremen, no norte da Alemanha, recebe neste ano as comemorações do Dia da Unidade Alemã, que marca os 36 anos da reunificação do país.</p><p>Sob o lema "Muitas forças, um só país”, a cidade recebeu o presidente Frank-Walter Steinmeier, o chanceler federal alemão, Friedrich Merz, e a presidente do Bundestag (Câmara Baixa do Parlamento), Julia Klöckner.</p><p>Os três participaram de um culto ecumênico realizado na Catedral de Bremen, um templo de arquitetura românico-gótica. A cerimônia foi conduzida pela pastora Nina Kleinsorge e marcou o início oficial das comemorações.</p><p>Uma das orações feitas durante o serviço religioso resumiu o espírito do evento:</p><p>"Agradecemos pela paz e pela liberdade de que podemos desfrutar. Dá-nos forças para permanecermos unidos, construir pontes e continuar fortes em nossa diversidade.”</p><p>Representantes das comunidades cristã protestante, católica, muçulmana e judaica também participaram da celebração.</p><p>md (DPA, EFE, Reuters, AFP)</p><p></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-10-03/no-dia-da-unidade-alema--steinmeier-alerta-contra-extremismo.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Redação DW </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>Alemanha</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abffb182d3829c93f771de4</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 12:00:44 +0000</pubDate><title>Netflix amplia publicidade e mira 10% da receita até 2030</title><description>Com 35 milhões de brasileiros no plano com anúncios, Netflix ganha peso no planejamento de vídeo e amplia a disputa pela verba das marcas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ax/d6/n8/axd6n86vea2btxiek3yk1kk6b.jpg"><figcaption>Netflix alcança 35 milhões de brasileiros com anúncios e intensifica a disputa pela atenção<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>A <strong>publicidade na Netflix</strong> deixou de ser um complemento do negócio e passou a ocupar espaço central na estratégia de crescimento da plataforma. A empresa projeta que os anúncios possam representar cerca de <strong>10% da receita global até 2030</strong>.</p><p>A mudança ganhou escala rapidamente. Mais de <strong>250 milhões de pessoas</strong> usam mensalmente o plano com<strong> publicidade</strong> no mundo, modalidade que representa cerca de<strong> 65%</strong> das novas adesões.</p><p>No <strong>Brasil, são mais de 35 milhões de espectadores</strong> por mês. O número representa um avanço de aproximadamente <strong>20%</strong> em relação a 2025. Cada usuário brasileiro do plano com anúncios assiste, em média, 54 horas de conteúdo por mês.</p><p>O dado interessa ao mercado por um motivo que vai além da própria <strong>Netflix</strong>. Ele mostra como o consumo de vídeo ficou pulverizado — e como essa fragmentação começa a mudar a lógica de compra de mídia.</p><h2>Publicidade virou parte do negócio</h2><p>A <strong>Netflix</strong> lançou seu plano com anúncios no fim de 2022. Desde então, a frente <strong>publicitária</strong> ganhou espaço dentro da operação.</p><p>Em 2025, a <strong>receita com publicidade chegou a US$ 1,5 bilhão</strong>, o dobro do resultado registrado no ano anterior. Para 2026, a expectativa é de uma nova duplicação, para cerca de <strong>US$ 3 bilhões</strong>.</p><p>No ano passado, os anúncios responderam por aproximadamente 3% dos <strong>US$ 45,2 bilhões faturados</strong> pela companhia. Considerando a projeção de receita total entre <strong>US$ 51 bilhões e US$ 51,4 bilhões</strong> para 2026, a publicidade pode se aproximar de <strong>6% do faturamento</strong>.</p><p>A meta de chegar a<strong> 10% até 2030</strong> mostra que a <strong>Netflix</strong> não trata mais <strong>publicidade</strong> como uma fonte secundária de receita.</p><p>E isso muda também o papel da plataforma para os anunciantes.</p><h2>Brasil ganhou peso na equação</h2><p>A <strong>América Latina</strong> é a segunda maior região da <strong>Netflix Ads</strong>, atrás apenas dos <strong>Estados Unidos</strong>. Em engajamento, porém, a região lidera entre os mercados onde a companhia comercializa anúncios.</p><p>No <strong>Brasil</strong>, a combinação de audiência, tempo de consumo e força das produções locais cria um ambiente relevante para as marcas.</p><p>Produções nacionais e comunidades de fãs em torno de filmes e séries ajudam a <strong>Netflix</strong> a oferecer contextos que vão além da simples compra de um <strong>espaço publicitário</strong>.</p><p>Para o anunciante, isso significa disputar a atenção de uma audiência que está profundamente envolvida com o conteúdo.</p><p>Mas existe uma mudança maior acontecendo.</p><h2>Televisão já não termina na televisão</h2><p>O consumidor não organiza seu dia por categorias de mídia. Ele pode assistir a uma série na televisão conectada, pegar o celular, entrar em uma rede social e depois encontrar outro anúncio em um painel digital na rua.</p><p>O planejamento das marcas, muitas vezes, ainda separa esses ambientes.</p><p>É aí que a Connected TV, ou CTV, ganha espaço. O formato combina a experiência audiovisual da televisão com recursos de segmentação, dados e mensuração associados ao digital.</p><p>O desafio deixa de ser simplesmente escolher entre <strong>TV, streaming ou internet</strong>.</p><p>A pergunta passa a ser outra: como esses ambientes podem trabalhar juntos sem fazer a marca repetir a mesma mensagem para as mesmas pessoas?</p><p>Alcance e frequência continuam importantes. Mas a fragmentação da audiência aumenta a necessidade de coordenar os contatos.</p><h2>Mais telas também mudam a criação</h2><p>A expansão da <strong>publicidade</strong> em streaming não altera apenas a compra de mídia. Ela também pressiona a criação.</p><p>Uma campanha desenvolvida para uma televisão conectada não necessariamente terá o mesmo impacto em uma tela de celular. Um vídeo curto nas redes sociais pede outra construção. Um painel de DOOH precisa comunicar uma ideia em poucos segundos.</p><p>Segundo o <strong>Panorama 2026</strong> da Central de Outdoor, 84% das empresas de OOH pesquisadas já contam com pelo menos um painel digital em seu inventário.</p><p>Isso adiciona mais uma camada ao planejamento.</p><p>Não basta saber onde está a audiência. É preciso entender como ela consome cada ambiente.</p><p>O dado ajuda a identificar esses contextos, mas não substitui a criação. Uma campanha pode ter segmentação precisa e ainda assim entregar uma mensagem pouco relevante.</p><h2>Netflix quer ampliar seu ecossistema de mídia</h2><p>A próxima etapa da <strong>Netflix</strong> aponta para uma operação ainda mais sofisticada.</p><p>A empresa pretende aproximar a publicidade de seu sistema de recomendação de filmes e séries, com maior personalização de acordo com os interesses dos espectadores.</p><p>Também prepara novos recursos de mensuração, compra programática e otimização de campanhas. A partir de 2027, podcasts e vídeos verticais para celulares e tablets devem ampliar os espaços disponíveis para anúncios.</p><p>A companhia também pretende aumentar sua base de anunciantes. Hoje, são cerca de 4 mil clientes, número que a liderança considera ainda pequeno diante do potencial da plataforma.</p><p>A partir de 2027, a publicidade da<strong> Netflix</strong> deve chegar a mais 15 países, incluindo Colômbia e Peru, alcançando 27 mercados.</p><p>A lógica é clara: quanto maior a audiência, mais formatos, mais mercados e mais dados disponíveis, maior o espaço para transformar a plataforma em uma operação de mídia completa.</p><h2>O fim da divisão entre TV e digital?</h2><p>A expansão da<strong> Netflix</strong> ajuda a colocar em xeque uma separação que já fazia cada vez menos sentido.</p><p>O vídeo deixou de caber em uma escolha entre televisão e digital. A audiência está espalhada e as plataformas passaram a disputar não apenas o tempo das pessoas, mas também os investimentos destinados a esse tempo de atenção.</p><p>Para as marcas, isso muda a pergunta.</p><p class="    ">Não se trata de estar em todos os lugares. Trata-se de entender o papel de cada tela dentro da mesma estratégia, controlar a frequência, buscar alcance incremental e adaptar a mensagem ao contexto.</p><p>A <strong>Netflix</strong> amplia seu inventário publicitário. O desafio para o mercado será transformar essa abundância de espaços em comunicação que faça sentido.</p><p>Porque, no fim, ter mais lugares para anunciar não resolve a questão mais difícil da publicidade: conseguir que alguém queira prestar atenção.</p><p> </p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/ideia-e-meio/2026-10-03/netflix-amplia-publicidade-e-mira-10--da-receita-ate-2030.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>NOVA MÍDIA, Netflix, Publicidade, Anúncio, marketing, investimento, marcas</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68f927f3e3982c1b66397479</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac0ed1fad4a0dfa72ca73a8</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 11:55:14 +0000</pubDate><title>Homem devolve R$ 670 mil que achou ao lado de caixa eletrônico</title><description>Se ficasse com o dinheiro, o barbeiro de 37 anos poderia ser acusado de furto, segundo a polícia. Ele não aceitou qualquer tipo de recompensa</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4z/k7/e0/4zk7e0jdfunuwpfqjyawp9fnu.jpg"><figcaption>Homem encontra R$ 670 mil em caixa eletrônico e devolve<span class="copyright">Conteúdo gerado por IA </span></figcaption></figure><p>Um homem de 37 anos de idade encontrou <strong>$128.514</strong> (cerca de <strong>R$ 670 mil</strong>), em dinheiro, do lado de fora de um <strong>caixa eletrônico</strong> do <strong>Bank of America</strong> em <strong>Lewisville</strong>, nos Estados Unidos. E devolveu toda a quantia ao dono, de acordo com a polícia. As informações são da NBC.</p><p>A pessoa que achou o dinheiro não quis ser identificada. O que se sabe é que por volta de 10h do dia 3 de agosto, ele foi ao caixa eletrônico do Bank of America na cidade de 140 mil habitantes, no sul dos EUA. Ao avistar a bolsa, o barbeiro achou que ela pertencia a uma loja do Chick-fil-A, uma rede de fast food que fica perto do local. Mas ele estava enganado.</p><p>"Não pertencia àquela Chick-fil-A, então o cidadão ligou para o 911 para que os policiais viessem garantir o dinheiro", disse o chefe de polícia de Lewisville, Brook Rollins, para a NBC.</p><p>Os policiais concluíram que o dinheiro pertencia a uma agência do banco da cidade. Trabalhadores que faziam a manutenção do equipamento deixaram a bolsa para trás acidentalmente.</p><p>''Quando o detetive recebeu o relatório, o banco já havia entrado em contato sabendo que havíamos assumido a custódia (do dinheiro)", disse o policial.</p><p>O homem preferiu não ter seu nome levado ao conhecimento público e não recebeu recompensa, mas o banco expressou ''gratidão'' pela devolução.</p><p>Segundo a polícia, se ele ficasse com o dinheiro, poderia ser enquadrado por furto.</p><p> </p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2026-10-03/homem-devolve-r--670-mil-que-achou-ao-lado-de-caixa-eletronico.html</link><dc:creator>Daniel Leite Andrade</dc:creator><media:credit>Conteúdo gerado por IA </media:credit><author>Daniel Leite Andrade</author><keywords>dinheiro, recompensa, caixa eletrônico, Bank of America, Lewisville</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea6fe92b22976a362000605</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac0e59dd5091e1467094125</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 11:27:32 +0000</pubDate><title>Sábado (3) será de chuva forte e temporais em quase todo o Brasil</title><description>Tempo instável é consequência de um sistema de baixa pressão; Sul do país deve ser a região mais afetada com a formação de um ciclone extratropical</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6q/u0/je/6qu0jetavebksxux5oo20kyh8.jpg"><figcaption>Estados com alerta do Inmet<span class="copyright">Reprodução / Inmet </span></figcaption></figure><p>O final de semana começa neste <strong>sábado (3)</strong> com <strong>previsão</strong> de <strong>chuva</strong> e risco de <strong>tempestades</strong> na maior parte do <strong>Brasil</strong>. Nas cinco regiões do país, o tempo <strong>ficará instável</strong> com possibilidade maior de <strong>temporais </strong> nas áreas do <strong>Sul</strong> e do <strong>Sudeste</strong>, devido a atuação de um<a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/tempo/2026-03-11/entenda-as-diferencas-entre-os-centro-de-alta-e-baixa-pressao.html" target="_blank" rel="noopener nofollow"> sistema de baixa pressão</a>.</p><p>A <strong>Região Sul</strong> demandará um pouco mais de atenção, devido a formação de um <strong>ciclone extratropical</strong> no litoral, segundo o<strong> Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). N</strong>o <strong>Sudeste</strong>, o cenário é de grandes acumulados de <strong>chuva</strong>, com aviso <strong>vermelho</strong> de grande perigo para parte de Minas Gerais e o oeste do <strong>Rio de Janeiro</strong>. Também há aviso laranja de perigo para áreas de<strong> São Paulo e Espírito Santo.</strong></p><p><strong>Veja a previsão por região:</strong></p><h2><strong>Sul</strong></h2><p>A Região <strong>Sul</strong> começa o sábado podendo ter o tempo aberto com algumas poucas nuvens em grande parte dos estados, mas a situação vira ao longo do dia.</p><p>Segundo o <strong>Inmet</strong>, as nuvens aumentam durante a manhã e, à tarde, o céu fica encoberto em toda a região, com <strong>chuvas</strong> isoladas. Durante a noite, a instabilidade cresce com a possibilidade de <strong>tempestades</strong> no oeste e sudoeste do Paraná, centro e oeste de Santa Catarina e em todo o Rio Grande do Sul.</p><p>Essas áreas estão sob <strong>aviso laranja</strong> de perigo para <strong>tempestades</strong>. O <strong>Inmet</strong> também aponta possibilidade de <strong>granizo</strong> no norte do Rio Grande do Sul, podendo atingir a Região Metropolitana de Porto Alegre, o oeste de Santa Catarina e o oeste e sudoeste do Paraná.</p><p>A formação de uma área de<strong> baixa pressão no litoral</strong> da região deve favorecer a formação do<strong> ciclone extratropical</strong> na parte final do dia.</p><p>As <strong>temperaturas</strong> ficam mais baixas. Em Curitiba, a mínima será de 10°C e a máxima de 19°C. Em Florianópolis, os termômetros variam entre 14°C e 21°C. Já em Porto Alegre, a temperatura começa em 10°C e pode chegar a 26°C.</p><h2>Sudeste </h2><p>O <strong>Sudeste</strong> pela manhã ainda terá algumas cidades com períodos de estabilidade, mas fortes áreas de instabilidade avançam durante a tarde e à noite.</p><p>A <strong>previsão</strong> é de <strong>chuva</strong>, acompanhada de raios especialmente no centro, sul, sudeste e leste de Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no nordeste e leste de São Paulo e no Espírito Santo.</p><p>O maior alerta está concentrado entre Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Inmet emitiu aviso vermelho de grande perigo para grandes acumulados de chuva no sudeste de Minas Gerais, na região de Juiz de Fora, e no oeste e noroeste do Rio de Janeiro.</p><p>Em outros pontos da região há<strong> aviso laranja</strong> de perigo para grandes acumulados no noroeste, norte e leste de São Paulo, Triângulo Mineiro, centro e leste de Minas Gerais e centro e sul do Espírito Santo.</p><p>Em<strong> aviso amarelo</strong> de perigo potencial para tempestades, estão São Paulo, Rio de Janeiro, centro e sul do Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais.</p><p>As <strong>temperaturas</strong>, começando pelo Rio de Janeiro, a previsão indica mínima de 19°C e máxima de apenas 23°C, com chuva e trovoadas ao longo do dia. Em São Paulo, a mínima será de 14°C e máxima de 24°C, enquanto Belo Horizonte, com mínima de 10°C e Vitória, com mínima de 18°C, podem chegar a máxima de 25°C.</p><h2>Centro-Oeste</h2><p>A região será mais uma afetada pelo tempo instável neste sábado. A <strong>previsão</strong> indica céu com nuvens e pancadas de <strong>chuva</strong> isoladas para quase todos os estados, com o nordeste de Mato Grosso e no norte de Goiás, podendo vir acompanhada de trovoadas isoladas.</p><p>Há aviso amarelo de perigo potencial para <strong>tempestades</strong> no noroeste, norte, centro, sul e leste de Mato Grosso, no norte e leste de Mato Grosso do Sul, em Goiás e no Distrito Federal.</p><p>A única exceção é a região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, onde a previsão indica muitas nuvens, mas sem chuva.</p><p>As <strong>temperaturas</strong> também ficam amenas. Em Brasília, a mínima será de 18°C e a máxima não deve passar de 25°C. Em Goiânia, os termômetros ficam entre 21°C e 26°C. Já Campo Grande pode chegar aos 30°C, enquanto Cuiabá terá máxima de 32°C.</p><h2>Norte</h2><p>O sábado começa com <strong>chuva</strong> em boa parte da Região Norte. No oeste e sul do Amazonas, a previsão indica até a possibilidade de <strong>raios</strong>.Também são esperadas pancadas com <strong>trovoadas</strong> no centro e sul do Pará, sudoeste de Roraima e Tocantins.</p><p>No Acre, Rondônia e nordeste do Pará, há <strong>previsão</strong> de chuvas isoladas. Para o Amazonas, Rondônia, Tocantins e sul e sudoeste do Pará, está o aviso do <strong>Inmet</strong> é amarelo para perigo potencial para <strong>tempestades</strong>.</p><p>O norte do Pará e o Amapá devem se salvar destoando da maior parte do país, sem o risco de <strong>chuvas</strong> e com o tempo mais aberto.</p><p>Com os termômetros lá em cima, o calor continua forte na região. As maiores temperaturas devem chegar a bater uma máxima de 36°C em Boa Vista, Belém, Manaus e Porto Velho.</p><h2>Nordeste</h2><p>O Nordeste também não vai se livrar do calor, mas será afetado pela <strong>chuva</strong> deste sábado. A <strong>previsão</strong> indica tempo instável especialmente no interior da região, por causa do avanço das áreas de instabilidade pelo oeste do país.</p><p>Há possibilidade de <strong>pancadas</strong> de <strong>chuva</strong> e trovoadas isoladas no centro e sul do Maranhão, centro, sul e oeste do Piauí e noroeste, oeste e sudoeste da Bahia, áreas sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.</p><p>Durante a noite, a <strong>chuva</strong> pode atingir pontos do litoral leste da região, entre a Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e o litoral leste do Rio Grande do Norte.</p><p>Entre as capitais nordestinas, a maior temperatura prevista é de 39°C em Teresina. Nas demais capitais, as máximas ficam entre 30°C e 32°C.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-03/sabado-3-sera-de-chuva-forte-e-temporais-em-quase-todo-o-brasil.html</link><dc:creator>Cadu Barbosa</dc:creator><media:credit>Reprodução / Inmet </media:credit><author>Cadu Barbosa</author><keywords>Risco de tempestade, previsão do tempo, inmet, tempo, clima, chuva, meteorologia, temporal</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac048b0033dd269232ea017</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 10:25:59 +0000</pubDate><title>Presidente do TSE fará pronunciamento rádio e TV neste sábado</title><description>Mais de 158 milhões de eleitores vão escolher deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente no domingo</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/77/at/6n/77at6nimrewzzwxxps83epmo7.jpg"><figcaption>Presidente do TSE defende lisura do processo eleitoral <span class="copyright">Nelson Jr./SCO/STF </span></figcaption></figure><p>O <strong>presidente</strong> do <strong>Tribunal Superior Eleitoral (TSE)</strong>, ministro <strong>Kassio Nunes Marques</strong>, fará um <strong>pronunciamento</strong> em <strong>cadeia de rádio e TV</strong> neste sábado (3), véspera do <strong>primeiro turno</strong> das <strong>eleições</strong>.</p><p>No pronunciamento, que será exibido às <strong>20h30</strong> e terá cinco minutos de duração, o ministro deverá convocar os eleitores a comparecerem às urnas para exercer o direito de votar.</p><p>Mais cedo, o TSE informou que as <strong>urnas</strong> já começaram a ser distribuídas para os <strong>locais de votação</strong>.</p><p>Para monitorar a votação, o TSE montou uma Sala Nacional de Situação Climática para acompanhar os efeitos da seca e da chuva no transporte das urnas, fornecimento de energia elétrica e de internet pelo país. Com base nas informações, serão adotadas medidas para garantir o voto dos eleitores.</p><h2>Eleições</h2><p>O primeiro turno será realizado no próximo domingo (4). Mais de 158 milhões de eleitores vão escolher deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.</p><p>O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente.</p><p>Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-03/presidente-do-tse-fara-pronunciamento-radio-e-tv-neste-sabado.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Nelson Jr./SCO/STF </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Justica, TSE, Kassio Nunes Marques, eleicoes 2026</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abc020ea28744ed39d8a7ab</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 10:20:03 +0000</pubDate><title>Cartas Pokémon são alvo de cambistas e atrapalham colecionadores</title><description>Com a promessa de investimento e compras excessivas, &quot;scalpers&quot; tiram produtos de colecionistas, aumentam os valores e afetam o mercado</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/e8/qf/ih/e8qfih7tmu2l6fr3prqps3l6i.jpg"><figcaption>Cartas de Pokémon TCG<span class="copyright">Micaela Wentz/ iG </span></figcaption></figure><p>Com o crescimento do mercado de <strong><a href="https://economia.ig.com.br/2026-02-16/carta-de-pokemon-e-vendida-por-milhoes-de-dolares-e-bate-recorde.html">Pokémon Trading Card Game</a></strong>, conhecido como<strong> TCG</strong> ou como <strong>Pokémon Estampas Ilustradas</strong>, no Brasil nos últimos anos, os chamados <strong>“scalpers”</strong>, espécie de <strong>cambistas</strong> que compram estoques inteiros de lojas, também vêm aumentando.</p><p>O problema da compra e superfaturamento de itens relacionados às cartas já era conhecido por <strong>colecionadores</strong> inseridos no hobby, mas, o assunto vêm ganhando mais atenção nas redes sociais após o lançamento da <strong>coleção comemorativa</strong> de <strong>30 anos</strong> de Pokémon TCG. Através de vídeos, colecionadores dos <strong>Estados Unidos</strong> e do <strong>Brasil</strong> mostram lojas, que deveriam vender os produtos, com as <strong>prateleiras vazias</strong>.</p><p>Enquanto as lojas se encontram com os <strong>produtos esgotados</strong>, anúncios em sites se tornam cada vez mais comuns, com preços muito <strong>mais altos</strong> do que os sugeridos pelas companhias.</p><p>De acordo com Ananda Quintas, proprietária da loja especializada em TCG, <strong>USA Trendies</strong>, em <strong>Santo André</strong>, no <strong>ABC Paulista</strong>: “Esse comportamento [dos scalpers] desestabiliza o hobby e prejudica a todos: lojas, vendedores, colecionadores e jogadores. Alguém até pode pensar que não faz sentido porque a loja vendeu tudo e isso é ótimo... Só que é preciso pensar além, porque é essencial que as pessoas consigam curtir o hobby, tenham vontade de voltar, continuem jogando e colecionando. Se algo que era para ser divertido passa a ser frustrante, essa pessoa desanima e para com o hobby.”</p><p>Com a compra excessiva dos scalpers e altos valores impostos pelos mesmos nos produtos de TCG, os colecionadores e jogadores não estão com dificuldade apenas de <strong>encontrar</strong> as mercadorias, mas também em <strong>conseguir pagar</strong>.</p><p>Como forma de tentar lucrar com os produtos, lojas especializadas também aumentam seus preços de acordo com a demanda.</p><p>Para Cast, colecionador e <strong>influenciador digital</strong> de Pokémon TCG, o aumento do valor<strong> não é justificável</strong> em nenhum dos casos e <strong>atrapalha o hobby</strong> de quem realmente quer colecionar. Quando o assunto é o valor definido pelas lojas, o influenciador defende que a fonte da distribuição brasileira, que são as empresas <strong>Copag</strong> e<strong> Asmodee</strong>, tem um <strong>valor definido</strong> para lojistas e que o <strong>preço tabelado</strong>, que é divulgado ao público antes do lançamento de uma coleção, já deveria <strong>garantir lucro suficiente</strong> para as lojas:</p><p>O influenciador, então, conclui: “Isso não justifica o valor aumentado das lojas. O que um novo empresário deve fazer nesse caso seria diversificar a sua uma sua gama de produto, criar relacionamento no decorrer do tempo e não ficar focado somente em coleções que tem mais hype, que saem menos.”</p><h2>Scalpers e a coleção de 30 anos</h2><p>Após o sucesso da coleção comemorativa de <a href="https://tecnologia.ig.com.br/2026-03-16/pikachu-tem-a-mesma-voz-ha-30-anos--conheca-a-dubladora.html">30 anos de Pokémon</a> TCG, os cambistas não se manifestaram somente acerca da <strong>quantidade de produtos</strong> que foram produzidos, mas, também expressaram descontentamento com o <strong>“pull rate”</strong> da coleção, espécie de <strong>taxa</strong> que mede quantas <strong>cartas raras</strong> saem em uma determinada <strong>quantidade de pacotes</strong>.</p><p>Através das redes, internautas dos Estados Unidos compartilharam comentários supostamente feitos por scalpers através de grupos na <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-13/anpd-manda-discord-suspender-transmissoes-ao-vivo-brasil.html">plataforma Discord</a>, nos prints, é possível ver o descontentamento dos cambistas com a quantidade de produto que foi lançada, assim como a quantidade de <strong>cartas raras</strong> que os colecionadores estão tirando, com frases como:</p><p>Este e outros comentários se espalharam através da comunidade de colecionadores nas redes sociais, e geraram respostas como: “Isso me deixa feliz, espero que isso não seja uma mensagem de brincadeira. Parabéns à Pokémon por imprimir essa coleção em grandes quantidades. Mal posso esperar para completar o master set dela”, dita por um espectador no TikTok após um vídeo que compartilhava o comentário do scalper.</p><h2>A mudança da mentalidade dos colecionadores</h2><p>Com a atuação dos scalpers não é só o valor do produto que se altera, mas também o<a href="https://economia.ig.com.br/2026-03-02/carta-rara-de-pokemon-de-ate-r--4-e-vendida-por-r--208-mil.html"> valor individual de cada carta</a>.</p><p>O valor de uma carta avulsa pode variar muito de acordo com fatores como: tiragem limitada, alta procura, a <strong>raridade</strong>, arte e artista, popularidade do Pokémon, <strong> jogabilidade</strong> da carta, entre outros fatores. Por mais que existam justificativas para os valores, quando o produto é interceptado e não chega ao colecionador, a dificuldade de encontrar uma carta específica aumenta e, consequentemente, seu valor também.</p><p>Com os preços aumentados, novos colecionadores aparecem interessados não apenas em ter as cartas ou jogar com elas, mas em <strong>lucrar</strong> com cada pacote. Para Ananda, que não é somente proprietária da USA Trendies mas também é certificada como <strong>Professora Pokémon</strong> e atua em <strong>eventos oficiais da franquia</strong>, a mentalidade do lucro incomoda bastante.</p><p>Ela afirma que a ideia de abrir um pacote e apressar até o final procurando por uma carta que pode valer muito dinheiro não é o que define hobby, e passa a ideia de que a compra “valeu a pena” somente se a carta gerar retorno: “Tudo começa a ser medido em lucro e prejuízo, como se as cartas de papel colorido fossem ações de mercado ou algum tipo de criptomoeda, no caso, "cartamoeda".</p><p>Tanto para a lojista, quanto para o influenciador Cast, o ato de colecionar é <strong>muito maior</strong> que o lucro, ele insere o colecionador em uma<strong> comunidade</strong> que permite a experiência real do hobby.</p><h2>O crescimento, a divulgação e a falsa promessa de lucro</h2><p>Segundo um levantamento divulgado pela <strong>OLX</strong> em 2025, o mercado de <strong>cartas colecionáveis</strong> teve uma grande alta. Nos dados publicados, as vendas do TCG cresceram<strong> cerca de 130%</strong> nos primeiros meses do ano passado quando comparado ao mesmo período de 2024.</p><p>No relatório, quatro TCGs tem destaque, são eles: Pokémon, Yu-Gi-Oh!, Digimon e Magic; a franquia Pokémon ficou no<strong> topo da lista</strong>, contando com <strong>92% das vendas</strong>. A participação do TCG não se limita às vendas, mas as cartas da franquia também foram as <strong>mais procuradas</strong> e <strong>mais anunciadas</strong> na plataforma.</p><p>Grande parte desse crescimento foi influenciado por <strong>celebridades</strong> nas redes sociais como, por exemplo, o coach, influenciador digital e empresário <a href="https://gente.ig.com.br/celebridades/2026-08-11/maira-cardi-e-thiago-nigro-adquirem-nova-mansao-avaliada-em-r--45-milhoes--saiba-mais.html">Thiago Nigro</a>, conhecido como Primo Rico.</p><p>Em diversos vídeos, o empresário divulga cartas de Pokémon e ensina seus seguidores a <a href="https://economia.ig.com.br/2025-09-13/cartas-de-pokemon-acumulam-alta-de-3821--e-batem-wall-street.html">investir a partir das mesmas</a>, muitas vezes mostrando como uma carta pode ser <strong>valorizada</strong> quando enviada para uma avaliação internacional que define sua qualidade; caso a carta apresente uma “qualidade 10”, o valor mais do que dobra na maior parte dos casos.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7m/fq/r2/7mfqr2e7w7much9pud4cgolqn.jpg"><figcaption>Conjunto de cartas valorizadas no mercado<span class="copyright">Micaela Wentz/ iG </span></figcaption></figure><p>Em uma de suas publicações, Thiago inclusive mostra uma compra de R$ 15 mil, com diversas <strong>caixas lacradas</strong> de pacotes de cartas e as abre juntamente com uma equipe, buscando por cartas valiosas.</p><p>O influenciador não é o único a demonstrar abertamente interesse pelo mercado, jogadores de futebol como <strong>Memphis Depay</strong>, jogador do time paulistano <strong>Corinthians</strong>, <strong>Lamine Yamal</strong>, da <strong>seleção espanhola</strong> e até mesmo <a href="https://esporte.ig.com.br/parceiros/jogada10/2026-09-27/neymar--cafu--atletas-e-celebridades-marcam-presenca-em-jogo-da-nfl.html">Neymar Jr</a> já declararam apreço ao hobby.</p><p>Mas as diversas publicações mostrando a constante tiragem de cartas valiosas com preços elevados não é fiel à maioria dos casos: “É preciso ter cautela com as ilusões e manipulações de mercado porque estamos falando de cartas de papel colorido que não possuem lastro e são destinadas a jogar ou colecionar.”, afirma a lojista Ananda Quintas</p><p>Para Ananda, a visibilidade continua sendo positiva, uma vez que traz novas pessoas para o colecionismo, mas “quando o destaque é sempre uma carta vendida por uma fortuna”, o hobby ganha um significado que engana o comprador: “quem não conhece esse universo pode achar que é só comprar alguns produtos e esperar o dinheiro aparecer. Ninguém está vendo quanto foi gasto, quanto tempo levou para vender ou quantas outras compras não deram o mesmo resultado”. A lojista conclui afirmando que “quem sustenta esse mercado é gente que quer continuar jogando, colecionando e fazendo parte dele porque realmente gosta do hobby.”, não somente quem lucra a partir dele.</p><p>Como colecionador e conhecedor do movimento econômico gerado pelas cartas, Cast também frisa a <strong>importância</strong> de<strong> entender</strong> os <strong>diferentes lançamentos </strong>e a valorização que eles realmente geram. Para o influenciador, a base do hobby, que é o colecionador, está se <strong>afastando</strong> cada vez mais por conta dos <strong>altos valores</strong>:</p><p>Caio Tobias, jornalista e colecionador de Pokémon TCG, concorda que há complicações em manter o hobby: “Hoje em dia sinto muita dificuldade em achar alguma loja especializada com bons valores. Quando encontro produtos de alguma coleção que quero, os preços acabam sendo muito altos. Espero que o problema com os Scalpers seja resolvido logo para os preços voltarem ao normal.”</p><p>Cast conclui afirmando que acredita que uma <strong>grande queda nos valores</strong> atinja o hobby no próximo ano justamente por esse <strong>desinteresse</strong> dos <strong>reais colecionadores</strong> causado pelos altos valores <strong>impostos pelos scalpers</strong> e <strong>especulados pela mídia</strong>.</p><h2>Como fugir dos scalpers</h2><p>Colecionadores e jogadores muitas vezes se encontram sem saída em uma tentativa de colecionar sem gastar demais. Por mais que as condições atuais não sejam favoráveis a todos os lojistas, a fundadora da loja USA Trendies defende que as lojas podem, e devem <strong>agir a favor dos colecionadores</strong> sempre que possível.</p><p>Dentre as medidas sugeridas por Ananda, está a<strong> limitação de unidades vendidas</strong> para cada cliente nos dias que seguem os lançamentos das coleções mais disputadas; outras sugestões envolvem o <strong>acompanhamento de pedidos incomuns</strong> e a <strong>determinação clara dos critérios de cada uma das vendas</strong>, em uma tentativa de localizar quem são esses possíveis scalpers e limitar o acesso deles aos produtos, permitindo que todos que frequentam a loja tenham a<strong> oportunidade</strong> de comprar.</p><p>Cast também recomenda que um <strong>relacionamento</strong> seja criado entre<strong> o cliente</strong> e <strong>o lojista</strong>, afirmando que a melhor maneira de <strong>fugir do superfaturamento</strong> é “conhecer diversas lojas que estão na sua região e frequentá-las”. O influenciador também afirma que não é 100% das vezes que as lojas vendem no preço sugerido, mas, conhecer lojas próximas e “fomentar a comunidade local”, auxiliam o cliente a fugir das grandes <strong>lojas de brinquedos</strong> ou de anúncios em sites na internet.</p><p>Segundo Ananda, ao mesmo tempo que as lojas locais tentam incentivar a venda no preço sugerido pelas companhia, os estabelecimentos que operam corretamente sofrem com uma margem <strong>extremamente baixa</strong> de vendas: “Cuidar do acesso ao hobby, manter um relacionamento equilibrado com a comunidade, lidar com a grande rotatividade das coleções, a instabilidade e a fortíssima imprevisibilidade do mercado não são compatíveis com a sustentabilidade do negócio.”  </p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/52/z5/uo/52z5uozqt6be2aqvqr0qoiu9h.jpg"><figcaption>Produtos para colecionadores na loja USA Trendies<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>“Essa responsabilidade deveria ser compartilhada com fabricantes, distribuidores e os demais participantes do mercado, não dá pra esperar que poucas lojas resolvam sozinhas um problema que envolve produção, distribuição e comportamento de compra.”, diz a lojista quando questionada sobre <strong>como combater os scalpers</strong>.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-03/cartas-pokemon-sao-alvo-de-cambistas-e-atrapalham-colecionadores.html</link><dc:creator>Micaela Wentz</dc:creator><media:credit>Micaela Wentz/ iG </media:credit><author>Micaela Wentz</author><keywords>Superfaturamento, Pokémon, Trading Card Games, TCG, Estampas ilustradas, Scalpers, Lucro, cartas, colecionadores, hobby</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abd2f0a71562f8b6ed5d765</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 10:00:00 +0000</pubDate><title>Eleitor sem biometria cadastrada pode votar nas eleições? Entenda</title><description>Desde que o título esteja regular, voto está garantido no 1º e 2º turnos; cerca de 11% dos brasileiros estão nessa situação e podem votar</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ba/up/ny/baupnyp084dg7y3pkcr74g4cl.jpg"><figcaption>Na hora da votação, mesmo que não tenha sido feito nenhum pedido com antecedência, o cidadão pode informar ao mesário sobre suas limitações.<span class="copyright">José Cruz/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p><strong>É possível votar mesmo sem ter a <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2024-04-08/prazo-para-regularizar-titulo-de-eleitor-pela-internet-termina-hoje-8.html">biometria cadastrada</a></strong>, desde que o título de eleitor esteja em <strong>situação regular</strong> no Cadastro Eleitoral. A exigência da c<strong>oleta biométrica</strong> vale obrigatoriamente para o alistamento eleitoral, que acontece quando a pessoa vai tirar o<strong> primeiro título</strong> ou realizar novos cadastros.   Cerca de <strong>10,99%</strong> dos <strong>eleitores brasileiros</strong> se encontram nessa situação <strong>sem cadastro biométrico</strong> e continuam com o direito garantido de participar do primeiro e do segundo turno, marcados para 4 e 25 de outubro.  </p><h2>O que é a biometria e para que serve</h2><p>A biometria nada mais é do que o cadastro da sua foto, assinatura e digitais, armazenado pela <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-30/novas-tecnologias-levam-justica-eleitoral-a-reforcar-regras.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Justiça Eleitoral</a> para reconhecer você de forma exclusiva na <strong>hora de votar</strong>. O foco do sistema é <strong>aumentar a segurança</strong> das eleições, evitar cadastros duplicados e agilizar a votação. Os dados também alimentam a Identificação Civil Nacional (ICN), iniciativa que ajuda a unificar a identificação das pessoas perante o Estado. </p><p>  A validação da identidade varia conforme o local da <strong>seção eleitoral</strong>. No Brasil, todas as seções possuem <strong>leitores biométricos</strong> acoplados às urnas eletrônicas, <strong>liberando o voto após a leitura da impressão digital de quem tem o cadastro</strong>.   Já nas seções eleitorais no exterior, a leitura biométrica não é utilizada na urna durante a votação, sendo exigido apenas que o eleitor esteja regularmente inscrito e apto. </p><h2>Saiba em quantos candidatos votar e a ordem</h2><p>O eleitor poderá escolher até seis candidatos no<strong> 1º turno das Eleições 2026,</strong> que serão realizadas no<strong> próximo domingo</strong>, dia <strong>4 de outubro</strong>. Cada cargo é identificado por uma <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-26/eleicoes-2026--saiba-em-quantos-candidatos-votar-e-a-ordem.html">sequência numérica</a>: para votar em deputado federal, é necessário teclar 4 dígitos na urna eletrônica. Para deputado estadual, são 5 números. Para senadores, 3 dígitos. Já para governador e presidente da República, são 2 dígitos.</p><h2>A ordem de votação na urna eletrônica será:</h2><ul><li>Deputado federal (quatro dígitos)</li><li>Deputado estadual ou distrital (cinco dígitos)</li><li>Primeiro senador (três dígitos)</li><li>Segundo senador (três dígitos)</li><li>Governador (dois dígitos)</li><li>Presidente da República (dois dígitos)</li></ul>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-10-03/eleitor-sem-biometria-cadastrada-pode-votar-nas-eleicoes--entenda.html</link><dc:creator>Letícia Rodrigues</dc:creator><media:credit>José Cruz/Agência Brasil </media:credit><author>Letícia Rodrigues</author><keywords>Biometria, Eleições, Eleições 2026</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abea44157ded4bc5892485d</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 10:00:00 +0000</pubDate><title>Eleições 2026: veja as vantagens de atuar como mesário</title><description>Convocados e voluntários garantem folgas remuneradas, auxílio financeiro e incentivos para a carreira</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2c/pc/uf/2cpcuf9qjkakodd6ymyrijzf2.jpg"><figcaption>Eleições; mesário; seção eleitoral; voto; título de eleitor<span class="copyright">Geraldo Magela/Agência Senado </span></figcaption></figure><p>Trabalhar como mesário nas <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-01/eleicoes-2026--o-que-pode-e-o-que-nao-pode-no-dia-da-votacao.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">eleições de 2026</a>, seja de forma voluntária ou por convocação, oferece vantagens que vão além do dia da votação.  Embora a atividade não seja remunerada e não gere relação de trabalho com a Justiça Eleitoral, os participantes recebem um auxílio-alimentação de <strong>R$ 65,00</strong> por turno trabalhado, o mesmo valor é pago também no segundo turno. Na Bahia, o pagamento do benefício será feito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) por meio do Pix, utilizando o CPF do mesário cadastrado como chave, em qualquer intituição financeira autorizada pelo Banco Central.</p><p> Tanto trabalhadores de empresas privadas quanto servidores públicos <strong>recebem direito a dois dias de folga por cada dia trabalhado na eleição</strong>, sem desconto no salário. Quem conclui o treinamento (online ou presencial) <strong>ganha mais dois dias extras de folga</strong>. Para usufruir das folgas, basta apresentar a declaração da Justiça Eleitoral ao empregador e alinhar com o seu gestor o período de descanso.</p><p class="              "> Para completar, a experiência como mesário traz <strong>retorno para a formação acadêmica e para a carreira</strong>. A participação pode servir como critério de desempate em concursos públicos (dependendo do edital) e pode ser contabilizada como atividade complementar em instituições de ensino conveniadas.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-10-03/eleicoes-2026--veja-as-vantagens-de-atuar-como-mesario.html</link><dc:creator>Letícia Rodrigues</dc:creator><media:credit>Geraldo Magela/Agência Senado </media:credit><author>Letícia Rodrigues</author><keywords>Voluntários, Eleições 2026, Mesário</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abcfd091d2a02b3480cf46b</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 10:00:00 +0000</pubDate><title>O que o eleitor pode ou não fazer no dia da votação no Rio?</title><description>Regras para o domingo incluem venda de bebidas, transporte público gratuito, uso de celular e manifestações políticas nas ruas de todo o estado</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/53/5w/cl/535wclnymv8rb92ej165io4rz.jpg"><figcaption>Urna eletrônica<span class="copyright">Tânia Rêgo/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>No próximo domingo (4), <strong>eleitores</strong> de todo o Brasil vão às <strong>urnas</strong> para votar em seus candidatos à Presidência, governo estadual, Senado Federal, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas estaduais. Apesar das principais regras da <strong>votação</strong> serem definidas nacionalmente, algumas normas variam de acordo com o estado.</p><p>No <strong>Rio de Janeiro,</strong> por exemplo, diferente de uma parte do país, não existe <strong>Lei Seca eleitoral</strong>, que restringe a comercialização e o consumo de álcool durante o período de votação.</p><p>Assim, estão <strong>permitidos</strong> o <strong>consumo e a venda de bebidas alcoólicas </strong>no dia da votação. Para evitar dúvidas antes de sair de casa, o <strong>iG</strong> reuniu o que os cariocas podem e o que não podem fazer no próximo domingo. </p><h2>O que pode no dia da eleição</h2><p>Além da flexibilidade a partir da não adoção da Lei Seca eleitoral, no Rio de Janeiro, também é permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência política. O <strong>eleitor</strong> pode ir <strong>votar</strong> com a camiseta, broche, adesivo ou bandeira do seu <strong>candidato</strong>, partido ou coligação.  Outra possibilidade é levar uma “cola”, em papel, com os números dos candidatos para consultar antes de digitar na urna.   O <strong>eleitor</strong> carioca também poderá utilizar o transporte público gratuitamente no período da votação. No estado do <strong>Rio</strong>, a medida inclui ônibus urbanos convencionais, BRT, VLT, trens, barcas, metrô e serviços de transporte complementar. A medida será das 6h às 20h, no primeiro turno, e está garantida também em um eventual segundo turno, no dia 25 de outubro.   </p><h2>O que não pode no dia da eleição </h2><p>Apesar de ser permitida a manifestação individual, o eleitor não pode fazer boca de urna ou qualquer ação para tentar convencer outras pessoas a votar em determinado candidato.   Também são proibidos comícios, carreatas, distribuição de santinhos e outros atos de campanha no dia da votação.  O celular não pode ser levado para dentro da cabine de votação. O eleitor deve deixar o aparelho com os mesários antes de entrar na cabine. Também é proibido fotografar ou filmar a urna ou o próprio voto.  Candidatos, partidos e federações também não podem organizar o transporte de eleitores com finalidade eleitoral. A proibição vale mesmo com a gratuidade do transporte público disponibilizada no dia da votação. </p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2026-10-03/o-que-o-eleitor-pode-ou-nao-fazer-no-dia-da-votacao-no-rio-.html</link><dc:creator>Cadu Barbosa</dc:creator><media:credit>Tânia Rêgo/Agência Brasil </media:credit><author>Cadu Barbosa</author><keywords>Regras estaduais, eleições 2026, rio de janeiro, votação, eleitor</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea7032bb22976a362000625</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac0cdfcd5091e146709411f</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 09:42:21 +0000</pubDate><title>Os médicos que não querem ter redes sociais</title><description>Em busca de pacientes ou divulgação do trabalho, nos últimos anos, os perfis desses profissionais nas plataformas se tornaram cada vez mais comuns</description><content:encoded><![CDATA[<p></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/du/g1/ol/dug1olue3qx9yrk5qp8xfnf32.jpg"><figcaption>Muitos médicos criam perfis em redes sociais em busca de novos pacientes<span class="copyright">Vinícius Lemos </span></figcaption></figure><p></p><p>O dermatologista Emerson Vicente Alves, de 53 anos, quer se manter distante das redes sociais. "Tem uma nova brincadeira que fala que residência e capacitação é para médico que não se garante no Instagram", diz, aos risos. Ele não tem perfis nas plataformas e afirma que a única rede social que já teve foi o Orkut, extinto em 2014.</p><p>Alves não quis acompanhar um fenômeno que tomou conta dos médicos nos últimos anos: os perfis profissionais nas redes. Essas plataformas costumam ser usadas para atrair pacientes e conquistar relevância no mercado. Nelas, médicos compartilham fotos, vídeos e textos sobre a profissão, procedimentos e doenças.</p><p>Muitos pacientes buscam perfis de médicos em plataformas como o Instagram para escolher com qual profissional irá se consultar. "A medicina vem transformando essa realidade de comunicação e os profissionais tentam se colocar no mercado através dessas redes sociais", afirma o médico Estevam Rivello, segundo secretário do Conselho Federal de Medicina (CFM).</p><p>O CFM só permitiu que os profissionais divulgassem seus serviços nas redes, seguindo as normas da entidade, a partir de março de 2024. No entanto, muitos médicos já tinham perfis antes disso, mas sem regulação do conselho, que possuía diretrizes consideradas muito restritas para a publicidade da área.</p><p>"Antes, a regulamentação era feita com base no Código de Ética Médica, sem normativas específicas. Depois de março de 2024, a resolução elucidou pontos controversos e estabeleceu regras mais específicas", diz Katiuscia Fogaça, que é médica e publicitária, com doutorado em comunicação social.</p><h3>Regulamentação do CFM</h3><p>Antes de 2024, a regulação do uso das redes sociais de modo profissional era um pedido frequente de muitos médicos. "Havia essa necessidade, até mesmo pela mudança social, por causa dessas relações que são tratadas também virtualmente. A internet se tornou um cartão de visita importante para muitos médicos", afirma Fogaça, que integra a Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR).</p><p>Para muitos médicos, as redes se tornaram uma obrigação e eles tratam o assunto de forma cada vez mais profissional. Muitos investem em empresas especializadas em marketing para produzir os conteúdos para as plataformas.</p><p>Não há um levantamento sobre quantos profissionais possuem perfis em redes como Instagram e TikTok. "Nos nossos cadastros não colocamos a obrigatoriedade do médico informar as mídias sociais próprias", explica Rivello. O CFM já tentou implementar um selo especial para os médicos nas redes sociais, mas o pedido não foi atendido pela Meta, dona do Instagram, WhatsApp e Facebook.</p><p>Enquanto há médicos que gostam de estar nas redes sociais, outros afirmam que estão nelas por pura obrigação. Já aqueles que não estão nessas plataformas tentam, ao máximo, continuar distantes delas.</p><h3>Fora das redes</h3><p>Alves é dermatologista, uma das especialidades médicas que mais recorrem às redes sociais, segundo o CFM. Os conteúdos sobre procedimentos estéticos, comuns em áreas como dermatologia e cirurgia plástica, estão entre os mais difundidos nas plataformas digitais.</p><p>"Toda vez que você mistura interesses comerciais com áreas sensíveis, como a medicina, pode haver indução a erros e vieses. Há gente que acerta no que faz nas redes, mas já me mostraram algumas condições bem questionáveis de colegas", afirma Alves. "A medicina demanda uma explicação, uma proteção e uma sinceridade que, muitas vezes, não consegue ser passada em um vídeo curto. Muitas vezes, o que precisa ser feito não é algo glamouroso para as redes."</p><p>Nas consultas, muitos pacientes do dermatologista costumam se queixar que não o encontraram no Instagram. "Aí eu explico que não tenho rede social. Já faz mais de dez anos que escuto que tenho que fazer um Instagram, que é fundamental e tudo mais. E o tempo vai passando, eu continuo sem redes e as coisas continuam funcionando", conta.</p><p>O dermatologista atende diversos funcionários de empresas de tecnologia próximas ao consultório dele, na região do Itaim Bibi, em São Paulo (SP). "Tenho vários pacientes dessas empresas, muitas delas da área de mídia social, e o pessoal vem aqui mesmo que eu não tenha um perfil em rede social. Acaba sendo, basicamente, indicação interna, um indica para o outro", diz.</p><p>"Eu não conseguiria fazer vídeos todos os dias, responder 400 perguntas no Instagram, atender e tal. Eu não tenho tempo para isso. E eu acho estranho terceirizar esse tipo de serviço, porque a pessoa que entra em contato com o médico quer falar comigo, não com um terceiro que vai responder. Isso é um negócio curioso."</p><p>Alves avalia que perde pacientes por não ter redes sociais, mas pontua que há outras formas de ser descoberto. "Dias desses, uma paciente disse que me encontrou porque foi pesquisar o meu nome para ver a minha formação, o que eu já tinha feito e quem eu era, por isso me escolheu. Isso também é uma forma importante para um paciente."</p><h3>As redes para médicos iniciantes</h3><p>Não são apenas os médicos que atuam na área da estética que estão em massa nas redes. Nas plataformas há também inúmeros profissionais como psiquiatras, ortopedistas, nutrólogos, endocrinologistas, ortopedistas, entre outros. "Há profissionais de todas as especialidades. É uma questão de demanda e oferta. Como isso tem crescido cada vez mais, muitos sentem essa necessidade de também fazer a publicização do trabalho", afirma Fogaça.</p><p>Os médicos mais novos estão entre aqueles que mais sentem necessidade de abrir um perfil nas redes, dizem os especialistas. Além da questão geracional – os mais jovens costumam ter maior familiaridade com o tema –, isso ocorre porque esses profissionais precisam ser descobertos por possíveis pacientes, além de fortalecer a própria marca, principalmente os que atendem em clínicas particulares.</p><p>Mas nem todo jovem médico está nas redes. Emilio Abelama Neto, de 31 anos, não cogitou ter um perfil no Instagram ou no TikTok quando concluiu a residência médica em psiquiatria, no início de 2023. "Não tenho nenhuma rede profissional, só um Instagram pessoal, mas nem tenho o aplicativo no meu celular, acho que nunca postei nada."</p><p>A dinâmica dessas plataformas é um dos motivos para que ele evite utilizá-las. "Eu acho que as redes têm alguns problemas. É difícil manter o controle sobre o uso delas, porque há um mecanismo que pode levar as pessoas a se viciarem. E é um ambiente muito voltado à propaganda, que ganha muito com o tempo das pessoas. É uma lógica que não me interessa", afirma.</p><p>Neto atende em consultórios particulares, mas a sua principal atuação é a área da pesquisa. Ele afirma que sem redes sociais, médicos e pacientes podem ter contato, quando necessário, por meio do WhatsApp ou por ligação telefônica. "Antigamente, podia ser comum até por e-mail, caso o paciente precisasse entrar em contato para questões mais técnicas."</p><p>Ele diz que tem notado um movimento na psiquiatria de profissionais que usam as redes para serem encontrados por novos pacientes. "Só que tem muita gente que posta conteúdos de qualidade muito baixa, ou por pouco conhecimento, ou pela maneira ali que vai tentar aplicar, acaba virando muito comercial. É preciso ter um cuidado grande."</p><h3>Os problemas das redes dos médicos</h3><p>Os médicos que usam as redes profissionalmente precisam seguir algumas condições apontadas pelo CFM como fundamentais para a categoria. Para divulgar imagens e resultados de procedimentos, por exemplo, é preciso que o paciente não seja identificado e as informações sobre a intervenção precisam estar claras na publicação, como as indicações, fatores que influenciam os resultados e as possíveis complicações.</p><p>O conselho não permite que o médico prometa resultados, divulgue informações falsas ou atribua eficácia privilegiada a técnicas e equipamentos. Os comentários elogiosos de pacientes ou terceiros, compartilhados pelos profissionais, também são consideradas como publicações do médico e ficam sujeitos às mesmas regras.</p><p>Na prática, essas regras do CFM nem sempre são respeitadas. Isso pode levar a punições. O conselho orienta que o profissional faça correções, mas caso as adequações não sejam feitas, o caso pode até mesmo virar um Processo Ético-Profissional (PEP).</p><p>Nos últimos anos, os conselhos de medicina passaram a receber inúmeras denúncias referentes a publicações de profissionais que não seguem as normas estabelecidas. Segundo Rivello, os números de processos relacionados a irregularidades nas redes sociais superaram os de erros em procedimentos médicos ou falta de assistência aos pacientes, que eram os mais comuns no passado. O CFM informou que não tem levantamentos sobre esses processos em todo o país até o momento.</p><p>Normalmente, segundo o conselho, os profissionais são notificados, fazem as adequações necessárias e os procedimentos são encerrados. Muitos desses médicos notificados por irregularidades alegam que contrataram agências que não seguiram as regras da categoria.</p><h3>Mudança na rotina</h3><p>Entre os alvos dessas notificações dos conselhos estão as publicações que propagam desinformações. Esse tipo de conteúdo sem base científica prejudica até mesmo a rotina de outros profissionais.</p><p>Sofia Moreira, de 31 anos, é médica de família e comunidade (MFC), no Sistema Único de Saúde (SUS), e vivencia o impacto da desinformação divulgada por colegas nas redes. "Passo grande parte das consultas tendo que desmentir falas de médicos do Instagram. Infelizmente, tem muito médico fazendo conteúdo que não é baseado em evidência científica, que não tem sentido com a realidade das pessoas, muitas vezes para ganhar dinheiro em cima disso."</p><p>"O problema é que há muitos profissionais que querem apresentar soluções fáceis, simplistas, sobre problemas que são muito mais profundos do que, por exemplo, uma falta de vitamina", completa.</p><p>Mas as redes não são apenas desinformação, frisa Moreira. Ela diz que também há conteúdo positivo nessas plataformas. "Muitos pacientes vêm com informações corretas e interessantes que olharam em perfis de médicos. Existem conteúdos interessantes."</p><p>"O ideal seria que as redes sociais não fossem vistas como lugar para angariar pacientes, mas sim para compartilhar informações e promoção de saúde, com medicina baseada em evidência. Mas sei que isso é algo utópico", afirma.</p><p>A médica não tem redes sociais e não planeja usá-las profissionalmente. Apesar disso, ela não descarta que, no futuro, se sinta na obrigação de criar um perfil profissional. "Enquanto eu conseguir estar no SUS, não faz parte dos meus planos ter uma rede social. Mas se eventualmente eu migrar para uma clínica, pode acontecer de criar um perfil, mas seria a contragosto", diz.</p><p></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-10-03/os-medicos-que-nao-querem-ter-redes-sociais.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Vinícius Lemos </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>Brasil</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac06383033dd269232ea026</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 07:00:00 +0000</pubDate><title>CPTM terá obras no sábado; domingo de eleição opera sem pausas</title><description>Linhas de trem de SP passam por manutenção neste sábado (3); no domingo (4), trens circulam com intervalos de 10 a 12 minutos para atender eleitores</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/b1/7j/32/b17j327kjn5bhg3d8yxc8bv9i.jpg"><figcaption>Operação da CPTM muda neste sábado (3) para obras de modernização; no domingo (4), circulação será normal para o dia de votação<span class="copyright">Reprodução/Agência SP </span></figcaption></figure><p>As linhas da <a href="https://turismo.ig.com.br/destinos-nacionais/2026-09-30/trem-expresso-turistico-de-sao-paulo-vendera-ingressos-para-3-cidades.html">Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)</a> passam por obras de manutenção e modernização neste sábado (3), o que vai alterar as plataformas de embarque e aumentar o tempo de espera dos passageiros. Já no domingo (4), dia das eleições, as intervenções serão totalmente suspensas entre 8h e 17h, garantindo intervalos regulares de 10 minutos nas linhas 10, 11 e 12, e de 12 minutos na Linha 13-Jade, para facilitar o deslocamento dos eleitores.</p><p>Confira abaixo as alterações: </p><h2>Sábado (4)</h2><p><em>Linha 10-Turquesa</em></p><p>Das 22h ao fim da operação comercial, os passageiros devem embarcar e desembarcar, em ambos os sentidos, pela plataforma 2 na Estação Tamanduateí, pela plataforma 1 na Estação Ipiranga e pela plataforma 3 na Estação Juventus-Mooca. As alterações são necessárias para a realização de obras na estação Ipiranga do Metrô.</p><p><em>Linha 12-Safira</em></p><p>Das 23h até o fim da operação, os passageiros, em ambos os sentidos, devem embarcar e desembarcar pela plataforma 2 nas estações Jardim Romano, Itaim Paulista e Jardim Helena-Vila Mara. A alteração é necessária para carga de materiais.</p><h2>Domingo (4)</h2><p><em>Linha 12-Safira</em></p><p>Do início da operação até as 6h, os passageiros, em ambos os sentidos, devem embarcar e desembarcar pela plataforma 2 nas estações Jardim Romano, Itaim Paulista e Jardim Helena-Vila Mara. A alteração é necessária para carga de materiais</p><p><em>Expresso Aeroporto</em></p><p>Durante toda a operação comercial, o intervalo será de 1 hora. </p><h2>Passageiro pode buscar mais informações</h2><p>De acordo com a CPTM, os colaboradores da companhia estarão à disposição para auxiliar os passageiros nos seus deslocamentos, além de avisos sonoros, painéis eletrônicos e informativos nas estações. O usuário também pode acompanhar os avisos nas redes sociais da instituição e tirar dúvidas pela Central de Relacionamento 0800 055 0121 ou pelo WhatsApp (11) 99767-7030.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2026-10-03/cptm-tera-obras-no-sabado--domingo-de-eleicao-opera-sem-pausas.html</link><dc:creator>Luis Antonio Souza</dc:creator><media:credit>Reprodução/Agência SP </media:credit><author>Luis Antonio Souza</author><keywords>cptm, eleições 2026, são paulo</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea7037ab22976a36200062c</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac05a5e2d3829c93f771e47</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 01:29:09 +0000</pubDate><title>Suspeitos de matar PM na Marginal Tietê morrem em ação do Deic</title><description>Investigados reagiram à abordagem ao cumprirem mandado de prisão no Campo Limpo; terceiro envolvido na morte do cabo Paulo Roberto segue procurado</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0b/vg/rz/0bvgrztah13zmwdx5f363u9ed.jpg"><figcaption>Polícia Militar de São Paulo<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Dois homens investigados por causar a <strong>morte do cabo da <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/policia/">Polícia Militar</a> Paulo Roberto Lima, de 44 anos</strong>, morreram em uma troca de tiros com a Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (2), no bairro do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo.</p><p>De acordo com a <strong>Secretaria de Segurança Pública (SSP)</strong>, em nota a uma matéria do g1, os agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), foram recebidos a tiros ao chegarem ao endereço para cumprir mandados de prisão temporária contra a dupla. O crime cometido pelos suspeitos foi latrocínio (roubo seguido de morte). Os policiais revidaram e eles morreram no local. Nenhum agente ficou ferido.</p><p>A perícia técnica foi acionada para realizar os exames no local da ocorrência. As identidades dos mortos não foram divulgadas.</p><h2>Relembre o assalto na Marginal Tietê </h2><p>O cabo Paulo Roberto morreu após ser atacado na noite de 28 de agosto, na altura do Parque Novo Mundo, na zona norte da capital. Ele estava de folga e havia encostado o carro na Marginal Tietê para checar se tinha dado algum problema no pneu.</p><p>De acordo com as investigações, o PM foi abordado por três homens. A vítima foi imobilizada por um golpe "mata-leão" e atingida por um disparo na cabeça. Na sequência, os criminosos fugiram levando a arma particular do policial, uma pistola calibre .45. </p><p>Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas não resistiu. O ataque foi presenciado por um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que prestou depoimento.</p><p>A principal linha de investigação é que o policial tenha sido vítima da chamada "gangue da pedra" — grupo especializado em colocar obstáculos na pista para forçar a parada de motoristas e realizar assaltos.</p><p>O cabo integrava a Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep), atuava na região do Alto Tietê e morava em Poá, onde foi sepultado. Ele deixou três filhos.</p><h2>Buscas pelo terceiro envolvido no crime continuam </h2><p>Um homem chegou a ser detido no bairro do Cangaíba, no início de setembro, na zona leste, por ser suspeito de participação no caso. Ele prestou depoimento ao Deic e teve o celular apreendido, mas acabou liberado após a perícia não encontrar indícios diretos de sua participação no latrocínio.</p><p>Com a morte dos dois investigados no confronto desta sexta-feira (2), a Polícia Civil mantém as diligências para identificar e prender o terceiro suspeito de integrar o grupo criminoso.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2026-10-02/suspeitos-de-matar-pm-na-marginal-tiete-morrem-em-acao-do-deic.html</link><dc:creator>Luis Antonio Souza</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Luis Antonio Souza</author><keywords>policia militar, crime, ssp, são paulo</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea7037ab22976a36200062c</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac0317a2d3829c93f771e33</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 00:45:00 +0000</pubDate><title>Último ato: como presidenciáveis encerram campanha neste sábado</title><description>Lula participa de caminhada em São Paulo, enquanto Flávio Bolsonaro faz motociata em Brasília. Caiado fica em Goiás e Renan no litoral e capital</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/at/8s/vv/at8svvt7hcb5f3jposobbf5eq.jpg"><figcaption>Lula, Flávio Bolsonaro, Cury, Caiado, Renan Santos e Zema<span class="copyright">Reprodução/TV Globo </span></figcaption></figure><p>Os <strong>candidatos à Presidência da República</strong> se preparam neste sábado (3) para o <strong>último dia de campanha</strong> antes do <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-01/eleicoes-2026--o-que-pode-e-o-que-nao-pode-no-dia-da-votacao.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4)</a>. Os principais presidenciáveis concentram os compromissos em São Paulo, Brasília e em seus principais <strong>redutos eleitorais.</strong></p><h2>Lula faz caminhada na Avenida Paulista</h2><p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra sua campanha com uma caminhada em São Paulo. A concentração está marcada para as 10h, na região da Avenida Paulista, na esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo.</p><p>O ato terá a participação do candidato ao governo paulista, Fernando Haddad (PT), e de aliados como o vice-presidente Geraldo Alckmin, vice na chapa de Lula, Marina Silva e Simone Tebet, candidatas ao Senado. A caminhada é o último ato público de Lula antes da votação.</p><h2>Flávio Bolsonaro participa de motociata em Brasília</h2><p>Flávio Bolsonaro (PL) participa neste sábado de uma motociata em Brasília. A concentração está marcada para as 9h, na Granja do Torto.</p><p>O ato, chamado pelos organizadores de “Motociata da Liberdade”, deve contar com a participação de Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e da governadora do Distrito Federal, Celina Leão. A mobilização também foi convocada como uma homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.</p><p>A agenda de Brasília é a informação mais recente divulgada pela campanha de Flávio para o sábado e substitui a indicação anterior de que o candidato faria uma carreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana.</p><h2>Caiado permanece em Goiás</h2><p>Ronaldo Caiado (PSD) encerra a campanha em Goiânia. </p><p>Às 8h30, participa de uma caminhada ao lado do candidato à reeleição ao governo de Goiás, Daniel Vilela (MDB), com saída da Praça Joaquim Lúcio, no setor Campinas, e chegada à Praça Botafogo.</p><p>Às 11h, os dois participam de uma carreata na Região Noroeste da capital, com concentração na Avenida Nerópolis, no setor Balneário Meia Ponte. À tarde, Caiado permanece em Goiânia e deve percorrer diferentes regiões da cidade em um palanque móvel.</p><h2>Renan Santos percorre litoral e capital de SP</h2><p>Renan Santos (Missão) encerra a campanha com compromissos em São Paulo. A agenda divulgada pela campanha prevê passagem por Santos, às 12h, e, posteriormente, por São Paulo, às 15h.</p><p>O candidato realizou nas últimas semanas uma caravana por diferentes cidades brasileiras.</p><h2>Augusto Cury fica interior paulista</h2><p>Augusto Cury (Avante) deve concentrar o último dia de campanha no interior de São Paulo.</p><p>O candidato não confirmou compromissos públicos para este sábado, último dia de campanha. O candidato retornou a Ribeirão Preto, onde mora, após cumprir agenda no Rio de Janeiro na quinta-feira (1º).</p><h2>Zema não confirmou agenda pública</h2><p>Romeu Zema (Novo) não tinha, até o fechamento desta reportagem, uma agenda pública de campanha confirmada para o sábado.</p><h2>Últimas horas antes da votação</h2><p>De acordo com a Justiça Eleitoral, este sábado é o último dia para a realização de caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material de campanha. Essas atividades podem ocorrer até as 22h.</p><p>Além dos últimos atos de campanha, o sábado será marcado pela divulgação de novas <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-10-02/como-pesquisas-falsas-influenciam-eleicoes.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">pesquisas de intenção de voto.</a></p><p>O <strong>Datafolha</strong> prevê divulgar uma nova rodada sobre a disputa presidencial, com 4.006 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais. A <strong>Quaest</strong> também tem divulgação prevista para o sábado, na véspera da votação.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/2026-10-02/ultimo-ato--como-presidenciaveis-encerram-campanha-neste-sabado.html</link><dc:creator>Marcia Bessa Martins</dc:creator><media:credit>Reprodução/TV Globo </media:credit><author>Marcia Bessa Martins</author><keywords>Primeiro turno, Encerramento, Campanha, Presidenciáveis, agenda, sábado</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f61ec77ab1b9a16350000ee</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac04934033dd269232ea01a</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 00:15:55 +0000</pubDate><title>Brasileira mata filha de 4 anos após perder guarda nos EUA</title><description>Polícia aponta Cibelle Kubala como autora dos disparos; Vivian morreu no local, enquanto mãe ficou hospitalizada e faleceu no dia seguinte</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/dj/8e/71/dj8e71vt6y6rtim79boko1z6d.jpg"><figcaption>Cibelle Savella e Vivian<span class="copyright">Reprodução/Facebook </span></figcaption></figure><p>Uma<strong> brasileira</strong> de 35 anos <strong>matou</strong> a <strong>filha</strong> de 4 anos em <strong>Houston,</strong> no <strong>Texas,</strong> <strong>Estados Unidos,</strong> na terça-feira (29), horas depois de uma audiência judicial transferir a custódia principal da criança para o pai. A mãe, identificada como <strong>Cibelle Savella,</strong> também conhecida como <strong>Cibelle Kubala,</strong> morreu no hospital no dia seguinte.</p><p>A menina, <strong>Vivian Savella,</strong> foi encontrada morta dentro da residência. Segundo a <strong>Polícia de Houston,</strong> Cibelle também estava ferida e foi levada em estado grave para um hospital. A<strong> Divisão de Homicídios</strong> investiga o caso.</p><p>Vivian deveria ser entregue ao pai, <strong> Aaron Savella,</strong> naquela mesma noite. Horas antes, a Justiça havia determinado que a menina passasse a morar principalmente com ele e que os períodos de convivência com a mãe fossem supervisionados.</p><p>O atual marido de Cibelle e uma babá estavam na casa no momento dos disparos. Os dois ouviram os tiros e encontraram mãe e criança. A polícia não apontou envolvimento deles no crime.</p><h2>Decisão restringiu contato entre mãe e criança</h2><p>A disputa pela custódia vinha sendo travada desde a separação de Cibelle e Aaron. O divórcio foi concluído em 2024, mas o processo envolvendo Vivian continuou na Justiça.</p><p>Além de conceder ao pai a custódia principal, a decisão estabelecia que Cibelle só poderia permanecer com Vivian sob supervisão contínua, segundo documentos judiciais obtidos pela ABC13.</p><p>Documentos citados pela imprensa internacional também indicam que a brasileira não poderia conversar em português com a menina sem a presença de um supervisor que compreendesse o idioma. A decisão ainda restringia a participação da mãe em atividades escolares da criança.</p><p>A polícia foi acionada por volta das 17h45, no horário local. Vivian morreu ainda na residência. Cibelle foi hospitalizada e teve a morte confirmada no dia seguinte.</p><h2>Pai aguardava a chegada da menina</h2><p>Aaron aguardava a transferência da filha depois da decisão judicial. Em manifestação divulgada por seus advogados, a família afirmou estar devastada e disse que o pai havia seguido as determinações da Justiça durante a disputa pela criança.</p><p class="    ">Os representantes de Aaron disseram que Vivian era profundamente amada pela família e que deveria ter retornado para a casa do pai naquela noite. A transferência, porém, não chegou a ocorrer.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2026-10-02/brasileira-mata-filha-4-anos-apos-perder-guarda-eua.html</link><dc:creator>Pedro Emerenciano</dc:creator><media:credit>Reprodução/Facebook </media:credit><author>Pedro Emerenciano</author><keywords>Mundo, Brasil, Estados Unidos, Houston</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea6fe92b22976a362000605</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac043e42d3829c93f771e3f</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 23:53:16 +0000</pubDate><title>Sem dados? STF libera acesso ao e-Título e agências de checagem</title><description>Decisão obriga operadoras a liberarem dados móveis sem cobrança para serviços da Justiça Eleitoral 72h antes e 24h após cada turno das eleições</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4h/gc/5b/4hgc5bzfhvtp5ddpm1fgfkr8g.jpg"><figcaption>O ministro do STF Cristiano Zanin<span class="copyright">Gustavo Moreno/STF  </span></figcaption></figure><p>Os eleitores que utilizam <strong>planos de celular pré-pago</strong> e ficarem <strong>sem franquia de dados móveis</strong> <strong>durante as <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-10-02/eleicoes-2026--tudo-que-voce-precisa-saber-antes-de-votar.html">eleições de 2026</a></strong> poderão acessar gratuitamente o aplicativo e-Título e os outros serviços da <strong>Justiça Eleitoral</strong>. O <strong>Supremo Tribunal Federal (STF)</strong> formou maioria na última terça-feira (29) para confirmar a decisão liminar do ministro <strong>Cristiano Zanin</strong>.</p><p>A medida determina que a <strong>Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)</strong> garanta aos usuários <strong>a navegação sem desconto na franquia de internet durante as 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas seguintes a cada turno</strong>. A intenção é assegurar que a população consulte dados de quitação eleitoral, local e horário de votação, além de informações sobre os candidatos.</p><p>"Assim como o transporte gratuito constitui condição material para o exercício do direito de voto e para a soberania popular, o acesso a informações confiáveis também é essencial à participação política e à legitimidade do processo eleitoral", destacou Zanin.</p><h2>Gratuidade é estendida a agências de checagem contra fake news</h2><p>O relator determinou que o benefício não se limite aos domínios oficiais com final .jus.br (como os sites do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais), mas contemple também as agências de checagem de fatos parceiras da Justiça Eleitoral.</p><p>De acordo com o ministro, a liberação é estratégica porque o esgotamento dos dados móveis costuma limitar o acesso do usuário às redes sociais e aplicativos de mensagens, onde conteúdos falsos circulam com maior rapidez.</p><p>"O acesso aos sites da rede de checagem permitirá, com ainda maior profundidade, a verificação de informações difundidas ao longo do período eleitoral a partir de diferentes fontes, algo significativo considerando, sobretudo, a velocidade da desinformação", ressaltou o relator, relembrando que modelo semelhante (zero rating) foi adotado nas Eleições de 2020.</p><h2>STF atende pedido parcial para evitar colapso das redes móveis </h2><p>A decisão atende parcialmente a uma ação movida pelo Partido Verde (PV) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que solicitavam a suspensão total do bloqueio de dados móveis para toda a navegação na internet durante o período eleitoral.</p><p>O STF negou a liberação irrestrita com base em alertas emitidos pela Anatel e pelas operadoras de telefonia. Os órgãos técnicos apontaram alto risco de sobrecarga nas antenas e colapso das redes móveis, o que poderia comprometer chamadas de emergência e a própria transmissão oficial dos dados das urnas pelas seções eleitorais de todo o país.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-10-02/sem-dados--stf-libera-acesso-ao-e-titulo-e-agencias-de-checagem.html</link><dc:creator>Luis Antonio Souza</dc:creator><media:credit>Gustavo Moreno/STF  </media:credit><author>Luis Antonio Souza</author><keywords>stf, etitulo, tse, eleições 2026, anatel, Operadoras de Celular</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abffee12d3829c93f771deb</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 21:29:39 +0000</pubDate><title>ONS faz operação preventiva para garantir energia nas eleições</title><description>A operação será repetida no segundo turno, em 25 de outubro, com início no dia 24 e término no dia 26</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9j/cx/t2/9jcxt2x0a0m9zl6u5ojei1l7b.jpg"><figcaption>Serão ofertados 13 lotes de linhas de transmissão de energia<span class="copyright">Pixabay </span></figcaption></figure><p>O<strong> Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)</strong> adotará um monitoramento <strong>preventivo</strong>, da 0h deste sábado (3) até as 7h de segunda-feira (5), para garantir que não haja interrupções no <strong>fornecimento</strong> de <strong>energia</strong> <strong>elétrica</strong> durante o Primeiro Turno das <strong>Eleições</strong> 2026, marcado para o próximo domingo (4).</p><p>A operação será repetida no segundo turno, em 25 de outubro, com início no dia 24 e término no dia 26.</p><p>Entre as medidas, está a solicitação para que as distribuidoras de energia deixem equipes de operação e manutenção de sobreaviso para casos de emergência.</p><p>O ONS também pede que sejam evitadas manutenções programadas que envolvam corte de carga ou risco de corte de carga e recomenda a operação do sistema elétrico com fluxos mais reduzidos, de forma a aumentar a segurança.</p><p>O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, disse que as medidas buscam dar proteção adicional à rede em um momento de grande relevância para o país.</p><p>"Essa atuação preventiva busca preservar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional e garantir que o fornecimento de energia ocorra com estabilidade e segurança durante todo o processo de votação."</p><p>O plano operacional envolve ainda a troca de informações do ONS sobre o desempenho do sistema e eventuais ocorrências com geradores, transmissores e distribuidores de energia, além do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).</p><p>Na segunda-feira (5), o ONS deve emitir um relatório com o resumo das informações técnicas sobre o desempenho da rede de operação do sistema elétrico, destacando os fatos relevantes que ocorreram durante a operação.</p><p>A iniciativa atende à Resolução nº 001/2005 do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que define que o ONS deverá propor medidas extras de segurança a fim de garantir o suprimento de energia elétrica em eventos de grande relevância.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-02/ons-faz-operacao-preventiva-para-garantir-energia-nas-eleicoes.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Pixabay </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Politica, eleicoes 2026, energia eletrica, Operador Nacional do Sistema Eletrico, ONS</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac000c2033dd269232e9fcb</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 21:27:35 +0000</pubDate><title>Eleição define Senado com poder decisivo sobre governo e STF</title><description>Composição da Casa define o futuro de pautas do governo, a aprovação de ministros do STF, embaixadores e vetos presidenciais</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1g/5u/zx/1g5uzx4dfltrkagzn6ntv7wzo.jpg"><figcaption>Plenário do Senado<span class="copyright">Mariza Sabino/iG </span></figcaption></figure><p>Além de escolher o próximo presidente do Brasil, os eleitores brasileiros definirão neste domingo (04/10) a composição do Senado Federal. A Casa terá papel estratégico nos próximos anos, com poder para influenciar a tramitação das pautas do Executivo e aprovar a indicação de quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de novos chefes de missões diplomáticas do país.</p><p>A eleição renovará dois terços das 81 cadeiras do Senado e poderá determinar para que lado penderá a balança da Casa pelos próximos oito anos. Isso porque os senadores são eleitos para representar seus estados e o Distrito Federal por um mandato que atravessa dois períodos presidenciais.</p><p>Entre os 314 candidatos ao cargo em todo o país, 32 são senadores que tentam a reeleição. Dos 54 parlamentares cujos mandatos estão em disputa, quase metade integrava a base governista. Os novos nomes que tomarão posse em janeiro de 2027 poderão, portanto, redefinir a maioria parlamentar e reequilibrar as forças entre Executivo e Legislativo.</p><h3>Peso estratégico</h3><p>O número reduzido de parlamentares ajuda a explicar a importância do Senado. Como bastam 41 votos para alcançar a maioria absoluta, o governo federal dispõe de menos margem para negociações voto a voto na aprovação de seus projetos. O quórum varia conforme a matéria: uma PEC exige 49 votos, enquanto o impeachment de um ministro do STF depende de 54.</p><p>Na tramitação de projetos de lei, Câmara e Senado podem atuar como Casa iniciadora ou revisora. Os senadores podem alterar, aprovar ou rejeitar textos enviados pelos deputados, criando obstáculos legislativos aos interesses do Planalto.</p><p>A margem de manobra do governo diminuiu ainda mais com o avanço das emendas parlamentares impositivas no total dos gastos públicos – um recorde de R$ 44,8 bilhões no próximo ano. Tratam-se de valores incluídos no Orçamento da União cujo destino é indicado pelo próprio parlamentar e o governo é obrigado a pagar. Issoreduz o poder de barganha do Executivo, que não tem mais a liberação de recursos como ativo de negociação.</p><p>Outro ponto estratégico atribuído ao Senado é a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que pode inquirir testemunhas, convocar ministros e investigar ações do governo, como no caso da CPI da Covid, em 2021.</p><p>Neste ano, as tensões entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também evidenciaram o peso político da Casa. Alcolumbre travou pautas prioritárias do governo e só voltou a sinalizar que colocaria em votação propostas como o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública em agosto, às vésperas do início da campanha eleitoral. A definição do ritmo de tramitação da agenda legislativa está nas mãos do presidente do Senado.</p><p>Também cabe à Presidência do Senado conduzir as sessões do Congresso Nacional que analisam vetos presidenciais. Durante o terceiro mandato de Lula o Congresso registrou uma proporção excepcionalmente alta de derrubadas de vetos, com mais da metade dos vetos presidenciais rejeitados, indica levantamento da DW.</p><p>O Congresso impôs derrotas ao presidente ao derrubar, por exemplo, o veto ao aumento do IOF, que poderia render mais de R$ 20 bilhões aos cofres da União, e ao restabelecer a chamada "saidinha" de detentos. Também avançaram no Legislativo a manutenção do marco temporal para terras indígenas e a derrubada do veto à desoneração da folha de pagamento. Em todos esses episódios, o Senado teve participação decisiva.</p><h3>Indicação e impeachment de ministros</h3><p>As turbulências entre governo e Senado também incluem a rejeição histórica do nome de Jorge Messias para uma cadeira no STF. Foi a primeira vez, em 132 anos, que a Casa rejeitou um indicado da Presidência para o Supremo. A derrota ocorreu em meio a uma articulação de bastidores liderada por Alcolumbre, que, à época, defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco para a vaga.</p><p>Entraves semelhantes já haviam surgido durante o governo de Jair Bolsonaro. O Senado não decide apenas se uma indicação será aprovada ou rejeitada, mas também o ritmo de sua tramitação. André Mendonça, segundo nome indicado pelo ex-presidente ao STF, aguardou cerca de quatro meses e meio até ser sabatinado após um impasse com Alcolumbre.</p><p>Ao rejeitar Messias e romper a tradição de aprovar os indicados do Executivo, ou ao retardar o andamento de indicações presidenciais, o Senado demonstra que sua próxima composição terá influência decisiva sobre a formação do Supremo. A Corte tem assumido papel cada vez mais relevante em temas sensíveis tanto para o Executivo quanto para o Legislativo.</p><p>Pelo rito da Casa, o indicado ao STF precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, ser aprovado pelo plenário.</p><p>Na próxima legislatura, três ministros do Supremo atingirão a idade-limite de 75 anos. Somada à vaga aberta pela aposentadoria voluntária de Luís Roberto Barroso, a próxima composição do Senado poderá analisar quatro indicações do futuro presidente da República.</p><p>Como os eleitos neste ano atravessarão dois mandatos presidenciais, o Senado escolhido em 2026 ainda poderá participar da aprovação de outra indicação, em 2033, quando o ministro Edson Fachin deixará a Corte.</p><p>Além de definir quem entra no STF, o Senado também pode decidir quem sai. Até o final de 2025, a Casa acumulava quase uma centena de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Cabe ao presidente do Senado dar encaminhamento inicial a essas denúncias, como as que se acumulam, a pedido da oposição, contra o ministro Alexandre de Moraes. Na prática, os pedidos podem permanecer por longos períodos sem arquivamento nem deliberação, mas podem ser pautados a qualquer momento.</p><h3>Embaixadores</h3><p>O poder de influência do Senado também alcança a indicação de embaixadores. Em uma eleição marcada por pressões externas, como a imposição de tarifas americanas, a nomeação de chefes de missões diplomáticas para diferentes capitais e organismos internacionais tornou-se um tema relevante para o governo. Em alguns casos, essas indicações também têm peso político nas articulações do Executivo.</p><p>Em 2020 e 2022, por exemplo, o Senado adotou medidas que atrasaram ou interromperam a tramitação de indicações diplomáticas. Em outubro de 2022, a Comissão de Relações Exteriores cancelou uma sessão que previa a sabatina de 12 indicados a embaixadas e organismos internacionais, sem marcar nova data. Dois anos antes, o então ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sofreu uma derrota quando seu indicado, Fabio Mendes Marzano, foi rejeitado para o posto em Genebra por 37 votos a 9.</p><p>Em 2019, também dependeria da aprovação do Senado a intenção declarada de Jair Bolsonaro de indicar seu filho, Eduardo Bolsonaro, para a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. A indicação, porém, nunca foi formalizada. Após a repercussão negativa, o então presidente afirmou que reavaliaria a proposta para evitar submeter o filho a uma derrota no Senado.</p><p>gq/cn (DW, OTS)</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-10-02/eleicao-define-senado-com-poder-decisivo-sobre-governo-e-stf.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Mariza Sabino/iG </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>Politica</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac01999033dd269232e9ff2</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 21:24:30 +0000</pubDate><title>Fim de semana de eleição tem chuvas fortes no estado de SP</title><description>Já no domingo, a chuva vai se intensificar e pancadas de chuvas devem ocorrer já nas primeiras horas da manhã</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8g/xi/w9/8gxiw9jzua71nghgu9lutvujh.jpg"><figcaption>Chuva em São Paulo<span class="copyright">Agência São Paulo </span></figcaption></figure><p>A <strong>Defesa Civil de São Paulo</strong> prevê que o próximo domingo (4), quando ocorrerão as <strong>eleições</strong>, deverá ter fortes <strong>chuvas</strong> no estado.</p><p>Segundo o órgão, neste sábado (3), haverá aumento da nebulosidade e ocorrência de pancadas de chuva, principalmente durante o período da tarde e no interior do estado.</p><p>Já no domingo, a chuva vai se intensificar e pancadas de chuvas devem ocorrer já nas primeiras horas da manhã. Em algumas regiões do estado, a chuva poderá ser forte, acompanhada de raios e rajadas de vento.</p><p>Na segunda-feira (5), o tempo deverá continuar instável, com chuvas de forma mais persistente, podendo ganhar intensidade em alguns momentos. Os maiores acumulados de precipitação devem ocorrer em cidades próximas à divisa com o estado do Paraná.</p><p>A Defesa Civil orienta a população a evitar áreas sujeitas a alagamentos e não permanecer perto de árvores, locais abertos ou estruturas metálicas durante a ocorrência de raios.</p><h2>Região Sudeste</h2><p>Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o dia das eleições terá tempo instável em grande parte da Região Sudeste.</p><p>Nas áreas do Triângulo Mineiro, noroeste de Minas Gerais, além das regiões noroeste, oeste, centro e sul de São Paulo devem ter chuvas com trovoadas.</p><p>Nas demais áreas da região, o dia deverá ser de muitas nuvens, com pancadas de chuva.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2026-10-02/fim-de-semana-de-eleicao-tem-chuvas-fortes-no-estado-de-sp.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Agência São Paulo </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Geral, Chuva, eleicoes 2026, Sao Paulo</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea7037ab22976a36200062c</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac01f392d3829c93f771e1c</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 21:21:47 +0000</pubDate><title>Defesa Civil mobiliza equipes para temporais no Sul e Sudeste</title><description>O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta sexta-feira (2) aviso vermelho, de grande perigo, para o final de semana</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/dp/l3/xm/dpl3xmxpqgvp5ntmcnyw9fi5a.jpg"><figcaption>Chuvas fortes em São Paulo<span class="copyright">Micaela Wentz / iG </span></figcaption></figure><p>A previsão de <strong>fortes</strong> <strong>chuvas</strong> no Sul e no Sudeste neste fim de semana levou a <strong>Defesa Civil Nacional</strong> a acionar equipes de resposta. No domingo (4), será realizado o <strong>Primeiro Turno das Eleições 2026.</strong></p><p>Para apoiar os estados com maior risco, o órgão informou que já está com equipes técnicas pré-mobilizadas nas cidades de Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).</p><p>Nesta sexta-feira (2), foi realizada uma reunião de preparação com agências federais de monitoramento e representantes das defesas civis estaduais e municipais.</p><p>Segundo a Defesa Civil Nacional, a maior preocupação é com a ocorrência de alagamentos, enxurradas, inundações, deslizamentos de terra, queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia.</p><h2>Alerta de grande perigo</h2><p>O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta sexta-feira (2) aviso vermelho, de grande perigo, para o final de semana.</p><p>No sábado (3), a chuva pode passar de 60 milímetros (mm) por hora ou de 100 mm por dia em parte de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.</p><p>No domingo (4), há possibilidade de tempestade em áreas do Paraná e Santa Catarina, com chuva superior a 60 mm/h ou 100 mm/dia, ventos acima de 100 km/h e queda de granizo.</p><p>Entre as regiões com maior risco no Sudeste estão: Zona da Mata e Campo das Vertentes, em Minas Gerais; Sul Fluminense, Região Serrana e Costa Verde, no Rio de Janeiro; Litoral Sul e Caparaó, no Espírito Santo.</p><p>Na Região Sul, a chuva deve atingir com mais intensidade: o oeste e sudoeste do Paraná; o oeste de Santa Catarina; e o noroeste do Rio Grande do Sul.</p><p>As instabilidades também podem afetar o sul do Mato Grosso do Sul.</p><h2>Orientações para a população</h2><p>Segundo a Defesa Civil, com a chegada de uma tempestade, a população deve procurar um local seguro, distante de árvores, postes, fiações elétricas e objetos que possam ser arremessados pelo vento.</p><p>Também é importante não tentar atravessar ruas, avenidas ou áreas inundadas, mesmo dentro de algum veículo.</p><p>Em áreas de encosta, é fundamental observar rachaduras no solo, inclinação de árvores e postes, estalos ou movimentações no terreno. Em caso de emergência, acione a defesa civil local pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193.</p><p>Para se proteger, a população deve se atentar aos mecanismos de alertas de emergência da Defesa Civil Nacional: Defesa Civil Alerta, SMS, TV por Assinatura, WhatsApp, Telegram e Google Public Alerts.</p><p>Os moradores podem enviar um SMS com o CEP para o número 40199 ou mandar uma mensagem pelo WhatsApp para (61) 2034-4611. No caso do Defesa Civil Alerta, basta acompanhar os avisos que aparecem na tela do celular.</p><h2>Defesa Civil Alerta</h2><p>O órgão informou ainda que o Defesa Civil Alerta poderá ser usado pelos estados como forma de ampliar a proteção das pessoas. O sistema utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco elevado.</p><p>Os alertas aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem tocar mesmo em modo silencioso. Não é necessário cadastro prévio e o serviço é gratuito, com alcance de celulares compatíveis (Android e iOS lançados a partir de 2020) e cobertura de telefonia móvel com tecnologia 4G ou 5G.</p><p>O recurso não depende de pacote de dados e funciona mesmo se o usuário estiver ou não conectado ao Wi-Fi.</p><p>A ferramenta busca orientar as pessoas sobre as medidas de proteção a serem tomadas. Dessa forma, os alertas terão informações sobre o tipo de risco que está prestes a acontecer e instruções práticas.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-02/defesa-civil-mobiliza-equipes-para-temporais-no-sul-e-sudeste.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Micaela Wentz / iG </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Meio Ambiente, Defesa Civil Nacional, Temporal, meteorologia, Previsao do Tempo, Alagamento, Deslizamento, Inmet, Instituto Nacional de Meteorologia</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac01294033dd269232e9fec</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 21:16:38 +0000</pubDate><title>Encceja: Inep disponibiliza locais de reaplicação de prova</title><description>Na ferramenta virtual, o participante deve consultar o Cartão de Confirmação de Inscrição</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/21/6o/0x/216o0xbi0v1doxujtgocivdqe.jpg"><figcaption>Hoje começam as inscrições para o exame<span class="copyright">Arquivo / Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>Os locais de reaplicação do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026, nos dias 6 e 7 de outubro, estão disponíveis para consulta no Sistema Encceja do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).</p><p>Na ferramenta virtual, o participante deve consultar o Cartão de Confirmação de Inscrição, dentro da Página do Participante, para ter acesso ao local de prova.</p><p>O documento também traz dados como número de inscrição do participante, datas e horários das provas, orientações para o exame e, quando previamente solicitado e aprovado pelo Inep, ainda haverá informações sobre o uso do nome social ou atendimento especializado.</p><p>Puderam solicitar a reaplicação os inscritos no exame que foram afetados por problemas logísticos durante a aplicação do exame ou tiveram, na semana que antecedeu as provas, uma das doenças infectocontagiosas previstas no edital..</p><h2>Reaplicação</h2><p>No primeiro dia, terça-feira (6), será realizada a reaplicação das provas do ensino fundamental. Já no segundo dia, quarta-feira (7), será realizada a reaplicação das provas do ensino médio.</p><h2>Encceja</h2><p>O Encceja é destinado a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada e possibilita a retomada da trajetória escolar. A participação é voluntária e gratuita.</p><p>Desde 2002, o exame, realizado pelo Inep, representa uma oportunidade para quem busca a certificação do ensino fundamental e do ensino médio.</p><p>As provas avaliam competências, habilidades e saberes desenvolvidos no processo escolar ou extraescolar.</p><p>Além de permitir a certificação deste público, as secretarias de Educação e os institutos federais usam os resultados como parâmetro para a certificação dos participantes em nível de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2026-10-02/encceja--inep-disponibiliza-locais-de-reaplicacao-de-prova.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Arquivo / Agência Brasil </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Educacao, Encceja, Inep</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7e675a3d9cec5c000094</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac01d16033dd269232e9ff6</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 21:09:41 +0000</pubDate><title>PF faz operação por suposto plano contra Embaixada dos EUA</title><description>Dois mandados de busca foram cumpridos em SP e no entorno do DF; investigação tem apoio de agências estrangeiras e corre sob sigilo</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/34/3j/nh/343jnhm92ld3hksw0yfwjp8tj.jpg"><figcaption>Embaixada dos Estados Unidos em Brasília <span class="copyright">Divulgação/Embaixada dos EUA </span></figcaption></figure><p>A Polícia Federal (PF) cumpre <strong>dois</strong> mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (02) em uma <strong>operação</strong> contra um suposto plano que poderia colocar em risco a Embaixada e os consulados dos Estados Unidos no Brasil. As informações são do "g1".</p><p>Os mandados foram cumpridos em São Paulo e nos arredores do Distrito Federal, conforme um comunicado da PF.</p><p>A investigação é tratada como <strong>sigilosa</strong> e tem apoio de agências de inteligência estrangeiras.</p><p>Computadores e celulares, apreendidos pela PF, serão analisados por peritos.</p><p>Segundo a corporação, até o momento, <strong>não</strong> há suspeita de ligação com organizações criminosas.</p><h2>Embaixadas do EUA e Austrália suspendem atendimento</h2><p>Nesta quinta-feira (1º), o governo norte-americano emitiu um comunicado dizendo que o atendimento presencial da <a href="https://turismo.ig.com.br/2026-10-02/estados-unidos-fecham-consulados-e-embaixadas-no-brasil.html">Embaixada dos EUA e dos consulados</a> foi <strong>suspenso</strong> por <strong>questões de segurança</strong>.</p><p>Não ficou claro quais serviços consulares foram suspensos por Washington. Também não foi informado se a embaixada continuará emitindo vistos e passaportes no período.</p><p>Já a <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-02/australia-fecha-embaixada-no-brasil-apos-alerta-dos-eua.html">Embaixada da Austrália</a> anunciou que ficará fechada durante toda esta sexta-feira (2). Em nota, o governo australiano também citou questões de segurança.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-02/pf-faz-operacao-contra-suposto-plano-contra-embaixada-dos-eua.html</link><dc:creator>Mariana Geraidine Araújo</dc:creator><media:credit>Divulgação/Embaixada dos EUA </media:credit><author>Mariana Geraidine Araújo</author><keywords>segurança, Polícia Federal, Embaixada dos EUA, Estados Unidos, operação,  busca e apreensão, Embaixada da Austrália</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac016472d3829c93f771e14</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 20:45:21 +0000</pubDate><title>El Niño recorde: Sul pode ter até 500 mm de chuva em outubro</title><description>Transição de estação e choque de massas de ar elevam gravemente o perigo na região para enxurradas, enchentes e deslizamentos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8g/1t/od/8g1tod64jcr1z5yge7y74qhqt.jpg"><figcaption>Formação de tempestades é influenciada por um ciclone extratropical no sul do país<span class="copyright">Paulo Pinto/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>De acordo com a MetSul Meteorologia, teremos <strong>volumes de chuva extremos no Sul do Brasil</strong> durante o mês de outubro, o que eleva gravemente o risco de cheias de rios, enchentes, enxurradas e deslizamentos de terra. <strong>O fenômeno <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-02/el-nio--como-as-novas-previsoes-do-clima-vao-afetar-o-brasil.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">El Niño</a> atingiu nível recorde</strong> em setembro, superando o de 2015, e entra na sua fase mais intensa, com pico projetado para o final do ano.</p><p>A primavera é naturalmente propensa a tempestades pela transição de temperaturas, mas a combinação com o El Niño intenso <strong>potencializa</strong> os episódios de <strong>chuva intensa</strong>.</p><p>A previsão é de <strong>300 mm a 500 mm</strong> no mês em diversos municípios, podendo ultrapassar <strong>500 mm</strong> em pontos isolados. Isso equivale a <strong>200% a 300%</strong> da média histórica mensal, ou seja, o esperado para toda a estação de primavera caindo em um único mês.</p><p><strong>Regiões de maior risco:</strong> Metade Norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com risco especialmente elevado do Centro ao Oeste catarinense e paranaense.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-10-02/el-nio-recorde--sul-pode-ter-ate-500-mm-de-chuva-em-outubro.html</link><dc:creator>Letícia Rodrigues</dc:creator><media:credit>Paulo Pinto/Agência Brasil </media:credit><author>Letícia Rodrigues</author><keywords>Chuvas intensas, El Niño, Enchentes, Sul</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac00fe12d3829c93f771e0d</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 20:13:56 +0000</pubDate><title>Fachin cobra PF de apuração sobre ministros no caso Master</title><description>Presidente do Supremo Tribunal Federal enviou documento à Polícia Federal e disse que todas as informações devem ser analisadas, sem exceção</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ap/ty/wi/aptywi6wcc78d4x5f5zgkmno2.jpg"><figcaption>Presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin: 'O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel”<span class="copyright">M. Oliveira/Agência Senado </span></figcaption></figure><p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), <strong>Edson Fachin</strong>, enviou nesta sexta-feira (02) um documento ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), <strong>Andrei Rodrigues</strong>, para defender que sejam investigados “eventual envolvimento de integrantes” do STF em fatos investigados no <strong>caso Master</strong>. As informações são do jornal O Globo.</p><p>No documento, Fachin afirma que vai tomar as medidas necessárias depois de receber um relatório com todas as informações relacionadas ao caso. O <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-01/homem-e-preso-ao-tentar-inavadir-a-sede-do-stf-em-brasilia.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">presidente do STF</a> destacou que a análise deve ser feita “sem exceção”, ou seja, sem deixar de fora eventuais fatos envolvendo integrantes da própria Corte.</p><p>Fachin também afirmou que a investigação deve respeitar a autonomia da Polícia Federal e do <strong>Ministério Público</strong>, ao mesmo tempo em que devem ser respeitadas as funções previstas pela Constituição para o STF..</p><ul><li><strong>CONFIRA</strong>: <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-10-02/stf-cria-regra-para-evitar-escolha-de-relator-em-pedidos.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">STF cria regra para evitar escolha de relator em pedidos</a></li></ul><h2>Nova reunião com diretor da PF</h2><p>No fim do documento, Fachin menciona uma nova reunião com Andrei Rodrigues. Segundo o presidente do STF, os gabinetes dos dois já combinaram o encontro.</p><p>O documento não informa quando a reunião será realizada, porém, O GLOBO informou que o encontro estava previsto para o dia 13, mas pode ser antecipado.</p><p>Fachin também lembrou que já se reuniu duas vezes com o diretor-geral da Polícia Federal. A primeira reunião ocorreu em 17 de agosto, às 11h30, no <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-01/suspeita-de-bomba-perto-do-stf-fecha-trecho-da-esplanada.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">STF</a>. A segunda foi realizada em 31 de agosto, às 14h, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).</p><h2>Crise no STF</h2><p>A manifestação de Fachin ocorre em meio a um conflito entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que ganhou força após a divulgação de informações da Polícia Federal relacionadas ao Banco Master.</p><p>Mendonça é o relator do caso no STF. Ele tornou público um relatório da PF que reúne mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, preso sob suspeita de envolvimento em fraudes no sistema financeiro.</p><p>Entre as mensagens divulgadas estão conversas entre Vorcaro e Moraes.</p><p>Depois da divulgação do material, Moraes pediu que a atuação de Mendonça na condução das operações Compliance Zero, relacionada ao Banco Master, e Sem Desconto, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fosse investigada.</p><p>Moraes apontou possíveis irregularidades na atuação do colega e citou suspeitas de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.</p><p>Além de Moraes e Mendonça, outros ministros do STF também aparecem relacionados ao caso em diferentes contextos, entre eles Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes.</p><p>O <strong>iG</strong> procurou o Supremo Tribunal Federal (STF) para confirmar as informações sobre o documento enviado por Fachin à Polícia Federal. Até a publicação desta matéria, não houve resposta.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-02/fachin-cobra-pf-de-apuracao-sobre-ministros-no-caso-master.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>M. Oliveira/Agência Senado </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>sem exceção, Edson Fachin, Andrei Rodrigues, PF, STF, caso Master, Banco Master</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac00ddb033dd269232e9fdd</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 20:02:38 +0000</pubDate><title>Chuva forte: Sul e Sudeste entram em alerta nesta sexta</title><description>Defesa Civil Nacional já montou uma operação para temporais na região, que deve ter 60 milímitros de água todos os dias do fim de semana</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ed/9c/6v/ed9c6vjzlksjyw804ivzsbkhf.jpg"><figcaption>Chuva no centro de São Paulo<span class="copyright">Paulo Pinto/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>A <strong>Defesa Civil Nacional</strong> iniciou uma operação de preparação para as <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-02/aviso-vermelho-de-chuva-e-calor--saiba-o-tempo-para-a-eleicao.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">fortes chuvas</a> previstas para esta <strong>sexta-feira (02)</strong> e o fim de semana nas regiões Sul e <strong>Sudeste</strong>. Segundo alertas do <strong>Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)</strong>, alguns pontos de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo podem registrar mais de <strong>60 milímetros</strong> de chuva por hora ou 100 milímetros em um dia neste sábado (03).</p><p>O cenário muda no domingo (04), quando áreas do Paraná e de Santa Catarina estão sob alerta vermelho para tempestades. A previsão indica chuva acima de 60 mm por hora ou 100 mm por dia, além de ventos superiores a 100 km/h e possibilidade de granizo.</p><p>A previsão levou a Defesa Civil Nacional a reunir, nesta sexta-feira (2), órgãos federais de monitoramento e representantes das defesas civis estaduais e municipais. Equipes técnicas também foram pré-mobilizadas em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre para apoiar os estados com maior risco.</p><h2>Regiões sob maior risco</h2><p>Em Minas Gerais, as áreas com maior atenção são a Zona da Mata e o Campo das Vertentes. No Rio de Janeiro, o alerta inclui o Sul Fluminense, a Região Serrana e a Costa Verde. No Espírito Santo, o risco é maior no Litoral Sul e no Caparaó.</p><p>Na Região Sul, a previsão aponta maior impacto no oeste e sudoeste do Paraná, no oeste de Santa Catarina e no noroeste do Rio Grande do Sul. As instabilidades também podem atingir o sul de Mato Grosso do Sul.</p><p>Entre os principais riscos associados às tempestades estão alagamentos, enxurradas, inundações, deslizamentos de terra, queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia. A chuva ainda pode persistir no início da próxima semana.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ap/e0/q7/ape0q7dh5kp79760cky8p03oo.jpg"><figcaption>Carro atingido por árvores em Turmalina<span class="copyright">Reprodução/Defesa Civil de SP </span></figcaption></figure><h2>Como receber alertas</h2><p>A Defesa Civil recomenda que a população acompanhe os avisos por meio do Defesa Civil Alerta, SMS, WhatsApp, Telegram, TV por assinatura e Google Public Alerts. Para receber alertas por SMS, é possível enviar o CEP para o número 40199. Também há atendimento pelo WhatsApp no número (61) 2034-4611.</p><p>Em caso de tempestade, a orientação é procurar um local seguro, longe de árvores, postes e fiações elétricas. A Defesa Civil também recomenda não atravessar áreas alagadas, mesmo de carro. Em situações de emergência, os telefones são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-10-02/chuva-forte--sul-e-sudeste-entram-em-alerta-nesta-sexta.html</link><dc:creator>Luís Felipe Granado</dc:creator><media:credit>Paulo Pinto/Agência Brasil </media:credit><author>Luís Felipe Granado</author><keywords>temporal, chuva, sudeste, sul, inmet, alerta, defesa civil</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac00c11033dd269232e9fda</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 19:54:58 +0000</pubDate><title>Vale Tudo? 8 &#39;novelas&#39; da eleição pra ficar de olho neste domingo</title><description>Em estados como PR, AL e CE, disputas intensas chamam atenção na corrida por governo do estado e/ou Senado. Listamos algumas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ai/st/pr/aistpr7b6q1gto1ohw7cy70x8.jpg"><figcaption>Requião Filho e Sergio Moro em debate da rede RPC, afiliada da TV Globo, no Paraná<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) protagonizam, no domingo (4), o jogo principal de um campeonato de tiro curto e alta voltagem.</p><p>Os olhos do mundo estarão voltados para a disputa nacional. </p><p>Mas, pelos estados, há outras “novelas”, algumas bem shakespearianas, que valem a pena acompanhar ao longo da apuração.</p><p>Selecionamos oito delas:</p><p><strong>Corrida de gato, rato e pato no PR</strong></p><p>Enquanto se apresentava como candidato ao governador do Paraná, Sergio Moro (PL) liderava as pesquisas no estado. A participação trágica no debate da RPC, afiliada da TV Globo, quando mostrou nervosismo, tropeçou na língua e disse querer governar para os “paraenses”, pode ter assustado um pouco parte dos eleitores que ainda acreditavam na versão do herói de capa, espada e boca fechada das revistas semanais dos anos 2010.</p><p>A parada, ao que tudo indica, só vai ser definida no segundo turno. Resta saber quem leva a segunda vaga.</p><p>Sandro Alex (PSD), o candidato da família Massa (Ratinho e Ratinho Jr), vem logo atrás, mas ele tem no encalço, e no limite do empate técnico, Requião Filho (PDT), nepobaby que tem arrancado suspiros dentro e fora do Paraná com seu português correto, a barba feita, os óculos estilosos e os tríceps trabalhados na academia.</p><p>Na reta final, Requião Filho se rendeu aos memes do tipo “me governa” e apelou: “não vote no pato nem no rato. Vote no gato”.</p><p>Vai ser uma disputa animal.</p><p><strong>Gomes x Gomes no Ceará</strong></p><p>No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) é a principal ameaça ao domínio da família Gomes no estado. O irmão, Cid (PSB), faz campanha para Elmano de Freitas (PT), e Ciro se afastou tanto das origens que, quando percebeu, já estava pedindo voto para (e ao lado de) bolsonarista com quem até outro dia trocava sopapo verbal no estado. Em vez do Rubicão, o ex-governador e ex-irmão de Cid atravessou o Rio Sena, de Paris, em 2018, e nunca mais foi o mesmo. O rebranding segurou, até agora, o favoritismo num estado em que o campo progressista tinha uma vitória certa até outro dia. Quem te viu, quem te vê. </p><p> <strong>Lira x Renan: alguém tem que ceder</strong></p><p>A disputa em Alagoas testa a força de dois clãs políticos declaradamente inimigos.</p><p>Ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP) tenta emplacar o aliado João Henrique Caldas (PSDB) ao governo do estado. </p><p>Ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB) entrou de cabeça na campanha de Renan Filho (seu primogênito, como o nome sugere).</p><p>As pesquisas indicam empate técnico entre os dois escolhidos pelos patriarcas. </p><p>Lira e Renan travam uma disputa paralela pelo Senado. </p><p>Eles estão empatados tecnicamente na segunda colocação da corrida, atrás de Marina JHC, esposa de Henrique Caldas – sim, uma aliada e uma ironia contra quem fez de tudo para emplacar Alfredo Gaspar (PL) como vice de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência e reduzir a concorrência na corrida particular. Lira ou Renan? Um dos dois caciques deve rodar no domingo. Quem? Veremos no capítulo final.</p><p> <strong>Agora vai, ACM Neto?</strong></p><p>Com vantagem numérica nas pesquisas, do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) é a maior ameaça à hegemonia do PT na Bahia desde 2006, quando o partido elegeu Jaques Wagner e nunca mais saiu de lá.</p><p>O estado é governado por Jerônimo Rodrigues, que busca a reeleição no estado onde Lula teve um dos maiores desempenhos eleitorais de 2022. O partido se desgastou após anos de problemas relacionados à segurança pública no estado. E também com a suspeitas de que foram as lideranças no estado quem iniciaram as primeiras parcerias da turma de Daniel Vorcaro com o poder público.</p><p>A alternativa de renovação é o herdeiro direto do homem que mandou no estado por décadas.</p><p>Na reta final, surgiram acusações de que o neto de Antonio Carlos Magalhães estaria envolvido num esquema de desvios na prefeitura de Belo Horizonte…</p><p>O fato, claro, já é usado pelos adversários. Vai ser cabeça a cabeça.</p><p> <strong>Cosplay de catarinense</strong></p><p>Na tentativa de eleger o maior número possível de aliados no Senado, o bolsonarismo decidiu “exportar” alguns quadros de seu reduto, o Rio, para outros estados. Carlos Bolsonaro (PL) deixou, assim, o cargo de vereador pelo Rio para concorrer em Santa Catarina. </p><p>Até agora, só mostrou que é capaz de descer a serra catarinense de moto sem precisar do pai. Ao que tudo indica, a eleição não vai ser a lavada que a turma esperava. Ele corre o risco, inclusive, de precisar voltar para a Câmara carioca e fingir que trabalha antes do fim do ano. </p><p><strong>O Bolsonaro de Roraima</strong></p><p>Outro “Bolsonaro” exportado não é da família, mas é quase. Helio Lopes (PL) concorre a uma vaga ao Senado por Roraima, estado onde o amigo Jair Bolsonaro obteve larga vantagem sobre Lula em 2022. Na campanha, Helio precisou se reinventar. Já não tinha o ombro do padrinho para atuar em seu papel principal: o de papagaio de pirata do Jair. O próprio Bolsonaro, porém, está com ele no registro de campanha. Para convencer a turma a votar no forasteiro, Helio incorporou “Bolsonaro” ao sobrenome. E vestiu a camisa (amarela, claro) com a inscrição: “Roraima, terra que mana leite e mel”. </p><p>A expressão evoca Canaã, a Terra Prometida da Bíblia – um lugar de fartura, fertilidade e prosperidade, e usualmente usada pelos roraimenses para descrever os potenciais a serem ainda explorados no estado. É sob esta ideia que Bolsonaro fez uma legião de fãs em uma região marcada pelo conflito entre agricultores e povos originários. Em Roraima fica a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, reserva com cerca de 1,7 milhão de hectares – e alvo histórico da cobiça dos produtores rurais que hoje anseiam por um novo Bolsonaro para chamar de seu.</p><p> <strong>Elas contra eles em SP</strong></p><p>A disputa ao governo de São Paulo tem tudo para ser liquidada no domingo (4).</p><p>A não ser que os eleitores de um ou de outro, já se antecipando ao resultado, resolva ficar em casa, Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve obter outro mandato à frente do maior estado da federação já no primeiro turno. Fernando Haddad (PT) fez o que pode. Só não pode muito. Emoção mesmo ficou por conta da disputa pelo Senado. Candidatas de Lula (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) chegavam à reta final com boas chances de levar as duas vagas em disputa. Até que Ricardo Salles (Novo) decidiu retirar a candidatura e deixar o espólio de intenção de votos para os outros dois postulantes da extrema-direita, André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). </p><p>Marina e Simone poderiam dormir mais tranquilas se não fosse o fogo amigo de Márcio França (PSB), vice de Haddad que conclamou as mulheres a votarem nas mulheres e os homens a escolherem uma delas. Tiraço no pé. Também ajudaria se Soninha Francine (Cidadania), também candidata, seguisse o exemplo de Salles e abrisse o caminho para as manas – uma expectativa que jamais aconteceu.</p><p> <strong>As vigas de Eduardo Paes</strong></p><p>No Rio, Eduardo Paes (PSD) já mandava confeccionar o terno da posse quando Anthony Garotinho (Republicanos) se desprendeu de alguma geleira dos anos 2000 e na reta final roubou a cena no debate da TV Globo (em 2026!) com os candidatos ao governo do Rio. </p><p>Com 8% das intenções de voto e perguntas indigestas ao ex-prefeito (“onde foram parar as vigas da Perimetral?”) Garotinho bagunçou o coreto e pode estender uma disputa ganha, para Paes, por mais algumas semanas. Aí o jogo zera, e quem se beneficia é o bolsonarista Douglas Ruas (PL), o segundo colocado. No reduto bolsonarista, jogo zerado nunca é pouca coisa.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2026-10-02/rato-x-gato-e-outras-7-novelas-da-eleicao-para-ficar-de-olho-no-domingo.html</link><dc:creator>Matheus Pichonelli</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Matheus Pichonelli</author><keywords>Eleições 2026</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea6ff6af4cc0e9f760003c4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac009c82d3829c93f771dfe</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 19:45:12 +0000</pubDate><title>Violência de gangues no Haiti matou 5,7 mil em 2026, diz ONU</title><description>Contingente insuficiente de força multinacional de segurança impede ações mais efetivas contra grupos de criminosos</description><content:encoded><![CDATA[<p></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6r/7y/ah/6r7yah1ckginw3ub6sfpknkts.jpg"><figcaption>Gangues haitianas continuam a se adaptar e a se expandir, ressurgindo em novas áreas e rearmando-se constantemente<span class="copyright">Redação DW </span></figcaption></figure><p></p><p>A violência de gangues no Haiti deixou pelo menos 5,7 mil pessoas mortas ou feridas em 2026, e mais de mil mulheres e meninas foram estupradas, afirmou nesta sexta-feira (02/10) o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk.</p><p>Os dados compilados pela missão da ONU no Haiti até 11 de setembro incluem também 230 sequestros, embora Türk tenha ressaltado que "os números reais provavelmente são muito mais elevados".</p><p>Ao discursar no Conselho de Direitos Humanos da ONU, Türk alertou que as gangues continuam a se expandir, apesar do envio de uma força internacional de segurança destinada a ajudar as autoridades haitianas a restaurar a ordem.</p><p>"Apesar de algum sucesso na contenção de suas atividades em partes da capital, Porto Príncipe, as gangues continuam a se adaptar e a se expandir, ressurgindo em novas áreas e rearmando-se constantemente", afirmou.</p><h3>Contingente insuficiente</h3><p>Türk disse que o efetivo da Força de Combate às Gangues enviada ao país permanece significativamente insuficiente. A missão multinacional tem como meta ampliar seu contingente para 5,5 mil membros, mas conta atualmente com cerca de 1,5 mil, o que, segundo o alto comissário, é "muito abaixo do efetivo necessário".</p><p>Ao mesmo tempo, ele reiterou que a ONU tem "sérias preocupações quanto ao uso desnecessário e desproporcional da força" pelas forças de segurança nacionais do Haiti e por grupos civis de autodefesa formados em reação à violência das gangues. Segundo o alto comissário, esses grupos mataram ou feriram cerca de 280 pessoas somente este ano.</p><p>"Desde o início do ano, mais da metade de todas as baixas ocorreu no contexto de operações de segurança, com centenas de pessoas atingidas por balas perdidas e drones explosivos", disse Türk.</p><h3>"Cabeça da serpente"</h3><p>William O'Neill, especialista designado por Türk para questões de direitos humanos no Haiti, relatou a jornalistas que a situação é "grave, mas não desesperadora".</p><p>Ele afirmou que, se uma Força de Combate às Gangues com efetivo completo dispusesse das recursos adequados, como inteligência, equipamentos de visão noturna, helicópteros, poderia ser altamente eficaz contra as gangues, cujo poder está concentrado nas mãos de poucos.</p><p>O'Neill observou que não é segredo quem são os líderes das gangues nem onde eles estão; portanto, se uma equipe pudesse intervir rapidamente e prender a cúpula, "muito provavelmente a gangue entraria em colapso".</p><p>As gangues entendem a dinâmica de poder, "e se você for mais poderoso do que elas, acabou o jogo", disse o especialista, que ajudou a criar a Polícia Nacional do Haiti em 1995.</p><p>Capturar um grupo de líderes do alto escalão ou "cortar a cabeça da serpente", seria "absolutamente decisivo", disse O'Neill à associação de correspondentes da ONU.</p><h3>Armas vindas da Flórida</h3><p>"Se for possível cortar e sufocar o acesso deles a financiamento e armamento" através de embargos de armas e sanções, "isso se torna muito mais fácil do que qualquer ação cinética", acrescentou.</p><p>Quanto às armas recuperadas das gangues, uma "quantidade esmagadora" pôde ser rastreada até lojas de armas em "dez a 12 códigos postais da Flórida", afirmou, advertindo que os Estados Unidos "precisam fazer muito mais".</p><p>O'Neill disse que as gangues não possuem ideologias e se sustentam na "criminalidade pura", sendo que cerca de metade de seus membros eram menores de idade.</p><p>"As gangues não têm apoio popular; é zero. A população as odeia, e com razão", afirmou.</p><p>rc/md (AFP, ots)</p><p></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-10-02/violencia-de-gangues-no-haiti-matou-5-7-mil-em-2026--diz-onu.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Redação DW </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>NOTiCIAS</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abffdc92d3829c93f771de8</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 18:54:06 +0000</pubDate><title>Debate presidencial: Dino coloca os pingos nos is</title><description>Em meio à polêmica sobre o debate na Globo, ministro aponta machismos disparados contra magistrada do TSE e defende colegas Nunes Marques e Gilmar</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/39/4r/kb/394rkbbsfsafc5goyd8e5inrn.jpg"><figcaption>Flávio Dino<span class="copyright">Antonio Augusto/Asom/STF </span></figcaption></figure><p>Em meio à polêmica criada em torno do <strong>debate presidencial</strong> que não houve na <strong>TV Globo,</strong> o ministro <strong>Flávio Dino</strong> a onda de ataques machistas disparados contra a ministra do <strong>Tribunal Superior Eleitoral</strong> (TSE), </p><p>que proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente e candidato à reeleição, <strong> Luiz Inácio Lula da Silva</strong>, durante o programa na emisssora.</p><p>"Por que a decisão judicial da única mulher (ministra Estela) é mais atacada do que a decisão dos dois homens (ministros Kassio e Gilmar)? [...] a ministra Estela tratou sobre a existência ou não de uma cadeira vazia no cenário. Vale refletir", afirmou.</p><p>Ao defender os colegas magistrados, Dino afirmou que decisões judiciais sobre regras eleitorais fazem parte do funcionamento das democracias.</p><p>As defesas foram publicadas no seu Instagram. Ele cita episódios ocorridos nos Estados Unidos e no Brasil para sustentar que a judicialização de disputas eleitorais não representa, por si só, uma anormalidade institucional.</p><p>“É inerente ao princípio da separação de Poderes a Justiça ser acionada para solucionar controvérsias. É sua função. E, de forma independente, em todos os países democráticos, magistradas e magistrados cumprem seu dever”, escreveu Dino.</p><p>    Link deste artigo:https://materia-nao-publicada</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/cenario-juridico/2026-10-02/debate-presidencial--dino-coloca-os-pingos-nos-is.html</link><dc:creator>Helcio Zolini</dc:creator><media:credit>Antonio Augusto/Asom/STF </media:credit><author>Helcio Zolini</author><keywords>Flávio Dino, Debate presidencial, Polêmica, TSE, STF, TV Globo</keywords><internationalize>false</internationalize><section>686f1226fec4ec043521ed06</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abffda82d3829c93f771de7</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 18:53:30 +0000</pubDate><title>Flávio Bolsonaro participa de ato em Minas Gerais nesta sexta</title><description>Candidato do PL à Presidência da República escolheu passar a reta final da campanha no Sudeste, &quot;campo de batalha&quot; ainda em disputa eleitoral</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5l/cw/r8/5lcwr8ru5oospawgckqc6kvex.jpg"><figcaption>Flávio Bolsonaro<span class="copyright">Charles Vieira/Campanha </span></figcaption></figure><p>O candidato à Presidência <strong>Flávio Bolsonaro (PL)</strong> cumpre, nesta sexta-feira (2), um compromisso de campanha em<strong> Montes Claros</strong>, no norte de Minas Gerais, a dois dias do <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/2026-10-02/lula-reune-aliados-e-eleitores-em-caminhada-no-centro-do-rio.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">primeiro turno das eleições</a>.</p><p>Às 18h, Flávio participa do “Bloquinho do Nikolas Ferreira”, organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL). A concentração será na avenida Deputado Esteves Rodrigues, no bairro Melo, com percurso até o comitê de campanha.</p><p>Também devem participar do ato o candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) e o candidato ao Senado Domingos Sávio (PL).</p><p>O senador escolheu Minas Gerais como local final da campanha, devido ao desempenho de Cleitinho Azevedo (Republicanos) na disputa pelo governo mineiro, e acredita que ele poderá ser peça chave nessa reta final.</p><p>Historicamente, Minas é um dos estados mais decisivos para as eleições. O seu principal adversário, o presidente Lula (PT), esteve m Juiz de Fora (MG), também nesta semana, mas teve agenda cancelada pelo mau tempo. </p><p>Nas pesquisas eleitorais, a região Sudeste ainda é um "campo de batalha" entre os candidatos, já que Lula tem vantagem nos estados do Note e Nordeste, e Flávio nos do Sul e Centro-Oeste.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/2026-10-02/flavio-bolsonaro-participa-de-ato-em-minas-gerais-nesta-sexta.html</link><dc:creator>Luís Felipe Granado</dc:creator><media:credit>Charles Vieira/Campanha </media:credit><author>Luís Felipe Granado</author><keywords>Flávio Bolsonaro, campanha, ultimo dia, reta final, minas gerais</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f61ec77ab1b9a16350000ee</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abff1882d3829c93f771ddc</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 18:37:42 +0000</pubDate><title>Enamed: candidatos podem checar pedido de reaplicação</title><description>Reaplicação será em 18 de outubro para candidatos que tiveram problemas logísticos ou doenças previstas no edital; resultado final sai em dezembro</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/at/sc/86/atsc86qlw898n99096vrrj702.jpg"><figcaption>Enamed: candidatos podem checar pedido de reaplicação<span class="copyright">Unsplash </span></figcaption></figure><p class="   ">Os inscritos no <strong>Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica</strong> (<strong>Enamed</strong>) 2026 que solicitaram a reaplicação da prova já podem consultar o resultado do pedido analisado pelo <strong>Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira</strong> (<strong>Inep</strong>).</p><p>O resultado da solicitação de reaplicação deverá ser consultada online no <strong>Sistema Enamed do Inep</strong>, com login único da <strong>plataforma Gov.br</strong>. A nova aplicação da prova será feita em 18 de outubro.</p><h2>Quem teve direito </h2><p>A reaplicação é destinada aos candidatos que faltaram à aplicação regular do Enamed porque foram comprovadamente afetados por problemas logísticos no dia da prova, 13 de setembro, ou que estavam com uma das doenças infectocontagiosas listas no edital do Enamed 2026, entre elas: tuberculose, coqueluche, sarampo, rubéola, catapora ou covid-19.</p><p>Somente a aprovação do documento comprobatório garante a participação na reaplicação do exame.</p><h2>Cronograma </h2><p>A previsão é que o Cartão de Confirmação da Inscrição, com as informações sobre o local de prova, esteja disponível a partir de 13 de outubro, também no <strong>Sistema Enamed</strong>.</p><p>Após a reaplicação, o gabarito preliminar será divulgado em 20 de outubro.</p><p>Os participantes poderão apresentar recursos entre 20 e 22 de outubro.</p><p>O resultado dos recursos, o gabarito definitivo e o resultado final do exame estão previstos para 4 de dezembro.</p><h2>Enamed </h2><p>Criado pelo Ministério da Educação, o Enamed tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do <strong>Exame Nacional de Residências</strong> (<strong>Enare</strong>).</p><p>O Enamed será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses a partir de 2027 a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.</p><p>Em junho deste ano, o Inep formalizou que o Enamed vale como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação.</p><p>Com isso, os formados só poderão se inscrever no <strong>Conselho Regional de Medicina</strong> (<strong>CRM</strong>) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para exercer a profissão de médico no Brasil.</p><p>A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, prevista na Medida Provisória 1370/2026.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2026-10-02/enamed--candidatos-podem-checar-pedido-de-reaplicacao.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Unsplash </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Educacao, Enamed, Medicos, Medicina</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7e675a3d9cec5c000094</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abff8ff2d3829c93f771de2</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 18:33:35 +0000</pubDate><title>Alta do custo de vida, o maior medo dos alemães</title><description>O que os alemães mais temem em 2026? Guerras? Crises globais? Nada disso</description><content:encoded><![CDATA[<p></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/eg/bc/g8/egbcg86llehblk8f7zhxnbu3q.jpg"><figcaption>De longe, a maior preocupação dos alemães em 2026 é a mesma que lidera a pesquisa há anos: o aumento do custo de vida<span class="copyright">Jens Thurau </span></figcaption></figure><p></p><p>Os alemães estão interessados em política como há muito não se via. Isso ficou evidente na alta participação eleitoral nas recentes eleições estaduais.</p><p>Há debates acalorados sobre temas como a migração, sobre as reformas previstas na Previdência, no sistema de saúde e nos cuidados assistenciais, bem como sobre democracia e Estado de Direito. E, de longe, o maior temor entre os alemães é que o custo de vida continue aumentando.</p><p>Esse, pelo menos, é o resultado do estudo intitulado Os medos dos alemães, apresentado recentemente em Berlim pela seguradora R+V, uma das maiores empresas do setor na Alemanha. Esta é a 35ª edição do levantamento, realizado anualmente desde o início da década de 1990.</p><p>Entre o início de maio e o final de julho deste ano, o estudo ouviu cerca de 2,4 mil cidadãos de língua alemã, com 14 anos ou mais. A maior preocupação citada em 2026 é a mesma que lidera a pesquisa há muitos anos: o medo do aumento do custo de vida.</p><h3>A vida cada vez mais cara</h3><p>No ano passado, 52% apontaram o encarecimento do custo de vida como sua maior preocupação. Já em 2026, esse índice aumentou para 59%. Grischa Brower-Rabinowitsch, que participou do estudo, declarou em Berlim, que "as pessoas vivenciam diariamente o quanto o cotidiano se tornou dispendioso. Ao todo, 59% da população temem que seu dinheiro não seja suficiente para viver a longo prazo".</p><p>A cientista política de Marburg, Isabelle Borucki, que participou do estudo como consultora, acrescentou que "os preços de itens essenciais, como energia, habitação e alimentos, subiram de forma perceptível. Isso reduz a margem financeira para lazer, férias e compras. As pessoas têm cada vez menos condições de arcar com essas despesas."</p><h3>Preocupação com impostos e taxas mais altas</h3><p>O estudo também mostra que os alemães estão bastante conscientes de que os sistemas de seguridade social no país atravessam uma grave crise e estão deficitários. Da mesma forma, a maioria parece estar ciente de que impostos e taxas irão aumentar. Por isso, o receio de impostos mais altos é maior do que em anos anteriores.</p><p>"Por trás do medo de impostos mais altos e cortes de benefícios, está a questão da justiça para cada indivíduo: quem vai arcar com os custos da modernização? Poderei ainda contar com os benefícios prometidos?"</p><p>Mas, e quanto aos temas que também dominam as manchetes na Alemanha? A imigração, a crescente polarização da sociedade, as transformações globais?</p><p>Uma maioria estreita de 52% dos entrevistados teme que o número de refugiados sobrecarregue o Estado. Esse receio ocupa, portanto, o terceiro lugar entre todas as preocupações. Por outro lado, quando a imprensa noticia as turbulências globais, os alemães permanecem visivelmente indiferentes.</p><h3>Menos medo de Donald Trump</h3><p>Brower-Rabinowitsch apontou que "45% dos entrevistados temem que a política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, torne o mundo mais perigoso. Esse número é bem menor do que durante seu primeiro mandato".</p><p>Em 2018, durante o primeiro período de Trump na Casa Branca, 69% dos alemães responderam à mesma pergunta dizendo que isso lhes causava grande preocupação. Borucki tem uma explicação simples para isso: "Após anos de alertas geopolíticos constantes, começa a haver um efeito de habituação".</p><p>Isso também fica evidente ao observarmos a dimensão geral dos temores. Neste ano, a média de todos os medos pesquisados é de 38%. É a segunda média mais baixa desde que o estudo começou a ser realizado, em 1991. Para efeito de comparação, na pesquisa da R+V de 2016 – um ano após a chegada de muitos refugiados à Alemanha –, esse mesmo índice era de 52%.</p><h3>Notas baixas para os políticos</h3><p>A tendência também parece se confirmar em relação a outros temores Os alemães encaram o futuro com muito menos receio do que se esperava. Apenas 34% temem uma guerra com a participação da Alemanha; no ano passado, esse índice era de 41%.</p><p>Além disso, desde 1992, o estudo faz a pergunta: "Você tem medo de perder o emprego?". Atualmente, apenas 20% das pessoas empregadas respondem que sim. Esse é o valor mais baixo já registrado.</p><p>Desanimadora, porém, é a avaliação dos políticos – tanto os do governo quanto os da oposição. Os entrevistados puderam dar uma nota à classe política, seguindo o sistema de notas escolares alemão – cujo valor mais alto é 1 e 6 é o mais baixo. O resultado foi 4,1, nota indica um desempenho apenas "suficiente".</p><p>A cientista política Borucki atribui a nota baixa sobretudo ao atual governo de liderado pelos conservadores da União Democrata Cristã (CDU), do chanceler federal Friedrich Merz, e o Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda.</p><p>A chamada Grande Coalizão sucedeu, em maio de 2025, o gabinete anterior formado pelo SPD, Verdes e o Partido Liberal Democrático (FDP), a chamada Coalizão Semáforo, devido às cores dos três partidos.</p><p>"Após o fim da Coalizão Semáforo, muitos depositaram na aliança entre conservadores e social-democratas a esperança de mais liderança, menos conflitos e uma rápida recuperação econômica. Isso não se concretizou. Existe agora um abismo entre os grandes anúncios e os resultados perceptíveis no dia a dia. A população está decepcionada e perdendo a confiança."</p><p></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-10-02/alta-do-custo-de-vida--o-maior-medo-dos-alemaes.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Jens Thurau </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>Politica</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68220a91fb4b4ee43268198e</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abff78d033dd269232e9fc1</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 18:28:11 +0000</pubDate><title>Fux dá 72 horas para AGU responder sobre bets</title><description>Ministro do STF quer saber a posição do governo sobre medida provisória que proibiu apostas, publicidade e novas operações no país</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bp/i2/x7/bpi2x7i282a92d5humpfutnj0.jpg"><figcaption>Luiz Fux, ministro do STF.<span class="copyright">Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu nesta sexta-feira (02) 72 horas para que a <strong>Advocacia-Geral da União (AGU)</strong> se manifeste sobre a medida provisória que proibiu as <strong>bets</strong> em todo o país.</p><p>Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro, a medida impede as plataformas de receber novas <strong>apostas</strong>, além de proibir <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-30/perfis-no-instagram-seguem-divulgando-bets-mesmo-apos-proibicao.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">publicidade, propaganda</a>, marketing e patrocínios relacionados ao setor.</p><p>A própria AGU havia pedido ao STF, na segunda-feira (28), <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-28/agu-pede-72-horas-para-se-manifestar-sobre-liberar-bets.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">prazo de 72 horas para apresentar sua manifestação</a>. O órgão informou que precisava ouvir as instituições do governo envolvidas na regulamentação das apostas antes de se posicionar.</p><h2>O que a medida decidiu</h2><p>A medida provisória foi assinada pelo presidente durante um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, e teve efeito imediato. </p><p>Os apostadores podem retirar o dinheiro disponível nas plataformas até esta segunda-feira (05). Depois desse prazo, os sites e aplicativos serão bloqueados.</p><p class="   ">Segundo o ministro da Fazenda, quem não conseguir retirar o saldo até o prazo poderá receber o dinheiro de volta por meio dos bancos que operam para as <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-02/associacao-de-emissoras-de-radio-tv-pede-suspensao-de-mp-das-bets.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">plataformas</a>. A devolução está prevista para acontecer entre 09 e 14 de outubro.</p><ul><li><strong>VEJA MAIS</strong>: <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/paulo-henrique/2026-10-02/a-historia-dos-cassinos-no-brasil-e-o-avanco-das-bets.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Quando os cassinos foram proibidos no Brasil?</a></li></ul><p>Lula afirmou que a decisão foi tomada após discussões com os ministros da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil. Ao anunciar a medida, o presidente ainda comparou as bets a um <strong>câncer</strong>.</p><p>No início da semana, durante o discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula também havia afirmado que as plataformas transformam "<strong>vício em lucro</strong>" e estão "<strong>destruindo lares</strong>".</p><h2>Histórico das bets</h2><p>A operação de <strong>apostas on-line</strong> foi autorizada em 2018, durante o governo do então presidente Michel Temer, pela Lei nº 13.756.</p><p>A legislação estabeleceu um prazo para a regulamentação do setor e previa medidas como restrições para menores de idade, prevenção à lavagem de dinheiro, cobrança de impostos e mecanismos de controle.</p><p>Segundo Durigan, essas regras não foram implementadas naquele período e o setor continuou crescendo.</p><p>A partir de 2023, o governo Lula estabeleceu <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2023-12-31/lula-sanciona-vetos-lei-regulamenta-apostas-esportivas.html?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener nofollow">novas regras para as apostas</a>, incluindo a proibição de participação de menores, medidas contra lavagem de dinheiro e a cobrança de tributos.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-10-02/fux-da-72-horas-para-agu-responder-sobre-bets.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>Agência Brasil </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>sites de apostas, cassino, bets, AGU, Luiz Fux, STF</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abff594033dd269232e9fbd</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 18:27:50 +0000</pubDate><title>Homem é preso após ameaçar funcionária com faca em Barueri</title><description>Câmeras flagraram o momento em que o suspeito rendeu a vítima em comércio na Grande SP; dinheiro roubado foi usado para comprar drogas, diz PM</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9y/jg/us/9yjgushph9emrji92cz3wdq7v.jpg"><figcaption>Criminoso rouba comércio e ameaça funcionária em Barueri<span class="copyright">Divulgação/20º BPM/M de Barueri </span></figcaption></figure><p>Um homem foi <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/policia/">preso em flagrante</a> na noite desta quinta-feira (1º) após <strong>assaltar e ameaçar de morte</strong> uma funcionária de um comércio na Avenida Sargento José Siqueira, em Barueri, na região metropolitana. A ação criminosa foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento.</p><p>Nas imagens divulgadas pelo 20° BPM/M de Barueri, o suspeito entrou no local com uma mochila na frente do corpo, sacou uma faca de grande porte e exigiu que a trabalhadora entregasse todo o dinheiro do caixa.</p><p>Parte do áudio das câmeras ficou inaudível devido o barulho do tráfego local, mas é possível ouvir o momento em que o assaltante intimida a vítima. "Eu sou obrigado a te matar", afirmou o criminoso.</p><p>Assustada, a jovem se levantou e recuou pedindo que o homem fosse embora: "Pega as coisas e pode ir. Me deixa em paz, moço. Pode ir". O suspeito fugiu logo em seguida.</p><h2>Prisão em flagrante e apreensão da faca</h2><p>Durante as buscas na região, equipes de patrulhamento localizaram o indivíduo na Rua Brasil, com as mesmas características e roupas informadas pela vítima. Na abordagem, os agentes encontraram a mochila e a faca utilizadas no assalto.</p><p>Ao ser questionado pelos policiais, o homem admitiu o crime e afirmou que já havia gasto o dinheiro roubado com o consumo de drogas.</p><h2>Histórico de roubo e furto</h2><p>O suspeito foi levado à Delegacia Central de Barueri, onde a vítima realizou o reconhecimento pessoal do assaltante. De acordo com a Polícia Militar, o homem já possuía histórico criminal por roubo e furto.</p><p>Por se tratar de um infrator reincidente, ele teve a prisão em flagrante confirmada e permaneceu detido à disposição da Justiça.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2026-10-02/homem-e-preso-apos-ameacar-funcionaria-com-faca-em-barueri.html</link><dc:creator>Luis Antonio Souza</dc:creator><media:credit>Divulgação/20º BPM/M de Barueri </media:credit><author>Luis Antonio Souza</author><keywords>polícia militar, roubo, crime, barueri</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea7037ab22976a36200062c</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abff494033dd269232e9fba</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 18:14:45 +0000</pubDate><title>Webmotors transforma previsão em estratégia com Caio Castro</title><description>Campanha usa Márcia Sensitiva para criar suspense e inaugura parceria de nove meses com o ator e piloto</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/b5/zj/17/b5zj17ph6ounc3vyfwo823byk.jpg"><figcaption>Caio Castro assume parceria de nove meses com a Webmotors e passa a integrar a comunicação da marca em diferentes formatos e canais<span class="copyright">Foto: Divulgação </span></figcaption></figure><p>Uma celebridade pode aparecer numa campanha, entregar algumas falas, publicar um post e desaparecer até a próxima ação. A <strong>Webmotors</strong> decidiu fazer diferente com <strong>Caio Castro</strong>.</p><p>A marca anunciou o ator e piloto como novo <strong>embaixador</strong> numa parceria de nove meses. Mais do que colocar um rosto conhecido nas peças, a proposta é construir uma presença recorrente, capaz de acompanhar diferentes momentos da comunicação.</p><p>E a primeira história dessa parceria já começou antes mesmo de o público saber quem estava por trás dela. A estratégia usou <strong>Márcia Sensitiva,</strong> mídia exterior, creators e redes sociais para criar uma espécie de investigação sobre o futuro profissional de<strong> Caio</strong>. O resultado é um exemplo interessante de como uma marca pode transformar o anúncio de um <strong>embaixador</strong> em conteúdo.</p><h2>Celebridade deixou de ser o ponto final</h2><p>A própria <strong>Webmotors</strong> faz questão de apresentar a contratação como uma mudança na maneira de trabalhar com talentos.</p><p>Segundo a <strong>CMO Natália Spigai,</strong> é a primeira vez que a empresa estabelece uma relação de longo prazo com uma personalidade, em vez de apostar apenas em ativações pontuais.</p><p>A diferença parece pequena, mas muda a lógica da comunicação. Quando o famoso aparece uma única vez, sua função está concentrada naquela campanha. Em uma parceria recorrente, o personagem pode participar de diferentes formatos, conversas e momentos da marca — e é essa construção que a <strong>Webmotors</strong> pretende fazer com <strong>Caio</strong>.</p><p>O conceito <strong>"Da compra ao cuidado, com confiança"</strong> deve acompanhar os próximos desdobramentos. A ideia é que filmes, conteúdos, influência, social e outros pontos de contato tenham linguagens próprias, mas mantenham o mesmo fio condutor.</p><h2>Por que Caio Castro?</h2><p>A escolha também tenta fugir da associação puramente aspiracional com uma celebridade.</p><p><strong>Caio</strong> já tem relação profissional com o <strong>universo automotivo</strong> como <strong>piloto da Porsche Cup</strong>. A <strong>Webmotors</strong> usa essa conexão para aproximar a trajetória pessoal do ator do território da marca.</p><p>Isso permite que o embaixador tenha mais de uma função na comunicação: é uma personalidade conhecida do público, mas também alguém que possui vivência com carros, velocidade e performance. Para uma marca que quer falar de confiança, essa combinação ganha importância.</p><p>A<strong> Webmotors</strong> afirma atuar em diferentes momentos da jornada automotiva, da compra e venda ao financiamento, assinatura e cuidados com o veículo. A intenção é fazer com que a presença de <strong>Caio</strong> acompanhe essa jornada, e não apenas um produto ou campanha específica.</p><h2>E aí entra Márcia Sensitiva</h2><p>Antes de revelar o novo<strong> embaixador</strong>, a marca criou uma história que poderia circular por diferentes ambientes.</p><p>Entre 28 de setembro e 1º de outubro, peças de mídia exterior em São Paulo traziam a mensagem <strong>"Leitura de Futuro Profissional",</strong> uma data e um QR Code. O nome de <strong>Caio e a Webmotors</strong> não apareciam inicialmente.</p><p>A ação levava o público para uma página em que <strong>Márcia Sensitiva</strong> conversava com os visitantes. Nas redes, o mistério ganhou novos capítulos, com conteúdos sobre mudanças de rota, novos caminhos e previsões. Perfis como <strong>Festa da Firma e Perrengue Chique</strong> também participaram da repercussão.</p><p>Só no dia 2 de outubro veio a revelação: as referências da previsão — velocidade, motor, novas estradas e novos rumos — apontavam para a <strong>nova parceria de Caio com a Webmotors</strong>.</p><p>É uma construção que interessa ao<strong> marketing</strong> porque transforma uma informação corporativa em narrativa. Em vez de simplesmente anunciar "<strong>Caio Castro é o novo embaixador</strong>", a marca criou uma pergunta antes de entregar a resposta.</p><h2>Desafio começa agora</h2><p>O anúncio pode gerar atenção. O problema, como sempre, é o que acontece depois.</p><p>A <strong>Webmotors</strong> diz que pretende construir uma associação recorrente entre <strong>Caio</strong> e a marca, adaptando a parceria às linguagens de cada plataforma. Esse ponto será mais importante do que a própria revelação.</p><p>Uma ação de suspense pode gerar curiosidade durante alguns dias. Uma parceria de nove meses precisa produzir histórias suficientes para não parecer apenas uma sequência de aparições de celebridade. É aqui que a estratégia é testada de verdade.</p><p class="   ">A <strong>Webmotors</strong> tem um território amplo para explorar porque a relação com um carro não termina na compra. Existe financiamento, assinatura, manutenção, uso, troca e uma série de decisões ao longo do caminho.</p><p>Se <strong>Caio</strong> conseguir ocupar esses diferentes momentos sem parecer apenas um garoto-propaganda, a escolha ganha consistência. A campanha fala sobre previsão, mas o movimento da<strong> Webmotors</strong> é bastante concreto: transformar um embaixador num ativo contínuo de marca. A próxima etapa será mostrar se essa história consegue ir muito além da revelação.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/ideia-e-meio/2026-10-02/webmotors-transforma-previsao-em-estrategia-com-caio-castro.html</link><dc:creator>Juliana Franco</dc:creator><media:credit>Foto: Divulgação </media:credit><author>Juliana Franco</author><keywords>EMBAIXADOR DE MARCA, Webmotors, Caio Castro, Márcia Sensitiva, Porsche Cup, CMO Natália Spigai, marketing de celebridade</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68f927f3e3982c1b66397479</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abea30d57ded4bc5892485c</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 18:00:27 +0000</pubDate><title>Quando os cassinos foram proibidos no Brasil?</title><description>Dos luxuosos cassinos de Copacabana às apostas pelo celular, o Brasil mudou, mas continua enfrentando a mesma questão: o que fazer com o jogo?</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cm/42/ok/cm42okmcp54b7914bu96rkuew.jpg"><figcaption>Imagem histórica de um cassino brasileiro em seu período de auge, restaurada e colorizada por inteligência artificial.<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>A discussão sobre os jogos de azar voltou ao centro do debate brasileiro<strong>,</strong> depois que em <strong>25 de setembro de 2026</strong>, o presidente <strong>Luiz Inácio Lula da Silva</strong> editou a Medida Provisória <strong>nº 1.394</strong>, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das loterias de apostas de quota fixa em território nacional. A medida alcança as apostas sobre eventos esportivos e os jogos on-line e também extingue as autorizações estaduais e distritais dessa modalidade. A MP ainda está em tramitação no Congresso Nacional.</p><p>Esta decisão trouxe de volta uma pergunta que o Brasil já enfrentou em outras épocas:</p><p><strong> O que acontece quando o Estado decide proibir uma atividade que movimenta uma economia inteira?</strong></p><p>Para tentar compreender a dimensão dessa pergunta, vale voltar a um episódio da nossa própria história. Em <strong>1946</strong>, uma decisão presidencial encerrou abruptamente a chamada <strong>“era de ouro”</strong> dos cassinos brasileiros, colocando fim a uma indústria que havia se consolidado no país e atingindo toda a cadeia econômica construída ao redor dos jogos de azar.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/e0/48/ag/e048agvohehxq4qcc51rro3xk.jpg"><figcaption>Palácio Quitandinha, em Petrópolis, construído para funcionar como hotel-cassino e inaugurado em 1944. <span class="copyright">Wikimedia Commons </span></figcaption></figure><p>Para começar, é importante lembrar que, se hoje os jogos de azar estão associados principalmente às apostas esportivas, aos jogos on-line e às plataformas acessadas pelo celular, em meados do século <strong>XX</strong> o cenário era bem diferente: os cassinos. Grandes hotéis e salões luxuosos reuniam roletas, orquestras, restaurantes e espetáculos que movimentavam a vida noturna de cidades como Rio de Janeiro, Petrópolis e Poços de Caldas. Poucos se lembram, mas o Brasil chegou a abrigar uma importante indústria do entretenimento ligada aos jogos, responsável por atrair turistas, empregar milhares de trabalhadores e movimentar setores que iam muito além das mesas de apostas, como a hotelaria, a gastronomia, o transporte e o mercado artístico.</p><h2>O Brasil em que os cassinos eram legais</h2><p>Durante as décadas de <strong>1930</strong> e <strong>1940</strong>, os cassinos estavam entre os principais espaços de entretenimento do Brasil. No auge, o país chegou a ter cerca de 70 estabelecimentos, muitos deles concentrados no Rio de Janeiro, então capital federal, e no Sul de Minas Gerais. Eles não eram apenas lugares destinados às apostas. Funcionavam como grandes complexos de entretenimento, com restaurantes, bares, salões de baile, teatros e apresentações musicais. </p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/04/9n/n9/049nn9edwrv9h1gxzyrdduzpm.jpg"><figcaption>Festa de carnaval no interior do Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, durante o período de maior expansão dos cassinos brasileiros. Além dos jogos, esses estabelecimentos funcionavam como gran<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>No Rio de Janeiro, o <strong>Cassino da Urca</strong> tornou-se um dos símbolos desse período. O <strong>Copacabana Palace</strong> e o <strong>Cassino Atlântico</strong> também integravam esse circuito, que transformava a noite carioca em uma vitrine da modernização urbana e cultural do país. A presença de artistas importantes nos palcos dos cassinos ajudou a aproximar a atividade da indústria do entretenimento. <strong>Carmen Miranda, Grande Otelo e Dick Farney</strong> estiveram entre os nomes associados a esse universo.</p><p>Carmen Miranda é um dos exemplos mais conhecidos dessa relação. No final dos anos 1930, ela era uma das grandes estrelas dos cassinos cariocas, e suas apresentações ajudaram a consolidar uma carreira que posteriormente a levaria aos Estados Unidos. O cassino, nesse sentido, não era somente o lugar onde alguém colocava dinheiro sobre uma roleta. Era também um espaço de trabalho para músicos, cantores, bailarinos, atores, garçons, cozinheiros, recepcionistas, costureiras, eletricistas, cabeleireiros e muitos outros profissionais. </p><p>A própria história da legalização mostra que o jogo foi, durante determinado período, tratado pelo poder público como instrumento econômico. A regulamentação dos cassinos esteve associada ao desenvolvimento de estâncias balneárias, climáticas e de águas, lugares que passaram a receber visitantes não apenas em busca dos tratamentos tradicionais, mas também atraídos pelos hotéis-cassinos. A atividade, portanto, fazia parte de uma política mais ampla de turismo e exploração econômica desses destinos. </p><p>O paradoxo é que o mesmo Estado que havia permitido e regulamentado aquele mercado acabaria poucos anos depois decidindo que ele era incompatível com a moral brasileira.</p><h2>O decreto de Dutra e as razões que levaram ao fim dos cassinos</h2><p>Em 30 de abril de 1946, o presidente Eurico Gaspar Dutra assinou o Decreto-Lei nº 9.215, que proibiu a prática e a exploração dos jogos de azar em todo o território nacional e anulou as licenças, concessões e autorizações existentes. O texto oficial não escondia a natureza moral da decisão: afirmava que a repressão aos jogos de azar era um “imperativo da consciência universal” e que a tradição moral, jurídica e religiosa brasileira seria contrária à sua prática e exploração. Também mencionava os “abusos nocivos à moral e aos bons costumes”. </p><p>A decisão, porém, não pode ser explicada apenas pela religiosidade de Dutra ou pela conhecida história de Dona Santinha, sua esposa, que era católica fervorosa e passou à memória nacional como uma das pessoas que teriam pressionado o presidente contra os cassinos. Havia também um contexto político. O Estado Novo de Getúlio Vargas havia terminado poucos meses antes, em outubro de 1945, e o país estava reconstruindo suas instituições democráticas. Os cassinos haviam prosperado justamente durante o período Vargas, que havia sido um dos grandes incentivadores de sua exploração.</p><p>Segundo documentação reunida pelo Senado, existiam diferentes razões políticas para a decisão de Dutra, incluindo a intenção de romper com elementos associados ao período Vargas e a pressão de setores que defendiam uma política mais rigorosa contra os jogos de azar. Na Assembleia Nacional Constituinte, parlamentares chegaram a saudar a decisão presidencial como um “decreto moralizador”. </p><p>Também havia críticas sociais aos cassinos. Para seus opositores, a atividade estimulava o vício, incentivava o desperdício de dinheiro e produzia ambientes considerados moralmente inadequados. A questão não era apenas econômica: havia uma concepção de sociedade segundo a qual o Estado deveria impedir determinadas práticas mesmo quando existia demanda por elas.</p><p>Foi assim que, de um dia para o outro, uma atividade legalizada, regulamentada e integrada à economia do entretenimento deixou de existir.</p><h2>O impacto econômico e social do fechamento</h2><p>O fechamento dos cassinos teve um lado que muitas vezes desaparece quando a história é contada apenas como uma disputa entre moralidade e jogo e a relação com vicio: havia trabalhadores por trás das mesas de roleta.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8h/xl/74/8hxl74rfsnxlt0xkppovpb8cb.jpg"><figcaption>Uma mesa de jogo em um cassino brasileiro durante o período em que os jogos de azar faziam parte da vida noturna e do circuito de entretenimento do país.<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>O Senado registra uma estimativa de aproximadamente 55 mil pessoas desempregadas direta ou indiretamente depois da proibição. O número incluía profissionais de inúmeras áreas, desde garçons, cozinheiros, recepcionistas e seguranças até músicos, cantores, bailarinos, costureiras, cabeleireiros, eletricistas e crupiês. Para muitos desses trabalhadores, a proibição significou a destruição repentina de uma atividade profissional que existia legalmente. </p><p>O impacto foi especialmente forte em cidades que haviam construído parte de sua economia turística em torno dos cassinos. Petrópolis e Poços de Caldas são exemplos frequentemente citados. O fechamento atingiu não apenas o dinheiro que circulava dentro das salas de apostas, mas também hotéis, restaurantes, transportes, espetáculos e uma série de serviços que dependiam do movimento provocado pelos visitantes. Muitas dessas cidades precisaram se reinventar diante da perda repentina de uma de suas principais atrações.</p><p>Ao mesmo tempo, esse impacto econômico não deve ser transformado em uma defesa automática dos cassinos. A atividade também estava associada a problemas sociais que preocupavam parte da sociedade da época, como o vício, o endividamento e a exploração econômica dos jogadores. Também havia críticas relacionadas ao ambiente desses estabelecimentos e aos comportamentos que podiam ocorrer ao seu redor, incluindo prostituição e consumo de drogas. A história mostra, portanto, que uma decisão desse tipo pode produzir consequências econômicas e sociais distintas, e que o encerramento de uma atividade não significa necessariamente o desaparecimento do comportamento que existia por trás dela.</p><p>O jogo, afinal, continuou existindo no Brasil depois de 1946. O jogo do bicho permaneceu disseminado, embora ilegal, enquanto as loterias estatais continuaram funcionando dentro de outro modelo jurídico,e até  cassinos ilegais passaram a funcionar escondidos dos olhos da lei. A proibição dos cassinos, portanto, não eliminou a vontade de apostar; ela estabeleceu uma fronteira entre aquilo que o Estado autorizava e aquilo que passava a considerar ilegal.</p><p>Essa mesma contradição reapareceria, décadas depois, em uma escala muito maior.</p><h2>As bets, os bilhões, os influenciadores e o futebol</h2><p>As apostas de quota fixa nasceram em um Brasil completamente diferente daquele de 1946. Não havia necessidade de construir um cassino, contratar uma orquestra ou manter um grande salão de luxo. Bastava uma plataforma digital, publicidade e acesso à internet. A aposta passou a acompanhar o indivíduo dentro do celular, e a indústria encontrou no futebol brasileiro um ambiente especialmente favorável para crescer.</p><p>A dimensão econômica foi expressiva. Uma análise técnica do Banco Central estimou que as empresas de apostas e jogos de azar receberam, em média, R$ 20,8 bilhões por mês entre janeiro e agosto de 2024, em transferências realizadas por aproximadamente 24 milhões de pessoas. O Banco Central ressalvou que esses valores correspondem às transferências brutas para as empresas, e estimou que cerca de 15% do montante apostado ficava retido pelas plataformas, enquanto o restante retornava aos apostadores em forma de prêmios. </p><p>Isso criou uma cadeia econômica que ultrapassou as próprias plataformas. As bets passaram a comprar publicidade, contratar influenciadores, patrocinar programas esportivos, ocupar espaços em transmissões e associar suas marcas aos clubes de futebol. Em outubro de 2024, o próprio governo federal alertava que empresas não autorizadas estavam proibidas de fazer publicidade, inclusive patrocinar clubes de futebol, mostrando o tamanho que essa relação já havia adquirido. </p><p>Se na década de 1930, uma celebridade como Carmen Miranda ajudava a lotar os cassinos porque era uma artista contratada para se apresentar diante do público. No mercado das bets, a lógica se tornou diferente. Influenciadores e jogadores de futebol passaram a apresentar plataformas aos próprios seguidores, divulgar códigos, links e promoções e transformar a aposta em um produto inserido no cotidiano das redes sociais.</p><p>O governo passou a endurecer as regras justamente nesse campo. Em julho de 2026, novas normas determinaram que as propagandas de apostas apresentassem advertências como “Apostar pode causar dependência”, “Apostar faz você perder dinheiro” e “Aposta não é investimento”. As regras também ampliaram a responsabilidade de todos os agentes envolvidos na publicidade e proibiram determinadas formas de direcionamento da propaganda a crianças e adolescentes.</p><p>O debate, portanto, já havia mudado antes mesmo da MP de setembro. A discussão não era mais apenas sobre permitir que adultos apostassem ou não. Envolvia o tamanho da indústria, sua capacidade de publicidade, a exposição dos jovens, o endividamento, os mecanismos de proteção ao apostador, a atuação de influenciadores e o dinheiro que circulava entre plataformas, clubes, meios de comunicação e outros setores.</p><p>Foi nesse contexto que o governo federal editou a Medida Provisória nº 1.394. O texto determina a proibição da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa, tanto em meio físico quanto virtual, abrangendo apostas esportivas e jogos on-line. A medida também alcança autorizações estaduais e distritais e criou um comitê para fiscalizar a exploração e a publicidade ilegal.</p><p>Ou seja, as bets criaram um mercado que envolve clubes de futebol, publicidade, influenciadores, produtores de conteúdo e veículos de comunicação. Mas, ao contrário dos antigos cassinos, que mantinham uma estrutura física e empregavam diretamente músicos, artistas, garçons, cozinheiros, funcionários de hotéis, motoristas e muitos outros trabalhadores, as plataformas digitais não dependem de uma rede tão ampla de empregos presenciais. Uma parcela significativa do dinheiro tende a se concentrar nas próprias empresas e nos grupos que controlam o mercado, enquanto outra parcela pode deixar o país por meio de estruturas empresariais no exterior e ser direcionada a jurisdições de baixa tributação.</p><p>A diferença para 1946 está justamente na forma como a riqueza gerada pelo jogo se espalhava pela economia. Um cassino movimentava hotéis, restaurantes, comércio, transporte e serviços nas cidades onde funcionava. As bets, por sua natureza digital, podem movimentar bilhões sem criar uma quantidade proporcional de empregos diretos, concentrando parte maior dos recursos em plataformas, investidores, publicidade, clubes e influenciadores.</p><p>Ainda não é possível afirmar quais serão as consequências futuras do fim das bets. O que a história permite dizer é que, em ambos os momentos, a proibição não significa necessariamente o desaparecimento do hábito de apostar. Em 1946, os cassinos fecharam, mas outras formas de jogo continuaram existindo. Agora, as apostas deixaram os grandes salões e chegaram aos celulares, às transmissões esportivas e às redes sociais. Resta saber para onde irão a partir daqui, e que nova forma o jogo poderá assumir no futuro.</p><p>Quer ler mais artigos como este? Acesse a coluna do <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/paulo-henrique/">Paulo Henrique</a> no iG e confira outros textos sobre história, sociedade e temas que ajudam a compreender o Brasil de ontem e de hoje.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/paulo-henrique/2026-10-02/a-historia-dos-cassinos-no-brasil-e-o-avanco-das-bets.html</link><dc:creator>Paulo Henrique</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Paulo Henrique</author><keywords>Apostas, História, Cassino, Bets, Proibição das bets</keywords><internationalize>false</internationalize><section>69cc128916ba02fd75cd0813</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abfee7a2d3829c93f771dda</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:57:25 +0000</pubDate><title>“Peixe de batom vermelho” não nada e usa
nadadeiras para caminhar</title><description>Encontrado principalmente em Galápagos, espécie tem modificações peculiares e uma espécie de chifre para caçar atraindo presas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7i/p6/bh/7ip6bhpfej614lu1930n470kg.jpg"><figcaption>Animal adaptado ao fundo do mar possui características inusitadas <span class="copyright">Reprodução/Wikimedia Commons </span></figcaption></figure><p>Um peixe que não nada, mas usa as nadadeiras para caminhar no fundo do mar. Ele tem um “<strong>chifre</strong>” na cabeça que funciona como uma “<strong>vara de pesca</strong>” para atrair presas e, por fim, a boca possui uma tonalidade vermelha brilhante que relembra batom.   Na disputa com o ornitorrinco dentre os animais com mais detalhes peculiares e diferentes, o <strong>peixe-morcego-de-lábios-vermelhos</strong>, ou Ogcocephalus darwini vive no Oceano Pacífico, sobretudo em Galápagos, Equador, e <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-02/cardume-de-peixe-gigante-raro-e-flagrado-no-nordeste.html.amp" target="_blank" rel="noopener nofollow">chama atenção pelas características</a> incomuns.</p><p>Assista abaixo:</p><p>Conforme vídeo da Living Earth TV, o animal sofreu adaptações nas nadadeiras para caminhar sobre o fundo do mar. Essa característica o classifica como “bentônico”, espécies adaptadas para viver no fundo.</p><p>Em contrapartida, o animal se tornou um “péssimo” nadador, de modo que se locomove muito lentamente, mas que gerou outras adaptações para alimentação e reprodução. Ele possui de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-09-19/tucunare-de-76-centimetros-impressiona-rio-camaiu.html" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong>20 a 25 centímetros</strong></a> e, apesar de caminhar no fundo, existe em locais relativamente rasos.</p><h2>A “vara de pesca”</h2><p>Uma das adaptações mais curiosas do <strong>peixe-morcego</strong> é uma espécie de chifre no meio da cabeça. Essa estrutura é chamada de ilício e possui uma “isca” na extremidade, chama esca, para capturar presas.</p><p>Esse órgão não é exclusivo da espécie, mas comum entre todos os Lophiiformes, grupo dos “peixes-pescadores”. Já que o peixe de batom vermelho se locomove lentamente e vive no fundo do mar, a estratégia é atrair as presas e capturar o que estivar ao alcance dele. Ele se alimenta sobretudo de pequenos invertebrados e crustáceos. </p><h2>Por que a boca parece “batom”? </h2><p>O apelido popular que surgiu por conta da tonalidade da boca avermelhada dos lábios ainda não possui consenso científico. Uma das principais hipóteses é que a cor contrastante com o resto do corpo sirva como um “sinal” que o destaca de longe no fundo do mar.</p><p>O traço evolutivo também teria relação com a inércia da movimentação do peixe. Como ele demora a se deslocar, a característica o facilitaria encontrar parceiros para reprodução.</p><h2>Onde o animal ocorre?</h2><p>Conforme informações da Fundação Charles Darwin, o peixe batom ocorre nas Ilhas Galápagos e, recentemente, pesquisas registraram um indivíduo no litoral do continente do Equador e no Peru. Outras espécies semelhantes também são encontradas na região, apesar de que o peixe do batom vermelho é associado principalmente às ilhas.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2026-10-02/peixe-de-batom-vermelho-caminha-nao-nada-conheca.html</link><dc:creator>Thiago Sória</dc:creator><media:credit>Reprodução/Wikimedia Commons </media:credit><author>Thiago Sória</author><keywords>Veja vídeo, peixemorcegodelábiosvermelhos, peixe de batom vermelho, peixe de lábios vermelhos, peixe que anda no fundo do mar, Ogcocephalus darwini, peixe que caminha no fundo do mar, Galápagos, animais de Galápagos, fundo do mar, peixes estranhos, ilício, esca, Oceano Pacífico, peixe que usa nadadeiras para caminhar</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea6fe92b22976a362000605</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abfed47033dd269232e9fb2</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:52:24 +0000</pubDate><title>Adutora da Sabesp se rompe e abre cratera em avenida de São Paulo</title><description>Vazamento na Presidente Médici fez solo ceder e interditou uma faixa da via; abastecimento volta ao normal de forma gradual no sábado (3)</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/aj/ce/g2/ajceg205uowsx8mvsxuf0u7u7.jpg"><figcaption>Cratera na Avenida Presidente Médici, em Osasco, Região Metropolitana de São Paulo<span class="copyright">Reprodução/Record TV </span></figcaption></figure><p>Uma <strong>cratera</strong> se abriu na <strong>Avenida Presidente Médici</strong>, em <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-07-06/acidente-deixa-tres-mortos-na-castello-branco--em-osasco-sp.html">Osasco</a>, na <strong>Região Metropolitana</strong> <strong>de São Paulo</strong>, após uma adutora da<strong> Sabesp</strong> romper e gerar um<strong> vazamento</strong>, que provocou o <strong>cedimento do solo</strong>.</p><p>O buraco, que surgiu durante a madrugada desta sexta-feira (02), gerou um<strong> afundamento do solo</strong> e uma das <strong>faixas</strong> da avenida precisou ser <strong>interditada</strong> para evitar riscos a <strong>motoristas e pedestres</strong>. A <strong>Secretaria de Obras</strong> da<strong> Prefeitura de Osasco</strong> foi acionada e enviou equipes para dar apoio técnico e operacional no local.</p><p>O rompimento causou a interrupção do <strong>fornecimento de água</strong> na região. Para solucionar o problema, a <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2026-06-03/apos-privatizacao--reclamacoes-contra-a-sabesp-mais-que-dobram.html">Sabesp</a> enviou equipes ao local com a missão de executar o reparo da tubulação danificada.</p><p>De acordo com a companhia, os serviços de conserto devem ser concluídos até o fim desta sexta-feira. A retomada do abastecimento, porém, só deve ser normalizada de forma gradual ao longo do sábado (03).</p><p>Enquanto durarem as obras, a faixa afetada permanece isolada na Avenida Presidente Médici. Motoristas que passam pela região devem redobrar a atenção à sinalização e seguir as orientações das equipes que atuam no local.</p><h2>O que é uma adutora</h2><p>Adutoras são tubulações de grande porte, usadas em geral para transportar água entre reservatórios, estações de tratamento e redes de distribuição.</p><p>O rompimento de um equipamento como este costuma ter impacto maior do que um vazamento em uma rede comum, justamente por conta do tamanho, já que a ocorrência pode comprometer o fornecimento a diversos pontos de uma região. </p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2026-10-02/adutora-da-sabesp-se-rompe-e-abre-cratera-em-avenida-de-sao-paulo.html</link><dc:creator>Micaela Wentz</dc:creator><media:credit>Reprodução/Record TV </media:credit><author>Micaela Wentz</author><keywords>Osasco, São Paulo, Região Metropolitana, Sabesp, Adutora, Avenida Presidente Médici</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea7037ab22976a36200062c</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abfe4c52d3829c93f771dd0</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:46:23 +0000</pubDate><title>Oceano está mais quente e mais ácido, aponta observatório</title><description>10º relatório da Copernicus alerta sobre o estado dos oceanos em função das mudanças climáticas; em 2025, absorção de calor bateu recorde</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8y/33/lg/8y33lg4ijil7wc4vf66y7a42d.jpg"><figcaption>Como os oceanos foram formados<span class="copyright">Reprodução/Pexels </span></figcaption></figure><p>Os oceanos estão passando por grandes transformações. Somente em 2025, as <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-08-26/oceanos-atingem-media-de-temperatura-mais-alta-da-historia.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">águas oceânicas absorveram cerca de 23 zettajoules de calor</a>, <strong>quase 40 vezes toda a energia consumida pela humanidade no mesmo ano</strong>. O valor é o maior já registrado.</p><p class="  ">Os dados fazem parte da <strong>10ª edição do Relatório sobre o Estado do Oceano</strong>, divulgado pelo serviço <strong>Copernicus Marine</strong>, da <strong>União Europeia</strong>. O documento reúne informações de satélites, medições realizadas diretamente no mar e modelos científicos para acompanhar as mudanças nos oceanos nas últimas décadas. A edição deste ano contou com a participação de 125 pesquisadores de diferentes países.</p><p class="       ">O aquecimento é acompanhado por outras transformações. Desde 1999, o <strong>nível médio do mar subiu cerca de 3,8 milímetros por ano</strong>, com aceleração para <strong>4,2 milímetros anuais entre 2012 e 2025</strong>. Nos últimos <strong>40 anos, a acidez dos oceanos aumentou 17%.</strong></p><p>O oceano absorve cerca de um terço do dióxido de carbono emitido pela humanidade e <strong>aproximadamente 90% do excesso de calor retido no sistema climático pelos gases de efeito estufa</strong>. Essa capacidade de absorção ajuda a reduzir parte do aquecimento da atmosfera, mas <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/meioambiente/2026-10-02/pesquisadores-tentam-salvar-corais-dos-efeitos-do-super-el-nio.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">provoca mudanças no próprio ambiente marinho</a>.</p><p>À medida que as águas ficam mais quentes, aumentam também os riscos de ondas de calor marinhas, alterações nos ecossistemas e elevação do nível do mar. O aquecimento provoca a expansão térmica da água e se soma ao derretimento de geleiras e mantos de gelo em terra.</p><h2><strong>Ondas de calor marinhas</strong></h2><p>Os efeitos do aquecimento já podem ser observados em diferentes regiões. Na <strong>Europa</strong>, 2024 foi marcado por ondas de calor marinhas recordes no <strong>Mediterrâneo</strong> e no <strong>Mar Negro</strong>. Em alguns episódios, a temperatura da água ficou <strong>mais de 4,6°C acima da média</strong>, enquanto determinadas ondas de calor duraram mais de 30 dias.</p><p>No <strong>Mediterrâneo Ocidental</strong>, a temperatura da superfície do mar aumentou <strong>em média 0,32°C por década</strong>, segundo o relatório. O aquecimento contribui para a ocorrência de ondas de calor marinhas e pode aumentar a intensidade de eventos extremos.</p><p>Já no <strong>Ártico</strong>, a extensão média mensal do gelo marinho diminuiu cerca de <strong>490 mil km²</strong> por década entre 1979 e 2025. </p><p>As mudanças também atingem diretamente os <strong>ecossistemas</strong> dos oceanos. Entre janeiro de 2023 e setembro de 2025, <strong>84% dos recifes de coral do mundo</strong> passaram por níveis de estresse térmico capazes de provocar branqueamento, fenômeno que ocorre quando o aumento da temperatura provoca a expulsão das algas que vivem em associação com os corais, podendo levar à morte dos organismos e comprometer ecossistemas que servem de abrigo e alimento para diversas espécies.</p><p>Outro indicador observado pelo relatório é o <strong>fitoplâncton</strong>, formado por organismos microscópicos que estão na base de boa parte das cadeias alimentares marinhas e participam da regulação dos fluxos de carbono.</p><p>Nas últimas três décadas, <strong> quase 5% do oceano</strong> apresentou mudanças persistentes nos padrões de crescimento do fitoplâncton. Alterações nesses ciclos podem repercutir sobre outras espécies e modificar processos importantes para o funcionamento dos ecossistemas marinhos.</p><p>Os dados reunidos pelo Copernicus mostram que as transformações nos oceanos ocorrem de forma interligada. O aumento da temperatura, a acidificação, a elevação do nível do mar, a redução do gelo e as mudanças nos ecossistemas são diferentes manifestações de um mesmo processo de alteração do sistema climático.</p><p>De acordo com os especialistas, acompanhar essas mudanças é fundamental para antecipar riscos. Sistemas de monitoramento e previsão já permitem identificar ondas de calor marinhas, alterações no nível do mar e outros eventos extremos com antecedência, criando condições para medidas de preparação e adaptação.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-02/10-relatorio-da-copernicus-alerta-para-transformacao-acelerada-dos-oceanos.html</link><dc:creator>Júlia Vidotti</dc:creator><media:credit>Reprodução/Pexels </media:credit><author>Júlia Vidotti</author><keywords>Crise climática, oceanos, acidificação, El Niño, aquecimento global, aumento de temperatura, corais, ecossistemas</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abfec18033dd269232e9fb1</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:38:35 +0000</pubDate><title>Faz sentido o voto ser obrigatório?</title><description>A maior parte do mundo adota o sistema facultativo. Em 2022, 20,9% dos eleitores brasileiros não foram às urnas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/51/70/q0/5170q0cg6lo1gvja5298kajw6.jpg"><figcaption>Cabine de votação: faz sentido o voto ser obrigatório?<span class="copyright">Fernando Frazão/Agência Brasil - 29/09/2022 </span></figcaption></figure><p>Faz sentido o <strong>voto</strong> ser <strong>obrigatório</strong>? No Brasil é assim desde a Constituição de 1934. E olha que tivemos mais quatro Constituições depois dessa. E o voto obrigatório seguiu firme e forte.</p><p>Mas ser <strong>obrigado a votar</strong> é compatível com a <strong>democracia</strong>?</p><p>O voto é facultativo na maior parte do mundo. E hoje só é obrigatório em 27 países.</p><p>"É um tema controverso no mundo todo. Tem países que não tinham obrigatoriedade de voto que passou a ser obrigatório, tem países cujo voto era obrigatório e passou a ser facultativo. Você tem um problema sério em outros países, onde o voto não é obrigatório, mas só 30%, 40% da população aparece para votar. Apesar de no Brasil o voto ser obrigatório, a gente tem uma abstenção histórica de mais ou menos 20%, dependendo da eleição. Certamente, se a gente transformar o voto em não obrigatório, isso pode aumentar", diz Carvalho Teixeira.</p><p>Em 2022, mais de um quinto dos eleitores brasileiros (20,9%) não votou. Lembrando que o voto é obrigatório para as pessoas alfabetizadas de 18 a 70 anos. E os jovens adultos são os que mais têm se afastado das urnas.</p><h2>Por que isso?</h2><p>"O que nós temos visto é que se debate tudo sobre a moralidade de cada um, mas não se debate política pública. Se discute tudo sobre se um fez, o outro não fez, se um é amigo de quem, o outro é amigo ou não é, mas não se discute que projeto de país está sendo desenhado. Então, para um grupo social que considera isso importante para a tomada de decisão, a motivação para votar diminui. O estímulo para votar diminui", afirma o cientista político.</p><p>E você? Concorda com o voto ainda ser obrigatório no Brasil? </p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/2026-10-02/faz-sentido-o-voto-ser-obrigatorio-.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Fernando Frazão/Agência Brasil - 29/09/2022 </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>Brasil, eleições, voto obrigatório, voto facultativoatorio, abstenção, democracia, participação eleitoral, eleitores, Constituição</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f61ec77ab1b9a16350000ee</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abfeb11033dd269232e9fac</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:34:28 +0000</pubDate><title>Lula reúne aliados e eleitores em caminhada no Centro do Rio</title><description>Presidente acenou e cumprimentou o público, mas pouco falou; candidato à reeleição tem outro encontro com apoiadores ainda nesta sexta (2), em Minas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6o/mz/ze/6omzzeisg88y17hv5ph3jx0ga.jpg"><figcaption>Lula (PT) em caminhada de campanha na Cinelândia (RJ)<span class="copyright">Neemias Gonzaga/Agência O Dia </span></figcaption></figure><p>O <strong>presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)</strong> esteve no centro do <strong>Rio de Janeiro</strong>, na manhã desta sexta-feira (2), para caminhar com apoiadores em um dos seus <strong>últimos atos de campanha</strong> para o primeiro turno das <strong>eleições</strong> de 2026.</p><p>O evento começou por volta das 12h, saindo da Candelária em direção à Cinelândia. Lula seguiu o cortejo na traseira de um carro ao lado de <strong>Benedita da Silva (PT)</strong> e <strong>Pedro Paulo (PSD)</strong>, candidatos ao <strong>Senado</strong>, do <strong>prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD)</strong>, e de <strong>Rodrigo Neves (PSD)</strong>, <strong>prefeito de Niterói</strong>.</p><p>No percurso, o <strong>candidato à reeleição</strong> acenou e cumprimentou o público, mas pouco falou. Lula tomou a palavra, <strong>de maneira breve</strong>, apenas duas vezes.</p><p>Na primeira, paralisou a passeata e pediu calma aos seus eleitores, relatando que, na aglomeração, uma grande quantidade de pessoas estava passando mal.</p><p>Em virtude da grande concentração, um vidro da estrutura do VLT chegou a quebrar, e a segurança foi acionada para isolar a área. Pouco tempo depois, a caminhada foi retomada.</p><p>Na segunda vez em que falou no carro de som, Lula se mostrou <strong>confiante</strong> <strong>para o resultado das urnas</strong> do próximo domingo (4), pediu apoio da militância para converter os indecisos e proferiu ataques ao seu principal adversário, <strong>Flávio Bolsonaro (PL)</strong>.</p><p>Ao se despedir, já próximo da Cinelândia, Lula puxou gritos como “bet nunca mais”, apoiou o fim da escala 6x1, defendeu o discurso de soberania nacional e reiterou o apoio aos seus candidatos aliados.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9x/nc/lj/9xncljmy7iq2t9nijh55av29j.jpg"><figcaption>Multidão assiste Lula discursar no Centro do Rio<span class="copyright">Neemias Gonzaga/Agência O Dia </span></figcaption></figure><h2>Últimas agendas de campanha</h2><p>Ainda nesta sexta-feira, Lula estará em <strong>Belo Horizonte</strong>, para outra caminhada de campanha com apoiadores.</p><p>No sábado (3), último dia para atos permitidos pelo <strong>Tribunal Superior Eleitoral (TSE)</strong>, Lula encerra sua campanha para as eleições presidenciais com outra passeata na <strong>Rua Augusta</strong>, em <strong>São Paulo</strong>.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/2026-10-02/lula-reune-aliados-e-eleitores-em-caminhada-no-centro-do-rio.html</link><dc:creator>Cadu Barbosa</dc:creator><media:credit>Neemias Gonzaga/Agência O Dia </media:credit><author>Cadu Barbosa</author><keywords>Lula, campanha, primeiro turno, eleições 2026, caminhada, Rio de Janeiro</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f61ec77ab1b9a16350000ee</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abfe917033dd269232e9fa6</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:32:18 +0000</pubDate><title>Justiça Eleitoral entra na reta final da preparação das urnas</title><description>Equipamentos passam por procedimentos técnicos e logísticos antes do envio às seções, em operação coordenada pelos tribunais regionais eleitorais</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ct/5x/89/ct5x89ybybgx2q4e4qpbx85zg.jpg"><figcaption>Justiça Eleitoral prepara as urnas<span class="copyright">José Cruz/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>A dois dias do <strong>primeiro turno das Eleições 2026</strong>, a <strong>Justiça Eleitoral</strong> está na fase final dos preparativos para disponibilizar as urnas eletrônicas nos locais de votação em todo o país.</p><p>Segundo o <strong>Tribunal Superior Eleitoral</strong> (<strong>TSE</strong>), os equipamentos passam por etapas como geração de mídias, carga dos sistemas, testes e lacração antes de serem encaminhados para uso no pleito.</p><p>O <strong>TSE</strong> destaca que a chegada da urna à seção eleitoral é resultado de uma extensa operação logística coordenada pelos tribunais regionais eleitorais (<strong>TREs</strong>).</p><p>A estrutura envolve a distribuição dos equipamentos para milhares de locais de votação espalhados pelo território nacional, incluindo áreas urbanas, comunidades rurais e regiões de difícil acesso.</p><p>As informações divulgadas pelos tribunais indicam que os trabalhos de preparação seguem próximos da etapa final.</p><h2>TSE </h2><p>O TSE explica que a jornada da urna eletrônica até o eleitor envolve diversas etapas de preparação antes da votação, incluindo procedimentos técnicos e logísticos coordenados pela Justiça Eleitoral em todo o país.</p><p>Embora os tribunais não detalhem publicamente o cronograma de entrega de cada equipamento aos locais de votação, as publicações mais recentes da Justiça Eleitoral mostram o avanço das etapas de preparação das urnas em diversos estados.</p><p>A logística é considerada uma das etapas mais complexas da eleição. Segundo o TSE, cada urna é preparada especificamente para a seção onde será utilizada, o que exige controle sobre a movimentação dos equipamentos e acompanhamento das diferentes fases do processo até a abertura da votação.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-02/justica-eleitoral-entra-na-reta-final-da-preparacao-das-urnas.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>José Cruz/Agência Brasil </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Politica, eleicoes 2026, urnas eletronicas, TSE, distribuicao de urnas, eleicao, TRE, logistica</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abfe8d62d3829c93f771dd3</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:25:37 +0000</pubDate><title>PM detém 3 adolescentes suspeitos de roubos a mansões em SP</title><description>Jovens de 14 a 16 anos foram abordados na madrugada desta sexta-feira (2) com armas falsas e ferramentas de arrombamento, no bairro Morumbi</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/13/va/pu/13vapuq7sqtqczh7dak92mkpm.jpg"><figcaption>Instrumentos apreendidos durante abordagem à jovens suspeitos de invadir casas no Morumbi, em São Paulo<span class="copyright">Divulgação/ pm </span></figcaption></figure><p><strong>Três</strong> adolescentes, com idades entre<strong> 14 e 16 anos</strong>, foram <strong>detidos</strong> pela <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2026-09-20/pm-de-folga-e-baleado-ao-tentar-impedir-assalto-em-sao-paulo.html">Polícia Militar</a> na madrugada desta sexta-feira (02), no bairro <strong>Morumbi</strong>, na<strong> Zona Sul</strong> de <strong>São Paulo</strong>. Os detidos são suspeitos de integrar uma <strong>quadrilha</strong> especializada em <strong>roubos e furtos</strong> a<strong> mansões</strong> da região.</p><p>De acordo com informações da Polícia Militar, o trio se preparava para tentar <strong>invadir</strong> mais uma residência quando foi abordado. Com os jovens, os agentes encontraram duas<strong> armas falsas</strong>, <strong>luvas</strong>, <strong>mochilas</strong>, <strong>celulares</strong> e <strong>ferramentas</strong> usadas para arrombar portas das casas.</p><h2>A abordagem</h2><p>Os agentes avistaram<strong> seis</strong> suspeitos enquanto faziam patrulhamento perto do estádio do MorumBis. Ao notar a presença da viatura, o grupo de suspeitos tentou fugir; três dos adolescentes foram pegos e apreendidos, sendo levados ao <strong>89º Distrito Policial (DP)</strong>, no Jardim Taboão, já os outros três conseguiram escapar e ainda <strong>não foram localizados</strong> pelos policias.</p><p>De acordo com a corporação, um dos detidos já tinha passagem registrada pelo crime de furto, e outro já havia passado pela <strong>Fundação Casa</strong>. Os três suspeitos confessaram já ter participado de outros furtos e roubos passados a casas da região.</p><p>A <strong>Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP)</strong> afirmou que os três adolescentes, que foram levados à delegacia, foram posteriormente liberados aos responsáveis legais. O caso foi registrado como<strong> tentativa de furto</strong>.</p><h2>Assalto com reféns em setembro</h2><p>A polícia afirma ainda que os três suspeito que admitiram envolvimento em casos anteriores,  estavam presentes no roubo a uma mansão na Rua Oscar de Almeida, também no Morumbi, no dia 6 de setembro. Na ocorrência, três moradores da casa que foi invadida foram mantidos <strong>reféns</strong>, e os criminosos levaram objetos de valor e um carro de luxo.</p><p>O veículo foi recuperado cerca de uma semana depois, em um desmanche na mesma região. Um homem foi preso por participação no crime, os outros suspeitos seguem foragidos.</p><p>De acordo com a Polícia, o grupo forçava fechaduras e pulava os portões para invadir as residências. Quando encontrava moradores dentro das casas, os criminosos os rendiam e mantinham as vítimas como reféns. </p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2026-10-02/pm-detem-3-adolescentes-suspeitos-de-roubos-a-mansoes-em-sp.html</link><dc:creator>Micaela Wentz</dc:creator><media:credit>Divulgação/ pm </media:credit><author>Micaela Wentz</author><keywords>Armas falsas foram apreendidas, São Paulo, Morumbi, Polícia Militar, Jovens, Furtos, Roubos, Invasão</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4ea7037ab22976a36200062c</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abfe4292d3829c93f771dcf</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:23:52 +0000</pubDate><title>Mesmo proibidos, deepfakes tomam conta das redes antes da eleição</title><description>Monitoramento identificou 920 publicações eleitorais com uso de IA; maioria não estava sinalizada e usuários comuns responderam por grande parte</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/d1/6i/ol/d16iolhtkqijy5dvhlt80a9e8.jpg"><figcaption>Deepfakes<span class="copyright">Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p class="    ">Durante a campanha para o primeiro turno das <strong>eleições gerais de 2026</strong>, pelo menos <strong>554 vídeos e imagens do tipo deepfake foram publicadas nas redes sociais</strong>, conforme levantamento do <strong>projeto VigIA</strong>, realizado pela <strong>agência de checagem Lupa</strong>, que <strong>monitora o uso de IA no pleito</strong>.</p><p>Desses, 29 foram disseminados por perfis de candidatos ou partidos, o que pode gerar sanções.</p><p><strong>Deepfakes são conteúdos produzidos ou editados com ferramentas de IA</strong> a partir da imagem de uma pessoa real, manipulada de forma que ela apareça falando frases ou realizando atos que não são reais. O <strong>Tribunal Superior Eleitoral</strong> (<strong>TSE</strong>) proibiu essas publicações, que podem acarretar até na cassação da candidatura ou do mandato, mas também ressalvou que, para isso, elas devem estar caracterizadas como propaganda política e apresentar verossimilhança capaz de enganar o eleitor.</p><h2>Desafio </h2><p>Relatório publicado nesta quinta-feira (1°) pelo projeto VigIA identificou que deepfakes foram os principais conteúdos criados ou editados com IA e publicados nas redes sociais neste período eleitoral. Eles correspondem a 60% do total de 920 publicações coletadas entre os dias 16 de agosto e 28 de setembro.</p><p>Destacam-se entre as deepfakes mais recorrentes, vídeos em que jornalistas anunciam notícias inventadas e celebridades manifestam, falsamente, apoio a candidatos.</p><p>A maioria das postagens falsas (525) foram feitas por usuários comuns, incluindo muitos anônimos.</p><p>Para a pesquisadora responsável pelo relatório, Beatriz Farrugia, esse dado revela um desafio para a aplicação da lei eleitoral:</p><p>"Se a gente quer bloquear de toda maneira a publicação de deepfakes pelo risco que impõe ao entendimento das pessoas sobre os eventos políticos, a gente precisa considerar que a maior parte desses conteúdos tem partido de contas de usuários e de avatares anônimos. Aqui a Justiça precisaria trabalhar com as plataformas para tentar identificar essas pessoas"</p><h2>Sinalização </h2><p>O relatório também identificou outra prática que contraria a legislação eleitoral. O uso de IA é permitido desde que as peças criadas ou manipuladas com o auxílio dessas ferramentas sejam sinalizadas, o que não ocorreu na maioria dos casos.</p><p>Dos 920 conteúdos identificados, apenas 371 estavam devidamente rotulados como material feito com IA, cerca de 40%. Considerando as 549 publicações irregulares, 75 foram feitas por candidatos ou partidos.</p><h2>VigIA em números </h2><p>Ao todo, o VigIA coletou 1.941 conteúdos político-eleitorais suspeitos, ao longo do período analisado. Por enquanto, 972 imagens e vídeos foram analisados, com 920 casos confirmados de uso de IA.</p><p>A investigação é feita em parceria com o Laboratório de Inteligência Artificial (Recod.ai) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p><p>Três ferramentas de detecção de IA são aplicadas para procurar indícios de uso dessas ferramentas, e depois o resultado passa pelo crivo dos pesquisadores.</p><p>Além dos deepfakes, há também conteúdos sintéticos, em que a tecnologia foi usada para criar ou modificar aspectos da publicação, sem imputar a uma pessoa fala ou atos que não aconteceram.</p><p>Para a fundadora e gerente de Inteligência e Formação da Agência Lupa, Cristina Tardáguila, os números mostram que a IA "já faz parte da comunicação política cotidiana, e não só de episódios isolados"</p><p>"Quando encontramos quase um conteúdo com IA por hora e vemos que a maioria não sinaliza o uso da tecnologia, temos uma dimensão do desafio que esse cenário representa não só para o eleitor como para os órgãos fiscalizadores”, acrescenta.</p><p>De forma geral, a promoção de candidaturas foi a finalidade mais frequente entre os conteúdos identificados pelo VigIA, aparecendo em 414 dos 920 casos (45%). No entanto, um quarto dos conteúdos trazem ataques contra candidatos ou outras pessoas.</p><p>Há também uma proporção parecida de peças em que a IA foi utilizada para produzir conteúdo de humor ou sátira.</p><h2>Eleições </h2><p>O cenário nacional foi mais explorado, com grande foco nas eleições presidenciais. Em consonância, o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi a principal figura pública retratada nas peças, aparecendo em 379 publicações.</p><p>Em seguida, vem Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula, com 190 aparições.</p><p>No caso de Lula, 39% das publicações eram de humor ou sátira e outras 34% buscavam atacar sua candidatura. Já entre as publicações com Flávio Bolsonaro, 40% buscavam favorecê-lo e 28% traziam conteúdo humorístico ou satírico.</p><p>A predominância de usuários comuns como principais publicadores se manteve na análise geral, e 47% dos autores têm esse perfil.</p><p>No entanto, o relatório também destaca que 27% das publicações partiram de perfis desconhecidos, proporção maior do que os 24,5% referentes às contas oficiais das candidaturas.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-02/mesmo-proibidos--deepfakes-tomam-conta-das-redes-antes-da-eleicao.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Geral, eleicoes 2026, deepfake, Agencia Lupa, Vigia, redes sociais, inteligencia artificial, IA</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d227a6504a01e0000b9</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abfe6842d3829c93f771dd1</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:21:17 +0000</pubDate><title>STF cria regra para evitar escolha de relator em pedidos</title><description>Novas solicitações terão de ser avaliadas pela Presidência da Corte antes de serem ligadas a ações em andamento e poderão virar processos separados</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/24/13/dp/2413dpqwgc2q9iq8vnk4kclma.jpg"><figcaption>Presidente do STF, ministro Edson Fachin<span class="copyright">Valter Campanato/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), <strong>Edson Fachin</strong>, decidiu nesta sexta-feira (02) que novos pedidos apresentados em <strong>processos</strong> que já estão em andamento passem por uma análise antes de chegarem ao <strong>ministro</strong> responsável pelo caso. </p><p>A mudança cria uma nova etapa para decidir se a solicitação realmente tem relação com a <strong>ação</strong> em que foi apresentada. Com isso, fazer um pedido dentro de um processo não significa que ele será automaticamente analisado pelo mesmo ministro.</p><p>A análise será feita pela Secretaria Judiciária e também pela Presidência da Corte. Se o STF entender que o novo pedido não tem ligação direta com o processo original, será aberto um novo processo, que seguirá as regras de distribuição do tribunal.</p><p>Isso significa que o novo caso poderá ser encaminhado a outro ministro, em vez de ficar automaticamente com aquele que já cuidava da ação original.</p><ul><li><strong>VEJA MAIS</strong>: <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-27/entenda-a-polemica-entre-flavio-bolsonaro-e-nsra-aparecida.html?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener nofollow">Entenda a polêmica entre Flávio Bolsonaro e N.Sra Aparecida</a></li></ul><h2>Quais pedidos passam pela regra</h2><p>A nova regra poderá ser usada, entre outros casos, a pedidos feitos por pessoas ou entidades que não participam do processo original, estando excluídos da regra pedidos feitos por advogados das partes e por integrantes do Ministério Público que atuem na ação.</p><p>O filtro também será usado quando o pedido:</p><ul><li> contestar uma decisão ou ato de uma autoridade ou órgão judicial que não faça parte do processo; </li><li>tentar fazer uma decisão valer para pessoas, atos ou situações que não estejam sendo discutidos na ação original, ou;</li><li> apresentar um pedido contra alguém que não seja parte do processo.</li></ul><h2>TSE x STF</h2><p>A medida foi tomada logo após o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), <strong>Kassio Nunes Marques</strong>, demonstrar preocupação a Edson Fachin com decisões do STF que, segundo ele, poderiam interferir em assuntos que cabem ao TSE. Nunes Marques citou possíveis problemas com a regra que determina qual juiz ou ministro deve analisar cada caso.</p><p>A manifestação aconteceu após uma decisão do ministro <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-01/dino-encerra-caso-no-stf-apos-decisao-do-tse-sobre-posts-de-tabet.html" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong>Flávio Dino</strong>, do STF</a>, que mandou liberar novamente uma publicação do humorista <strong>Antonio Tabet,</strong> que associava o senador Flávio Bolsonaro (PL) a um suposto movimento para retirar de <strong>Nossa Senhora Aparecida</strong> o título de padroeira do Brasil.</p><p> Antes disso, o ministro <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-10-01/caso-nossa-senhora--mendonca-recua-apos-pressao-no-tse.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">André Mendonça, em uma decisão no TSE</a>, havia determinado que a publicação fosse retirada.</p><p>Na mensagem enviada a Fachin, Nunes Marques afirmou que situações como essa poderiam dificultar o trabalho do TSE e ainda questionou <strong>decisões individuais</strong> de ministros do STF que, segundo ele, poderiam fazer uma decisão valer para situações que não estavam sendo analisadas originalmente pelo tribunal.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-10-02/stf-cria-regra-para-evitar-escolha-de-relator-em-pedidos.html</link><dc:creator>Vitor Hugo Girotto</dc:creator><media:credit>Valter Campanato/Agência Brasil </media:credit><author>Vitor Hugo Girotto</author><keywords>decisões individuais, STF, Edson Fachin, Flávio Dino, Antonio Tebet, André Mendonça, TSE, relatoria</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4e7b7d9c7a6504a01e0000bb</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abfe475033dd269232e9fa1</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:14:53 +0000</pubDate><title>Estudo da Unesp encontra químicos ligados ao câncer em plásticos</title><description>Substâncias tóxicas foram descobertas em locais de descarte de resíduos. Sem análise e tratamento, reciclagem pode distribuir materiais contaminados</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9t/s1/q4/9ts1q4t7tfgw7wjwso68etrue.jpg"><figcaption>Reciclagem<span class="copyright">Divulgação/Polata </span></figcaption></figure><p>Pesquisa desenvolvida por estudantes da <strong>Universidade do Estado de São Paulo (Unesp)</strong>, em parceria com a <strong>Universidade de Birmingham, no Reino Unido</strong>, identificou <strong>componentes associados ao câncer</strong> em diferentes resíduos sólidos no Brasil.</p><p>O estudo chegou à conclusão por meio da coleta de <strong>207 amostras de lixo na região metropolitana de Sorocaba</strong>, em São Paulo. Dentre os resíduos coletados, estavam <strong>espumas de poliuretano, tecidos de estofamento automotivo, capas de colchão, móveis, isopor (EPS) e artigos infantis de plástico/silicone</strong>.</p><h2> Riscos à saúde</h2><p>Os compostos químicos <strong>ésteres de organofosfato clorados</strong> (Cl-OPEs) foram encontrados na composição desses materiais. Eles são aditivos químicos sintéticos que <strong>eram misturados pela indústria aos plásticos e espumas</strong> durante a fabricação para <strong>reduzir a inflamabilidade</strong> desses produtos.</p><p>A presença desses químicos nos objetos representa <strong>riscos significativos à saúde pública e ao meio ambiente</strong> podendo provocar prejuízos aos <strong>sistemas endócrino e reprodutivo, além de favorecer o aparecimento de câncer</strong>, <strong>em caso de exposição contínua</strong> aos componentes.</p><p>A contaminação ocorre no contato direto com o objeto no qual eles foram inseridos, por meio da inalação ou ingestão constante da poeira liberada no ambiente pelo <strong>processo de degradação do material</strong>.</p><h2>Intervenção</h2><p>O pesquisador André Henrique Rosa pontua que a importância da pesquisa está em gerar discussão a respeito da gestão segura de resíduos no Brasil, visando à <strong>implementação de economia circular</strong>, ou mesmo a <strong>proteção dos trabalhadores de reciclagem</strong>, que estão em contato com esses tipos de materiais diariamente.</p><p class="       ">De acordo com o pesquisador David Burgos, alguns dos componentes encontrados já foram proibidos pela <strong>Convenção de Estocolmo</strong>, documento internacional do qual o Brasil é signatário desde 2004.</p><p class="       ">No entanto, ele explica que somente proibir não faz desaparecer os materiais que já foram produzidos. É necessário reciclá-los com<strong> análise química </strong>ou<strong> tratamentos prévios </strong>para que as substâncias não voltem a circular no ambiente por meio de novos itens.</p>]]></content:encoded><link>https://ultimosegundo.ig.com.br/meioambiente/2026-10-02/estudo-da-unesp-encontra-quimicos-ligados-ao-cancer-em-plasticos.html</link><dc:creator>Beatriz Garcia</dc:creator><media:credit>Divulgação/Polata </media:credit><author>Beatriz Garcia</author><keywords>Câncer, Saúde, Lixo, Reciclagem, Resíduos, Plástico, Silicone, Estofados</keywords><internationalize>false</internationalize><section>5ffc31531c190cf347e5cca0</section></item></channel></rss>