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Violência no país não diminuiu após acordo feito pela Liga Árabe para retirada de forças de segurança das ruas

Munição de artilharia disparada por tanques matou ao menos 13 civis e feriu dezenas durante cerco à cidade síria de Homs neste sábado, disseram ativistas e moradores, lançando uma dúvida sobre se um plano da Liga Árabe poderá por fim a meses de banho de sangue por causa de um levante popular.

Assim como na sexta-feira, várias manifestações em diferentes pontos do país voltaram a pedir a renúncia do presidente sírio. A violência no país não diminuiu, mesmo após o governo ter aceitado o acordo que determinava a retirada das forças de seguranças das ruas.

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No Cairo, o chefe da Liga Árabe disse que a organização estava muito preocupada com a violência na Síria e pediu a Damasco que cumprisse as medidas acordadas nesta semana com os países árabes para proteger civis. Pelo menos 89 foram mortos em Homs desde terça-feira por forças que tentam acabar com os protestos contra o presidente Bashar al-Assad.

"Prédios inteiros foram destruídos pelo fogo dos tanques. O pão acabou e as pessoas que são atingidas nas ruas estão morrendo dos ferimentos no local porque ninguém pode alcançá-las", disse um ativista local.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que três manifestantes foram feridos a tiros por forças de segurança na cidade de Dael, no sul do país, acrescentando que quatro milicianos pró-Assad foram mortos em combates com desertores do exército perto da cidade de Khan Sheikhoun, ao norte de Homs.

O governo sírio diz que militantes islâmicos e grupos armados apoiados por estrangeiros mataram 1.100 membros das forças de segurança desde o início do levante, em março, contra os 41 anos do governo da família Assad e de seu partido Baath. As Nações Unidas dizem que mais de 3.000 pessoas morreram nos distúrbios.

A Síria não permite a presença da maioria dos jornalistas estrangeiros, o que dificulta a verificação independente dos acontecimentos.

Em Homs, o bombardeio ficou concentrado em Bab Amro, um bairro residencial pobre afastado do centro, onde insurgentes e um número cada vez maior de desertores do exército se refugiaram, disseram residentes.

*Com Reuters e EFE

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