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Segundo Ministério do Interior, incidente foi resultado da detonação de material 'altamente explosivo'

Uma pequena explosão foi registrada nesta madrugada perto da Embaixada do Reino Unido no Bahrein, sem causar vítimas ou danos materiais ao prédio, informou um porta-voz da delegação diplomática. A explosão, cuja natureza é desconhecida, ocorreu por volta das 2h (21h de Brasília) a cerca de cinco metros do complexo.

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Um comunicado do Ministério do Interior do Bahrein indicou que a explosão se deu na parte dianteira de um microônibus perto do estacionamento onde fica o cercado externo da Embaixada.

Em entrevista coletiva, um porta-voz da pasta detalhou que a detonação foi resultado da detonação de um "material altamente explosivo" colocado sob o veículo e acrescentou que as investigações sobre o episódio continuam.

Como precaução, o Ministério do Interior reforçou as medidas de segurança nos arredores das sedes diplomáticas.

O Bahrein é um pequeno reino do Golfo Pérsico, com 70% de maioria xiita, que foi palco em 14 de fevereiro de uma série de protestos pedindo reformas democráticas a minoria sunita que Governa o país.

A maioria xiita do Bahrein começou deu início a uma revolta em fevereiro, pedindo maiores direitos políticos no reino controlado pelos sunitas. Nos últimos dias, foi identificada uma onda de tensão no país, com manifestantes, aparentemente sunitas, vaiando e atirando pedras contra as procissões religiosas xiitas.

Não ficou imediatamente claro se houve a intenção de a explosão ocorrer próximo à embaixada britânica. O incidente acontece menos de uma semana depois da embaixada britânica no Irã ter sido atacada por estudantes iranianos, o que desencadeou o fechamento da legação e a retirada dos funcionários diplomáticos.

Depois da invasão do prédio, o Reino Unido, que acusou os líderes iranianos de ter impulsionado o ataque, também expulsou os diplomatas iranianos de seu território, e a França, como medida preventiva, reduziu sua equipe no país persa.

Os governantes do Bahrein afirmam que o Irã tem conexões com as manifestações xiitas no estratégico país, que abriga a Quinta Frota dos EUA. Os xiitas do Bahrein negam que Teerã os ajude e um relatório feito por uma comissão independente a pedido do rei também descarta essas alegações.

Ao menos 35 pessoas morreram nos confrontos contra os manifestantes desde fevereiro. Centenas foram detidos e condenados à prisão perpétua, inclusive importantes ativistas xiitas.

Com EFE e AP

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