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Partido da Irmandade Muçulmana confirma sua vantagem frente às forças liberais

Mulher vota em colégio eleitoral de Giza, no Egito
AP
Mulher vota em colégio eleitoral de Giza, no Egito
O Partido Liberdade e Justiça, da Irmandade Muçulmanos, e o Partido Al Nour, dos salafistas, obtiveram 65% dos votos na segunda fase eleitoral do Egito, fato que confirma a liderança islamita nas legislativas.

Segundo dados divulgados da Comissão Eleitoral, divulgados pela agência estatal "Mena" neste sábado (24), a legenda partidária da Irmandade Muçulmana conseguiu obter mais de 4 milhões de votos válidos, dos 11,1 milhões de eleitores, neste início de segunda fase das eleições legislativos.

Esta porcentagem representa 36,3% dos votos das listas fechadas, quase 10% a mais que os votos obtido pelos ultraconservadores do Al Nour, que alcançaram 3,2 milhões dos sufrágios e ficaram com 28,7%.

Em terceiro lugar, com um milhão de votos (9,6%), aparece o partido liberal Wafd, enquanto o Bloco Egípcio, que engloba forças liberais e laicas, atingiu pouco mais de 150 mil votos (1,3%).

Desta forma, os grupos islamitas confirmam sua vantagem frente às forças liberais nesta segunda fase eleitoral, realizada entre os dias 14 e 22 de dezembro.

Previamente, na primeira fase, o grupo político da Irmandade Muçulmana atingiu 36,6% dos votos, seguidos pelo Al Nour, que alcançaram 24,3%.

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Além disso, o presidente da Comissão Eleitoral egípcia, Abdelmoaiz Ibrahim, afirmou que a participação nas duas últimas jornadas eleitorais foi de apenas 43%, menos que a média de 60% registrada nas jornadas anteriores.

Nesta semana, os egípcios definiram os candidatos das listas abertas que não tinham obtido a maioria suficiente (mais de 50 % dos votos) na realização do primeiro turno.

A segunda fase de votação foi realizada 30 circunscrições das províncias de Guiza, que abrange parte do Cairo, Beni Suef, Manufiya, Sharqiya, Ismailiya, Suez, Buhaira, Sohag e Assuã.

Ibrahim chegou a anunciar os nomes dos ganhadores das listas abertas, mas não adiantou suas respectivas afiliações, embora o PLJ tenha assegurado previamente que ficou com 38 das 59 cadeiras que concorria neste segundo turno.

O presidente da Comissão Eleitoral egípcia destacou que na próxima etapa o dispositivo judicial que supervisiona as eleições será reforçado com um juiz adicional em cada colégio eleitoral.

As eleições legislativas no Egito - as primeiras após a queda do presidente Hosni Mubarak, no último mês de fevereiro -, se realizam em um longo e complicado processo que apresenta três rodadas, as quais serão concluídas somente dia 11 de janeiro com a definição da Assembleia do Povo ou câmara baixa do Parlamento.

Após o pleito pela Câmara Baixa, os eleitores vão definir a Shura, ou seja, a câmara alta do Parlamento, que será iniciada no dia 29 de janeiro e terminará 11 de março.

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