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Presidenta ameniza denúncias de favorecimento a empresa ligada ao deputado peemedebista Eduardo Cunha

A presidenta Dilma Rousseff evitou polemizar ao ser questionada sobre as denúncias de suposto favorecimento a uma empresa ligada ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em transações da Furnas Centrais Elétricas. Dilma, que participou de um encontro com governadores no Rio Grande do Sul, disse defender a apuração de qualquer acusação.

Dilma participou de reunião no Rio Grande do Sul
Agência Estado
Dilma participou de reunião no Rio Grande do Sul
“É um critério nosso apurar todas as acusações, mas é preciso ter elementos bem configurados. Nós devemos apurar o que foi acusado e o que foi divulgado", disse Dilma. A presidenta, entretanto, procurou amenizar as denúncias envolvendo o deputado aliado. "Isso não é atual. Acho que a CGU já tinha, inclusive, iniciado um levantamento nesse sentido. O que for dito de parte a parte será apurado.”

“O que tiver de ser apurado será apurado”. Sem se aprofundar no assunto e desviando de qualquer crítica ao deputado aliado, Dilma afirmou que o governo defende que as informações levantadas sejam devidamente investigadas.

A acusações que pesam sobre Cunha referem-se a reportagem divulgada pelo jornal O Globo, apontando que Furnas teria aberto mão do direito de comprar um lote de ações da empresa Oliveira Trust Servicer para, oito meses depois, pagar pelos mesmos papéis R$ 73 milhões acima do valor original.

O negócio, de acordo com o jornal, teria ocorrido entre dezembro 2007 e julho de 2008, favorecendo a Companhia Energética Serra da Carioca II, que pertence ao grupo Gallway. A empresa é relacionada ao ex-presidente do Cedae Lutero de Castro Cardoso e ao doleiro Lúcio Bolonha Funaro, ambos nomes relacionados a Eduardo Cunha, a quem é atribuída também a indicação do então presidente de Furnas, Luiz Paulo Conde.

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