Tamanho do texto

Entre os investigados, mulher do prefeito é suspeita de ser a mentora das fraudes e de receber 7% dos contratos fraudulentos

selo

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e a polícia informaram que já foram presos 12 envolvidos no suposto esquema de fraudes em licitações da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa), companhia de Campinas, no interior paulista. A operação começou por volta das 6 horas e cumpre 20 mandados de prisão. Entre os envolvidos no caso estão a mulher do prefeito de Campinas, Rosely Nassim, e o vice-prefeito, Demétrio Vilagra (PT).

Conforme suspeitas da promotoria, a primeira-dama seria a mentora das fraudes. Depoimentos tomados ao longo da apuração indicam que ela receberia valores de até 7% dos contratos fraudulentos. Rosely é chefe de gabinete do marido, Dr. Hélio (PDT). Ele, por sua vez, não é ainda alvo da investigação porque possui foro privilegiado perante o Tribunal de Justiça.

Na semana passada, a primeira-dama de Campinas obteve habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado que a livra de qualquer "medida coercitiva". Assim, ela não será presa hoje, mas continua sendo investigada. Rosely nega participação no esquema.

Ex-diretor técnico da Sanasa, Aurélio Cance Júnior, é visto na viatura policial após ter sido detido em Campinas
AE
Ex-diretor técnico da Sanasa, Aurélio Cance Júnior, é visto na viatura policial após ter sido detido em Campinas
Policiais e a promotoria organizaram um cerco à Prefeitura de Campinas e fizeram uma devassa no quarto andar do prédio, onde fica o gabinete do prefeito. Dr. Hélio. Entre os acusados, permanecem foragidos o vice-prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra, do PT, e dois auxiliares considerados muito próximos ao prefeito: o secretário de Segurança, Carlos Henrique Pinto, e o secretário de Comunicação, Francisco de Lagos. Ambos fazem parte da chamada "República de Corumbá", cidade de Mato Grosso do Sul de onde, há alguns anos, vieram para Campinas.