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Prefeito de São Paulo poderá dividir palanque com Fernando Haddad na festa marcada para esta noite em Brasília

Um dia depois de avisar que prefere adiar seu engajamento na campanha petista em São Paulo a "acordar de mãos dadas" com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab , a senadora Marta Suplicy (PT-SP) deparou-se nesta sexta-feira com a notícia de que o fundador do PSD comparecerá à festa em comemoração ao aniversário do PT. Kassab confirmou presença na celebração que acontece esta noite, em Brasília, e deve dividir o palanque com o pré-candidato petista à prefeitura paulistana, Fernando Haddad.

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Diante da reação de Marta, houve quem avaliasse que faltou acertar com senadora engajamento na campanha em troca da vice-presidência do Senado
Senado Federal
Diante da reação de Marta, houve quem avaliasse que faltou acertar com senadora engajamento na campanha em troca da vice-presidência do Senado
Assim que tomou conhecimento da ida de Kassab ao evento, Marta avisou que se recusa a comparecer à festa, segundo petistas. Nas últimas horas, colegas de partido da ex-prefeita se revezavam ao telefone para tentar convencê-la a aparecer nas comemorações.

A presença de Kassab na festa ocorre em meio às conversas para uma aproximação entre o PT e o PSD, de olho na corrida eleitoral deste ano. Ontem, Marta explicou que decidiu adiar seu engajamento na campanha de Haddad enquanto não ficar claro qual será o alinhamento em relação a Kassab e ao PSD.

É hábito da direção do PT convidar dirigentes de todos os partidos aliados a participarem da festa de aniversário da legenda. O evento desta noite terá a presença da presidenta Dilma Rousseff , que deve chegar ao centro de convenções escolhido para a celebração no início da noite.

Diante da reação de Marta, houve quem avaliasse que faltou deixar claro à senadora que sua permanência na vice-presidência do Senado deveria vir acompanhada de seu engajamento na pré-campanha de Haddad. Depois de ser preterida na escolha do candidato à prefeitura e de ficar fora da reforma ministerial, Marta pressionou para que não fosse executado o acordo para um rodízio no cargo. Em tese, ela deveria ceder a vice-presidência ao colega José Pimentel (PE). “É como amigo secreto, você ganha um presente e tem que dar outro", afirmou um dirigente.

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