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Até ontem, Dilma não havia recebido ofício da Comissão de Ética, que pediu exoneração do ministro do Trabalho

Depois da notícia de que a Comissão de Ética Pública da Presidência recomendou a exoneração do ministro do Trabalho, Carlos Lupi , a crise que cerca o Ministério do Trabalho volta a pautar nesta quinta-feira as conversas no Palácio do Planalto. Ontem, a presidenta Dilma Rousseff ainda aguardava o oficio do órgão, que só deve chegar às mãos do governo nesta quinta-feira. A expectativa que circulava no Planalto era a de que Dilma vai aguardar que o próprio Lupi tome a iniciativa de sair do governo.

Lupi é o único ministro que por duas vezes teve sua demissão recomendada pela Comissão de Ética Pública da Presidência. Na primeira ocasião, em 2007, a Comissão entendeu ser incompatível que ele fosse ao mesmo tempo chefe da pasta do Trabalho e presidente do PDT. Para permanecer no cargo, ele se licenciou do comando do partido.

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Ministro do Trabalho já foi anteriormente alvo da Comissão de Ética Pública
AE
Ministro do Trabalho já foi anteriormente alvo da Comissão de Ética Pública

Nesta quarta-feira, Lupi recebeu novo golpe da Comissão, que não aceitou as explicações dadas para justificar diversas irregularidades em convênios da pasta com Organizações Não-Governamentais e o uso de um avião providenciado pelo diretor da ONG Pró-Cerrado, Adair Meira.

Em outubro, o iG revelou a existência de um esquema de desvios no ministério baseado em contratos com Organizações Não-Governamentais (ONGs) ligadas ao PDT , semelhante ao que derrubou o ministro do Esporte, Orlando Silva. Há duas semanas, a revista Veja publicou que Lupi viajou em avião cedido por uma ONG. O ministro nega, no entanto, que tenha cometido qualquer irregularidade.

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