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No Rio Grande do Sul, presidenta avisou que proposta do governo está colocada e segue acordo aplicado nos últimos anos

A presidenta Dilma Rousseff mandou hoje um recado às centrais sindicais e endureceu o discurso sobre as negociações para o reajuste do salário mínimo. Após participar de uma reunião com o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), Dilma disse que, por um acordo feito durante o governo Lula, o reajuste do salário mínimo se dá pelo crescimento da economia de dois anos anteriores e pela inflação do ano corrente.

“O que queremos saber e se as centrais querem ou não a manutenção desse acordo no período do nosso governo. Se querem, o que propomos este ano é R$ 545”, destacou Dilma. As centrais sindicais pedem reajuste para, no mínimo, R$ 580. "No passado não se dava sequer a inflação", criticou a presidenta.

Dilma criticou também a negociação paralela da correção da tabela imposto de renda. O assunto, junto com a negociação do mínimo, foi discutido nesta semana entre as centrais sindicais e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. "Uma coisa não tem nada a ver com a outra", queixou-se Dilma.

Depois de agendar e desmarcar em cima da hora a inauguração de uma usina em Candiota, no Rio Grande do Sul, a presidenta Dilma Rousseff prometeu mais uma vez voltar ao Estado para entregar a obra. Em reunião com governadores do Rio Grande do Sul, Dilma admitiu que a inauguração seria referente a uma obra que já funciona desde o ano passado. Ainda assim, prometeu voltar para comandar a solenidade.

"Eu volto aqui em outro momento para fazer isso. Isso não implica em que ela funcione. Ela está funcionando já. Vamos inaugurar em sentido simbólico", disse Dilma.

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