Dilma fala sobre câncer e corrupção em entrevista na TV

Em entrevista ao Fantástico, presidenta afirma que doença é uma 'questão resolvida' e diz que não há como acabar com a corrupção

iG São Paulo | 11/09/2011 22:56 - Atualizada em 12/09/2011 10:58

Texto:
enviar por e-mail
* campos são obrigatórios
corrigir
* campos obrigatórios

Em entrevista concedida ao programa Fantástico, exibida na noite deste domingo pela TV Globo, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o câncer linfático que enfrentou é "questão resolvida". A doença foi descoberta em 2009, quando a então ministra-chefe da Casa Civil era pré-candidata à sucessão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A questão do câncer hoje é resolvida quando se consegue detectar cedo (...) Foi o que aconteceu comigo", afirmou.

Dilma também falou sobre a "faxina" contra a corrupção, com a demissão de quatro ministros desde que assumiu o cargo, em janeiro deste ano. Ela rejeitou o termo faxina para as ações contra desvio de dinheiro público. "Faxina começa às seis da manhã e, às oito, ela já acabou", comparou. "Corrupção não é faxina. Você não acaba. Você torna cada vez mais difícil", disse. A presidenta explicou que dos quatro ministros que deixaram o cargo, o único que não foi demitido por suspeita de corrupção foi Nelson Jobim (Defesa). "Os três não podem ser julgados", respondeu.

Sobre os problemas que tem enfrentado na relação com sua base aliada, a presidenta comentou que é formada por "pessoas de bem" e que montou sua equipe para um governo de coalizão. Dilma disse que não faz política de "toma lá dá cá" e negou ter sido forçada a atender exigências de aliados. "Nunca dei nada a ninguém que eu não quisesse.

"Você me dá um exemplo do ‘dá cá’ que eu te explico o ‘toma lá’", respondeu Dilma à jornalista Patrícia Poeta, quando questionada sobre pressões dos partidos de sustentação do governo. Em seguida, amenizou: "Tô brincando contigo." Dilma disse que não se sente refém das bancadas aliadas no Congresso.

"Eu espero nunca trocar nenhum ministro e muitos deles eu não troquei exatamente por isso (corrupção)", respondeu, citando Nelson Jobim, que deixou o Ministério da Defesa em agosto. Também saíram do governo Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes) e Wagner Rossi (Agricultura).

CPMF

Dilma chamou a CPMF de "um engodo" e se disse contra o imposto. Mas reiterou que o País terá de encontrar uma nova fonte para suprir o "inexorável" aumento de gastos na saúde. Questionada sobre a possibilidade de um novo imposto para financiar o setor, foi clara: "Sou contra a CPMF, hein". Em seguida, disse que "a população é contra" porque "a CPMF foi feita para ser uma coisa e virou outra". "Acho que a CPMF foi um engodo nesse sentido de usar o dinheiro da saúde não para a saúde."

Intimidade

Dilma apresentou o Palácio da Alvorada, onde mora, e falou sobre sua intimidade. Contou que quer emagrecer e que usa mais saia desde que assumiu a presidência "para reafirmar a condição de mulher". Disse que recebe a família, brinca com o neto na piscina do Palácio e assiste "alguns capítulos da novela".

(Com Agência Estado)

Texto:
enviar por e-mail
* campos são obrigatórios
corrigir
* campos obrigatórios

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG


Ver de novo