Imagem do vídeo divulgado pela Casa Branca mostra ação no navio petroleiro
Reprodução/Casa Branca
Imagem do vídeo divulgado pela Casa Branca mostra ação no navio petroleiro

Quando Donald Trump autorizou, na madrugada de sábado (3), os bombardeios em Caracas e o sequestro de Nicolás Maduro, até as paredes da Casa Branca sabiam que aquela não era uma encrenca localizada, como uma cirurgia conduzida por robótica com alvo definido e hora pra acabar.

Trump mexeu num vespeiro que envolve a China, maior compradora do petróleo venezuelano, e a Rússia, apoiadora de primeira hora do governo chavista.

Nesta quarta-feira (7) Washington anunciou a apreensão do petroleiro Marinera, que era da Venezuela, tinha outro nome e navegava sob bandeira russa. 

A embarcação havia recebido escolta de submarino russo nos últimos dias, e mesmo assim os EUA bateram o pé: decidiram, sem consultar a comunidade internacional, que aquele petróleo era deles e fim. 

A Rússia não demorou a responder. Em nota, o governo de Vladimir Putin disse que a ação norte-americana violou o direito marítimo e que "não havia jurisdição para o uso da força". 

Moscou exigiu "tratamento humano e digno" aos tripulantes e cortou a conversa.

O episódio é só mais um indício de que a coisa ainda pode se alastrar a partir de Caracas.

O rastilho de pólvora se espalha pelo Atlântico e já incomoda o Kremlin. Qualquer espirro pode causar uma crise de implicações tão complexas como as que moldaram o século 20.

*Este texto não reflete necessariamente a opinião do Portal iG

    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!
    Mais Recentes