Casa Branca; esidência oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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Casa Branca; esidência oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Donald Trump prometeu reforçar as políticas anti-imigração depois que dois membros da Guarda Nacional foram baleados perto da Casa Branca nesta quinta-feira (26). O ataque é atribuído a um imigrante afegão.

Os tiros foram disparados durante a tarde no centro de Washington, onde centenas de agentes da Guarda Nacional patrulham as ruas desde agosto, a pedido do próprio Trump.

Segundo a Fox News, o autor dos disparos é Rahmanullah Lakanwal, um imigrante afegão de 29 anos. Ele trabalhou em várias agências do governo dos Estados Unidos, incluindo os serviços de inteligência, antes de abrir fogo na capital.

Trump mal esperou a polícia fazer o trabalho dela e correu às redes dizer que o suspeito chegou aos Estados Unidos em 2021 em um “daqueles voos infames”. Era uma referência à fuga de afegãos após a tomada do poder local pelos talibãs --resultado, vale lembrar, do vácuo de poder após as tropas norte-americanas deixarem o país.

O republicano foi claro ao dizer que o episódio dá um novo impulso à sua política contra imigrantes. Para surpresa de ninguém.

O anúncio acontece no pior momento de popularidade do presidente desde o início do segundo mandato.

Segundo o agregador de pesquisas de Nate Silver, a taxa de desaprovação de Trump atingiu, na semana passada, 55,9%, enquanto a aprovação caiu para 41,2%.

As pesquisas também revelam queda de confiança em temas econômicos. Para se ter uma ideia, a diferença entre a avaliação negativa e a positiva sobre a condução de Trump na gestão da economia hoje é de 20%. O índice é ainda mais desfavorável no caso da inflação: 34%.

Para Trump, o atentado é uma oportunidade de ouro para retomar uma bandeira de campanha e apontar o dedo para longe do próprio umbigo.

Nada melhor para unificar uma nação do que um inimigo. Ainda mais se ele for interno e puder ser expulso.

Ninguém ficará mais seguro com isso.

E quem mais vai sofrer são os imigrantes que trabalham e produzem e nunca levantaram a mão para ninguém. Nada disso, porém, entra na conta nos momentos de alta comoção social.

Trump sabe disso. E, como bom tubarão político, viu de longe o sangue na água dos feridos e não vai perder a oportunidade de faturar em cima deles.

*Este texto não reflete necessariamente a opinião do Portal iG

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