Cinemateca em chamas
Reprodução/ Twitter @CarlosPiazza
Cinemateca em chamas


Em mais um episódio de prejuízos para a cultura do Brasil, em julho deste ano, um dos galpões da Cinemateca foi atingido por um incêndio de grandes proporções . O incidente ocorreu no dia 29 daquele mês, pouco depois de o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) alertar o governo federal sobre o risco.


O fogo destruiu grande parte do acervo audiovisual brasileiro — a Cinemateca é responsável justamente pela preservação dessa produção. Com isso, o governo Jair Bolsonaro foi  alvo de críticas por parte de artistas e opositores, que apontaram descaso com a cultura do país. O episódio também marcou embates entre a gestão federal e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).


O tucano apresentou um  pedido formal para que a União repassasse a administração do espaço ao governo estadual e à prefeitura da capital paulista, mas teve o pleito negado. Já o secretário especial de Cultura, Mário Frias, culpou os governos petistas pelo incêndio .


"O estado que recebemos a Cinemateca é uma das heranças malditas do governo apocalíptico do petismo, que destruiu todo o estado para rapinar o dinheiro público e sustentar uma imensa quadrilha de corrupção e sujeira criminosa", acusou em um post no Twitter.



Atualmente, o espaço é administrado pela Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC), que venceu o edital para geri-lo por cinco anos. No mês passado, a diretora-executiva da SAC, Maria Dora Mourão, disse à Folha de S. Paulo que o plano inicial era analisar todo o material, avaliar as condições e depois reabrir para o público, o que ela espera fazer no primeiro semestre do próximo ano.

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