Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) abraçado ao pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo
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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) abraçado ao pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo

As bancadas evangélica, ruralista e da bala, que formam um tripé de apoio ao presidente Jair Bolsonaro no Congresso, votaram majoritariamente a favor da PEC do voto impresso, derrotada na noite de terça-feira na Câmara. Entre os evangélicos, 76% apoiaram a proposta, boa parte contrariando orientações de seus próprios partidos. Para especialistas, os números indicam a fidelidade de determinados grupos temáticos à pauta bolsonarista e também a reorganização da base do governo de olho nas eleições de 2022.

Segundo o levantamento do GLOBO, de 93 deputados que se declaram evangélicos, 71 votaram a favor da PEC — deste grupo, 28, cerca de 40%, integram partidos que haviam orientado votação contrária à proposta. O Republicanos, partido ligado à Igreja Universal e que tinha orientação favorável ao voto impresso, foi a sigla que encampou o maior apoio evangélico à proposta, com 17 votos.

Embora tenha participado de um encontro no início de julho com presidentes de dez partidos que se manifestaram contra o voto impresso, o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), foi um dos que apoiou a proposta na Câmara. Em vídeo divulgado para justificar sua posição, Pereira disse não ter visto elementos de fraude nas urnas eletrônicas, mas alegou que havia recebido questionamentos de eleitores e que apoiaria a PEC para trazer “maior transparência e mais provas” sobre a lisura do processo eleitoral.

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