Talíria Petrone, deputada do PSOL, era amiga de Marielle Franco na Assembleia do Rio de Janeiro
Ricardo Albertini/Câmara dos Deputados
Talíria Petrone, deputada do PSOL, era amiga de Marielle Franco na Assembleia do Rio de Janeiro

O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, pediu à Polícia Federal, à Procuradoria da República no Distrito Federal e ao Ministério Público do Rio de Janeiro providências urgentes contra as ameaças recebidas pela deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ), após representação feita pela bancada do PSOL na Câmara.

"São graves os diversos cenários de violência e ameaças enfrentados pela parlamentar representante. O teor dos relatos nos força a refletir sobre as vulnerabilidades enfrentadas diariamente pela população de mulheres negras brasileiras ", afirma o procurador, que cobra "máxima seriedade e urgência".

Segundo os relatos de Talíria, ela já recebeu pelo menos seis planos que tinham como objetivo o seu assassinato. As primeiras ameaças são de 2016, quando a hoje deputada foi eleita vereadora em Niterói (RJ). No ano passado, novas gravações com planos para matar Talíria foram interceptadas pela Polícia Civil do Rio.

"Dizem que eu deveria ser furada como Marielle [Franco, vereadora assassinada em março de 2018]", disse a integrante do PSOL, partido pelo qual Marielle também foi eleita, em 2020.

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