Marcelino Borba (PV) se desculpou após declarar que empresa de energia são iguais a judeus
Divulgação Prefeitura de Rio das Ostras
Marcelino Borba (PV) se desculpou após declarar que empresa de energia são iguais a judeus

Marcelino Borba (PV), prefeito de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro , se desculpou pelas declarações feitas durante sua posse, no dia 1º de janeiro, onde fez uma comparação entre uma empresa de energia elétrica com judeus.

Para criticar a Enel, empresa que atua na distriubuição de energia elétrica na cidade, o político fez uma comparação, dizendo que como os judeus , são gananciosos e só pensam em dinheiro:

"Eles ficaram um mês para substituir um poste. E não trabalham de graça, não. São iguais judeus. Trocamos lá na Cidade Praiana uns 12 postes de madeira. Precisava do poste de madeira. 'Não, agora tem que vender. É R$ 450'. São pior do que judeu, assim! Os caras não liberam nada. Tudo para eles, querem dinheiro. É uma covardia com a gente", declarou durante a posse como prefeito.

Desde a semana passada, a Polícia Civil do Rio apura se Marcelino cometeu injúria. A pena prevista para injúria por preconceito qualificado é de dois a cinco anos de prisão.

Nesta segunda (11), Marcelino Borba se desculpou pela "infeliz" declaração, e disse que por ser um homem simples, disse "no calor da emoção":

Fiz uma comparação infeliz citando o povo judeu, na empolgação de um discurso improvisado", explica Borba. "Como bem meus colegas de partido sabem, não costumo preparar discursos, sou um homem simples, que prefere falar de improviso no calor da emoção. Por isso, ao criticar a empresa de energia elétrica, que vem causando vários prejuízos ao nosso município, recorri a uma expressão, de moto metafórico, que infelizmente atingiu o povo judeu", afirmou.

A confederação Israelita do Brasil ( Conib ) repudiou a fala do prefeito carioca e declarou que avalia possíveis medidas legais contra ele.


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